sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Carta à professora


Carta à professora da minha filha

Cara Professora,

Eu comprei para a minha filha um daqueles bloquinhos para se escrever recados. Papel enfeitado e colorido. O dela tem aquela forma das bonequinhas japonesas, acho que se diz kokeshi.
Sabe professora, a primeira vez que eu vi um bloquinho desses, tive vontade de comprar, mas por algum motivo, eu comecei a pensar que se minha filha o tivesse na mãos, iria mandar recadinhos para as amigas e poderia atrapalhar a sua aula e ainda levar uma bronca.
Porém, dia desses, eu estava sozinha em casa e fui fazer uma faxina no quarto dela. Encontrei alguns, ou melhor, muitos desses papeizinhos. Larguei o pano e a vassoura de lado, sentei-me no chão e me pus a ler cada um deles.
Aquela letrinha de criança, aqueles erros ortográficos que passam a não importar porque ali tem tamanho carinho, tanta pureza. Ali é o coração que lê.
Professora, há quanto tempo que você não recebe de um amigo seu, adulto, um bilhetinho assim escrito “ti amo 100 vezes, você é minha melhor amiga ou você vai ser a minha melhor amiga para sempre e eu gosto de você 1000 vezes”? Há quanto tempo?
Há muito que eu não recebo um bilhete assim e ouso dizer que a senhora também não. Nós adultos, tão cheios de “achismos” iríamos achar que não fica bem dizer ti amo 100 vezes para um amigo ou amiga. Poderiam interpretar mal.
Falto-nos coragem. Temos vergonha em excesso e não sabemos usar o coração para ler bilhetinhos.
Já aconteceu professora, do copo de leite virar inteiro na blusa do uniforme bem na hora de sair e eu enfurecida, falando da falta de cuidado, falando que vamos chegar atrasadas enquanto procuro outra blusa no cesto de roupas para passar, fazê-la chorar e ela entrar para a sala de aula de blusa limpa e coração manchado de tristeza.
Eu me desculpei, disse que me descontrolei, mas sei que a tristeza foi com ela.
E agora também sei que ela receberá um bilhetinho assim: “Ju o que você tem? Toma lanche comigo oji?”
Esse papelzinho, dobradinho que vai passando de mão em mão vai abrandar a tristeza da minha menina e logo ela estará bem.
Foi pensando em tudo isto que eu deixei a faxina e fui para a loja comprar o bloquinho.
Orientei-a que só deveria mandar recadinhos quando você estivesse de costas para a sala, escrevendo na lousa por exemplo.
Mesmo que ela não tire dez na prova de matemática, tenho certeza que ela saberá o valor de um amigo que gosta da gente 100 vezes.
Desculpe professora por eu ter feito isto, mas é que quando a minha menina deixar de ser borboleta e se metamorfosear em adulto, não sei se ela conseguirá dizer “ti amo amiga, vem na minha casa oji?

Sem mais

mãe da Ju





Desafio 77 palavras


desafio nº 17


O desafio nº 17 vai dar uma trabalheira… uma trabalheira muito divertida!
Então, como será?

Procurem duas palavras simétricas (e que existam!):
Por exemplo:
  • ·         Medi – Idem
  • ·         Servil – Livres
  • ·         Socas – Sacos
  • ·         Saco – Ocas
  • ·         Lava – Aval


Que história pode ir de uma à outra?
Vai ser de certeza uma…
… história em 77 palavras!
(pode usar as do exemplo, claro, mas vai ser engraçado descobrir mais…)
Vem brincar também, escolha as suas palavras e clique aqui!

Socorram, Marrocos não!

Achou estranho os cheiros que deslizavam sob aquele céu tão azul. Era agradável, assim como o colorido das roupas e a sonoridade no andar das pessoas. Agradável e desconhecido. Que lugar era aquele?
- Marrocos – alguém gritou.
Os sentidos lhe faltaram, desmaiou.
-Socorram, socorram!
Voltou a si e começou a gritar:
- Marrocos não, Marrocos não...
- Eu sou do Maranhão.
Aeroporto, conexão, voo atrasado, deu tudo errado.
-Já que estou cá, ao menos uma volta de camelo vou dar!

Eu escolhi as palavras simétricas Marrocos e socorram, que aprendi lá na Tina!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A saga da grama

A saga da grama ou também o título desta postagem poderia ser "sem tempo".
Ando um tanto sem tempo para o blog e o blogs amigos como gostaria. Quero me explicar.
Quem acompanha este blog há mais tempo sabe que eu morava anteriormente em um prédio cujo banheiro ficava defronte para a rua.


Eu desejava uma casa ensoralada com um jardim e banheiro discreto.
E então eu me mudei. E a casa é ensolarada. E tem um jardim!
Aí começam os problemas.
A grama escolhida pelo marido não foi da melhor qualidade. Ela começou a apresentar um crescimento descomunal. Era preciso cortá-la todos os domingos, fizesse chuva ou sol.

neste domingo estava chovendo

Marido disse que aquilo não podia continuar. Aonde estava a nossa qualidade de vida? A cada final de senama se aproximando, ele já ficava estressado. Gostava apenas das segundas, terças e quartas-feiras.
Eu, que não sou de plantas, nem flores, fui me apegando àquela grama.


Marido me pedia que arrancasse aquelas plantinhas intrusas que ali nasciam.
Simplesmente não conseguia.
Nem é trevo de quatro folhas - ele dizia.
Não me importo, não faço discriminação só porque ele tem uma folha a menos - eu retrucava


Num final de tarde chuvoso, entregaram a nova grama. Pilhas de quadrados verdes foram colocados no quintal para que no dia seguinte a grama crescedeira fosse removida.
Fiquei triste. Muito triste.
Primeiro porque o barro desprendido daquela nova grama se espalhou por todo o quintal deixando-o alaranjado. Fato que se estendeu para o meu edredon na  forma de patas caninas absolutamente sujas.
Então desejei que a chuva parasse para secar aquela lamaçal. E ela parou. Já faz mais de um mês que não chove.
E por causa da ausência da chuva e que estou com ausência de tempo. Marido recomenda expressamente que a grama seja molhada, aguada senão morre.
Tem que aguar pela manhã. Ouvir os índices de umidade relativa do ar, que se estiverem muito baixos, requer outra mangueirada na parte da tarde e nunca esquecer de regar antes de dormir. Não é bom encharcar, mas também não deve regar com pouca água.
Passo os dias a regar, a saber da umidade do ar, a fazer simpatias para que chova e a grama não morra.
Em meio a este caos, notícias boas: ganhei dois sorteios nos blogs amigos: da Aleska e da Ana Virgínia.
Então, o carteiro veio entregar o presente. Adoro receber a visita do carteiro, mas sei que ele é sempre apressado, por isso eu gritei para o filho ir atendê-lo, já que eu estava impossibilitada.
Filho obediente vai depressa: pisoteia a grama que acabou de ser regada... mas traz o pacote.


Quando vou colocar a meia na máquina de lavar, ela se recusa dizendo que não vai se mexer se eu colocar "aquilo" ali dentro.
Tenho que lavar na mão. O tempo vai escasseando.

O principal não contei: aquela grama antiga era povoada de lesmas. À noite, via o luar refletido em seus pequenos corpos. Quando chovia ( e sabe que com a grama antiga chovia muito ) elas ficavam estacionadas na minha varanda. Eram muitas, mas eu me afeiçoei a uma, a Edith.


Edith era dócil, poética. Ensinou-me a ver a vida de um outro angulo.
Ajudou-me a treinar técnica fotográfica com o objeto em movimento, no caso ela se movimentava e eu fotografava.
Edith era uma amiga.
Agora ela se foi. E nesta nova grama não há sequer um ser assim.
Dias desses, veio uma lesma na alface e eu logo transportei-a para a nova grama. Não deu certo, encontrei-a ressequida.
Com tudo isto acontecendo, ainda tenho que lidar com a ausência da Edith.
Assim que chover, tudo ficará melhor e eu terei mais tempo.
Preciso ir. Já está na hora de regar a grama. Hoje a umidade está baixa.






sábado, 25 de agosto de 2012

Uma noite soberba



Devido ao horário avançado ( opinião pessoal ) apenas afasto a cortina e espio pela janela entreaberta.
O sujeito pronuncia palavras e eu respondo indelicadezas. Apesar de, levanto-me e vou até ele.
A senhora me desculpa por eu estar atrapalhando a tua novela".
Começamos mal, muito mal...
Que mania é esta de, só porque são nove horas da noite, achar que eu estou assistindo à novela das nove?
Mais indelicadezas da minha parte.
Eu moro na rua detrás – prossegue ele meio sem jeito – e como a senhora já deve ter percebido, estamos tendo muitos problemas com esta praça ( a que fica defronte à minha casa ), lixo, drogas, assaltos.
É, é bem verdade.
Uma reunião com os moradores das duas ruas para discutirmos sobre as providências necessárias. Ele e sua família estavam cedendo a casa deles para essa reunião e gostaria de contar com a nossa presença.
Achei pertinente o tema. Achei delicado confirmar presença.
Quarta, as dezenove, no número 150, casa azul!”

Falei com o marido, que achou importante que participássemos. Ele ficaria em casa com as crianças para eu ir.
Tenho pensado em algumas escolhas do marido: na hora do mercado, ele sempre escolhe tirar as compras do carrinho e eu empacotar.

Cheguei no horário. Subi uma escada em caracol, fui conduzida a um terraço, onde algumas pessoas já aguardavam sentadas diante de uma grande mesa retangular.
Sentei-me, apreciei o local. Havia uma piscina. A conversa fluía sobre quando eram crianças e brincavam por aquelas ruas. Fui me sentindo um peixe fora d'água porque moro ali há somente oito meses. Senti vontade de entrar na piscina, mas aí chegou um sujeito que me chamou muito a atenção.
Ele utilizava uma muleta. Apenas uma. Subiu a escada caracol sem demonstrar dificuldade. Depois andou agilmente, porém sempre segurando a muleta que parecia flutuar no ar e distribuiu jornais para todos os que ali estavam. Acho que aquilo era realmente só uma muleta. No sentido psicológico da palavra.
Outra movimentação e surgiu uma tela na nossa frente.
Documentário e ficção.
Olho para o jornal e minha atenção é desviada quando surge na escada caracol uma figura muito lustrosa.
E não é que era o mesmo homem do jornal?! Impressionante...
Voltei os olhos para o jornal – propaganda política.
Marido pressentiu isto e por isso escolheu cuidar das crianças.

O bem mais precioso que nós temos, não são os patrimônios, somos nós, pessoas.
Já gostei do sujeito. Um cara que valoriza o ser humano.
Era secretário de segurança, afastado para poder se dedicar à campanha.
Menino, cresceu brincando por aquelas ruas junto ao meu anfitrião. Lembrou que havia uma jabuticabeira bem ali.
Senti novamente vontade de ficar na piscina.
Mas ele estava ali para nos ajudar. Era somente preciso ajudá-lo a vencer as eleições.
Falaram do problema das drogas.
Eu disse que todas as manhãs via jovens da escola próxima dali, deixando de ir para a escola para se drogar. E indaguei se ele não poderia colocar uma ronda escolar.
Sabe porque não posso? Porque aquela escola é do estado. A ronda deve ser feita pelo estado e não pelo município”.
Achei confuso raciocinar, afinal ele não tinha dito que o ser humano era o mais importante?
Então, depois que saímos do cinema, da leitura dramática, entramos no assunto moda.
Ele falava da belíssima confecção de uniformes que o nosso prefeito fazia ( e eu nem sabia que ele era alfaiate ) e disse que o governador nem se importava com isso...
Ficou bastante tempo na moda. Voltou depois falando da tecnologia. Se eleito for, colocará câmeras na nossa praça, polícia inteligente ( não consegui entender isso ), mas para isso ele precisa ser eleito vereador para que o prefeito o puxe novamente ao cargo de secretário.
Aí ficou confuso para mim: ele precisa ganhar para vereador e o outro sujeito precisa ganhar para prefeito? É isso mesmo?
E se ele ganhar e o prefeito não? Vão puxá-lo para onde? E como fica a câmera de segurança se um vencer e o outro não?
Achei melhor parar de pensar e utilizar o serviço de restaurante disponível a minha frente.
Muito saboroso. Servi-me de bolo de cenoura com coca-cola. Não é uma crítica, porque realmente estava gostoso. Mas, se fosse eu, se fosse na minha casa, eu serviria coca-cola com pizza. Acho que combina mais com a ocasião.
Distraí-me tanto no restaurante, que quando voltei, um sujeito da plateia reclamava dos hidrômetros que foram substituídos e agora as contas vem volumosas.
Nosso protagonista disse viver o mesmo problema. Sua conta de água vem tão alta que ele acha que quando sai para o trabalho, o amante de sua mulher deve ficar o dia todo com o chuveiro ligado.
Quase caí da cadeira de tanto que ri. Que humor. Que talento. Ri tanto que não escutei a resposta para tal problema.
Comecei a pensar nas oficinas, nos cursos de escrita criativa que eu tenho vontade de fazer e acho que devo mudar de opinião e fazer um curso de político.
Não existe sujeito mais criativo que um político.
Pensei em perguntar sobre qual solução ele daria para o preço do tomate. Como está caro o tomate. Como eu não sabia se deveria abordar a secretaria do abastecimento ou da agricultura, modifiquei a pergunta.
Então se eu entendi, o senhor colocará uma ronda a partir de amanhã e se ganhar, o que é certo, teremos então, a câmera, a inteligência...?”
Correto, respondeu-me o ilustre.
Bom eu já vou indo, disse. E ele também porque ainda tinha outra reunião.
Apertou minha mão dizendo que contaria com meu apoio para que possamos andar pela praça como nos tempos das jabuticabas.
E enquanto eu apertava a mão dele, lembrei-me que eu não transferi meu título de eleitor. Não poderei votar nele, nem no sujeito que vai puxá-lo.

Da próxima vez no mercado, eu tiro as compras do carrinho e marido empacota.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Foto e vídeo

Tem proposta de fotografia lá no Fotos de Quinta, com o tema "estudantes".


Escolhi uma foto que para mim traduz bem essa fase da vida, essas crianças lindas que são estudantes.


E quero partilhar um vídeo, que me foi enviado por uma pessoa especial num momento difícil para a minha família. Mas receber este carinho, sentir a mensagem do vídeo é revitalizador. Apenas 2 minutos e uma enorme sensação de que vale a pena!
Beijos


Chegou a Verinha para brincar

E ela veio de barco e de muito longe... A Verinha mora em uma ilha lá pras bandas do Marajó. Sua ilha chama-se Muianá.
Tem muita história boa por lá. Depois de ler o que a Verinha imaginou, passa por lá conhecer o seu blog Eternamentevv.


Fico a olhar esta imagem e os detalhes me chamam a atenção como a escada de alumínio novinha comprada aqui para casa porque tudo é tão alto e eu baixinha não podendo alcançar nada, me serve como alavanca para me sentir nos ares e poderosa para alcançar o que quiser. As cores vivas nas paredes, uma plantinha tímida e a sua volta o concreto, mas nada a impede de crescer,  a piscina tão desejada pela família e a preocupação de colocar proteção para que o cachorro não se aventure dentro dela e muitos mais que ainda estão por vir, o desejo de ter mais um, mais dois, de serem três. Os muros altos tampando a visão da natureza tão linda e exorbitante, um momento de privacidade e companhias tão agradáveis  É incrível olhar para esta imagem e se imaginar dentro dela vivendo uma situação quase que semelhante. Claro que para ficar descansando com os pés para o ar vai demorar um pouquinho.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Chegou a Menina Voadora para brincar

A Menina Voadora pousou por aqui para brincar com a gente!
Conheçam o lindo blog da Anne Lieri, doçura e poesia.



Enquanto escrevo poesias
Tranquila: pernas pro ar!
Aparecem três cachorrinhos
E me chamam prá brincar!



Lili é a mais dengosa
Cachorrinha de madame
Muito linda, bem cheirosa
Não existe quem não ame!



Mimi é muito levada
Adora uma confusão!
Cahorrinha bem treinada
Dá a pata e rola no chão!



Totó é bem humorado
Gosta mesmo é de ração!
Corre depressa, assustado
Se percebe confusão!



Com esses três cachorrinhos
Fiz a pausa na poesia!
Afinal, nem todo dia
Brincar é tão divertido!

Chegou a Chica para brincar

Ela trouxe lá do Sementinhas toda esta alegria!

Domingo, dia de alegria...
Trabalhar? Ninguém nada quer fazer!
Seu Pedro, ao lado da piscina, seu livro a ler!

Pela folga dos seus pés, o descanso já se via...
Ficara em casa e dos cães amigos devia cuidar...
Mas quem disse  que trabalhar ele queria?
Queria mesmo, ficar só ali  a cochilar!!

A cachorrada toda com fome ,não parava de gritar
nem mesmo assim ,ele queria acordar!

Só quando Ana Paula chegou
e a gritaria do trio parou de se escutar
 e dos cães eles agora lembrou...
Nossa!!! Ana Paula agora vai me xingar!!!

Mas ela estava bem boazinha
foi logo a ração para eles dar
a alegria dos seus olhos vinha
quando o trio ia rápido a encontrar!

Assim depois  do trio amigo alimentado
Ana Paula, foi na cozinha um, lanche preparar.
Seu Pedro, levantou, rápido, animado
Mas ela disse que hoje ele iria, de castigo,  jejuar!!!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Chegou a Marcilane para brincar

E lá do Simples Inspirações veio a Marcilane para brincar!
Entre caixas e faxina... 


Meu fim de semana
Mudar sempre é bom e aproveitando que neste fim de semana eu ia ficar em casa, decidi fazer uma faxina daquelas! Durante a faxina decidi mudar os móveis de lugar; não gosto dos móveis sempre do mesmo jeito, mudando-os de lugar, posso aproveitar os diversos espaços da casa.
Meus cachorrinhos fofos estavam carentes de mim. Deu uma peninha quando os vi querendo brincar! Mas eu tinha que acabar a faxina.
Como minha nova TV havia chegado, estava ansiosa para vê-la funcionando. Então tratei logo de instalá-la. Ficou linda na minha sala de cara nova!
Após a faxina estava muito cansada, porém a casa estava limpa e organizada. Olhando para a piscina, reparei que aquele fim de tarde estava bastante convidativo. Então, fiz um suco gostoso e decidi relaxar um pouco na espreguiçadeira.
Assim que me sentei meus fofos Pingo, Sol e Lupi vieram correndo para brincar e receber carinho. Como são lindos esses três! Pularam em cima de mim e fizeram a maior festa. Brincamos tanto que nem vi a hora passar, quando dei por mim já havia anoitecido.
Este dia foi cansativo, porém muito gratificante. Fiquei satisfeita por ter conseguido deixar a casa em ordem e ainda ter relaxado um pouco. Aproveitar momentos simples, como dar atenção aos meus companheirinhos, me deixa muito feliz.
Marcilane Santos.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Chegou a Tina para brincar

A Tina desligou a panela de pressão e veio aqui brincar!
Depois de ler, vá por lá passear! É na Bahia!
Blog da Tina


Era uma vez uma caixa de papelão, uma escada, uma piscina, três cachorros e um tênis que escondia uma meia
Em um dia dedicado a fotografia, tudo isso ficou registrado
Além de um basculante, uma moita, um corredor, chão de pedras, uma varal
Acho que dois pregadores, árvores do outro lado do muro, um lustre branco, um pedacinho de céu também branco
Fiquei pensando se seria um desses cachorros , um que ouvi falar que gosta de meias
Fiquei imaginando se aquela escada era para piscina ou par estender as roupas no tal varal
Fiquei curiosa para saber se acertei e ali haviam dois pregadores
Pensei também se já pousaram passarinhos nesse varal
Ai parei de pensar pousa foto da minha cozinha era um panela de pressão agitada
Hora de filho ir para escola, compromissos e outras fotografias

Chegou o Neno para brincar

E este guri de apenas 9 anos entrou na brincadeira! E imaginou uma história bem sapeca!
Neno, muito agradável tê-lo por aqui, partilhando conosco.
E tem muita coisa boa lá no blog Historinhas do Neno. Corre lá para conferir!

A amizade


Existe um cachorro, muito danado!
O nome dele é  Sapeca.
Ele adora comer os biscoitos sem ninguém ver, brincar na lama e entrar em casa sem se lavar, acordar os donos uivando que nem lobo, era danado mesmo!!!
Mas naquele dia, ele nem sabia que ia conhecer alguém especial!!
Sapeca estava tomando um banho de sol do lado da piscina e ouviu um latido.
Ele pensou:
-Coisa estranha! Nunca vi um cão por aqui!
Então, ele decidiu procurar o cão que estava fazendo isso.
Ele procurou, procurou,... E achou!
Mas não era UM cão. 
Eram DOIS!!!
Sapeca perguntou:
-Quem são vocês?
-Eu sou Peludo!
-E eu sou  Teddy!!
Sapeca disse:
Eu sou Sapeca!
E os três viraram amigos!!
Brincaram juntos e fizeram um monte de coisas!!!
E o dono de Sapeca nem percebeu!!!
Peludo perguntou:
-Qual é o seu nome mesmo?
-É Sapeca!!
Peludo se lembrou de uma coisa e disse:
-Sapeca...Irmão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
-Não sabia que eu tinha um irmão!!
-E nem é um. São DOIS!!
Então, ficaram todos na mesma casa pra brincar todos os dias!!...Neno

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Escreva algo para seu público


Esta é uma proposta vinda lá do blog Masmorra do Pedro, escrever para os leitores do blog.
Conheci uma história num livro infantil de um homem que ficava numa estação de trem sempre a espera que alguém desembarcasse e procurasse por ele. Um amigo era o que ele desejava.
Até  que resolve arriscar ir até outra estação e encontra outra pessoa que também fica a espera de amigos.
A história segue pelos trilhos e no final há um trem lotado de amigos que se conheceram pelo caminho.
Assim são essas pessoas que passam por esta estação, este blog. Uns embarcam e sempre voltam, outros fazem viagem longa e demoram a aparecer, mas muitos de vocês deixaram de ser apenas leitores, já são amigos. Eu ouso dizer que sei um pouquinho a que horas vão desembarcar num novo post ou num comentário aqui. A maioria das vezes sou surpreendida e isso é maravilhoso.
De estação em estação, de blog em blog vamos cultivando amizades. Não importa se muitas ou poucas. Importa que é uma troca agradável.
Obrigada a você que me lê!


Mimo para fotógrafos


Não, não se desesperem porque ninguém quer estragar suas lentes, tradução do teu olhar poético, contestador, admirável.


É só uma caneca-lente!
Gostei tanto da ideia, que mesmo sem ser fotógrafa, eu quero uma para mim!
Deve ser pura inspiração sentar-se a frente do computador a postar fotos e escrever.
Mas, mesmo que você ainda não tenha a caneca, inspire-se a escrever e brincar aqui no blog olhando esta foto aqui.
Estou organizando os textos durante esta semana. Asseguro que estão divertidos, cheios de doçura e até jejuns!


Ah! E se comprar a caneca, avise e mande fotos. Só não vai errar a lente!



Volto mais tarde com outra postagem. Beijo

domingo, 19 de agosto de 2012

Parabéns fotógrafos!

Hoje é o dia internacional da fotografia.
Então parabéns aos meus amigos fotógrafos! Aprendo muito com vocês.
Estou longe da qualidade, da excelência, mas garanto que me divirto e muito clicando.
Li em algum bom blogue, do qual não me lembro, que fotografia é o resultado de técnica, prática com sorte. E aprendi com a Ana Virgínia, que é paciência também.
O fato é que adoro fotografias.
E para aproveitar, quero convidá-los a  uma brincadeira:
Vou postar uma foto e quem quiser escreve um texto sobre ela durante esta semana. Publica no blog ou manda por e-mail para mim:
paula.amaralanis@hotmail.com

Quer brincar, então vem com a gente.
Ah! Tá sem coragem, sem problemas! Volta aqui depois para ler se divertir.

Foto na tela e muita imaginação!


Conexão fronha

E mais um gostoso desafio lá no blog 77 palavras:


O desafio n 16 vai dar uma atenção especial a uma palavra:
   uma palavra que adora;
   ou uma palavra que detesta;
   ou uma que não usa;
   ou uma que lhe diz muito.

Quer tentar? Lembre-se nem 76 nem 78. Exatamente 77 palavras!

Conexão fronha

Escolhi uma palavra que me diz muito: fronha.
E nenhuma relação há com sonhar ou repousar a cabeça. Fronha virou sinônimo de amizade.
No mundo virtual encontrei uma pessoa que diz não haver palavra mais feia que esta na nossa língua. E de tamanha implicância, surgiram gargalhadas, brincadeiras.
Encontrar a fronha na escrita ou no varal tem agora um significado especial, o da amizade.
Uma palavra feia para ela, uma conexão que me faz sorrir. Conexão fronha!

sábado, 18 de agosto de 2012

Embevecer


Neste final de semana, minha filha Júlia, de 7 anos, não está em casa. Foi para um sítio a convite dos pais de sua amiga da escola. Ontem à noite, telefonou para dizer boa noite. Era quase impossível ouví-la: a alegria borbulhava em suas palavras e outras quatro amigas “algazarreavam” ao fundo!
Queria escrever sobre este momento e não encontrava as palavras, nem sabia exatamente o que eu queria dizer.
Fui passar roupas... ( Tina eu gosto muito de passar roupas! ) e me ocorreu uma palavra que descreve inteiramente este Final de Semana no Sítio.
Embevecer.

Acho que especialmente os bebês causam embevecimento. Filhotes também.
A gente fica ali apenas a olhar. Não é preciso mais nada. É como ser absorvido para dentro daquela cena, daquele momento.
Quando são bem pequenos, que ainda não precisam de intervenção, podemos ficar a admirar um bebê: seus gestos ainda sem tanto controle, seus sons, risadas, “conversas”... são momentos de embevecimento.
Nesta fase dura pouco. Os movimentos passam a ser cada vez mais elaborados e aí começamos o tempo todo a ficar atentos e passamos a cuidar o tempo todo: o que se põem na boca, o que quer puxar do alto, a cabeça que pode bater. Não há como relaxar.
Uma outra fase chega, que é a do educar falando a maior parte do tempo: já escovou os dentes, fez a lição de casa, arruma a postura, vamos na casa do seu primo e não quero brigas...
Isso é ser pais. Valores, caráter, boas maneiras. Só que o tempo, os momentos para embevecer se tornam cada vez mais escassos.
Talvez numa apresentação da escola. Sentamos lá na plateia e apenas observamos. Entre embevecer e filmar com o celular.
Se eu estivesse com ela lá no sítio, certamente estaria mais falando do que embevecendo.
Mas ela está sozinha, quero dizer, sem a minha presença falante. E eu estou sozinha aqui.
Posso olhar de longe e imaginar suas risadas, sua maneira de pedir o que precisa.
Espero que chegue o momento em que eu possa mais me embevecer com os filhos. Sentar a uma mesa para um café ou uma cerveja e falar pouco e olhar embevecida para aquele adulto à minha frente e simplesmente apreciar sua companhia.
Deve ser difícil talvez.
O mesmo gostaria um dia que os filhos fizessem comigo. Apenas olhassem, sem ter que criticar, confrontar, desafiar.
Quero em minha vida muito cada vez mais momentos de embevecimento.
Beijo e bom final de semana.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Dia do pão de queijo

E não é que hoje é dia do pão de queijo?
E eu estou um pouco fora de sintonia com o tempo, que insiste em não querer colaborar por estes dias, mas, sinto falta dos amigos e então, convido-os a saborear um pão de queijo quentinho, saído agora, agora do forno.
Aceita? Assim a gente aproveita para um dedinho de prosa!


terça-feira, 14 de agosto de 2012

O deboche do guarda-chuva


Eu ouvi sua gargalhada debochada. Porém, o relógio me apressava e eu precisei reorganizar rapidamente aquela situação.
Chovia no horário em que saímos para ir para a escola.
Parei em frente ao lugar em que ficam pendurados os guarda-chuvas, peguei e abri o meu e fui apressando o meu filho, que de súbito me disse que não iria de guarda-chuva.
- A chuva está forte – retruquei.
- Eu não vou com este guarda-chuva. Ele é de personagens, não vou entrar na escola com um guarda-chuva cheio de bichinhos...
Passei o meu para as mãos do meu filho, peguei o cor-de-rosa da caçula e seguimos, quase atrasados.
Quando retornei, toda respingada, parei e o encarei. Ele, o guarda-chuva, mais uma vez soltou aquela gargalhada irônica falando ao mesmo tempo:
- Você não viu que o menino cresceu?
- Onde você estava que não percebeu que ele não me quer mais? Não percebeu que nem as cuecas de “bichinhos” ele usa mais?
Correu uma lágrima pelo meu rosto e eu corri para o quarto do menino.
Abri a gaveta e lá estavam encostadas num canto, as cuecas com estampa de bichinhos, carrinhos, trenzinhos.
O guarda-chuva soube antes que eu...
Os brinquedos também há muito não saem da grande caixa em forma de urso.
Entendi todo o deboche do guarda-chuva: ele sabe que precisará encontrar outro menino.
Um menino que quando segurá-lo pela primeira vez em suas mãos pequeninas, vai olhar para o céu azul e cheio de sol e desejar que chova de repente, o mais rápido possível. Um menino que imagine poder pegar com o guarda-chuva uma rabeira de vento e sair voando. Um menino que não se importe com molhar os pés e ficar girando o guarda-chuva acima de sua cabeça só para ver as gotinhas bailarem no ar.
O deboche o guarda-chuva foi, na verdade, uma despedida.
Ele, como eu, vai sempre se lembrar do menino travesso que tanto brincou com o guarda-chuva de bichinhos.
Agora o guarda-chuva partiu. Agora o menino cresceu. 


domingo, 12 de agosto de 2012

O pai do sertão



O pai lança um olhar demorado para o céu.
Não se sabe se agradece, pede, suplica, ou o mais provável é que simplesmente constate o que aprendeu menino, enxergando nos olhos no próprio pai.
A desolação da seca, o deserto nas suas terras, as carcaças espalhadas, os filhos lá dentro do casebre.
Talvez um esboço de lágrima nos seus olhos, talvez só a aridez da vida.
Chama a mulher: arruma a trouxa pra menina.
E num virar de página, ela está num outro extremo de seu próprio país.
É a voz firme da madre superiora que as define:
Chegam aqui assim, sem saber fazer a própria higiene, sem saber segurar talher. É um longo trabalho de entalhe até chegar no ponto de encontrar ou não a vocação. A maioria traz apenas a esperança de fugir da seca. Os pais almejam a vocação para as meninas não voltarem, mas nem sempre é assim."
Meus olhos cruzam com os dela por alguns instantes. O suficiente para perceber que seu coração está imundado. Tanta água como ela nunca viu.”Tão difícil, de repente, ter tanta água em si.
Outras tantas páginas viradas, e num entra e sai do trem, vejo entrar e acomodar-se junto a uma janela, uma jovem “irmãzinha”.
Fico a olhar sua face, emoldurada por um hábito, e entre o fechar da porta e aumento da velocidade do trem, tive a certeza de ver uma flor nascida em meio à terra rachada do seu coração.