Vou rabiscar algumas linhas sobre o líder Thich Naht Hanh a partir da minha pequenina vivência de como "o encontrei".
A biografia do Thay, palavra vietnamita para professor, e como Thich Nhat Hanh é chamado por muitos de seus alunos, é extensa.
Nascido em 11 de outubro de 1926 numa família de seis irmãos, Thay faleceu aos 95 anos, em 22 de janeiro de 2022.
Foram frases que apareciam na internet que foram fazendo eu me interessar em saber que é essa pessoa de nome tão difícil de pronunciar e que transmite tanta paz?
Aos poucos fui conhecendo mais do monge vietnamita que exalava paz. Li alguns de seus livros - são muitos, em português editados pela livraria Vozes e durante a pandemia ( lembram da inúmeras lives ?! ) uma amiga me sugeriu assistir a uma live de uma pessoa que foi aluna dele, a Denise Kato, e através do Instagram dela, aprendi muito.
Thich Nhat Hanh tinha 9 anos quando foi cativado por uma imagem em uma revista trazida por seu irmão mais velho. Uma imagem pacífica do Buda sentado na grama, deixou nele uma impressão duradoura de paz e tranquilidade.
Foi um forte contraste com a injustiça e o sofrimento que ele viu ao seu redor sob o domínio colonial francês. A imagem despertou um desejo claro e forte nele de se tornar como aquele Buda: alguém que incorporasse calma, paz e facilidade, e que pudesse ajudar os outros ao seu redor também a serem calmos, pacíficos e à vontade.
Thay cresceu em meio ao domínio colonial, depois invasões e guerras em seu país. Há um relato seu de, durante uma guerra, tanta destruição e pobreza, a região ainda foi devastada por uma grande enchente. Tanto sofrimento foi extravazado em forma de poesia. Antes de ser conhecido como um monge, Thich Nhat Hanh era reconhecido como poeta.
Thay ao longo de sua trajetória foi percebendo que tão importante quanto as orações e meditações era preciso ação. Ele então popularizou o budismo engajado.
O Budismo Engajado, popularizado por Thich Nhat Hanh
é uma prática que uneatenção plena (mindfulness) e compaixão com ação social, respondendo ativamente a sofrimentos como guerra, injustiça e degradação ambiental, em vez de se isolar. Thay desenvolveu-o durante a Guerra do Vietnã, ajudando vítimas e promovendo a paz, vendo o serviço social como parte integral da prática espiritual, e estabeleceu os "14 Preceitos do Budismo Engajado" para guiar essa ação compassiva e não-violenta.
“Não basta apenas falar sobre compaixão; temos que fazer o trabalho de compaixão”
Refugiados vietnamitas a bordo do Roland, um navio fretado por Thich Nhat Hanh e seus colegas para resgatar pessoas dos mares ao mar de Cingapura em 1976.
Thay esteve ao lado de grandes nomes da história:
"Menos de um ano depois,( do encontro com Martin ) o Dr. King foi assassinado. Ele estava nos EUA quando ouviu a trágica notícia. A amizade deles, a coragem e a visão compartilhadas, e depois a perda, tiveram um impacto profundo nele. “Eu estava arrasado”, disse ele mais tarde. “Eu não podia comer. Eu não conseguia dormir. Fiz um voto profundo de continuar construindo o que ele chamou de 'a amada comunidade', não apenas para mim, mas também para ele. Eu fiz o que prometi a Martin Luther King. E acho que sempre senti o apoio dele."
A espiritualidade que Thay viveu e ensinou é tão simples. Ele foi a fundo nas origens da raiva, da violência, da discriminação, racismo. E por ser simples, é muito fácil passar despercebida ou tida até como infantil. Acho que é aí que reside o desafio - o simples não é fácil.
Um líder que nos convida a olhar com ternura para a nossa raiva, violência e assim tirar-lhes a força, a potência, ao mesmo tempo em que regamos as boas sementes que todos temos em nosso interior.
Quero colocar um trechinho de um pequeno livro do Thay:
COMER E SORRIR
"Sentar-se à mesa e comer com outras pessoas é uma chance de oferecer um sorriso de autêntica amizade e entendimento. É algo muito fácil, mas poucos o fazem.
Para mim, a parte mais importante dessa prática é olhar para cada um e sorrir. Quando membros de uma família ou comunidade se sentam juntos, mas não conseguem sorrir uns aos outros, a situação pode ser bem perigosa. Ao terminar sua refeição, separe alguns momentos para perceber que você já terminou de comer, que seu prato está vazio, que sua fome foi saciada. Eis outra oportunidade para sorrir e ser grato pela comida nutritiva que acabou de saborear, uma comida que o guiará por um caminho de amor e compreensão."
Com essa simplicidade, Thich Nhat Hanh ajuda a emergir a paz que nos habita para que ofereçamos ao mundo esse interior pacífico que não agride, não destrói.
“Mesmo que fossemos capazes de transportar todas as bombas para a lua, ainda estaríamos inseguros, porque as raízes da guerra e das bombas ainda estão lá em nossa consciência coletiva”, disse ele. “Não podemos abolir a guerra com manifestações raivosas. Transformar nossa consciência coletiva é a única maneira de arrancá-la.”
Estou bastante empolgada para ler sobre outros líderes espirituais que não conheço, e essa blogagem vai proporcionar essa possibilidade.
Uma vida extensa que produziu um legado imenso. Há muita coisa linda e inspiradora do Thich Nhat Hanh na internet. Vou deixar o link da comunidade oficial dele lá na França que por vezes eu acesso utilizando a ferramenta de tradução. Aqui ➡️ Plum Village
Agora me conta, você conhecia algo desse líder espiritual?
Que bom que aceitaste o convite e trouxeste um poucoi de tua vivêmcoi, de como conheceste esse lider. Um pouco já sabia, mas sempre bom ler e relembrar! Que bom se essa paz e simplicidade aparecesse no mundo tão precisado delas! Adorei! Lindo restinho de semana, beijos, chica
Amiga Ana Paula, boa noite de paz! Fiquei muito feliz por você ter vindo. Ainda por cima, escolheu abordar uma Espiritualidade diferente das que já li até aqui. Trouxe-nos um conteúdo bem apresentado. Farei questão de ler várias vezes a sua. Tem muito a se refletir. A paz de um monge é inviolável. Seja em que denominaçõeão religiosa for. O cultivo da paz interior e da verdadeira compaixão é sagrado. Quanto mais espiritual se é, mais simples. o ser humano se torna... Quem é provado na injustiça e no sofrimento näo fica do mesno jeito. Gostei.do trecho referenciado da Arte de Comer. Muito bonito. O amor e a compreensão nos leva a patamares Altos em termos espirituais. Gostei também da referência ao.nosso amado Jesus no inicio da sua preciosa participação. Por fim: "Transformar nossa consciência coletiva é a única maneira de arrancá-la.” Também estou ansiosa para receber outras pessoas amigas que, na certa, vão abordar outros Lideres Espirituais. Gratificante ver sua dedicação ao tema. Muito obrigada pelo ânimo e generosidade. Tenha dias abençoados! Beijinhos fraternos de gratidão e estima
Buenos días, me ha gustado descubrir éste líder que según leo transmite paz y oración que es donde la encontramos. Siempre es bueno conocer otras religiones y otros líderes en definitiva todos tenemos la necesidad de creer en algo o alguien. Un abrazo feliz día 😘
Nunca habia escuchado mencionar a este coloso espiritual, pero me parece es una figura que responde a ese mensaje unico y mistico que han repetido otras figuras similares. Enhorabuena, buen texto y gran invitado de ocasion!!!
Hay personas en este mundo que nos dan un claro ejemplo a través de su vida sobre la espiritualidad. También hay personas ateas que para mi son santos...
Olá Ana! Um belo trabalho para apresentar este lider nesta bela convocatória. Não tinha conhecimento sobre ele. E vê-lo ao ao lado do Martin revela o que ele buscou para registrar sua passagem neste plano. Um mundo da não violencia, da justiça e da solidariedade é o que os lideres buscam. Abraços Ana e feliz fim de semana.
El budismo está muy arraigado en estos tiempos, quizás por el tipo de vida que llevamos. Gracias por compartir a este líder espiritual, siempre hay alguien que destaca con sus acciones. Un abrazo
Tu relato transmite perfectamente esa luz tranquila que Thay irradiaba: desde la imagen de Buda que lo cautivó a los 9 años hasta su compromiso profundo con la acción social en medio del horror de la guerra. Me ha conmovido especialmente el modo en que cuentas cómo descubriste su figura —a través de frases en internet, libros de Livraria Vozes, las transmisiones en vivo durante la pandemia y la guía de Denise Kato en Instagram—. Es una historia de encuentro genuino, de esas que empiezan con curiosidad y terminan en gratitud profunda. El resumen de su vida y del budismo comprometido está contado con claridad y cariño: esa idea de que la compasión no es solo un sentimiento, sino una práctica activa, de servicio a los demás en medio del sufrimiento real (guerra, injusticia, degradación ambiental). La frase final —“No basta con hablar de compasión; tenemos que practicar la compasión”— resume con precisión la grandeza de Thay y por qué sigue siendo un referente tan vivo. Saludos cordiales.
Sua participação está um primor, Ana Paula Gostei demais do trecho do livro que fala sobre comer e sorrirr. Muito interessante tudo o que escrevestes. Aplaudindo aqui. Um beijinho carinhoso Verena
Me ha resultado muy interesante saber de este personaje, para mí desconocido hasta ahora. La verdad es que lo sencillo no tiene por qué resultar fácil. Me ha gustado mucho la referencia que hace a las muchas cosas que se solucionan comiendo juntos y en buena armonía. También comparto la idea de que las transformaciones empiezan en uno mismo. Un saludo.
Achei muito interessante aprender sobre essa pessoa, que era desconhecida para mim. É verdade que a simplicidade não é necessariamente fácil. Gostei muito da referência a como muitos problemas podem ser resolvidos comendo juntos em harmonia. Também concordo que a transformação começa dentro de cada um. Atenciosamente.
Muchas gracias por descubrirnos a Thich Naht Hanh *.* Me resulta muy interesante esta filosofía de vida sobre la atención plena y la compasión con la acción social, que puede ir desde hábitos tan comunes como comer con familia o amistades, o posicionarse en contra de una guerra. Un abrazo, Ana Paula
Me gusto mucho la información que compartes sobre Thich Nhat Hanh, la importancia de la atención plena y compasión como también ser conscientes de tener la posibilidad de tener un plato de comida y poder compartirlo con seres queridos, mirarse y sonreír.
Que bom que aceitaste o convite e trouxeste um poucoi de tua vivêmcoi, de como conheceste esse lider.
ResponderExcluirUm pouco já sabia, mas sempre bom ler e relembrar! Que bom se essa paz e simplicidade aparecesse no mundo tão precisado delas! Adorei! Lindo restinho de semana, beijos, chica
Amiga Ana Paula, boa noite de paz!
ResponderExcluirFiquei muito feliz por você ter vindo.
Ainda por cima, escolheu abordar uma Espiritualidade diferente das que já li até aqui.
Trouxe-nos um conteúdo bem apresentado.
Farei questão de ler várias vezes a sua.
Tem muito a se refletir.
A paz de um monge é inviolável.
Seja em que denominaçõeão religiosa for.
O cultivo da paz interior e da verdadeira compaixão é sagrado.
Quanto mais espiritual se é, mais simples. o ser humano se torna...
Quem é provado na injustiça e no sofrimento näo fica do mesno jeito.
Gostei.do trecho referenciado da Arte de Comer. Muito bonito.
O amor e a compreensão nos leva a patamares Altos em termos espirituais.
Gostei também da referência ao.nosso amado Jesus no inicio da sua preciosa participação.
Por fim:
"Transformar nossa consciência coletiva é a única maneira de arrancá-la.”
Também estou ansiosa para receber outras pessoas amigas que, na certa, vão abordar outros Lideres Espirituais.
Gratificante ver sua dedicação ao tema.
Muito obrigada pelo ânimo e generosidade.
Tenha dias abençoados!
Beijinhos fraternos de gratidão e estima
Buenos días, me ha gustado descubrir éste líder que según leo transmite paz y oración que es donde la encontramos.
ResponderExcluirSiempre es bueno conocer otras religiones y otros líderes en definitiva todos tenemos la necesidad de creer en algo o alguien.
Un abrazo feliz día 😘
Muchas gracias por compartir detalles de esta persona tan especial que no conocía. Gracias también por sumarte a nuestros Encuentros jueveros. Saludos
ResponderExcluirNunca habia escuchado mencionar a este coloso espiritual, pero me parece es una figura que responde a ese mensaje unico y mistico que han repetido otras figuras similares. Enhorabuena, buen texto y gran invitado de ocasion!!!
ResponderExcluirHay personas en este mundo que nos dan un claro ejemplo a través de su vida sobre la espiritualidad. También hay personas ateas que para mi son santos...
ResponderExcluirUn saludo
Olá Ana!
ResponderExcluirUm belo trabalho para apresentar este lider nesta bela convocatória. Não tinha conhecimento sobre ele. E vê-lo ao ao lado do Martin revela o que ele buscou para registrar sua passagem neste plano. Um mundo da não violencia, da justiça e da solidariedade é o que os lideres buscam.
Abraços Ana e feliz fim de semana.
El budismo está muy arraigado en estos tiempos, quizás por el tipo de vida que llevamos. Gracias por compartir a este líder espiritual, siempre hay alguien que destaca con sus acciones.
ResponderExcluirUn abrazo
Tu relato transmite perfectamente esa luz tranquila que Thay irradiaba: desde la imagen de Buda que lo cautivó a los 9 años hasta su compromiso profundo con la acción social en medio del horror de la guerra. Me ha conmovido especialmente el modo en que cuentas cómo descubriste su figura —a través de frases en internet, libros de Livraria Vozes, las transmisiones en vivo durante la pandemia y la guía de Denise Kato en Instagram—. Es una historia de encuentro genuino, de esas que empiezan con curiosidad y terminan en gratitud profunda. El resumen de su vida y del budismo comprometido está contado con claridad y cariño: esa idea de que la compasión no es solo un sentimiento, sino una práctica activa, de servicio a los demás en medio del sufrimiento real (guerra, injusticia, degradación ambiental). La frase final —“No basta con hablar de compasión; tenemos que practicar la compasión”— resume con precisión la grandeza de Thay y por qué sigue siendo un referente tan vivo.
ResponderExcluirSaludos cordiales.
Sua participação está um primor, Ana Paula
ResponderExcluirGostei demais do trecho do livro que fala sobre comer e sorrirr.
Muito interessante tudo o que escrevestes.
Aplaudindo aqui.
Um beijinho carinhoso
Verena
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ResponderExcluirMe ha resultado muy interesante saber de este personaje, para mí desconocido hasta ahora. La verdad es que lo sencillo no tiene por qué resultar fácil. Me ha gustado mucho la referencia que hace a las muchas cosas que se solucionan comiendo juntos y en buena armonía. También comparto la idea de que las transformaciones empiezan en uno mismo.
ResponderExcluirUn saludo.
Achei muito interessante aprender sobre essa pessoa, que era desconhecida para mim. É verdade que a simplicidade não é necessariamente fácil. Gostei muito da referência a como muitos problemas podem ser resolvidos comendo juntos em harmonia. Também concordo que a transformação começa dentro de cada um.
Atenciosamente.
No conocía a esa persona pero tus palabras me han llevado a ella por lo que te lo agradezco muchísimo. Muy interesante. Un abrazo
ResponderExcluirMuchas gracias por descubrirnos a Thich Naht Hanh *.* Me resulta muy interesante esta filosofía de vida sobre la atención plena y la compasión con la acción social, que puede ir desde hábitos tan comunes como comer con familia o amistades, o posicionarse en contra de una guerra.
ResponderExcluirUn abrazo, Ana Paula
Me gusto mucho la información que compartes sobre Thich Nhat Hanh, la importancia de la atención plena y compasión como también ser conscientes de tener la posibilidad de tener un plato de comida y poder compartirlo con seres queridos, mirarse y sonreír.
ResponderExcluirQue tengas un buen día
Saludos