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domingo, 3 de abril de 2016

Presente e sensibilidade

Hoje, dia 03 de abril é aniversário de minha filha Júlia!
Onze anos. Um pouco de criança começando a se misturar com a adolescência.
Minha menina-moça.
Neste envelope o presente que ela nos pediu.


Nenhum cheque ou qualquer quantia em dinheiro; nenhuma viagem, passagem, passaporte.
Uma carta.
Foi isso que ela nos pediu: uma carta de presente, apenas.

( a fotografia a seguir foi tirada após eu pedir permissão a ela, porque eu queria registrar aquele momento, e ela me concedeu sua permissão )



Chorou intenso ao ler carta. Emoção e sensibilidade. Não era tristeza.
Tanto se fala em simplicidade, em buscar a simplicidade...
O aniversário é dela. O presente somos nós que ganhamos.
É especial estar ao lado de alguém que valoriza uma carta como presente de aniversário.
Parabéns filha pela sua beleza do lado de fora e também de dentro do coração!


Feliz aniversário, Júlia!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Só rugas

Deparei-me hoje com uma esquisitice daquelas na internet que me inspirou imediatamente a escrever.
A esquisitice é a mulher que não sorri há 40 anos para não ter rugas. E já tem famoso aderindo e médico confirmando os efeitos do não sorrir.

Minha filha tinha uns anos quando me falou que gostava muito de mim porque eu era uma mãe gargalhosa. Não me aguentei e caí na risada!
Esses dias, ela me disse que sempre se lembrará de mim por causa das minhas risadas.
Encheu-me de orgulho saber que esta é a marca que eu deixarei em minha filha ( e espero que assim seja! ).
A lembrança que tenho de minha mãe é de uma pessoa doce, meiga, com uma tristeza quase enevoada, uma doce melancolia a envolvia.
Transmitir isso a minha filha me deixa feliz. É dessas coisas que não tem como você forçar no dia a dia, acontece.

Então, enquanto lia a reportagem da tal mulher sem sorriso, recordei o que fizemos, eu e a Júlia ontem. Para falar a verdade, eu insisti, insisti e ela, mesmo atarefada, acabou concordando.
Ontem eu quis brincar! De sessão fotográfica!

Várias fotos tinham ido para a lixeira do celular, porque seriam, digamos, não próprias para publicação.
A dona anti-sorriso me acendeu uma vontade enorme de postar essas fotos!





"Mãe, para de me fazer rir.
"Mãe você não serve para ser fotógrafa"
"Mãe fica séria".

Tudo que eu espero é que esse sorriso nunca deixe de ser expressado.
As rugas... a gente dá um jeito!

Mas teve sim foto com seriedade!
Espia só:




Algumas vezes, a vida não nos dá motivos para sorrir. Quando os temos, é mesmo para aproveitar!



quinta-feira, 3 de abril de 2014

Celebração


Ainda que não houvessem registros, documentos, calendários
Ainda assim eu saberia
que alvoreceu em ti nove anos de vida

Um esplendor tomou-te por inteiro!
No sorriso, no olhar, no expressar teus sentimentos
e lamentos e contentamentos.

Ah! Como eu saberia dos teus nove anos!
Recorte, retalho do tempo
que deixa transparente toda a força da infância

Menina,
tão somente menina és
Se tenho o desejo egoísta
de ver para sempre seus pés
num tênis cor de rosa a saltitar 
a caminhar de mãos dadas comigo?

Perguntes depois ao meu coração
Sincero lhe asseguro que ele é
E também é imenso e generoso
E permitiu que eu guarde ali dentro dele
todos os seus saltitos de nove anos
não importa que sejam muitos

Reservou lugar também
para as gargalhadas, para os teus sonhos
Tirou foto de nossas mãos dadas
e imprimiu, não em papel
mas em sentimentos
e distribuiu para o meu e o teu coração

Feliz aniversário, filha
Existir ao teu lado Júlia
me faz melhor
Que sejam lindos os teus passos nestes nove anos de viver!


E também a Marcilane com poema veio celebrar!

Júlia

Lá vem Júlia, menina sapeca.
Gosta de uma brincadeira que só ela!
Todo dia desce e sobe, sobe e desce.
Com o sapatinho cor de rosa ela cresce.
Quando cisma, pé no chão ela coloca.
A mãe com um olhar de reprovação pra ela olha.
Depois pensa: Não faz mal é coisa de criança,
Depois ela limpa essa lambança.
Quando menos espera, toma um susto!
Lá vai Júlia com esponja e sabão para lavar o pé sujo.
Vez ou outra uma manha Júlia faz.
Mas para criança manha nunca é demais.
Com alegria e sabedoria ela cresce.
E hoje, para ela mais uma primavera floresce!

Marcilane Santos, 03/04/2014.
Em homenagem a Júlia Dias aos seus 9 anos de idade.
 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

As leituras da Júlia

Quando minha filha tinha 1 ano e 4 meses de vida, sua primeira professora me chamou para uma conversa.
"Ana, a Júlia chorou durante a leitura do livro que você nos enviou. Pode ser que tenha acontecido alguma coisa enquanto eu lia, mas a impressão que tive é que ela se emocionou. Talvez sejam as cores do livro. Me mande o livro no próximo mês, por favor."
Mês seguinte, ela chorou novamente. Um choro silencioso, como disse a professora. Ela parece entrar na história e de repente as lágrimas escorrem - assim me relatou e acrescentou: estranho porque os outros não reagem assim, deve ser o livro.

O livro em questão era Para onde vai a quinta-feira?
Lindo, poético em tanto melancólico. Quando li em casa, ela também chorou.


Há pouco tempo, comecei a perceber que os livrinhos infantis eram lidos muito rapidamente e ela começou a trazer livros da biblioteca bem "maiores", encontrados nas prateleiras dedicadas aos juvenis.
Foi então que eu decidi ler um livro para adolescentes, queria saber como era esta literatura e comprei um livro da autora Paula Pimenta - Minha vida fora de série.
Antes mesmo que eu terminasse a leitura, vi a Júlia com o livro em mãos e os olhos cheios d'água!
"Desculpa mãe, eu comecei a ler sem te pedir, mas é tão bom, tão emocionante. Eles vão ficar juntos?"

O livro tem 405 páginas e ela o leu em quatro dias e queria muito a continuação.
Vimos que seria lançado o segundo volume e eu resolvi levar a Júlia na tarde de autógrafos.
Eu nem fazia ideia do que nos esperava...

Chegando à livraria, quase não conseguimos entrar, tanta gente que tinha, ou melhor tantas adolescentes.
Compramos o livro e fomos para a fila de autógrafos.
400 pessoas na nossa frente. Isso era duas horas da tarde e o autógrafo só começaria às quatro.
Júlia queria desistir. "Mãe, todo mundo tá me olhando, eles devem achar que eu sou uma criancinha. Ninguém acredita que eu leio os livros.
Não se importe com os outros, foi o que respondi.

De repente, uma pessoa parou ao meu lado e perguntou se estávamos só eu e ela.
Confirmei e a pessoa disse que tinha um lugar lá na frente para ela e foi nos puxando em meio àquela multidão. Colocaram uma pulseira no braço da Júlia, disseram que eu não poderia entrar e que ela entraria para uma conversa "vip"com a escritora, apenas para umas trinta meninas.


Depois da conversa, começariam os autógrafos e alguém da produção, achou a Júlia muito pequenininha e me deixou entrar!


Adorei, é claro! Pude fotografar tudinho!

Júlia continuava preocupada: mãe, essas adolescentes ficam me olhando; ninguém acredita que eu leio.

Chegou a vez da Júlia. Fiquei pertinho clicando e ouvindo a conversa das duas.




Não acredito que você leu o meu livro, a escritora perguntou! E quantos anos você tem?
Oito.

E então engataram numa conversa e a Júlia surpreendeu: sabia cada detalhe, sabia o poema de amor de cor, falava com a emoção de quem esteve dentro da história!




Júlia ainda não leu seu livro autografado. Quer pegá-lo com a agenda tranquila, porque quando ela começa não quer parar. Está deixando para as férias.



Ela adorou a experiência!

Ainda livros:

Essa semana a experiência não foi tão boa para ela...
Montaram uma livraria na escola dela.


Ela me pediu dinheiro para comprar um livro e quando voltou da escola, voltou brava porque não a tinham deixado comprar.
Eu quis saber se ela tinha escolhido um livro muito caro e o dinheiro não foi suficiente.
"Não mãe, o moço falou que o livro não era para minha idade e ainda me levou para a estante dos pequenos".
Bem, ele fez a sua função de orientar por idade, ademais, ele não te conhece...

Voltou com o pai e apesar de advertida mais uma vez sobre sua escolha, trouxe o livro para casa.
"Nunca mais compro na livraria da escola, ninguém respeita nossos gostos. Eu li a sinopse, eu realmente me interesso."

Trouxe para casa José de Alencar - Senhora.
E está pelos cantos suspirando com Aurélia.


E entre uma leitura e outra, ela coloca seus bichinhos para dormir!