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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Celebrando!


Alvorecer
amanhecer
clarear
despertar
romper...

Demorou um pouquinho a chegar a primeira postagem do ano de 2017 e então é com muita alegria que abraço meus amigos queridos daqui!
Neste abraço quero retribuir todo o carinho que vocês me ofertaram! Aos poucos retomarei minhas visitas.

O Lado de Fora do Coração ( nome escolhido pela minha filha quando era pequenina e achava que amar do fundo do coração era um lugar muito escondido! ) está de aniversário: 6 anos!
Exatamente no dia 9 de janeiro de 2011, nascia este blog. Quanta troca, quanto aprendizado, esmorecimentos, reflexões.

Já deixei de comemorar essa data por puro esquecimento, outras vezes por achar que era um número tão pequeno, insignificante - 3, 4, 5...
Olhei com carinho esse aniversário de meia dúzia de anos. Pode parecer pouco, há blogs com uma jornada bem mais longa, porém esse pouco traz uma grandeza nesses tempos virtuais onde tudo muda tão rapidamente, e é tão fácil trocar uma plataforma por outra. Já pensei em fazê-lo também, não minto.
Mas é só olhar tudo o que me acrescentou o blog, especialmente, amigos virtuais que se tornaram reais dentro de um abraço, que eu lanço um olhar de carinhoso para esse cantinho.

Foi por esses tempos que li em algum lugar da web que os blogs são os novos vinis.
Sim, está havendo um renascimento dos antigos discos ou LP's como eram conhecidos. Um país da Europa anunciou um aumento espetacular nas vendas dos bolachões.
Essa pessoa que fez essa comparação, escreveu ainda sobre vinil e blog, que após viverem um auge, uma fase desértica, agora ficaram poucos, mas poucos que valorizam, que realmente gostam, são na verdade apaixonados e agora então os blogs são como essas pequenas feiras que reúnem colecionadores, pequenas bancas, mas enfim, são pessoas afins!

Nós blogueiros nos tornamos uma raridade e isso é muito especial!
Seguimos então!



terça-feira, 5 de julho de 2016

O nó da gravata

Na primavera do ano passado, escrevi o texto "O terno do Menino", numa deliciosa costura de um livro infantil e o desejo do meu filho usar um terno.
Ali cometi um equívoco, o qual só fui ter consciência tempos depois.
Não era completamente feliz meu menino em seu terno.
Sentia-se muito bem dentro de seu terno; o incômodo todavia, vinha da gravata.
A gravata era de um modelo com o nó já feito, bastando ajustar. Sem delongas.
Para ser completamente feliz em seu terno, o menino queria uma gravata para ele fazer o próprio nó.
Em alguma festividade, fora-lhe presenteado uma gravata. Duas, na verdade (#estavaempromoção).
Sorriu um sorriso de iluminar o olhar e guardou-as enrodilhadas feito gato.
Até que chegou a semana na qual ele usaria novamente seu terno.
Mas, e o nó?
Eu, a mãe sou inapta para tal tarefa.
O pai, é um sujeito contraditório: faz diversos tipos de nós em barrigas abertas, mas nem chega perto de gravata.
E agora Bernardo?
Amigos distantes tentaram ajudar enviando links de vídeos que ensinavam tal feito. O menino gastou duas cargas inteiras de bateria e encontrou-se na mesma situação de antes - sem saber fazer o nó.
O tempo passava e já estávamos às vésperas do evento.

Nosso vizinho ( de oito andares abaixo! ).

Mas antes de dizer que foi o Leonardo quem ensinou o nó da gravata, é preciso falar do Leonardo.
Comecemos então pelo caminhão.
Sim, um caminhão de mudança estacionado em frente ao nosso prédio, num dia que não choveu.
Vi os rapazes da mudança nas vezes que saí com o cachorro. Muito cuidadosos.
E dias depois, no elevador, um moço descendo com caixas a reciclar. Conversa de elevador ( adoro! ) - mudei a pouco; sim, eu vi o caminhão o mesmo logo das caixas...
Tempos depois, estávamos, marido, eu, as crianças, o pai dele, ele falando de pão de queijo. Mineiro, como marido! Ê trem bão!
Nunca vi Leonardo de gravata mas de alguma maneira eu sabia que ele sabia fazer um nó!
Faltando doze horas para o evento, interfonei para o apartamento dele, solicitei o favor e lá se foi o Bernardo.

Voltou outro.
Domínio total, preciso do nó. Uma confiança que se refletia no pescoço empertigado.


Naquela noite, fez o nó mais de vinte vezes.
Senti até medo que a gravata não aguentasse o tranco. Era das boas, resistiu.

E esse texto é um agradecimento ao nosso vizinho, porque eu soube que sua mudança continha em grande parte coisas de cozinha. Leonardo ama cozinhar. Então, imediatamente soube que eu não poderia lhe agradecer com prato de  comida, afinal eu corto cebolas com faca de pão. Melhor não arriscar!
Então, vamos de gratidão com palavras.
Nosso muito obrigado, a cada vez que Bernardo der um nó na gravata, a cada vez que o vir empertigado e com a gravata impecável, lembraremos que foi você Leonardo, com seu coração imenso que fez meu filho mais feliz!