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domingo, 18 de novembro de 2018

Solidão na maternidade


Participando do projeto Na Casa da Vizinha, uma blogagem coletiva que ocorre no terceiro domingo de cada mês, organizada pelas meninas Cris Philene do blog Prosa de Mãe e Tê Nolasco do Bolhinhas de Sabão para Maria, que hoje traz o tema Solidão na Maternidade.

Assim que vi o tema proposto para essa blogagem, imediatamente lembrei-me de um lindo texto que me tocou à epoca da gestação da minha filha Júlia, hoje com treze anos.


"Um dos momentos mais especiais da minha vida foi o mês após o nascimento de Tara. Descobrir minha filhinha era observar o milagre do desabrochar diante dos meus olhos. Ela era o ser mais precioso, bonito e divino que eu jamais vira.
Mas havia um outro aspecto desse tempo que guardarei para sempre como um tesouro. Numa tradição seguida por muitos indianos, a parturiente e seu bebê recém-nascido ficam na casa dos pais durante 40 dias após o nascimento. Esta tradição se explica pelo fato de tanto a mãe quanto o bebê necessitarem de cuidados e carinho nessas primeiras semanas. Cuidada por sua própria mãe, a recém-mamãe pode então se concentrar nos desafios e descobertas desse primeiro momento e dar início ao relacionamento com seu bebê num ambiente estável.
Voltar com minha filha recém-nascida para a casa de meus pais foi uma experiência comovente e tocante. Passei com eles um tempo lindo e emocionante nessa nova fase da minha vida, com meu bebê nos braços. Eu era agora uma mulher adulta, expandindo a nossa família e despertando em todos sentimentos de um amor ilimitado. O amor e o orgulho nos olhos dos meus pais tanto por mim quanto por sua neta me fizeram descobrir que Tara era não só um dom para Sumant e para mim com também o presente mais sagrado que eles haviam recebido"           Mallika Chopra

Nossa solidão é cultural, geográfica. Comunidades indígenas, sertanejas, quilombolas, ribeirinhas, por exemplo, relacionam-se de outras maneiras que nós de comunidades urbanas.

Por horrível que isso possa soar, vivemos uma cultura de isolamento. Não sabemos pedir ajuda, não sabemos oferecer, por medo. Medo de se expor, medo de parecer ridículo, medo de que o outro não saiba fazer do "nosso jeito"e assim, uns com medo dos outros, seguimos isolados.

As amizades podem mudar; se antes saíamos para um bar, um noite de conversas, com um bebê fica mais difícil e amigos podem se afastar, mas também podemos fazer novos amigos por afinidades - bebês, escola, brincadeiras, passeios.
Precisamos de abertura, abrir-nos para outras possibilidade. Muitas vezes não incentivamos nossos filhos assim, seja numa praça, clube, festinha: "vai lá, fala com ele, empresta o brinquedo". Estamos dizendo "faça um amigo! "Precisamos repetir isso para nós mesmos e nos esforçar para olhar para essas pessoas que terão em comum conosco a maternidade.

Acho que temos uma ferramenta valiosa nesses tempos que são as redes sociais, a facilidade dessa tecnologia de comunicação que são nossos celulares e não a usamos em todo o seu potencial.

Eu acredito que a maioria de nós aqui dos blogs vive nessa cultura urbana, que traz em si mesma esse isolamento e por isso mesmo pede esse olhar cuidadoso porque há sim como remediar isso.

"Na contemporaneidade, existem formas alternativas de relacionamento, como as redes sociais, por exemplo, que se apresentam como uma boa sugestão de sociabilidade e trocas importantes"- Dr José Guilherme Cantor Magnani, antropólogo.

No meu começo na internet eu ouvia muito o termo amigos virtuais versus amigos reais. Essa é uma barreira que já se transpôs. Quantas pessoas "virtuais" nós sentimos afinidade, preocupação, cuidado. E por que não dar um passo a mais, trocando e-mails, endereço, correspondências, WhatsApp com essas pessoas? Por que não se formar um grupo com essas pessoas que sentimos emanar um calor? Com um tema em comum, e fazer reuniões online para expor opiniões, trocar experiências, angústias, ir além de nossas fotos bonitas no instagram?
Grupos grandes, gigantes, dos quais a internet está cheia, não funcionam com esse propósito de aproximação, falo de quando a sentimos um pulsar ali na telinha!

Eu participo de reuniões semanais via Zoom, Skype e é muito enriquecedor.

O texto que eu postei acima, na minha opinião é lindo, porém é uma outra cultura. Pode servir de inspiração mas não pode servir como lamentação.

Os filhos estão, ainda bem, crescendo, conquistando a cada dia algo novo, relevante, como já dissemos em outra blogagem, estão ganhando asas, tomara sejam nossos amigos, companheiros de vida, mas terão seus próprios amigos, seus caminhos, cabe então a nós oferecermos essa abertura para que outros se aproximem e para nós mesmas possamos oferecer aconchego, colo para quem possa estar precisando.

Precisamos quebrar essa cultura de isolamento. Abertura, disposição e atitudes, são a possibilidade .

Um beijo e obrigada por mais essa possibilidade de participar em grupo com essa reflexão!


domingo, 21 de outubro de 2018

Maternidade sem competição


Participando mais uma vez do projeto "Na Casa da Vizinha", uma blogagem coletiva organizada pelas meninas Tê Nolasco e Cris Philene, hoje com o tema maternidade sem competição.

Uma blogagem coletiva é como uma colcha de retalhos, ou mesmo um quebra-cabeça, onde cada pedacinho vai se somando ao outro e temos, com cada participação, várias ideias que formam um todo muito enriquecedor.

Antes de escrever, já que estou publicando no final da noite, pude ler as participações e fica bem claro que não é positivo, não é saudável emocionalmente essa competição. Respeito ao tempo de cada criança é um ponto central na maternidade.

Quero contribuir com duas propostas ( não são minhas, são da sabedoria que pertence à nossa humanidade ) que podem mesmo ser chamadas de "antídotos".

Para quando sentirmos que nossos filhos são os únicos, os melhores do mundo; para quando acharmos que somos a mãe mais extraordinária de todas. Ou seja, se cairmos no modo exagero:

O agradecimento é o remédio, o antídoto.

"Ao agradecer reconhecemos que as condições que possibilitam a nossa existência dependem de um entrelaçamento imensurável de seres e circunstâncias. Nos prevenimos do isolamento, do autocentramento e da não apreciação". Fábio Rodrigues

Esse agradecer é reconhecer a nossa dependência de várias pessoas, de vários fatores para que nossa vida e a vida de nossos filhos flua.

A moça que aplicou a vacina, a funcionária da limpeza que higienizou o hospital onde ele nasceu, o caminhoneiro que fica tantos dias longe de seus filhos para transportar o arroz que nossos filhos comem. Uma teia incrível que deixamos de ver quando achamos que somos tão incríveis.

Contemplar toda essa teia de apoio, muitas vezes invisível, vai trazendo um frescor ao nosso olhar - somos todos especiais porque estamos interligados! Se meu filho é o melhor pianista, quantas pessoas contribuíram para isso? Não há arrogância, exageros que resista!

Meu filho é um leitor exímio? Obrigada aos escritores das histórias, ao pessoal da gráfica, a quem plantou provavelmente eucaliptos que se tornaram papel, que viraram livros e que fazem meu filho um leitor voraz!

O outro antídoto é para quando nos sentirmos mal, culpados, inferiores perante o outro ou mesmo, para quando sentirmos inveja. 

Alegria empática é o remédio!
Antes de acessar as redes sociais, antes de ir para a pracinha, reunião da escola, antes de abrir o whatsapp, respire profundo e concentre-se em apreciar as virtudes, sucessos e alegrias de outras pessoas.
Se um outro pensamento vier, algo do tipo "nossa, meu filho não faz nada disso, ou, poxa, queria tanto ser como aquela mãe que faz tudo tão perfeito para criar seus filhos", apenas volte para apreciar o outro. Não julgue, não elabore.

Andou cedo, come pão de fermentação natural, fala três idiomas?- alegre-se com sinceridade.

Nossa vida fica mais leve, a alegria flui sem precisar de motivos!

Que a gente possa cultivar cada vez mais a alegria empática e olhar com profundidade para poder agradecer!

Um beijo!



domingo, 16 de setembro de 2018

Filhos e o criar asas


Projeto: Na casa da vizinha, uma blogagem coletiva mensal organizada pelas meninas Tê Nolasco do blog Bolhinhas de Sabão para Maria e Cris Philene do Prosa de Mãe.

Esta será minha primeira participação e quero agradecer à Tê e Maria, que eu já conheço e também à Cris, que estou tendo a oportunidade de conhecer através dessa interação que as blogagens proporcionam! E claro será muito agradável conhecer outras mamães que estão participando. Sem contar que tem mamãe que também é avó e corta as asas se for preciso!!!

Filhos e o criar asas tão cedo

A vida me colocou uma experiência, que claro, a princípio foi de extrema dor - eu tinha doze anos quando minha mãe morreu e que depois a dor se tornou uma doce lembrança e me possibilitou ressignificar muitas coisas.
Essa experiência jogou luz na maneira como eu crio os meus filhos.

O "criar asas" sempre esteve à voltas nesse meu processo de maternidade, mas sem peso, sem tristeza, sem medo, foi algo simples e que acontece aos poucos.

Como sou filha única e não tenho família próxima, cada oportunidade que surgia, dos filhos dormirem fora, era algo muito positivo. Mas, como disse anteriormente, nós, os pais, respeitamos as individualidades: minha filha com dois anos já aceitava o convite, o filho, na época com quatro, simplesmente não queria.

Então passamos por todo o processo em que a escola tem um espaço grande, seja nos passeios, excursões, noite de pijama em casa de amigos, muito bem.

Sei que pode soar estranho, mas eu sempre fiquei muito tranquila, nada de coração na mão! Checada as condições de segurança e afins... eu me alegrava com a situação.

Quero nessa interação abordar a fase bem adolescente dos meus filhos e sei que a Chica passa pelo mesmo agora com o neto.
Meu filho tem 15 anos e a menina, 13.

E acho essa a idade mais difícil e perigosa e já falo disso logo mais.

Com 15 anos meu filho se locomove sozinho para a escola, pela cidade de ônibus e uber, porém isso só é possível porque aqui a cidade é segura. Esse é um dilema: como soltar numa cidade, num bairro inseguro, violento?

Esse soltar do meu filho foi acontecendo: um dia eu não pude ir buscá-lo no kumon e ele voltou sozinho para casa ( anteriormente eu o levava e comecei a ficar na esquina para que ele entrasse sozinho; depois combinei que esperá-lo em uma rua próxima e assim se deu até que ele veio sozinho para casa, disse ser tranquilo e passou então a ir e voltar só ).

Moramos próximo à escola da menina, no primeiro mês eu a levava, depois vendo várias crianças indo sozinhas também a deixei ir só.

Vez por outra eu peço uma passada na quitanda para que me tragam uma alface ( e chega em casa uma escarola! ), tem mocinho comprando seus próprios itens de higiene e assim vamos seguindo.

Junto a tudo isso, acho importante que essas asas que vão ganhando mundo encarem as limitações, as frustrações, as dificuldades. O crescimento e aprimoramento emocional é grandioso nesse processo.

O perigo das asas:

Como disse acima, acho essa a fase mais perigosa. Por quê?
Porque educar, criar, ensinar, cuidar é maravilhoso e é cansativo. Por mais que exultemos a maternidade, o cuidar, existe um cansaço que talvez nem seja físico. Então essa fase "adolescente grande" é maravilhosa para se ter um pouco de sossego - dê dinheiro ao seu adolescente e liberdade a ele e você terá momentos de paz...

Estou presenciando isso: muitos pais soltam completamente nessa fase e temos visto muitos adolescentes bebendo e usando drogas. Amigos de minha filha de 13 anos fazem "festinhas"em casa à base de vodca ( cadê os responsáveis ? ).

Não senti aperto no peito quando eram pequenos e sinto agora com o filho moldando seus sonhos, falando inclusive em ir morar fora do país.

Bem, aos menos não se precisa mais usar ficha DDI para ligações internacionais ( sou dessa época! )

Vou finalizar apresentando meus filhos!

Bernardo, quer ser engenheiro aeronáutico.


Júlia, começa o ensino médio ano que vem e nunca termina de assistir a série Grey's Anatomy ( e eu fico sem o computador )


Dar asas, podar um pouco as asinhas é viver!
E é maravilhoso viver com esses seres que nos inspiram dia a dia!


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Qual o meu lugar mágico?


Hoje tem festa! Ou melhor, hoje começa a festa que promete durar por nove dias!
Estamos festejando o aniversário de blogue da querida Rosélia. São nove anos de blogosfera, de postagens e principalmente de interação.
Ainda não tive a oportunidade de abraçar a Rosélia pessoalmente, já vi e me alegrei pelos encontros que ela promoveu, participou.
Então meu desejo de que essa festa seja alegre, cheia de interações e que venham muitos mais anos de blog!

O tema proposto para essa festa com blogagem coletiva é: Qual o meu lugar mágico?

O silêncio é meu lugar mágico.
E eu fui ao longo de muitos anos aprimorando esse silêncio.
Primeiro era o som chiado que saía da boca da minha mãe com o dedo indicador em riste a frente dos lábios. O silêncio me chegava como reprimenda.
Lembro-me também dos quadros que haviam nos hospitais; uma enfermeira solicitando silêncio. Era um silêncio triste, sussurrado.
O silêncio como uma diminuição dos ruídos, trazia-me alento. Eram tantos os sons da grande metrópole, que um pouco de pausa, de menor volume, trazia alívio.
Hoje entendo o silêncio como um grande espaço no qual posso me recompor, descansar, ouvir, estar presente.
A ausência de ruído é quase impossível. Seja nas grandes cidades, seja num lugar isolado - lá sempre haverá um grilo, um pássaro... isso é som afinal!
Eu preciso estar em silêncio, silêncio interno para poder ouvir com amor os que estão a minha volta. 

E aqui eu quero contar algo que para mim foi um presente.

Certa vez, eu li em um outro blog, um comentário que a Rosélia deixou por lá e eu recolhi e guardei em meu coração.

Ela escreveu que era possível encontrar esse silêncio, fazendo às vezes, um pequeno retiro em nosso próprio quarto.

( Será que você se lembrará disso, Rosélia?! )

Foi um presente que ela me deu sem saber.

Muitas vezes, os blogs, as nossas palavras podem ser um presente, um alento, um sopro de ânimo para alguém.

Eu bem sei que estou mais ausente nesses últimos tempos, mas também tenho a certeza de que é nesse espaço dos blogues que as melhores coisas acontecem!

Parabéns Rosélia!


Se você quiser participar ou desejar os parabéns para essa grande amiga, passa lá!

sábado, 9 de abril de 2016

Meus mais mais

Hoje estou participando da blogagem coletiva proposta pela Silvana, trazendo os Meus Mais Mais!
Coisas legais que encontrei na web, entre os blogs, vídeos, matérias.




Essa semana li um texto lindo, daqueles que a gente tem vontade de que todo o mundo leia! Foi escrito pela Sônia do blog Mulheres 4 Estações.
Clique na imagem para ler.


Respondi a uma pesquisa proposta por uma jornalista e blogueira sobre memórias de alimentação.
Foi incrível, especial!
O texto começa com um trecho excelente de um livro, chama-se O refrão da nossa fome e na pesquisa, Viviane nos pede para contar sobre um prato, uma comida e sua história.
Quando li a pesquisa, de imediato me veio sobre qual comida eu queria falar, sua circunstância e sentimentos.
Passa lá, clicando aqui.
Vale muito esse mergulho nas memórias e sua partilha!

Bem, a Silvana nos propôs que trouxéssemos 3 coisas "mais mais". Fico com essas duas e fica o convite para você passar lá no blog dela e ler os outros participantes.
Um abraço!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Eu e meu blog



Lado de fora do coração... o nome do meu blog surgiu muito antes mesmo que eu imaginasse o que seria um blog. Aliás, na época da inspiração do nome, nem computador eu tinha.
Minha filha Júlia, pequenina à época, olhou-me seriamente, após uma visita ir embora e me disse que não gostava das pessoas que falavam: "gosto de você do fundo do meu coração".
Para ela, o fundo do coração era um lugar muito escondido, então ela gostava do lado de fora do coração que era para todo o mundo ver!
Fiquei encantada com aquela reflexão e nunca mais esqueci o 'gostar do lado de fora'!

Bem antes do meu blog nascer, eu precisei ter um computador. Deve ficar registrado que em um momento lá no passado eu havia jurado que nunca teria um computador...
A coisa foi ficando insustentável. Estava na época de conhecer escolas. Seria a primeira escola de meu filho e todas elas pediam o meu e-mail. Quando eu revelava que não possuía um, era olhada como um alienígena. Quando pedia que me enviassem papéis pelo correio, deixava as mocinhas sem palavras enquanto deveriam pensar sei lá o quê a meu respeito.

Matriculei primeiro a mim na escola de computação ( minha mão tremia só de segurar o mouse ) e algum tempo depois, estávamos eu e marido escolhendo o modelo de nosso primeiro computador.
Fez-se necessário chamar um técnico para instalação do mesmo. Lá no computador eu usava o programa de fotos, o skype e o e-mail. Apenas.
E queria muito saber o que tanto as pessoas faziam ali diante da telinha.
Passei a anotar num caderninho sugestão de sites que encontrava em revistas de algum consultório dentário.
Caprichava no www, embora nunca tenha conseguido fazer um w bonito.
Veio o orkut, ao qual não desenvolvi paixão.
E digitando algum www, cheguei em algum blog e aquilo sim tinha um jeito, um estilo que me agradava.
Mas como ter um?
A resposta estava bem ali na banca de jornal. Sim, havia uma revistinha, tamanho formato de bolso, ensinando como ter um blog e um twitter. Comprei e li e li.
Até o dia em que resolvi tentar fazer o tal blog, o meu blog.
Fui clicando lá e acolá e quando vi estava diante da pergunta sobre qual nome teria o meu blog.
Eu não fazia ideia que conseguiria chegar tão longe! Fiquei ali meio atônita, e agora? Que nome escolher?
Lembrei-me da história de minha filha de gostar pelo lado de fora do coração. Pronto. Estava escolhido.
Fui para o passo seguinte e depois outro e mais outro.
Estava criado o meu blog. Faltava saber o que escrever ali...
Comecei timidamente, sem foco, sem saber, será que estava certo? Haveria mesmo um jeito certo?
Quando dei por mim, um comentário que fez meu coração pular de alegria.
Alguém me lendo!
Peguei o gosto e isso faz cinco anos.
Houveram momentos maravilhosos, onde eu sentia que o blog era uma grande cozinha, ou varanda, ou sala de visitas. A gente ria, esperava porque sabia que as visitas chegariam. Entristecemos também juntos pelos amigos blogueiros que partiram desse planetinha.
Problemas pessoais me afastaram temporariamente; atualmente problemas estruturais ( a estrutura do meu computador pifou ).
Já circulei por outras plataformas, mas percebi que é aqui, nos blogs que as palavras fluem, são sopradas, têm alcance. Bem menos agora é fato.
Houve uma época que enjoei do meu blog, queria mudar sua aparência. Até que um dia, olhei-o demoradamente e gostei do seu jeito. Acho que é um tanto nostálgico tê-lo do mesmo jeitinho.
De vez em quando eu passeio por postagens antigas, olho fotos, leio comentários. Sinto falta de tantas pessoas que não vêm mais aqui e nem mais mantém seus blogs.
Alegro-me entretanto com os que aqui chegam! São os que persistem, são vocês que cultivam o mesmo gostar, semeiam a alegria dos blogues!
Recentemente, criei um outro blog, com menos textos e mais fotografias. Esse aqui tornou-se especial para mim e será o principal. Lá, aos poucos, quando for possível. Querendo conhecer é só ir ao travesseiro de paina.
Através do meu blog, fui descobrindo o gosto de escrever sobre coisas cotidianas, simples. E foi também o blog que me proporcionou escrever o meu primeiro livro.
Só tenho a agradecer todas as coisas boas que por aqui encontro!

Esta é a minha participação no 1˚ Concurso Cultural Rivotril com Coca-Cola - Eu e meu blog que está sendo organizado pela Mi até o dia 30 deste mês. Participa também contando a história do seu blog!



sábado, 7 de novembro de 2015

Simplicidade


Minha participação no varal coletivo organizado com a Tina com o tema simplicidade.
Agradecemos a todos os que participam conosco.
Essa foi a última interação do ano; pensaremos se continuamos com o varal coletivo para o próximo ano.
Eu também deixo meu abraço a todos que por cá passam nessa troca tão agradável.
O blog sai em férias!
Até breve!

Penduram simplicidades no varal:






sábado, 31 de outubro de 2015

Maneiras de lembrar


A convite da Francine, do blog nomundodafrancine, participo da blogagem coletiva organizada por ela trazendo o tema das lembranças, da memória.

1. Uma música que marcou uma época

Sítio do Pica-Pau Amarelo do Gilberto Gil, que me trazia alegria só de ouvir! E depois então, viria mais um episódio, em preto e branco e eu nem me importava, o medo da Cuca cinza era o mesmo de quando a descobri verde! Até hoje quando ouço essa música ( na minha rádio predileta - radioradinho ) a alegria me invade!

2. Um livro que te fez pensar

Tistu, o menino do dedo verde, lido no final da infância ( se é que isso existe! ).
Como mexeu comigo esse livro. Como eu desejo que num sopro de pó de pirlimpimpim, de cada arma saia uma flor. Será que uma guerra prossegue com mísseis explodindo em flores, com uma arma apontada e expelindo dente de leão?

3. Uma foto que faz você ficar nostálgico

Fotos da Avenida Paulista de antigamente. Cavalos, ruas de terra, casarões, árvores e hoje um mundo de concreto.

A blogagem pede para indicar blogs para participar.
Deixo livre aos que quiserem.

Beijos!

sábado, 5 de setembro de 2015

Infância no varal coletivo

Primeiro sábado do mês, dia de pendurar no varal!
Infância foi o tema escolhido. Uma foto nossa da infância.
Abri os álbuns, já bem amarelados, e tirei foto da foto.
Época aquela, dos idos dos anos 70, em que as fotos não tinham lá aquela qualidade, ou eram mesmo os fotógrafos que tremiam muito ou cortavam nossas cabeças!
Mesmo tremidas, com foco ruim, aí estou eu no meu aniversário de dois anos.


Vem participar conosco!
É só encontrar uma foto da sua infância postar no seu blog e trazer o link aqui ou lá na Tina.
Vem, vem brincar com a gente e mostrar sua carinha de criança!

Participando:


sábado, 1 de agosto de 2015

Receita na Blogagem Coletiva

Primeiro sábado do mês, abrindo agosto, teremos vários gostos na proposta de uma receita na Blogagem Coletiva organizada por Tina e eu.
Mas, receita, eu?
Não, não sou boa em receitas. Consigo até executá-las como no caso de uma receita de quiabada que me foi enviada. Certamente não serei lembrada pelos meus quitutes.
Recorri então ao meu marido. Pedi a ele que escrevesse sobre suas receitas, que eu adoro!
Então, pilotando os teclados, Donisete.

A Paula me pediu para escrever sobre minhas receitas. Nós conversamos muito sobre o meu trabalho e eu gosto de contar para ela os casos dos mais peculiares aos mais simples que tanto nos ensinam.
Eu atendo num hospital público, em sua maioria são velhos e muito carentes. Acho que tenho a alma com cheiro de naftalina porque os velhos gostam de passar comigo e eu adoro atendê-los!
Atendi a um velhinho que entrou na saleta acompanhado de duas filhas. Ele se queixou, falou bastante, eu fui perguntando e sabendo mais da vida dele. As filhas, separadas, moravam na casa dele com os netos que ele ajudava a sustentar com a pouca aposentadoria. Receitei a ele o seguinte: o remédio apropriado para seu caso e acrescentei: "Seu Joaquim, o senhor vai beber esse comprimido à noite com chá. Deita na sua cama e pede pra uma das filhas fazer um chá bem quente e toma o comprimido e fica lá cama bem quietinho e vai falar pra elas que o senhor não pode ser incomodado. Volta aqui a semana que vem".
Ele abriu um sorriso e olhou para as filhas. "Escutou, não é para me incomodar."
Aquilo para ele foi um luxo!
Quando voltou na semana seguinte, já estava corado e com brilho nos olhos.
Disse que fez direitinho, tomou o comprimido na cama com o chá quente e ficou ali quietinho, teve noite que rezou, teve noite que veio muitas lembranças de quando ele era menino.

E num outro atendimento, eu receitei fotografia e choro.
Era um caso bem triste. O filho entrou com a mãe idosa num domingo à noite dizendo "Doutor minha mãe precisa de um antidepressivo, ela perdeu um filho, hoje faz sete dias que ele morreu, nós viemos da missa direto para cá".
Ouvi o filho que relatou que durante esses sete dias, mesmo sabendo que não era certo, eles estavam dando um remédio para a mãe dormir a maior parte do dia e também à noite.
Comecei então a conversar com a senhora que me contou que o filho tinha sido assassinado. Perguntei se moravam juntos, ela respondeu que sim e perguntei se ela já havia voltado para casa e ela disse que não, estava ficando na casa do filho que a acompanhava.
Então perguntei se ela queria e se sentia preparada para voltar.
Ela respondeu que era tudo o que ela mais queria: entrar no quarto dele e pegar nas coisas, nas roupas que foram dele.
Foi então que receitei que olhasse as coisas, sentisse o cheiro, pegasse em fotografias que ela disse ter em vários álbuns e chorar, chorar tudo o que estava preso ali. Aquela mulher tinha uma tristeza imensa que não estavam deixando ela sentir. Muitas vezes por amor, querendo evitar o sofrimento de quem amamos nós podemos cometer erros.
Naquele momento de sete dias apenas do acontecido, não era remédio para depressão que ela precisava. Era choro, carinho, boa alimentação.
Ela me deu um aperto de mão forte, bem forte, de quem estava determinada. O filho agradeceu. Não sei se agradei a ele, mas fiz o que achava certo.

E então, tire as suas receitas da gaveta e traga paz a blogagem!
De comida, de tricô, de artesanato, de deixar a casa mais bonita, enfim...
E vai preparando para setembro, no primeiro sábado foto da sua infância. Revire os baús!
Aqui as participações que vem chegando!



sábado, 4 de julho de 2015

Leite em saquinho


Leite em saquinho é a saudade que penduro no varal!
Ainda existe sim; olha esse aí da foto: está fresquinho!
Minha saudade do leite em saquinho vem lá da minha infância.
Havia um tempo, um tempo de relógio, em que era possível ir todos os dias até a venda ou padaria e comprar pãozinho e um litro de leite.
Tarefa essa que eu, assim como as crianças do bairro, podiam fazer sozinhas.
O leite a gente trazia "carregado pela orelha" a balançar pelo caminho. A depender da situação financeira do momento era leite A, B ou C. Conforme o preço aumentava, a mãe mandava ser B ou C. Repentinamente voltava-se para o anterior.
Lembro do dia em que uma vizinha bateu palma e eu fui com a mãe atender. A vizinha pediu pra mãe lavar e guardar os saquinhos de leite que ela recolheria para levar para o hospital do fogo selvagem. E enfatizou que os lençóis eram feitos com o saquinho, porque a doença não permitia lençol de tecido.
Durante anos a mãe contribuiu com nossos saquinhos e eu segui com uma curiosidade sem fim sobre o que seria a tal doença. Um dia pesquisei na Barsa da vizinha.
Dia de domingo, quando vinha visita, a mãe mandava buscar dois litros e o jeito era levar a sacola de lona verde. E depois o leite fervia, a conversa na cozinha esquentava e era uma alegria!
E aí, quem já segurou a orelha do leite?!
Ah que saudade!

* A próxima, 01 de agosto, vamos pendurar uma receita no varal! Vale de óculos, de crochê, tricô, ou aquela receita especial que você sabe fazer e vai deixar todo mundo com água na boca! Em agosto, uma receita a gosto!

Pendurou no varal as suas saudades:












sábado, 20 de junho de 2015

Pêssego em calda

História número um.

"Pêssego com creme de leite".
A voz enfraquecida saiu numa inesperada pausa do sofrimento.
A ainda não-mulher, a apenas menina, acatou o desejo da mãe.
Abriu a geladeira e diante da luz amarela vinda lá do fundo, que ficaria para sempre em sua retina, sentiu alegria e também frio.
Parecia muito para a dúzia de anos da menina compreender tamanha dor. Pareceria igualmente muito se tivesse cinquenta ou setenta.
Serviu em dois copos o doce com calda e o branco creme.
Apreciou ver a mãe saciando um desejo. Mesmo em sua magreza, estava bela.
O último alimento da mãe; a última comida em que partilharam juntas sabores, olhares, um longo abraço até que a pausa do sofrimento trouxe em definitivo a ausência.

História número dois.

No mercado com sua mãe, a garotinha de dez anos faz um pedido:
"Mãe, eu sei que você está com dinheiro, mas quero te pedir para não comprar pêssego em calda. É que é tão bom, tão gostoso e eu comi essa semana, então quero que demore até eu comer de novo. Quero que seja especial!

A garotinha da história número dois não sabe da primeira história.
Não sabe que sua avó deleitou-se com o mesmo sabor que ela tanto aprecia.

Lá em cima, na primeira história, estou eu e minha mãe.
No mercado, eu e minha filha.
Ainda não contei essa história para ela porque não é apenas dizer "minha mãe, sua avó, pediu-me pêssego em calda antes de partir".

É uma história especial, que precisará de um momento especial e certamente será ao sabor de pêssego em calda com creme de leite!

E então, já preparou uma história, uma receita, um prato, uma foto para trazer aqui na toalha xadrez da Blogagem Coletiva? Então prepara e traz!
Mais pro final da tarde, volta aqui que eu  editarei essa postagem para acrescentar os links que estão participando. E espia lá na Tina também!

Saudade é o tema da próxima BC - 04 de julho.


Doce, salgado, sabores, amores... confira:

Rosélia

Luma

Chica

Bia Hain

Tina

Felipa

Estela

Majoli


domingo, 14 de junho de 2015

Despendurando do varal


Penduramos ontem a leitura da vez no varal aqui e lá na Tina e agora é hora de recolher!
Deixamos nossos agradecimentos a todos que estenderam no varal, aos que leram, espiaram, enfim, uma troca muito agradável!
Quero responder os comentários, mas como não criei esse hábito no blog, vou aproveitar para fazer uma postagem respondendo e também aproveito para deixar os links para quem quiser visitar outros varais!

Chica que pendurou no Lugares Coloridos - pois é Chica, eu que é que acho organizada! Especialmente com os blogs; é admirável a maneira como você administra os vários temas dos teus blogs, participa ativamente da blogosfera e ainda sobra criatividade! Um exemplo para mim e acredito que para muitos blogueiros! Bem, prepare-se para kondar as "tralhas da Marina"! Ela só tem três meses, imagine maiorzinha e cheia daquelas bonecas com sapinhos, bolsas, cachorrinhos... tua casa vai precisar mesmo conjugar o tal verbo!

Estela pendurou no Querendo ser Blogueira. O blog da Estela nasceu no começo desse ano, então se você ainda não conhece, passa por lá!
Pois é Estela, sabe que esse livro tem algo mágico mesmo que mexe com a vida da gente? Quando puder leia e quem sabe, você também não comece a conjugar o verbo kondar! Obrigada pela participação e já vai preparando a próxima! Beijo.

Paula, do Poesia do Bem pendurou poesia no guardanapo no varal! As fotos estão lindas Paula, depois eu passo por lá. Obrigada pela tua participação com a Alice e a tua mãe também. Ficou especial!

Lá na Felipa teve chuva no varal, mas como ele é mágico, deu tudo certo! Lá tem indicação de poeta português e outras leituras. Voa lá pra Portugal no Felipa-imagens. Obrigada por participar, depois passo com calma por aí!

A Dra. Cristiane participou espiando e comentando! Obrigada Cris!
Lá no blog dela tem várias indicações de livros e outras coisas bem interessantes. Confere lá no Mulheres em Círculo.

A Rosélia pendurou lá no varal um trecho da leitura da vez com o título Frieza Interior,  que encantou! E tem também lindas imagens. Está no blog idade-espiritual.
Rosélia adorei saber do seu segredinho  da bagunça organizada e não vou contar para ninguém!
Ah! O texto belíssimo sobre as crianças foi enviado pela Angela lá de Portugual. Incrível mesmo!
Beijo.

Majoli literalmente pendurou sua leitura! E para minha surpresa foi o meu livro!
E você também gostou da conjugação do verbo kondar! Mais tarde passo pelo seu varal. Obrigada!
Aqui o varal em Majoli - rabisco da alma.

Hilsa, voê chegou de mansinho, prometeu participar e está aqui! Obrigada!
Tem leitura romântica lá no varal da Vida Bonita. Passo mais tarde por lá. Beijo!

Oi Fernanda! Que prazer conhecê-la debaixo do varal com a sua leitura da vez pendurada!
Volte sim mais vezes. Eu passarei lá no Sonhar e Planejar mais tarde. Beijo!

Pandora adorei sua filosofia "a gente se apega à bagunça como se ela fosse amiga!"
Não é nada fácil, para mim pelo menos, conjugar o verbo kondar, mas estou tentando!
Eu também leio mais de um livro por vez e já me perdi até nessa bagunça! As tuas indicações infantis me encantaram! Depois confiro as outras lá no elfpandora!

Tina, eita que o varal ficou comprido e pesado! Precisou até de bambu pra erguer lá no alto e  não deixar as leituras da vez rastando no chão!
Você conseguiu transformar o verbo kondar em adjetivo: kondadeira! Mari Kondo adoraria saber disso!
Além da minha compreensão também maltratar crianças.
Mais um pouquinho e chego no teu varal lá no Meu Blog e Eu.

Luma, o texto que a Angela nos mandou é de uma bela e difícil reflexão, mas não dá para fechar os olhos a essa infeliz realidade que persiste através dos tempos, o número de crianças em trabalho escravo pelo mundo é aterrador.
Sabe que o teu comentário já me inspirou em falar sobre as crianças aprenderem a organizar como sugere a Mari; um caminho que se aprendido desde cedo, facilita muito a vida.
A sua participação no varal ficou ótima com a sugestão dos correios entregarem via caravelas!
Vou lá depois conferir mais.
As caravelas da Luma e as leituras estão no Luz de Luma.

Uma caverna desorganizada precisando kondar?! Adorei saber Bruxinha!
Depois passarei no seu Poções de Arte.
O livro foi lançado em maio no preço de 24,90. Vi hoje no site da livraria Saraiva por 19,90, mas tem o frete. Você deve encontrá-lo fácil nas livrarias e depois conta o que achou! Beijo.

Angela, quero te agradecer por nos proporciar necessária reflexão com o texto do poeta português Eugenio de Andrade em Rosto Precário, muito enriqueceu nossa blogagem, nossas reflexões.
Deixo o link do blog da Angela. Lindas fotos, lindos momnetos por lá. Portugal en photos.

Fernanda Sartori também participou com uma boa indicação de romance histórico! Confere lá no Templo das Borboletas. Beijo Fernanda!

Estamos aguardando pelo menos mais duas participações! Então depois eu edito para agregá-las e como disse nos comentários, passo mais tarde nos varais participantes!
beijo!

E já chegou a participação da Claudia do Blog da Clauo com sua leitura da vez. Uma ótima sugestão, confere lá!

A Mi também pendurou. Um post delicioso com frases de guardanapo! Por aqui: Rivotril com Coca-cola.

sábado, 13 de junho de 2015

A leitura da vez

Trouxe a minha leitura da vez para pendurar no varal da Blogagem Coletiva!
E confesso para vocês que eu nem acredito que acabei de ler esse livro, nem acredito que comprei esse livro.
No varal então:


Eu, a pessoa que se acha em sua própria bagunça, li um livro sobre organização. E amei!
Nunca me imaginei comprando nada que se referisse a esse assunto, mas comecei a "tropeçar" em uma frase da autora num blog, depois um pequeno texto no jornal e o comprei ainda na pré-venda.
Marie Kondo, a autora, é uma japonesa que se tornou fenômeno mundial com seu método de organização. Técnicas e sentimentos juntos.
"Depois de conhecer a sensação de ter uma casa arrumada, seu mundo parecerá melhor e você não voltará mais à bagunça. É isso que eu chamo de "mágica da arrumação". Os efeitos são impressionantes. Você não apenas deixará de ser desorganizado; terá na verdade, um novo começo na vida".
Muito além da organização, o método KonMari traz uma consciência também para o consumo necessário e para coisas e objetos que já cumpriram a sua missão.
Depois da leitura, até minha caixa de correio eletrônico eu kondei, um novo verbo que surge depois da leitura!


Marie Kondo e uma cliente agradecendo os livros. ( kondei minha estante hoje! )
Foto da matéria na Folha de S.Paulo.

E também vem para o varal um texto lindo que a Angela enviou lá de Portugal.
Portugal en photos é o seu blog!

Em Louvor das Crianças

Se há na terra um reino que nos seja familiar e ao mesmo tempo estranho, fechado nos seus limites e simultaneamente sem fronteiras, esse reino é o da infância. A esse país inocente, donde se é expulso sempre demasiado cedo, apenas se regressa em momentos privilegiados — a tais regressos se chama, às vezes, poesia.
 Essa espécie de terra mítica é habitada por seres de uma tão grande formosura que os anjos tiveram neles o seu modelo e foi às crianças, como todos sabem pelos evangelhos, que foi prometido o Paraíso. A sedução das crianças provém, antes de mais, da sua proximidade com os animais — a sua relação com o mundo não é a da utilidade, mas a do prazer. Elas não conhecem ainda os dois grandes inimigos da alma, que são, como disse Saint-Exupéry, o dinheiro e a vaidade. Estas frágeis criaturas, as únicas desde a origem destinadas à imortalidade, são também as mais vulneráveis — elas têm o peito aberto às maravilhas do mundo, mas estão sem defesa para a bestialidade humana que, apesar de tanta tecnologia de ponta, não diminui nem se extingue. O sofrimento de uma criança é de uma ordem tão monstruosa que, frequentemente, é usado como argumento para a negação da bondade divina. Não, não há salvação para quem faça sofrer uma criança, que isto se grave indelevelmente nos vossos espíritos. O simples facto de consentirmos que milhões e milhões de crianças padeçam fome, e reguem com as suas lágrimas a terra onde terão ainda de lutar um dia pela justiça e pela liberdade, prova bem que não somos filhos de Deus.


 Eugénio de Andrade, in 'Rosto Precário'


Eugénio de Andrade poeta português  19-01-1923   /  13-06-2005


Gostou?! Tem mais lá no blog da Tina.
 Então já sabe: no primeiro sábado de julho tem mais.
04 de julho vamos pendurar no varal algo com o tema comida.

sábado, 6 de junho de 2015

Blogagem coletiva de sábado

Sábado é um dia sonolento, mais "paradinho" para os blogues! 
E pensando em colorir e agitar um pouquinho...

"Para o sábado, 13 de junho, e um sábado por mês e até onde render, vou propor aqui e a Tina lá no blog dela, uma Blogagem Coletiva, tipo cada um fazer a sua postagem e ao mesmo tempo ser em grupo, tipo todas num varal penduradas com pregador, num quintal. Para promover interação, socialização, troca de figurinhas."
E nesta primeira blogagem vamos pendurar "A leitura da vez".
Tudo livre e leve, feito vento a balançar o varal - vale resenha, foto do livro, revista, frase, motivo da leitura, o que você quiser. Sob o sol da blogosfera, vamos espiar os comentários, chamar um vizinho a participar!
Então durante essa semana prepare a sua postagem, deixa em rascunho, agendada se não tiver tempo.
Será uma blogagem ensolarada! Vem!



sábado, 23 de maio de 2015

Sobre a blogagem


Colhi a imagem de uma flor para ofertar em agradecimento a todos os que participaram da Blogagem Coletiva Amigos Virtuais.
Obrigada aos que fizeram postagens em seus blogs, aos que comentaram, aos que trocaram visitas, aos que voltaram a blogar, aos que não puderam participar!
Essa interação, além, de agradável, trouxe reflexões, certezas, interrogações e muitos abraços virtuais.
O lado difícil que pode aparecer nos blogs, foi nos lembrado como sempre é bom um alerta, afinal, no virtual, infinitas são as possibilidades para o mal.
Na contrapartida, pendendo para o lado da maioria, essa ferramenta, esse verbo - o blogar - trouxe experiências muito positivas, agregadoras, trouxe muita gente para a vida real a partilhar um café, um abraço.
Eu acredito em amigos virtuais, mesmo os que nunca teremos a oportunidade de encontrar.
A tela de um computador, de um eletrônico, não emite apenas uma fria luz branca, para mim, é possível sentir através dela.
É algo curioso quando você passa a pensar em algum blog, em algum blogueiro: um post meio triste, será que está bem? Uma celebração, um nascimento, uma partida temporária ou de nosso planeta. Essa pessoa de alguma te tocou através das palavras e do modo como ela escreve. Leva tempo, é fato, mas acontece e é bom!
Algo curioso que percebi lendo comentários aqui, nos outros blogs que participaram, é que muitas pessoas expressaram terem sido "sugadas" por algum tempo para outras redes sociais e se reencontraram nos blogs.
Cada rede tem seu formato, sua personalidade. E na minha opinião, aqui é um desses lugares especiais para que flua a escrita.
Muitos também manifestaram a vontade que tinham de participar de coletivas, que estavam meio de lado. Posemos até pensar em interagir mais dessa forma.
Enriquecedor é a palavra que define essa experiência, essa troca.
Que a gente continue interagindo, fortalecendo quando o desânimo chega, ousando descobrir outros círculos, outros blogues!
Se quiser conferir toda a lista de participantes, clique aqui.
Obrigada e meu abraço!

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Blogagem coletiva - amigos virtuais

imagem google

Essa semana aconteceu uma emoção muito forte comigo relacionada aos blogs.
Eu, e muitas outras pessoas, fomos do trágico ao cômico e muitas lições despertaram dessa história.
Uma conhecida blogueira resolveu parar com os blogs. O rebuliço foi geral! Primeiramente a parte trágica, a indignação, preocupação, tristeza, afinal até pensou-se que ela tinha partido dessa para melhor! No final, ela resolveu voltar e deve estar rindo até agora!
E no meio desse caminho a importância dos blogues, a união, os bons pensamentos, o cuidar de quem a gente gosta.
Acho que há momentos em que uma pausa é necessária e outras vezes um blog se esvai mesmo.
Porém nesta história toda o que eu percebi, lendo comentários e postagens sobre esse mesmo fato, é que várias pessoas que se afastaram optando por outras plataformas, sentem falta daqui; algumas até estão voltando aos poucos.
Eu vi nesta semana um forte sentimento de amizade por aqui e é por conta dessa palavra que eu gostaria de convidá-los para escrever sobre as amizades aqui nos blogs.
As amizades virtuais existem? 
Aborde a vertente que você quiser sobre essa interação aqui na blogsfera. Vamos questionar, acrescentar, fortalecer quem sabe laços, mudar de opinião, não se iludir. Enfim, uma blogagem coletiva pode acrescentar muito.
Você aceita participar?
Escreva o seu texto e deixe o link aqui nos comentários até sábado dia 23 de maio. Eu irei atualizando aqui para os que quiserem visitar e conhecer as outras participações.