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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Vontade de carimbar

Acordei assim: com vontade de carimbar!
E correu o dia e a vontade não me deixou, então à noitinha...


Não me recordo como conheci um carimbo.
Talvez tenha até sido uma caretinha feita de caneta no dedo indicador e levado rapidamente a apertar a folha branca de um papel.
Uma lembrança forte que tenho quando falo de carimbos vem de uma amiga da minha infância. 
Certo dia, no início do ano escolar, ela apareceu com uma pequena caixinha retangular de metal que abria delicadamente e de lá, segurando por uma espécie de argola que se dobrava, ela carimbou seu nome em vermelho: K. B.
Ah! Que elegância!
O nome próprio era curto e incomum. O sobrenome, apenas um.
Mostrou-me todos os livros carimbados com seu nome a substituir etiquetas.

Aguei de vontade e descrevi para meu pai como era o tal carimbo, a caixinha, a argola que dobrava, a pequena tira onde se pingava a tinta vermelha.
E alguns dias depois, ele tirou do bolso de seu paletó, um embrulho.
Era o meu carimbo.
Que decepção.

Mais parecia um tijolo. Não havia caixinha, argolinha.
Era um largo pedaço de madeira.

Bem, meu nome não tinha a elegância do dela.
Para começo de conversa, um nome composto; depois dois sobrenomes unidos por um "do". Não caberia mesmo numa delicada caixinha de metal!
Até que usei, um tanto contrariada, mas usei.

Uma caixa com carimbos da turma da Mônica foi um presente que ganhei de aniversário!
Comprei para meus filhos quando menores. Tudo tão diferente. Só havia uma base de plástico para todos os carimbos. Tirava um e encaixava outro.

Carimbei bastante até a vontade saciar!
Adorei ter encontrado um carimbo de serrote!!!

E agora quero saber, você carimba?!