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domingo, 16 de setembro de 2018

Um convite, um chá

Recebi um convite.
Chegou-me por um meio de comunicação que tanto aprecio: a correspondência!
Eu li, reli, tanto alegrei-me, porém demorei em aceitar esse especial convite.

Seria uma viagem. Era preciso acomodar-me para que pudesse apreciar a paisagem.

Demorei para encontrar aquele espaço, aquele momento para que eu realmente abraçasse o convite e me lançasse nessa viagem.

Mas quando pude realizar essas palavras convidativas, foi mesmo uma viagem incrível!


Sou uma leitora - nada voraz - tenho um tempo meu, minhas fases para com os livros. Digo isto porque já me lancei em desafios do instagram de ler um livro por mês, depois um por semana e senti que não funciona comigo.  

Fazia um tempo que não lia um livro dessa forma,viajando e apreciando a paisagem!

Há pouco tempo entrei em uma livraria de shopping para procurar um livro. Não tinha nada definido. Queria mesmo andar por entre as prateleiras e encontrar algo que brilhasse para meus olhos.
Que decepção... As grandes livrarias foram tomadas por livros de séries, youtubers, pilhas e mais pilhas desses gêneros.

Se são ruins ou não, nem saberia dizer pois nunca os li. São na realidade uma tendência de mercado.

Saí da livraria sem comprar nada e alguns dias depois, os correios me entregam esse delicioso presente!

Fiz várias xícaras de chá para acompanhar a leitura e foi uma agradável viagem dia após dia, página a página!

Esse livro é uma dessas coisas incríveis que acontecem aqui pelos blogs!
Obrigada!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Balançar

Uma blogueira fez uma postagem tão apaixonante sobre um escritor ( além de tantos outros atributos ) que eu pedi-lhe ali no retângulo dos comentários que me indicasse alguns títulos desse autor.
Dois me foram sugeridos, sendo que um deles imediatamente me embalou, acho que pela poesia já contida no próprio título: O velho que acordou menino.
Coloquei na minha lista de possíveis leituras.
Há títulos lá na minha lista que estão há anos; outros se tornam objeto palpável rapidamente.
A vontade de ler nem sempre encontra sintonia com nossas economias, com nosso tempo.
Estava lá - o velho que acordou menino. Nem precisava olhar para a lista, eu já tinha decorado, já estava no coração.
Foi numa entrada descompromissada em uma livraria que me deparei com uma luz belíssima vinda da capa de um livro. O primeiro de uma pequena pilha.
Era o livro sugerido!



A sintonia não poderia ter sido melhor entre a beleza da capa e a possibilidade financeira de trazê-lo para casa.
A cada texto lido, assim que fechava o livro, apreciava novamente a capa.
Entre leituras demoradas e outras mais rápidas, cheguei ao final, mas antes, já quase no fim, um texto que é a tradução da capa do livro.

"O meu balanço estava amarrado num galho de uma ameixeira. Quando não se sabe ainda, é preciso a colaboração de um amigo que nos empurre. Depois a gente aprende o segredo. Com sucessivos deslocamentos do centro da gravidade do corpo, o balanço voa. Ah! A alegria de tocar com a ponta do pé uma folha num galho alto! Eu fazia um monte de folhas secas à frente do balanço. A aventura que exigia coragem era pular do balanço quando ele estivesse no alto para cair no monte de folhas secas.
Depois de velho, psicanalista, dei-me conta de que um balanço é um excelente remédio para depressão. Por experiência própria. Bastava que eu balançasse para que a tristeza sumisse. Balanço e tristeza são incompatíveis. No balanço não há passado, não há futuro. É só o presente.
[...] Um adulto que se assenta num balanço é porque perdeu a vergonha. E perder a vergonha é o início da felicidade."

Agradeço à Ana que me indicou o livro. Agradeço à uma amiga que me presenteou com a visão de vê-la balançando no parque ao lado de minha filha.






sábado, 27 de junho de 2015

Compartilhando leitura

Recebi o convite vindo da Janeisa que bloga lá no Brasildobem, a postar hoje sobre um livro. Ela se inspirou na blogagem coletiva dos varais que eu e a Tina organizamos e assim vamos partilhando leituras, novos blogs, novas ideias.
O livro que escolhi, é na verdade de meu filho Bernardo que está no 9˚ ano.

Ele me trouxe o comunicado do colégio sobre essa leitura no começo do mês. O livro seria vendido na própria escola e assim que ele chegou, pedi para ver a capa e dei uma rápida olhada para saber sobre o que se tratava. Decidi que leria antes dele!

O livro fala do Holocausto, dos horrores da guerra e também de paz.

Quando eu estava na escola, o conteúdo sobre a segunda guerra, foi dado, na minha opinião, de maneira muito supercial e nós estávamos preocupados em decorar datas porque era isso o que nos seria pedido em prova.

Meu filho já teve aulas mais aprofundadas sobre o assunto, incluindo imagens e filmes.

Foi só recentemente que eu fiz uma leitura que me mostrou, me fez sentir a intensidade do horror e sofrimento. E eu, ainda que quisesse que meus filhos tomassem conhecimento exatamente daquela forma, ainda assim o livro "A Bibliotecária de Auschwitz" era de uma intensidade não para adolescentes.

Chega então em nossas mãos A mala de Hana.


Fumiko, é a curadora do Centro Educacional do Holocausto no Japão, criado para, através de objetos,  ensinar as crianças japonesas os horrores do Holocausto e também o otimismo e a alegria de viver dos sobreviventes dos campos de concentração.
A história de Fumiko e as crianças japonesas se passa em 2000 e ao mesmo tempo é narrado a vida de Hana e sua família entre 1930 e 1940. A mala de Hana chega ao Centro Educacional e a partir dela, a curadora, movida pelo desejo das crianças de saber mais sobre a garota dona da mala, inicia suas investigações e ao final "chega"  ao Canadá, onde o irmão de Hana, um sobrevivente que vai até o Japão ao encontro das crianças.

Um livro singelo, mas sem omitir as dores, as tristezas vividas naquelas décadas. São relatos que emocionam, como quando a mãe de Hana é convocada a se apresentar e partir em um trem. À noite ela se despede dos filhos, mostrando toda a coragem e esperança para esconder o coração despedaçado de mãe.

Adorei a maneira como as histórias se entrecuzaram, como foi descrito os momentos mais difíceis de Hana e sua família e a mensagem de paz que o livro se propõem: conhecer sobre o Holocausto é necessário para que esse horror nunca mais se repita.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

A respeito de placas


"Conheci um homem que era limpador de placas de rua.
Todas as manhãs, às sete horas, ele ia para o trabalho.
Para chegar à Central de Limpeza de Placas de Rua, na Praça do Incenso, ele levava mais ou menos meia hora.
Cumprimentava o porteiro, fazia algum comentário sobre o tempo e ia para o vestiário.
...
Lá, vestia um macacão azul, botas azuis de borracha, e depois, sem muita pressa, ia para o almoxarifado, onde lhe entregavam uma escada azul, um balde azul, uma escova azul e uma flanela também azul.
...
A saída dos limpadores de placas de rua nas suas bicicletas era um espetáculo magnífico. Eles pareciam imensos pássaros azuis saindo do ninho ao mesmo tempo".

Assim começa a história de um livro infantil que, se eu fosse dona de uma livraria, ele estaria catalogado e colocado na prateleira "Adultos que comem algodão-doce".
Esse livro é de meus filhos. Já o lemos várias vezes quando eram menores e vez em quando a Júlia ou o Bernardo se lembra dele e a recordação se dá na cama da mamãe com uma gostosa leitura!



O Limpador de Placas fazia seu trabalho lustrando a placa Rua Guimarães Rosa, quando um garotinho, que por ali passava com sua mãe, indagou quem era o Rosa. Um ônibus barulhento passou nesse momento e o Limpador não pode ouvir a resposta. Mas, aquilo o afetou. Ele limpava placas com nomes importantes e não sabia absolutamente nada a respeito deles.
Naquele mesmo dia, chegando em casa, fez uma lista com os nomes que constavam nas placas que limpava. Soube que alguns eram poetas, escritores, músicos, compositores.
Primeiro inspirou-se nos compositores. Abriu o jornal e procurou algum concerto para ir.


Passou a trabalhar asssoviando serenatas, óperas.

"As pessoas que passavam ouviam o limpador e paravam, admiradas, de olhos fixos na escada azul. É que elas nunca haviam visto um limpador de placas como aquele. Quase todos os adultos acham que algumas pessoas servem só para limpar placas, outras só para escrever poemas, ou melodias. Às primeiras, denominam trabalhadores; às outras, pessoas cultas e eruditas. O fato de alguém fazer as duas coisas ao mesmo tempo deixava essa gente tão atrapalhada que todo o seu modo de pensar desmoronava, desmanchava-se como um papelzinho no meio do fogo".


Passou a ser o frequentador mais assíduo da biblioteca do bairro onde retirava livros dos grandes escritores, lia poesia.
Lamentou ter demorado tanto a ler. Não perdia tempo, porém.


Passou a ser admirado, foi a programas de tv, nunca deixou de trabalho de limpador de placas, mas agora passou a receber carinho das pessoa. O carteiro lhe trazia sacolas cheias de cartas. Era feliz na sua simplicidade!

E sempre que líamos a história, nós pensávamos: que linda história, pena que nunca vamos encontrar um Limpador de Placas.

Será? 

E saindo da imaginação dos livros infantis me deparei com duas histórias, com duas possibilidades de placas.

Existem sim limpadores de placas! O artista plástico Rodrigo Machado e os cineastas Gustavo McNair e Filipe Machado, cansados de reclamar dos problemas de São Paulo, criaram o projeto Serviços Gerais que limpa placas, faz pequenos reparos, limpa estátuas.

Conheça e trabalho deles clicando aqui.

E outra intervenção bastante interessante relacionadas às placas, vem da mães! Especialmente mães de motoboys:

Imagem do site Razões para Acreditar

Fiscalização de mãe! Gostou?
Tem vídeo também:



Eu adorei saber que existem limpadores de placas espalhados por aí!




sexta-feira, 24 de abril de 2015

Um livro

Minha participação está tardia, mas vamos lá!
A proposta dessa partilha veio lá da Sissi e eu soube através da participação da Chica.
Em comemoração ao dia mundial do livro, a Sissi propôs que escolhêssemos um livro que tenha nos marcado para fazermos a postagem.

Eu escolhi o livro Da minha terra à Terra, do Sebastião Salgado.


Diferente dos seus livros de fotografia, que tem um custo elevado, esse livro traz a história do grande fotógrafo brasileiro ( custo médio de 25 reais ).
A frase inicial já é arrebatadora "Quem não gosta de esperar não pode ser fotógrafo".
A leitura vai nos fazendo compreender como se dá o trabalho dele, projetos que levam cinco, seis anos ou mais. 
Faz-nos confrontar a virtude da paciência nestes tempos tão imediatos.

Eu que conhecia somente umas fotos, não imaginava o homem por trás delas e a mulher também! Sua esposa Lélia tem papel fundamental na sua trajetória.
E acompanhando essa trajetória vamos entendendo a trama pessoal, política, ética, sua generosidade, que o levou a retratar de forma incômoda aos olhos, as mazelas da África, os grandes deslocamentos em Êxodos, as destruições ambientais. Não é apenas um trabalho de fotógrafo. O envolvimento de Sebastião é uma emocionante lição de humanismo.

Vou destacar dois trechos do livro que nos fazem perceber a grandeza e humildade que há nesse homem:

"Como em todos os meus relatos fotográficos, fui apresentado àquelas pessoas e comunidades por instituições e organizações que trabalham com elas. Dediquei meu tempo a conhecê-las, a conversar com elas. Sempre fico de frente para as pessoas que fotografo.

Nenhuma foto, sozinha, pode mudar o que quer que seja na pobreza do mundo. No entanto, somada a textos, filmes e toda a ação das organizações humanitárias e ambientais, minhas imagens fazem parte de um movimento mais amplo de denúncia da violência, da exclusão ou da problemática ecológica. Esses meios de informação contribuem para sensibilizar aqueles que a  contemplam a respeito da capacidade que temos de mudar o destino da humanidade.

A fotografia é uma escrita tão forte porque pode ser lida em todo o mundo sem tradução."

Para participar clique aqui.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Livro revelado

Eu não imaginava que muitos leitores desse blog ficariam curiosos com o livro que estou lendo!
Foram vários comentários expressando a curiosidade e eu havia dito que quando terminasse o livro, postaria.
Resolvi fazê-lo antes de findar a leitura. Eu estou exatamente no meio do livro e realmente não sei, não faço ideia do que ela reserva para o final.
Mas sei que até aqui, até essa metade, eu achei o livro ótimo e mesmo que o final seja ruim ( o que não acredito! ), terá valido a pena.
E por que gostei tanto?
Porque quando assisto à algum noticiário, mesmo documentários, que tem abordado o mesmo tema, as guerras no Oriente Médio, grupos extremistas, bombardeios, jovens que fogem de casa, ataques, armas, enfim... parece que tudo nesses países se resume a isso. Homens armados, mulheres submissas, crianças ensanguentadas.
Esse livro traz a vida, a luz, os sentimentos que pulsam nas pessoas, o medo também. Especialmente nas mulheres. é um livro sobre as mulheres e também como os homens as enxergam.
Vou colocar um trecho que bem resume o espírito do livro.
Então, pegue uma xícara de chá e vem conhecer!

"Minha querida Halajan,

   Amanhã é quinta-feira e você virá ao bazar. Estou sonhando ver seus olhos e rezando para Alá para que você não esteja usando a burca. Eu sei que é mais seguro, mas me deixa muito zangado. É como se os olhos de uma mulher, o rosto de uma mulher fosse maligno. Nós, que temos idade suficiente para termos vivido ao longo de um regime após o outro, sabemos que a burca tem a ver com o medo de um homem, não a malícia de uma mulher.
   Hala, eu gostaria de escrever sobre seus olhos e sobre o que eles fazem comigo, mas hoje estou zangado. Lamento, eu sei que não é da natureza de Islã desperdiçar o tempo com a raiva, mas não posso evitar. Dois soldados de Karzai entraram em minha loja esta manhã. Ambos estavam com rifles, um deles trazia dois casacos militares sobre o braço. "O inverno chegou", disse um deles. Precisamos que esses casacos sejam ajustados para nos servirem, disse o outro, ou vamos congelar. Eles tinham sido usados anteriormente, por soldados mortos em combate. O inverno chegava, os recursos do exército são limitados e os casacos deveriam ser reutilizados. Mas um homem alto substitui um baixo, um forte substitui um magro e reajustá-los para servir seria um trabalho e tanto.
    Dei um café a cada um deles. E foi quando vi que não eram mais que meninos, com talvez quinze, dezesseis anos. E eu achei que suas vidas lhes foram roubadas.
    Eu seu que você sente como eu, no coração. O talibã está regressando em número maior que da última vez, e não há nada que nossos militares possam fazer para impedí-los. Não há nada que os americanos possam fazer. A presença deles aqui só alimenta o fogo da ira do talibã. É como se não fôssemos gente de verdade, com coração, com mente própria. Como se fôssemos animais que precisam de humanos para nos moldar. Por Mohamed, eu sei que se mais de nós tivéssemos alguma educação e soubéssemos ler, nós poderíamos ser uma força poderosa. Poderíamos mandar em nossas próprias vidas.
    Não se preocupe, Hala - eu seu que sou apenas um alfaiate, não um líder. Mas posso sonhar como um!
    Eu temo por você, por nós e pelo nosso amado país. Como você e eu sabemos, a vida pode mudar rapidamente. Tão recentemente, ainda podíamos andar por aí de jeans e tênis. Ainda tenho os meus Nikes, mas agora uso só dentro de casa. Tolice, eu sei. Lá estou eu, de pijama e Nikes. Estou falando demais?
    E estou zangado por não podermos estar juntos, por conta das regras tolas. Minha esposa está morta, seu marido está morto e, no entanto, se o homem errado lesse essa carta, você seria apedrejada até a morte.
    Eu sei o que você me dirá, se um dia me escrever uma carta. Você citaria Rumi, que disse "a paciência é a chave para a alegria". Bem, eu estou farto de Rumi!
    Amanhã, meu amor, tenha uma viagem segura. Um dia, eu irei visitá-la em sua casa de chá. você diz para que eu não vá, por causa de seu filho, mas um dia eu vou desobedecê-la, meu amor, e vou aparecer na sua porta. vou sorrir para seu filho e ele será como um filho para mim.
 Seu,
Rashif


Como está escrito na quarta capa: "um romance soberbo..."

Uma pequena casa de chá em Cabul
Deborah Rodriguez
Editora Quinta Essência ( Leya )

* A dica deste livro veio lá do Templo das Borboletas!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Você sabe doar?

Nos primeiros dias da nossa mudança, em meio àquela bagunça de caixas, decidi dar um tempo, e saí com as crianças para uma longa caminhada.
Sabia que havia um parque nos arredores.
Um lugar lindo de fazer esquecer as caixas que me aguardavam!
E dentre muitas boas surpresas e pernilongos também, encontramos uma estante para doação, troca de livros. Livre para receber livros libertos!


Passou logo a euforia.
Uma rápida mexida por ali e não encontrei nenhum livro de literatura.
A maioria, livros técnicos e apostilas e muitos, muitos livros escolares.
É certo que há diversas histórias com final feliz de pessoas, que encontrando esse tipo de livro, aprenderam um idioma, passaram no vestibular; mas acho que a proposta é a troca de livros de ler.
Fica nítido que muito espaço naquelas prateleiras era ocupado pelo que nos incomoda dentro de casa e não sabemos exatamente o que fazer. Especialmente no final de ano. O que se faz com os livros didáticos?
O parque tem um público grande. Gente caminhando, correndo, fazendo exercícios, passeando, namorando. A estante está cheia demais...
Ela fica num local aberto, bem visível, bem no caminho.
Será que faltam livros mais interessantes?
Qual sua opinião?
Bom, para o próximo BookCrossing Blogueiro já sei onde colocarei meus livros para baterem asas!

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Amor de avó


Foi a capa que me fez comprá-lo.
Entrei no site da livraria para pesquisar um outro livro, e na página inicial estavam as sugestões e lançamentos em imagens pequenas.
Essa me chamou a atenção e o comprei.
Até hoje fico pensando na capa...
A história é dessas que não aparecem muito na literatura: temos os amores, as paixões de gente jovem e as separações,  divórcios e seus enredos de superação como em Comer, Rezar, Amar.
Aqui é uma avó que se apaixona.
Uma avó que leva sua netinha ao parque em algumas tardes da semana para ajudar a filha que trabalha. Nesse parque ela encontra um também avô a passear com o neto.
Entre os conflitos que ela está passando em seu casamento, a dúvida em mudar-se de cidade para levar uma vida mais pacata e de repente, naquele corpo de sessenta e poucos anos a paixão reacende por outro homem.

Nos tempos em que vivemos, onde uma mulher de sessenta anos pode estar tão bem quanto uma de quarenta, e tempos esses que vivemos mais e com muita lucidez, vivacidade por que não o amor, a sensualidade, o sex, a paixão?
Um livro que merecia estar nas listas dos mais vendidos e lidos e cinzentos títulos.
Beijo!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Livros, leituras e bienal


Essa não era a foto que eu queria colocar sobre a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que aconteceu no final de agosto.
Queria ter colocado a foto da fila para a Bienal, porém, ainda que tivesse recursos panorânicos na minha câmera, ainda não seria possível fotografar.
Um helicóptero seria necessário para que retratasse uma fila na qual levamos uns quinze minutos para alcançar-lhe o final e nos posicionarmos. Não acredita?!
Até procurei na internet alguma foto que mostrasse o tamanho da fila, mas acho que ninguém tinha helicóptero!
E por que estou falando tanto da fila?
Porque parece contraditório num país onde se repete "brasileiro não gosta de ler", filas tão gigantescas para um evento de livros e leitura.
"A frase parece até ensaiada, mas, felizmente está se tornando obsoleta"( Bianca Carvalho ).

Esta Bienal foi pensada e programada para o público jovem. Os eventos, os lançamentos, os autógrafos. 
Sagas e trilogias seguem entre os mais vendidos e lidos por este público, o que na minha opinião é ótimo. Se antes éramos um país de não leitores, estamos sim lendo mais.
Muitos especialistas não consideram esses gêneros juvenis como literatura. Outros acreditam que sejam a porta de entrada para outros gêneros, inclusive os clássicos.
Já ouvi uma mãe numa "fila literária"dizendo que nunca antes a filha tinha lido um livro daquela grossura.
É uma boa reflexão: será que nós e nossos jovens estão lendo livros de "qualidade", ou toda leitura é válida?

Vou aproveitar esta postagem sobre livros e citar uma blogagem coletiva que está acontecendo sobre livros que marcaram a  infância.
Foi no blog da Luma que eu vi; lá tem o link da blogueira organizadora para quem quiser participar. Achei a proposta muito legal, só não participarei pela dificuldade de interagir com os outros participantes e por isso não levarei meu link para lá, mas vou deixar meu depoimento!

Quando li a participação da Luma, imediatamente pensei "não me lembro, não tenho nenhum livro que me marcou".
Depois passei na participação da Pandora e foi lá que surgiram umas boas lembranças na minha memória.

Meus pais não eram leitores e eu tive pouquíssimos livros na infância. Não conseguia lembrar de nenhum livro, embora de alguma forma eu soubesse que tinha havido algum. Foi então que jorrou na minha mente a imagem de dois livrinhos da coleção "disquinho"- vinha um livrinho e o disco.
Ah! Até consegui ouvir o chiado da vitrola e o medo durante as pausas!


E a outra recordação foi a abertura de uma livraria no bairro vizinho ao nosso. Era uma "Ediouro" com livros apenas deste selo e foi surpreendente quando entrei lá pela primeira vez.
Diferente das livrarias mais escuras e abarrotadas de livros que ficavam no centro da cidade, esta era inovadora.
Clara, com portas de vidro e o chão era com carpete.
Minha mãe comprou a Branca de Neve. Poucas ilustrações e mais texto com os detalhes antes omitido pela coleção disquinho!
Tistu - o menino do de do verde foi marcante fazendo-me sonhar com um mundo melhor. Depois vieram os livros recomendados pela escola, a frequencia na biblioteca, livros emprestados, o primeiro salário, mais livros e não parei mais!

Em tempo: a fila da Bienal estava imensa, mas o encontro com amigas blogueiras de outros estados fez a fila andar como num passe de mágica!




sexta-feira, 7 de março de 2014

Vem se molhar!


Hoje convido-os a abrir um guarda-chuva, colocar capa ou escolher tomar um banho de chuva!
Pula a poça e vem por aqui.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

As leituras da Júlia

Quando minha filha tinha 1 ano e 4 meses de vida, sua primeira professora me chamou para uma conversa.
"Ana, a Júlia chorou durante a leitura do livro que você nos enviou. Pode ser que tenha acontecido alguma coisa enquanto eu lia, mas a impressão que tive é que ela se emocionou. Talvez sejam as cores do livro. Me mande o livro no próximo mês, por favor."
Mês seguinte, ela chorou novamente. Um choro silencioso, como disse a professora. Ela parece entrar na história e de repente as lágrimas escorrem - assim me relatou e acrescentou: estranho porque os outros não reagem assim, deve ser o livro.

O livro em questão era Para onde vai a quinta-feira?
Lindo, poético em tanto melancólico. Quando li em casa, ela também chorou.


Há pouco tempo, comecei a perceber que os livrinhos infantis eram lidos muito rapidamente e ela começou a trazer livros da biblioteca bem "maiores", encontrados nas prateleiras dedicadas aos juvenis.
Foi então que eu decidi ler um livro para adolescentes, queria saber como era esta literatura e comprei um livro da autora Paula Pimenta - Minha vida fora de série.
Antes mesmo que eu terminasse a leitura, vi a Júlia com o livro em mãos e os olhos cheios d'água!
"Desculpa mãe, eu comecei a ler sem te pedir, mas é tão bom, tão emocionante. Eles vão ficar juntos?"

O livro tem 405 páginas e ela o leu em quatro dias e queria muito a continuação.
Vimos que seria lançado o segundo volume e eu resolvi levar a Júlia na tarde de autógrafos.
Eu nem fazia ideia do que nos esperava...

Chegando à livraria, quase não conseguimos entrar, tanta gente que tinha, ou melhor tantas adolescentes.
Compramos o livro e fomos para a fila de autógrafos.
400 pessoas na nossa frente. Isso era duas horas da tarde e o autógrafo só começaria às quatro.
Júlia queria desistir. "Mãe, todo mundo tá me olhando, eles devem achar que eu sou uma criancinha. Ninguém acredita que eu leio os livros.
Não se importe com os outros, foi o que respondi.

De repente, uma pessoa parou ao meu lado e perguntou se estávamos só eu e ela.
Confirmei e a pessoa disse que tinha um lugar lá na frente para ela e foi nos puxando em meio àquela multidão. Colocaram uma pulseira no braço da Júlia, disseram que eu não poderia entrar e que ela entraria para uma conversa "vip"com a escritora, apenas para umas trinta meninas.


Depois da conversa, começariam os autógrafos e alguém da produção, achou a Júlia muito pequenininha e me deixou entrar!


Adorei, é claro! Pude fotografar tudinho!

Júlia continuava preocupada: mãe, essas adolescentes ficam me olhando; ninguém acredita que eu leio.

Chegou a vez da Júlia. Fiquei pertinho clicando e ouvindo a conversa das duas.




Não acredito que você leu o meu livro, a escritora perguntou! E quantos anos você tem?
Oito.

E então engataram numa conversa e a Júlia surpreendeu: sabia cada detalhe, sabia o poema de amor de cor, falava com a emoção de quem esteve dentro da história!




Júlia ainda não leu seu livro autografado. Quer pegá-lo com a agenda tranquila, porque quando ela começa não quer parar. Está deixando para as férias.



Ela adorou a experiência!

Ainda livros:

Essa semana a experiência não foi tão boa para ela...
Montaram uma livraria na escola dela.


Ela me pediu dinheiro para comprar um livro e quando voltou da escola, voltou brava porque não a tinham deixado comprar.
Eu quis saber se ela tinha escolhido um livro muito caro e o dinheiro não foi suficiente.
"Não mãe, o moço falou que o livro não era para minha idade e ainda me levou para a estante dos pequenos".
Bem, ele fez a sua função de orientar por idade, ademais, ele não te conhece...

Voltou com o pai e apesar de advertida mais uma vez sobre sua escolha, trouxe o livro para casa.
"Nunca mais compro na livraria da escola, ninguém respeita nossos gostos. Eu li a sinopse, eu realmente me interesso."

Trouxe para casa José de Alencar - Senhora.
E está pelos cantos suspirando com Aurélia.


E entre uma leitura e outra, ela coloca seus bichinhos para dormir!


sexta-feira, 12 de julho de 2013

A lista dos meus desejos

Recebi da Verinha, que é o coração do blog Eternamente VV, um meme literário, cuja finalidade é incentivar a leitura.
Fazemos uma resenha de um livro que lemos e assim talvez, mais pessoas se interessem em lê-lo!
Não sei fazer resenhas, mas vou me esforçar para falar um pouco do livro escolhido: A lista dos meus desejos.



Eu gostaria simplesmente de escrever: compre este livro e leia sem mesmo ler as orelhas; vá direto para a história, sem saber nada dela e surpreenda-se.
Só que, de repente sair e comprar um livro que nem sabe sobre o que se trata, nem todos gostam.
Eu fiz exatamente isso! E não me arrependi.
Então se quiser uma agradável surpresa, pare a leitura aqui e vá em busca do seu!

O livro aborda valores, com o foco no material.
Quem já não pensou em ganhar uma enorme quantia em dinheiro? Poucos são os que responderão "eu não". Eu conheço duas pessoas que não querem...

Jo, a personagem principal do livro, vê-se com uma enorme quantia de euros e a partir disso, muitas reflexões sobre os seus desejos, o que o dinheiro compra ou não e um desenrolar inusitado.
O livro nos conduz a pensar que talvez nossos desejos sejam tão simples, tão ao alcance.
Fazendo uma lista de desejos materiais, podemos por exemplo querer ou precisar de uma frigideira nova, um perfume, um sapato, uma capa de chuva bem fotográfica*, ou...

Em meio a tudo isso, a pacata personagem francesa, também mantém um blog, tema costura. E ela nem imagina a dimensão que tem o seu blog. Aliás até o subestima. Até que ouve de uma jornalista:

"Fixa os olhos nos meus. Esmaga minha mão na sua e diz: minha mãe vive sozinha há mais de dez anos. Acorda às seis. Prepara um café. Rega suas plantas. Escuta as notícias no rádio. Toma seu café. Faz uma pequena toalete. Uma hora mais tarde, às sete, seu dia terminou. Há dois meses, uma vizinha lhe falou de seu blog e ela me pediu para comprar uma geringonça - uma geringonça, na linguagem dela, é um computador. Desde então, graças às suas passamanarias, suas borlas e suas fivelas de cortina, ela recuperou a alegria de viver. Então não venha me dizer que não tem respostas."

O meme sugere que indiquemos dez  blogs para participar. Deixo em aberto o convite. 
Quem quiser nos falar um pouquinho sobre um livro e nos despertar a vontade de ler, esteja à vontade. Se quiser deixe depois o link aqui para a gente conferir!

A lista dos meus desejos
Grégoire Delacourt
Editora Alfaguara

E então, quais são os seus desejos?!

* Tina, você poderia nos elucidar o que significa uma capa de chuva bem fotográfica? Dependendo o que for, entrará na lista dos meus desejos!



sábado, 20 de abril de 2013

Escrevi um livro!

Já tive filhos, nunca plantei árvores, mas compro o sabão em pó que planta árvores por mim, e a julgar pelo tanto de roupa que lavo, já devo ter um bosque inteiro!
Faltava então escrever um livro.
Ei-lo!



Antes de falar um pouquinho do livro, eu quero agradecer àqueles que são os responsáveis por este livro existir:
Meu marido, que apoiou e incentivou que minha escrita saísse de papeizinhos dobrados dentro de bolsos, bolsa, livros, fosse para o computador e de lá se tornasse um livro.
Meus filhos que me inspiram a cada dia a olhar o mundo de uma forma diferente.
E aos meus amigos blogueiros que me incentivam através dos comentários, e-mails, tecendo elogios, críticas, muitas vezes expondo uma emoção. Foi fundamental para me encorajar. Obrigada a todos!

É um livro de crônicas, algumas já publicadas aqui no blog e outras inéditas que falam sobre eu careca.
Sim, careca de sem cabelos. Estou muito bem de saúde obrigada, e mais não conto!

Crônicas Gris
valor R$ 28,00 com frete incluso
Entre em contato através do e-mail:

 paula.amaralanis@hotmail.com


Livro virtual - E-Book

Gato Sabido

iba


Volto a escrever em breve!
( Um dos carinhos que ganhei...)

Carinho da passarinha Tina