terça-feira, 9 de abril de 2013

Fuga do luto

Minha filha assisti à novela "Flor do Caribe", horário este que geralmente eu estou pela cozinha.
Dias atrás, a Júlia foi até a cozinha para me contar que a novela não estava muito boa porque uma personagem que todos acreditavam ter morrido, apareceria de repente vivo, surpreendendo a todos que haviam chorado a sua morte.
E ela ainda me disse estar preocupada com as pessoas que tem um familiar que morreu e ficar se iludindo com a possibilidade desta pessoa voltar.
Achei interessante a observação da menina que mesmo sem assistir a uma outra novela, disse que "uma novela parecia estar copiando a outra porque lá também tinha alguém que morreu e voltou".
Eu, ainda criança, devaneei inúmeras vezes que a minha mãe voltaria. Pensei que isso fosse coisa só de criança.
Hoje, lendo o jornal me deparei com a seguinte matéria ( Folha de S.Paulo caderno Cotidiano 09/04/2013):
"No auge da balada celestial, o Pai perguntou se alguém queria voltar. Dois ou três disseram que sim e foram encontrados vivos no caminhão frigorífico que transportava os corpos ao ginásio"- trecho do livro Uma porta para o céu do padre Lauro Trevisan.
Entre a justificativa que escreveu isto para confortar as famílias e as famílias alegando falta de respeito e exigindo que se tire de circulação o livro, eu fico a pensar na nossa fuga do luto.
Vivemos um momento da história onde a felicidade parece ser imperativo: fotos deslumbrantes com lindos dizeres espalhadas pelo mundo virtual, as celebridades nas capas de revistas, a publicidade esbanjando pessoas jovens, corpos lindos, carros, cervejas, dentes brancos, cabelos lisos...
O luto não é algo que se deseja, quando acontece, ele precisa ser vivido. É parte essencial para diluir a dor.

Hashi e números


Tenho quase nenhuma habilidade com eles: os hashi e os números.
Talvez por isso me assuste perante aos números.
80 bilhões de pares de hashi são produzidos anualmente na China. Todos descartáveis.
Os problemas: a imensa montanha de lixo e a necessidade de serem cortadas 20 milhões de árvores para sustentar esse hábito milenar.
O governo chinês já se mobiliza para reduzir esses números e preservar suas florestas.
Depois que li esta reportagem de Giovanni Tonussi, vou me lembrar, quando pedir yakissoba em casa, para não mandarem os palitinhos!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Presente de marshmallow

Este foi o presente de aniversário que dei para minha filha Júlia (e prometo ainda falar sobre presentes de aniversários).


E eu fiquei intrigada com a descrição dos "ingredientes"que compõe tanto o xampu como o condicionador - com proteínas e  extrato de marshmallow.
Imediatamente me ocorreu isso:


Afinal, trata-se de um produto da Magali ( que agora cresceu e está magrinha, mas que já foi glutona!).
Marshmallows fofinhos colocados lá dentro.
A curiosidade me levou a tirar a poeira da Barsa lombada vermelha, hoje conhecida também por Google e descobri que existe marshmallow planta, que os egípcios misturavam sua seiva mucilaginosa com mel e nozes e inspiraram os fofinhos e coloridos marshmallows de hoje.



Não encontrei nada que falasse das propriedades da planta para cabelos. 
Fico pensando se foi uma jogada de marketing em associar o ingrediente ao personagem.
O que importa mesmo é que a aniversariante adorou o presente!



sábado, 6 de abril de 2013

Não julgar

Já dizia um amigo meu: "Não chegamos nem na hora do almoço sem fazer um julgamento."
Eu não chego nem no meio da manhã. Bem que me esforço.
Começo na noite anterior me propondo a ficar distante de julgamentos, mas é só começar o dia e eu ir ao supermercado que... na volta me deparo com tanto lixo no canto da praça que já começo a julgar.
Ah! Se eu pegasse o sujeito ou sujeita que faz toda essa sujeira. Eu ia falar, ia dar uma aula de ecologia, meio ambiente, cidadania.
Ah! Se eu pego.

E não é que peguei o tal sujeito?
Olha só ele levando o lixo pra emporcalhar a praça.
Fotografei tudinho.
Cada passo.






É o cachorro Vitória! ( é que nos acostumamos a nos referir a "ele"como o cachorro preto e depois ouvimos alguém gritar Vitória e "ele" levantar as orelhas e sair em disparada, então ficou cachorro Vitória! ).
Vitória carrega os sacos de lixo que encontra e leva para a praça onde rasga todos.
Então toda essa sujeira aí foi feita por este cachorro.
E agora?
Vou ter que seguí-lo para descobrir onde mora e levar ao seu dono o endereço do blog.
Coragem de falar, tenho não!
Conhece aquele ditado: cão que ladra não morde?!


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Carta ao Pipoqueiro

"Toquinho de gente"- era essa a expressão que eles, os adultos, usavam para me descreverem aos três anos de idade.
E foi com esta altura de toquinho de gente que eu cheguei pela primeira vez ao seu carrinho.
Meus olhos alcançaram o vidro que separava duas montanhas de "coisinhas engraçadas brancas e avermelhadas. Aprendi que eram pipocas e eu podia escolher entre o sabor doce e o seu oposto.
Daquele dia em diante os nossos encontros passaram a ser constantes. Sempre aos finais de semana.
Cresci, mas continuei com o olhar para baixo, para o vidro quando estava diante do seu carrinho.
Sabe que durante muitos anos na minha vida não senti tanto a tua falta?
Viajei o mundo, passei a apreciar os doces finos, tive filhos e de repente você, com seu carrinho que me fascinou na minha infância, tornou-se um inimigo a ser combatido.
Lembro-me de quando passei em frente a uma escola e te vi entregando teus pacotinhos para aquelas mãozinhas que se erguiam com a ajuda das pontas dos pés. E eu repudiei aquela cena.
Como permitem que estrague o jantar dessas crianças? Um abaixo assinado dos pais certamente o tiraria dali.
Segui esquivando meus filhos da tua presença em portas de colégio, na saída do zoológico, na frente do parque.
Preciso do teu perdão.

Aquelas crianças, hoje jovens, chegaram em casa trazendo um balde. Disseram que no cinema é ali que colocam a pipoca.
 - O pipoqueiro faz isso? - indaguei.
Riram-se de mim.
 - Vó, é uma máquina que faz a pipoca!

Eu levei uma vida para compreender que os teus saquinhos de pipoca eram a extensão da alegria do parque, do zoo, do teatrinho. Você, pipoqueiro, completava a alegria de um final de semana, de um passeio e eu nunca havia me dado conta que você deixava teus filhos para alegrar os meus.
Foi preciso que eu erguesse meus olhos até os teus para ouvir, em meio ao milho estourando na tua velha panela, que você criou, estudou teus quatro meninos com a tua profissão de pipoqueiro. Foi preciso que junto com o saquinho de pipoca você me entregasse um papelzinho com o desejo de um bom ano e uma oração.
Meu neto ainda tem o sorriso mais lindo do mundo todo banguela! Quando eu puder chamá-lo de toquinho de gente, quero mostrar-lhe o teu carrinho; quero que experimente um pouquinho da salgada e da doce e escolha, ou fique sempre em dúvida, para cada vez saborear um pacotinho.
Mas quero erguê-lo à altura dos teus olhos Sr. Pipoqueiro, para que ele conheça a pessoa que todos os finais de semana deixa de se divertir, que deixa a família em casa para alegrar a vida de desconhecidos, acrescentando sal, canela, uma fitinha de coco na pura e simplesmente pipoca.
Perdoe-me Sr. Pipoqueiro e obrigada por existir.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Parabéns parabéns!

Hoje, 03 de abril, duas celebrações, duas aniversariantes!
A Flor de Goiás, nossa amiga querida Alê Biet


E a minha florzinha Júlia que hoje celebra 8 aninhos!
Meu bebê crescendo, feliz!
Parabéns Alê, parabéns Juju!
Que tenham flores, sorrisos no caminho de vocês.




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Há oito anos, um bebê lindo nasceu!

Hoje estamos aqui pra comemorar!

Vamos pra essa menina que cresceu,

Felicidades muitas, sempre desejar!

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beijos,com carinho, chica 


E tem carinho chegando lá da Bahia!

Carinho que vai para o baú dos tesouros: dente de leão e sopros

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sem chocolate

Quando a gente abre a janela e não vê nenhuma propaganda, nenhum túnel ou telhado com ovos de Páscoa, ninguém falando promoções de milhões em prêmios nos microfones barulhentos, acha até que está sonhando...



Aqui, o coelhinho dos ovos de chocolate não chega.
Se ficam tristes? Não.
O carinho vem no pão de queijo quentinho






Estar juntinho de quem se ama




E ver a vida florescer ao nosso redor, em cada pequeno detalhe