sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Vai chover rãs

Não perca o seu tempo tentando achar que é alguma expressão do tipo "amarrar meu burro na sombra", ou qualquer outra.
É literal. Literalmente chuva de rãs.
E nem tente achar que eu estou toda trabalhada na sexta-feira treze ( adoro essa expressão, estava mesmo querendo uma ocasião para utilizá-la! ) porque sexta treze, vinte, sete, para mim é tudo a mesma coisa.

Comprei um livro para minha filha e estou com o péssimo hábito de ler antes de entregar o presente! Justifico-me dizendo que é uma espécie de controle de qualidade antes de entregar.
O livro é: A menina do tempo, de Eva Piquer.


Uma garota, filha da "moça do tempo"da tv, vai fazer uma apresentação na escola durante uma semana, um telejornal, e ela é escolhida para fazer os boletins sobre o tempo. Pede algumas aulas para sua mãe, porém decide fazer suas próprias previsões e surpreende-se ao perceber que tudo o que fala durante a gravação na escola se concretiza.
Para tirar a dúvida, ela decide fazer uma previsão que sua mãe havia citado quando lhe ensinava que era um fenômeno raro: chuva de rãs.
"Quando um redemoinho de vento passa por um tanque onde existem rãs, o vento chupa a água e as rãs, transportando tudo a centenas de metros ( ou até mesmo quilômetros ) de distância do tanque. E, mesmo que pareça estranho, chove rãs vivas do céu."( página 96-97 ).
Como fiquei na dúvida se a tal chuva existia mesmo, fui pesquisar e descobri que além de rãs, pode chover aranhas, cobras, peixes e outras coisinhas. Aqui a matéria.
Só espero que não aconteça numa sexta-feira treze, senão eu terei que rever meus conceitos. Se é que fico viva arrancando cobras e lagartos do meu guarda-chuva!

Sobre o post passado, isso aqui


é a pata do meu cachorro.
Adorei a sugestão de Alf!


Já caiu alguma rã na tua cabeça?!
Beijo.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Lenços que curam

Trinta anos atrás, receber o diagnóstico de câncer, era receber a pior das sentenças.
Para as mulheres especialmente, a beleza, a vaidade se esvaíam junto com o otimismo e a auto estima.
Há trinta anos eu vi minha mãe sem brilho, sem cores. Hoje eu vejo além de possibilidades médicas, pessoas engajadas em levar beleza, alegria, melhora da auto estima.
E é com essa energia boa que nasceu o projeto Lenços que Curam: arrecadar lenços para homens, mulheres, crianças que estão passando por tratamento e também para idosos em lares, hospitais, para que tenham cores, alegria com um gesto carinhoso.
Os lenços devem ser encaminhados para a Tina, neste endereço:


Cristina Couto
Caixa Postal 5814
Agência Sumaré
Salvador  Bahia
41820-920

Bora participar! Alegrar, embelezar uma pessoa num momento difícil.

domingo, 8 de setembro de 2013

Pátria e cultura

A semana da Pátria é comemorada de maneira bem diferente na escola dos meus filhos.
Os alunos do ensino fundamental II ( sexto, sétimo, oitavo e nono anos ) realizam oficinas e teatro com os alunos menores ( de um aninho até o quinto ano ),  e fazem apresentação à noite para os pais e convidados.
O tema escolhido para este ano foi "Paixões Nacionais".
Tudo começa no palco com três amigas que se reúnem para fazer um trabalho escolar sobre as paixões nacionais. 
Primeiro surge a ideia dos gibis e assim elas nos convidam a assistir a peça com o pessoal do sexto ano.
Em cena, Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha que se veem numa história onde aparece a Cuca, Bruxa, Lobo Mal, Saci e a confusão está armada!



Simplesmente adorei este lobo!


Foi preciso chamar o Maurício de Souza para resolver o perrengue. No final, tudo certo, apesar das coelhadas da Mônica no Cebolinha.

Voltando ao trabalho escolar, as meninas colocam o futebol como outra paixão nacional.
E agora é a vez da turma do meu filho Bernardo encenar a história do Pelé e seu primeiro time até se tornar um craque.
Para meu filho, aqui a arte se confundiu com a vida! Ele nem precisou representar, era ele mesmo no palco!





Bernardo é o que está na ponta, no papel de Bala, um jogador incansável que corria o campo várias vezes, enquanto todos estavam exauridos. Diziam que o campo era curto para ele.

Após debate entre as meninas, veio a dúvida se novela era ou não paixão nacional. E claro que é!
Mesmo quem não assistiu, tem a lembrança do tema, dos atores.
Então vimos ali no palco pequenos fragmentos das nossas mais marcantes novelas.


Viúva Porcina e Sinhozinho Malta


Quem aí teve uma meia dancind days? ( Pinicava até! )

Irmãos Coragem, Escrava Isaura, Tieta...
Nossos grandes autores, como Jorge Amado, levando cultura, hábitos, épocas. lugares, através da tv.

E para finalizar, carnaval, outra paixão nacional.


Uma família guarulhense cedeu os instrumentos de percursão, veio um mestre de bateria ensaiar os alunos e o resultado vou descrever em uma só palavra: arrepiante!





Júlia e Bernardo com os professores Valtinho e acima, Gilmara.

O brilho nos olhos dos alunos, o envolvimento nas pesquisas, na apresentação, no preparo de tudo é impressionante!
Mas...

Trago para cá a polêmica que deixou os professores envolvidos no projeto chateados. Para alguns pais o tema novelas não deveria estar presente. Questionaram sobre este tipo de cultura.
Quero utilizar este espaço para conhecer a opinião sincera de vocês sobre isto: novelas e cultura.

Eu adorei tudo. Meu filho chegava em casa perguntando, pesquisando, achando o máximo alguém conseguir transformar um livro em novela; falamos de hábitos, do sucesso de Escrava Isaura na China.
Para mim cultura.
Beijo

Marisa Monte

E quem não se lembra do fim do mundo que estava programado para o final de 2012?
Vamos colher um bom fruto do seu não acontecimento!
À época, os cantores Marisa Monte e Arnaldo Antunes, viajaram juntos e no meio daquela "onda" final do mundo, conversaram, refletiram muito e surgiu uma música nova.
Ouvi essa história ontem, no show da Marisa aqui em São Paulo.
A música sairá no disco do Arnaldo e ela cantou e eu amei a letra que fala de vivermos num mundo melhor, sem medos, sem violência.
Encontrei a letra e a canção na voz do Arnaldo.
Vale ouvir! (clica em Srnaldo Antunes - Disco)


DIZEM (QUEM ME DERA)
(Arnaldo Antunes, Marisa Monte, Dadi Carvalho)

o mundo está bem melhor
do que há cem anos atrás, dizem
morre muito menos gente
as pessoas vivem mais

ainda temos muita guerra
mas todo mundo quer paz, dizem
tantos passos adiante
e apenas alguns atrás

já chegamos muito longe
mas podemos muito mais, dizem
encontrar novos planetas
pra fazermos filiais

quem me dera
não sentir mais medo
quem me dera
não me preocupar

temos inteligência
pra acabar com a violência, dizem
cultivamos a beleza,
arte e filosofia

a modernidade agora
vai durar pra sempre, dizem
toda a tecnologia
só pra criar fantasia

deuses e ciência
vão se unir na consciência, dizem
vivermos em harmonia
não será só utopia

quem me dera
não sentir mais medo
quem me dera
não me preocupar
quem me dera
não sentir mais medo algum





terça-feira, 3 de setembro de 2013

Rejuvenescimento por e-mail

Remocei vinte anos.
Como? Milagre?
Não.
Recebi um e-mail.

Domingo, fomos visitar um parente e chegando lá, deu-se como a música "Arnesto nos convidou pra um samba ele mora no Brás, nós fumos não encontremos ninguém..."
Ainda bem que não no Brás, era bem pertinho de casa, tanto que nem bolsa levei, apenas peguei o celular e coloquei no bolso da calça.

Como, devido aos hábitos do parente, ele não deveria demorar, resolvemos dar uma caminhada num parque ali pelos arredores.
Sol, calor, domingo, todas as excelentes condições para o parque estar lotado.
Foi quando meu filho olhando-me indignado falou:
 - Mãe, o celular.
 - Tá aqui filho no bolso da calça.
 - Mãe, ele está tocando, você  não está ouvindo?

Atendi, era o parente avisando que havia chegado e eu realmente não ouvi o celular tocar.
Caminhando para o portão de saída, meu filho mostrou-se indignado ou talvez preocupado.
 - Mãe você está mal hein? Não está conseguindo ouvir o celular tocando...

Visitamos o parente, esbocei sorrisos, evitei falar de doenças e voltei cabisbaixa para casa.
Deitei mais cedo. Eram sete da noite.
Meus ouvidos estavam moucos, nem celular eu ouvia. Restava-me aproveitar que as vistas ainda me permitiam ler. 
E assim me recolhi no silêncio que o tempo nos impõe.

Os filhos ligaram o computador, a televisão, a matraca, o cachorro latia, os aviões subiam por cima do nosso telhado roncando turbinas e eu lá no meu recolhimento ouvi:
Tlim

Um som de uma nota só, rápido, curtinho, baixo.

Sem nenhum entusiasmo, esforcei-me a fazer a voz sair tamanha tristeza que me tomava, afinal eu sofria de mouquice, sequer o toque do celular escutava.
 - Filho, lê pra mãe o e-mail que chegou.
 - O que? Você ouviu? Como você conseguiu ouvir que chegou um e-mail daí do seu quarto?

Estava salva! Não tinha mais surdez. Adeus ouvidos moucos.
O e-mail da Beth Lilás deixando um comentário no post anterior me remoçou vinte anos.

Viu como blog faz bem?

domingo, 1 de setembro de 2013

Desutilidade de um post

Refleti muito antes de escrever este post. 
Ele é inútil e dispensável.
Porém, apesar da louça por lavar manualmente, resolvi escrevê-lo.

Demorei muito tempo a começar usar palavras abreviadas como pedia os tempos de torpedos pelo celular e internet. Como era difícil simplificar o você por vc. Eu resistia muito e acabava cedendo quando queria escrever muito e o celular avisava que seriam duas mensagens. Na necessidade de economizar nos créditos ou nos bônus eu reduzia para apenas uma mensagem.

Demorei outro tanto de tempo para compreender o que significava aqueles dois pontinhos com um parênteses do lado. Começaram a aparecer nos comentários do meu blog, até que um dia eu entendi que era uma carinha feliz.
E quando eu resolvi usar a tal carinha me senti estranha fazendo isso :)
Superei e já consigo colocar a caretinha em comentários e e-mails.

Hoje eu me deparei com outras carinhas e tive a paciência de copiá-las e ficar pensando onde eu usaria algo assim:

:-? que significa uma pessoa fumando cachimbo.

Ou o símbolo para uma pessoa atordoada de felicidade. Precisa mesmo a felicidade ser atordoante?
Se for, é assim *_*

Em caso de aborrecimento @_@

Carrancudo? Mostre-se desta forma :-#  acho que isto deve ser um cenho, uma testa franzida.

Está gripado? Então finalize os comentários com :-˜

E para não ter tanta inutilidade, vamos aprender o símbolo para passarinhos.
Porque desejar um amanhecer assim, é especial!
(*V*)

Tem mais aqui!
Beijo ^o ˆ