sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O terno do menino


Maximiliano Nix era o mais novo dos sete irmãos. Tinha sete anos e não precisava de um nome tão grande. Max, somente.
Ele era muito feliz na cidadezinha em que vivia.
Mas...
Mais do que tudo no mundo Max Nix queria ter um terno.
Na sua cidade, todos tinham um terno. Fosse de trabalho, casamento, terno de esquiar, terno de verão. Menos, ele.
Um dia, o carteiro entregou uma caixa na casa dos Nix.



Só que tinha chovido e não dava para ler o nome que estava na caixa, apenas Nix.
Poderia ser para qualquer um deles.
Depois de comerem a última torrinha, abriram enfim a caixa.


Oh! Um terno macio.
Felpudo.
Novinho. 
Cor de mostarda.

Pelo tamanho só podia ser para o Papai Nix. Que experimentou, mas achou que não ficava bem ir trabalhar no banco, onde todos usavam terno azul.
Então, Papai Nix deu o terno para o filho mais velho, o Paulo.

Por sorte, mamãe Nix tinha jeito para costura. Entrou um tantinho aqui e deu um pontinho ali. Quando terminou, o terno coube certinho no Paulo.



Pensou bem o Paulo, e achou que não ficaria bem esquiar com o terno mostarda. Ele já estava muito grande.
Emílio prendeu a respiração.
"Deixem o Emílio experimentar o terno - sugeriu Paulo".


Mamãe Nix entrou um tantinho aqui e deu um pontinho ali...
E já sabem onde o terno foi parar, né?!


O terno serviu para tudo!




Quando Max passava, todos se debruçavam para vê-lo passando com seu terno cor de mostarda.




* A peluda pata não faz parte da ilustração original.

Gostaram da história?
Mas, ainda não acabou!

Era uma vez um menino chamado Bernardo que era muito feliz onde ele vivia.
Mas...
Mas que tudo nesse mundo, Bernardo queria ter um terno.

Cresceu sem nunca ter tido um terno.
Um dia, disse com ar triste:
"Queria tanto um terno"
E depois:
"Queria ser neto da Chica! "

Então eu percebi que a coisa era grave!
Prometi-lhe um terno para um próximo evento, que não fosse casamento nem funeral, porque eu não queria correrias para arranjar-lhe um terno.
Teria a possibilidade do encerramento de um curso daqui a mais uma primavera.
Surgiu, entretanto, um evento importante na escola. Uma representação nos moldes da ONU.
E hoje à tarde, lá foi o menino, não cabendo em si de tanta alegria!

Ele é o delegado de Chade ( que eu nem sabia onde ficava ) e vai defender as desigualdades de "seu país".



Antes de sair de casa, disse-me que por ele, iria de terno para todos os lugares!

Bernardo e Max, felizes com um terno que serve para tudo, que faz tudo!














quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Vocação flores







Todas essas flores não são para falar da nossa primavera.

Recente, meu filho fez um teste vocacional.
Eu, à mesma época também havia feito um na própria escola onde estudava.
Como diria meu pai, foi aplicado "de baciada" e o resultado, nada além do que eu já sabia: área de humanas; minha amiga, área de exatas. E assim nos frustramos, ou na verdade, apenas comprovamos o que já sabíamos, embora quiséssemos  alguma profundidade.
Já para o filho, busquei um profissional que fosse especializado nos tais testes. Antes de me decidir se valia o investimento, perguntei, questionei e pedi para ver.
Foi das mais interessantes a conversa. A jovem profissional explicou-me sobre os testes, o cruzamento dos dados e por fim me mostrou uma grossa apostila com os possíveis resultados. E foi aí que eu tive a certeza de que era um bom teste.
Florista.
Havia num possível resultado, de outras combinações, a profissão de florista.
Florista? -  indaguei entre descrente e surpresa.
Sim, florista.
Há mesmo um talento para o cultivo, o conhecimento, os arranjos, a harmonização, enfim, um ou uma florista! Que bela profissão!
Eu assumo minha incompetência para com as flores. Só mesmo sei apreciá-las e agradecê-las.
Meu filho também está longe do saber de um florista, mas pode sim aprender cuidados básicos e a apreciação sempre!


segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Diário de uma máquina fotográfica

Era um sonho e aconteceu! Marido me presenteou com uma máquina fotográfica mais moderna que a antiga.
Ganhar um presente que queremos muito é mágico.
Porém, nem tudo são flores.
Já tive até pesadelos com meu sonho, ou melhor minha máquina.
Sonhei que Fernando Collor que já foi nosso presidente aparecia quando eu estava segurando minha câmera. Eu não conseguia fotografar nada, a câmera ia se desmontado em minhas mãos e ele falando que iria cobrar imposto por cada foto postada...
Uau! Ou eu estou assistindo muito noticiário ou está aí a saída para a crise. Um centavo por foto postada!!!

Mas, como eu dizia nem tudo são flores com uma câmera nova quando você apenas gosta de fotografia e não é um fotógrafo.
Esforço-me à exaustão.
Quando consigo aprender um comando, já esqueci todo o resto!
Sigo tentando.
E mostro sem vergonha meus erros! ( Porque precisam ficar registrados ). Quem sabe no futuro eu consiga uma foto melhor né?!






Lembrei de afastar os pés, flexionar os joelhos, manter os cotovelos junto ao corpo, controlar o ISO, mas esqueci a máquina configurada em luz fluorescente num batia dia de sol! Taí, ficou tudo branco.

Por sorte é que eram cenários e assim que eu pude ver o grande erro, voltei ao mesmo lugar e comecei tudo de novo: pés, cotovelo, mas agora com a configuração para dias ensolarados!

Até que melhorou um pouco:


Jardim do Faz de Conta









sábado, 19 de setembro de 2015

Jabuticaba


Delicadeza
que de tão intensa
faz confundir-se
tristeza e alegria
Finita
breve
Não estará talvez amanhã
Tão suave, tão bela, tão triste
flor de jabuticaba

Sumarenta
adocicada
por entre os lábios
explodirá em sabor
alegria
negro fruto

Romper nos dentes
a casca
inebriar-se do sabor
e recordar...
passar novamente pelo coração
a delicadeza da flor
que agora fruto
alegria e tristeza
juntas
Delicadeza



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Eu comento, tu comentas

Liberar automaticamente ou moderar. Sobre comentários em blogs, isso era tudo o que eu sabia e me ocupava quando criei meu blog.
Havia também uma outra preocupação, da ordem das etiquetas, de que não se deveria em um comentário pedir para a pessoa te seguir, ser insistente, ser chato, ser "segue que eu sigo de volta".
Fomos aprendendo.
Era bastante comum postagens com dicas de como blogar, listas do que não se deve fazer, como ter mais seguidores...
Mais um tanto de tempo passado e a impressão que eu tenho é que, aqui pelos blogs, já não há mais a necessidade, a ansiedade de alcançar um determinado número de seguidores. Isso agora migrou, por exemplo, lá para o youtube.
Aliás, a discrepância entre o número mostrado em seguidores e o real número de leitores que comentam é gigante.
O próprio tempo trouxe uma peneira e funil para os blogs. Ficaram os que realmente gostam da escrita, da fotografia compartilhada. Chegaram os que realmente estão em afinidade com esta plataforma.
E nesse tempo também, penso que os comentários, a maneira de comentar talvez tenha se aprimorado.
Um tanto pela perda da "vergonha", da timidez, do exercício constante em comentar, de uma certa intimidade que vai se tendo com o blogueiro, com o seu estilo.
Há comentários que são uma extensão do assunto abordado na postagem. Agrega, enriquece.
Outros são mesmo a visita agradável, não importando o número de palavras deixados ali.
Há um tipo de dinâmica que venho apreciando cada vez mais em dois blogs que eu sigo, que é o da Bia Hain e o da Mi Colmán. Há outros sim, mas estas blogueiras me chamam a atenção pela atenção que elas dão a responder cada comentário.
Só que elas vão além: respondem lá no blog delas e também interagem nos outros blogs.
Escrevo isto, porque tenho ido a vários blogs que respondem os comentários, mas ficam apenas ali.
E eu, particularmente, gosto de interação.
Preciso e quero melhorar, aprimorar meus comentários.
Não tenho o hábito de responder em meu blog. Raramente o fiz.
Na maioria, quando me deixam uma pergunta, vou até o blog da pessoa responder.
Penso em arriscar uma mudança. Por enquanto é só pensamento.
Agora, eu gostaria de saber de vocês: gosta de comentar? Quando você sabe que o blogueiro responde aos comentários, você volta lá para ler? Já conheceu blogs, postagens em que os comentários são uma extenção do assunto?
Bem, se quiser comentar, ficarei feliz!
E se quiser fazer um post inteirinho falando sobre isto, por favor me convide!

sábado, 12 de setembro de 2015

Quatro Marias

Cinco Marias é o nome correto da brincadeira.
Mas, quando se tem duas crianças, quatro patas num dia frio e chuvoso, bem...
O banho é mais cedo, coloca-se roupas confortáveis e é só brincadeira!
As fotos falam por si!