Maximiliano Nix era o mais novo dos sete irmãos. Tinha sete anos e não precisava de um nome tão grande. Max, somente.
Ele era muito feliz na cidadezinha em que vivia.
Mas...
Mais do que tudo no mundo Max Nix queria ter um terno.
Na sua cidade, todos tinham um terno. Fosse de trabalho, casamento, terno de esquiar, terno de verão. Menos, ele.
Um dia, o carteiro entregou uma caixa na casa dos Nix.
Só que tinha chovido e não dava para ler o nome que estava na caixa, apenas Nix.
Poderia ser para qualquer um deles.
Depois de comerem a última torrinha, abriram enfim a caixa.
Oh! Um terno macio.
Felpudo.
Novinho.
Cor de mostarda.
Pelo tamanho só podia ser para o Papai Nix. Que experimentou, mas achou que não ficava bem ir trabalhar no banco, onde todos usavam terno azul.
Então, Papai Nix deu o terno para o filho mais velho, o Paulo.
Por sorte, mamãe Nix tinha jeito para costura. Entrou um tantinho aqui e deu um pontinho ali. Quando terminou, o terno coube certinho no Paulo.
Pensou bem o Paulo, e achou que não ficaria bem esquiar com o terno mostarda. Ele já estava muito grande.
Emílio prendeu a respiração.
"Deixem o Emílio experimentar o terno - sugeriu Paulo".
Mamãe Nix entrou um tantinho aqui e deu um pontinho ali...
E já sabem onde o terno foi parar, né?!
O terno serviu para tudo!
Quando Max passava, todos se debruçavam para vê-lo passando com seu terno cor de mostarda.
* A peluda pata não faz parte da ilustração original.
Gostaram da história?
Mas, ainda não acabou!
Era uma vez um menino chamado Bernardo que era muito feliz onde ele vivia.
Mas...
Mas que tudo nesse mundo, Bernardo queria ter um terno.
Cresceu sem nunca ter tido um terno.
Um dia, disse com ar triste:
"Queria tanto um terno"
E depois:
"Queria ser neto da Chica! "
Então eu percebi que a coisa era grave!
Prometi-lhe um terno para um próximo evento, que não fosse casamento nem funeral, porque eu não queria correrias para arranjar-lhe um terno.
Teria a possibilidade do encerramento de um curso daqui a mais uma primavera.
Surgiu, entretanto, um evento importante na escola. Uma representação nos moldes da ONU.
E hoje à tarde, lá foi o menino, não cabendo em si de tanta alegria!
Ele é o delegado de Chade ( que eu nem sabia onde ficava ) e vai defender as desigualdades de "seu país".
Antes de sair de casa, disse-me que por ele, iria de terno para todos os lugares!
Bernardo e Max, felizes com um terno que serve para tudo, que faz tudo!




















