sábado, 31 de outubro de 2015

Maneiras de lembrar


A convite da Francine, do blog nomundodafrancine, participo da blogagem coletiva organizada por ela trazendo o tema das lembranças, da memória.

1. Uma música que marcou uma época

Sítio do Pica-Pau Amarelo do Gilberto Gil, que me trazia alegria só de ouvir! E depois então, viria mais um episódio, em preto e branco e eu nem me importava, o medo da Cuca cinza era o mesmo de quando a descobri verde! Até hoje quando ouço essa música ( na minha rádio predileta - radioradinho ) a alegria me invade!

2. Um livro que te fez pensar

Tistu, o menino do dedo verde, lido no final da infância ( se é que isso existe! ).
Como mexeu comigo esse livro. Como eu desejo que num sopro de pó de pirlimpimpim, de cada arma saia uma flor. Será que uma guerra prossegue com mísseis explodindo em flores, com uma arma apontada e expelindo dente de leão?

3. Uma foto que faz você ficar nostálgico

Fotos da Avenida Paulista de antigamente. Cavalos, ruas de terra, casarões, árvores e hoje um mundo de concreto.

A blogagem pede para indicar blogs para participar.
Deixo livre aos que quiserem.

Beijos!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sexta suave


Desejando uma sexta-feira de suavidade e pormenores que nos preencham de alegria!

Lembrando que no primeiro sábado de novembro, dia 07, teremos nosso varal coletivo, organizado pela Tina e eu, e o tema escolhido é simplicidade.
Já preparou tua participação? Vem que dá tempo e é simples: um texto, um poema, poesia, prosa, fotografia, mais de um, curtinho, extenso, tudo tá valendo!
Pensa na palavra "simplicidade" e deixe-se inspirar. No sábado, 07, você publica e deixa o link aqui ou. Vamos deixar nosso varal bem bonito com coisas simples.

Beijo

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Atualizando


Fotografia da biblioteca da escola onde estudam meus filhos.
Que eu tenho certeza, provoca encantamentos e nostalgias nos avós e pais e indiferença nos alunos que ali estudam!
Perguntei outro dia se eles sabiam o que era a Barsa.
"Ah, um professor falou e mostrou. Mas mãe como é que atualizava as informações?"

Pois é, refleti um bocado para dar-lhes a resposta e concluí que naqueles tempos o verbo atualizar não fazia parte do vocabulário do tempo.
Ninguém ficava conjugando o atualizar. Até existia, mas era tão desnecessário.
A Barsa era coisa de gente rica, ou gente como a dona Rosa, trabalhadora que achava necessário para estudar os filhos ter uma enciclopédia em casa. Ela fez um carnê de muitas prestações com o vendedor que batia de porta em porta carregando uma pesada maleta preta com algum exemplar e um bom discurso sobre a sua importância.
Dona Rosa mandou inclusive comprar uma estante nova para acomodar todo o conhecimento do mundo.
Aos sábados eu ia para a casa dela ajudar a filha Mônica a tirar o pó dos volumes.
Lembro também que o vendedor apareceu por lá tempos depois entregando um exemplar com atualizações, que à época ele chamou de "incluíram" algumas coisas.
Não sei dizer quantos anos sobreviveu aquela coleção de livros vermelhos. Sei que me acompanhou, por empréstimo e muito cuidado, durante muitos anos do colégio.
Quem aí pesquisou na Barsa?!
A turma do odd, diria meu marido! Eu e ele inclusive!
Aproveita e conhece ou relembra o odd em 30 segundos aqui.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Blog

Quando ter um blog era ainda e apenas uma ideia permeada principalmente de medo, por não saber exatamente o que era um blog, eu comprei um livro para me ajudar a decidir se concretizaria a ideia.  
Já tinha lido muita coisa na internet sobre blogs. Mas, esse "muita coisa" se resumia a dicas como nunca peça para te seguir de volta, é deselegante; não chame para visitar seu blog, deixe um comentário bom, inteligente, de quem realmente leu a postagem e certamente seu comentário chamará a atenção e você receberá visitas e seguidores.
Era isso o que mais tinha, além de dicas de como inserir uma imagem, etc.
E não era exatamente isso o que eu procurava.
Queria algo mais aprofundado que me desse segurança para ter um blog.
Remexendo prateleiras e gavetas, encontrei o livro que comprei e li nesse processo de decisão.
Não me serviu para nada naquele momento.
O livro tratava dos blogs como diários genuínos que apenas saíram do papel, dos cadernos chaveados e ganharam a tela do computador. Fiz uma leitura "passar de olhos" porque realmente não era aquilo que procurava.
Até hoje eu não encontrei um blog que seja verdadeiramente um diário.
No meu caso seria entediante se fosse assim. Muito de meus dias são simplesmente tarefas cotidianas, outros têm discussões com filhos, marido, uma boca amarga por algo que se comeu no dia anterior, o cocô do cachorro que se modificou depois que passou a comer cereais ancestrais e por aí vai.
"Acordei com o toque do celular. O dia ainda não havia clareado, estamos no começo do horário de verão; é difícil sair da cama, mas as crianças não podem perder a hora da escola"- então decidi que arriscaria a ter um blog mesmo na incerteza do que escrever e sabendo que não queria escrever a minha rotina nua e crua.
Então a gente vai pegando jeito, um jeito que faça sentido para nós mesmos, e vai de foto, de poesia, de uma polêmica, de um livro, do seu olhar para aquele dia a dia tão comum, mas que a gente passa a encontrar um algo a mais para poder escrever.
Porém, o que mais me agrada nos blogs é o aguçar da memória. E isso se dá tanto pelo ato de escrever quanto pela leitura de outros blogs. 
Inúmeras vezes despertou-me sentimentos, me fez lembras de algo que talvez passasse despercebido, ou nem voltasse à luz da consciência. Lendo outras pessoas, encontro situações semelhantes em mim.
O livro, que à época não me serviu a meu propósito, tem agora seu lugar na minha cabeceira.
Voltei à leitura e tenho me surpreendido com o que encontro ali. Desde as reflexões se o estilo diário, confessional, é um estilo literário até a minha constatação de que nós hoje, merecemos aplausos!
Há no final do livro uma lista com vários endereços de blogs que a autora se valeu em sua pesquisa e eu fui buscando a maioria deles. 

A página que você procura não foi encontrada.
Ops, aconteceu um erro.
Foi muito bom escrever por aqui, agradeço a todos os que me leram.
Esse blog está na UTI respirando por aparelhos, acho que não vai resistir.

Pois é. A maioria dos blogs citados deixaram de existir.
O livro é de 2004.
Então se você tem um blog, não desanime! Uma frase, um pensamento, uma inspiração vinda de outro blog.
Além de tudo que já sabemos que é bom, o blog estimula as conexões em nossos neurônios, exercitando nossa memória.
Vamos lá, sem desânimo. "Bora escrever"!

terça-feira, 27 de outubro de 2015

De alegria e tristeza

Dois choros me chegaram ontem.
Por um deles eu já esperava, confesso que, até com certa ansiedade.
E pude ouví-lo no início da noite. Encheu-me de alegria.
Aquele choro significava que estava tudo bem.
Era o choro de um recém-nascido. Uma menininha que ainda não sei o nome.
Minha vizinha de porta, de sorriso simpático, que vez por outra encontrava no elevador e sobe estar grávida e a cada espaçado e novo encontro a proximidade do parto. Na semana anterior tomei coragem e bati na porta dela para oferecer alguma ajuda caso precisasse. E então ela me disse que o bebê chegaria no final de semana e ainda não haviam decidido o nome. Ontem ouvi aquele choro que a gente diz "nossa, pulmões fortes hein?!", o choro da nova vida que se inicia ali ao lado. Embora exaustivo esses primeiros tempos, até que tudo se encaixe numa rotina possível com um bebê, é um choro que traz alegria. Nasceu bem, está tudo bem com mãe e filha e uma nova família vai sendo construída.
O outro choro veio ainda pela manhã e esse, de uma tristeza profunda.

Em prédios de apartamentos fazer amizades é um tanto difícil.
Cachorros facilitam puxar uma conversa.
E assim ao compartilhar o elevador com um "dono e seu cachorro"o papo deixa de ser o tempo para se referir aos peludos e seus hábitos e personalidades.
Até que um dia encontrei o conhecido cachorro com outra pessoa. Disse já conhecê-lo e ela, expansiva, foi falando-me que na maioria das vezes que leva o cãozinho para passear era o marido pois ela, fica a maior parte do tempo com a filha. "Ela é especial, sabe".
Ontem encontrei a jovem mãe no caminho da garagem e perguntei sobre a filhinha que conheci recentemente.
Foi então que a jovem mãe começou a chorar ali diante de mim, uma estranha. Disse-me que após meses de exames e investigações, os médicos fecharam o diagnóstico da garotinha de três anos: ela tem uma síndrome rara e degenerativa.
"Eles nos disseram que ela não viverá por muito tempo e agora eu e meu marido estamos nos tratando para aceitar isso. É muito difícil, se eu penso em daqui um mês, eu enlouqueço".
O choro veio forte.

Ao meu lado, o choro da vida que se inicia.
Lá nos andares mais altos, o choro da vida que está de partida.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Pequena menina


Oi.
Clara, Cecília, Isabela, Beatriz, Marina... não sei o seu nome; não sei o nome que você terá, então vou chamá-la de pequena menina.
Fiz para você, pequena menina, essa manta. 
Para te aquecer, te acolher, tornar um pouco mais macio o mundo em que você chega.
Espero que você goste da cor! Sabe, eu a escolhi porque a Angela, lá de Portugal me disse certa vez que essa cor é cor de bochecha de boneca. E eu vi tanta poesia nisso! E então eu desejo que você tenha bochechas assim, bem rosadas, de saúde, de saltitos de criança, de sorrisos que surgem fácil e de poesia em teu caminho.
Não vou mentir para você: foi-me muito difícil executar tua manta. Primeiro eu tive que aprender a tricotar. Eu tinha uma vaga percepção de como era.
Eu era uma criança quando conheci a palavra orfandade. O abraço de minha mãe havia se transformado em recordação e então, assim que o sol se punha, eu ia para a casa da vizinha, a dona Rosa, esperar o barulho do portão, que dava para escutar de lá, e era o sinal de que meu pai havia chegado do trabalho.
Dona Rosa achava de um perigo extremo uma criança ficar à noite transbordando de saudade e me levava para a casa dela.
Ela tricotava em agulhas de metal que faziam um barulhinho rápido e gostoso. Nunca me ensinou, mas enquanto eu ficava ali sentada e de suas mãos iam surgindo casaquinhos, coletes, xales, eu ia me enchendo de amor silenciosamente.
Passados tantos anos, eu comprei minhas agulhas e assisti a vídeos no youtube para aprender.
Foi difícil. Por algumas vezes eu tive que desmanchar tudo e recomeçar. E não escondo: há falhas.
Um ou outro ponto trocado, esquecido. Não está perfeito.
Mas eu tomei coragem para lhe presentear, pequena menina, mesmo assim.
Quero dizer que mesmo sem te conhecer, eu coloquei amor no que fiz; as falhas irão junto para te mostrar que é possível aprender, conseguir, cair, levantar, ter que fazer novamente.
A vida, apesar de todas as felicitações que recebemos no nosso aniversário, não será sempre cor de rosa. Haverá as dificuldades, as tristezas, as ausências.
Nós teremos falhas, mas podemos sempre nos empenhar para melhorar.
O mundo terá falhas, mas podemos sempre encontrar a maciez de um abraço.
Siga com olhos de encanto e não desista.
A vida é um lindo presente!

* xale feito para um projeto de doação para bebês que iniciam a vida na mais profunda carência material. Que não lhes falte amor.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

A corujinha

Recebi um e-mail de uma amiga blogueira que  ficou um bom tempo longe daqui e resolveu retomar sua rotina com os blogs.
Mas, tão logo ela retornou, tão logo ela percebeu "algo estranho"no ar.
E me perguntou:
"Céus, o que está acontecendo por aqui, cadê os blogueiros, aspostagens, as interações, os comentários? Tá todo mundo no facebook?"
Minha resposta, que não enviei por e-mail e vou pedir que ela leia aqui.

Amiga, você ficou muito tempo longe e está completamente desatualizada.
Não podemos ser injustas.
O facebook nada tem a ver com isso.
Vamos inocentar o coitado do face. Tem, inclusive muitas blogueiras que anunciaram em seus próprios blogs que estão desativando suas contas.
O problema agora é a coruja.
E para responder a pergunta que já está se formando em seus neurônios, aí vai um retrato da simpática corujinha:


Ela atende pelo nome de BLAB e se você procurar melhor, há uma foto dela com uma espécie de capa de super-herói. Não tenho certeza, mas acho que ela voa.
E tem sobrevoado os blogs e levado muita gente para um passeio lá pra suas bandas.
Como eu não fui, não posso dizer com certeza, me parece que é um site onde você escreve por vídeo, ou melhor, fala em vídeo; ou seja um vídeo onde quem assiste pode interagir com você ao vivo mandando perguntas através de um chat e você vai respondendo e quem perdeu o "ao vivo" pode assistir depois porque o vídeo ficará lá para sempre.

Ah, não gostou do para sempre?
Não se preocupe, porque agora tem muitas blogueiras fazendo um Periscope.
Como não fiz nenhum, também não sei. Só sei que esse Periscope fica no ar só 24h, então você tem que correr para assistir porque depois ó... escafedeu-se o vídeo. Ele evapora.
Tem foto dele também. Olha só, se é que você já não o viu por aí:


E tem uma coisa muito legal amiga: enquanto você assiste pode mandar coraçõeszinhos para expressar o quanto gostou.
Ah amiga, vai me dizer que você ainda está no tempo do youtube?!

Agora eu preciso te confessar uma coisa: tenho me sentido a verdadeira blogueira das cavernas, pré-histórica. Sei lá se algum dia vou conseguir fazer um blab, ou chamar os amigos para um periscope.
Sei lá...