O dia estava pesado.
Amanhecera pesado, estava pesado e possivelmente assim continuaria...
Pesado o ar; céu carregado, nuvens densas, escuras; um calor sufocante mesmo sem o sol e o peso de ter que enfrentar resoluções burocráticas.
Acessei, mesmo que não precisasse, bastava olhar pro céu, a previsão do tempo no celular. O desenho da nuvem com o raio a lhe escorrer do meio confirmava que o mal tempo chegaria.
Coloquei o guarda-chuva na bolsa e saí.
Sair antes que a chuva começasse a cair dava-me um pouco de ânimo.
Cheguei ao destino, não consegui resolver o que precisava e apertei o passo para voltar antes que o céu desabasse.
E foi na minha pressa que uma velhinha me parou:
- Você sabe onde tem uma sorveteria? Será que lá na avenida tem?
Faltava uns poucos minutos para as dez horas da manhã. O céu sobre nossas cabeças era tão assustador que a última coisa que eu pensaria era em sorvete.
Mas a velhinha estava ali na minha frente, sem afogamento algum. Trajava um vestido simples e confortável de uma estampa suave azul-claro.
Disse-me que acordou com vontade de tomar sorvete hoje. E não servia nem de mercado, nem de padaria. Ela queria mesmo uma sorveteria. " O dia está abafado, muito bom para um sorvete, não acha?"
Desculpei-me por não poder ajudar. Eu não conhecia aquele bairro, seus arredores.
Ela me olhou firme e disse quase ter certeza de haver uma sorveteria na avenida.
"Mas não está longe a avenida?" - eu indaguei.
Talvez eu tenha julgado a distância com a idade, mas ela pareceu nem se importar com isso.
Respondeu-me que iria devagar, fazia bem caminhar.
Desejei-lhe um "bom sorvete" e segui.
Entrei no ônibus e um pouco depois, pela janela, vi uma sorveteria.
Deveriam ter acabado de abrir. Uma funcionária passava pano no chão.
Dali a um pouco, a velhinha estaria ali certamente escolhendo seu sabor predileto.
Já em casa, sem ter feito uso do guarda-chuva me peguei pensando que quando li o livro Comer, rezar, amar e depois assisti ao filme, desejei tomar um sorvete às nove da manhã, na Itália. Ainda não pude, talvez não irei, continuo a desejar...
Mas aquela velhinha também não estava indo para a Itália. Por enquanto ela tinha uma sorveteria um tanto longe para seus passos, mas tão próxima de lhe proporcionar uma alegria.
Eu não pude ajudar a senhora.
Foi ela que me ajudou, mesmo sem saber.
A previsão do tempo no celular se equivocou.
Não choveu no horário determinado. A chuva só veio cair no começo da noite.
O dia, afinal, estava mesmo perfeito para um sorvete.
E agora que sei o endereço da sorveteria, vou aparecer por lá, assim numa manhã qualquer!
terça-feira, 15 de março de 2016
sábado, 12 de março de 2016
Sábado em fotos
Água de coco combina com praia.
Mas quando não se tem praia, o jeito é ir de parque mesmo!
E fomos!
E teve água coco e muitas fotos!
Mas quando não se tem praia, o jeito é ir de parque mesmo!
E fomos!
E teve água coco e muitas fotos!
Momentos descontraídos rendem divertidas fotos!
Retratos
Flores e folhas
Subiu na árvore e depois não conseguia descer
( e eu com um medo danado delas!)
Auto retrato, ou seria selfie?!
Bom final de semana por aí!
sexta-feira, 4 de março de 2016
Uma cesta de dicas
Nesta sexta, vamos de dicas!
O blogueiro Felisberto está com um iniciativa muito legal e generosa - divulgar blogs.
Gerar interação, partilha, animação... é por vezes a blogosfera desanima.
Seja por fato pessoal, seja o desânimo de poucas visitas, quase ausência de comentários, a gente desanima. E essa iniciativa do Felis pode trazer novos ares. Participe, enviando um texto seu, interagindo, comentando, conhecendo outros blogs.
Espia lá para entender melhor:
O blogueiro Felisberto está com um iniciativa muito legal e generosa - divulgar blogs.
Gerar interação, partilha, animação... é por vezes a blogosfera desanima.
Seja por fato pessoal, seja o desânimo de poucas visitas, quase ausência de comentários, a gente desanima. E essa iniciativa do Felis pode trazer novos ares. Participe, enviando um texto seu, interagindo, comentando, conhecendo outros blogs.
Espia lá para entender melhor:
Rádio Indígena? Isso existe?
Existe sim com toda a tradição indígena usando ferramentas digitais.
É uma rádio online de cultura indígena. Além de músicas, tem também muita cultura e artigos.
Já conhecia?
É um tanto incômoda essa dica e eu realmente desejo que não precisemos dela tão cedo, embora inevitável.
Vamos falar sobre o luto é uma plataforma/site com relatos, artigos por especialistas para auxiliar a passar por esse momento de imensa dor.
Tenho lido e refletido bastante. Não serve só para quem está de luto. Serve para cada um de nós que, se for preciso, levaremos nosso abraço amigo, acolhedor. Daremos talvez um conselho.
Por exemplo, eu não havia pensado num tipo de luto que se dá pela perda de um bebê ainda no início da gestação. Nosso primeiro impulso talvez seja o de dizer "isso é comum, você é jovem daqui a pouco engravida novamente". São frases que muitas vezes não acolhem a dor daquela mulher.
Seja boa nossa sexta, traga-nos uma cesta de alegria o final de semana e sigamos juntos, partilhando, lembrando, sorrindo, visitando, chovendo, ops! É que não para de chover por aqui!
Beijo
quarta-feira, 2 de março de 2016
Um balanço para mim
Finalizei a leitura de um livro e dei especial atenção a uma narrativa onde o pai conduzira a filha para um local para falar-lhe de um assunto extremamente difícil: o porquê dele haver tentado o suicídio por duas vezes.
Embora fosse de um peso, de uma aspereza tal conversa, tudo fluiu com ambos num balanço. A noite era alta e somente eles naquela praça com o balanço a soltar-lhes as angústias, as palavras.
Também me lembrei de Rubem Alves e seu belíssimo livro que traz um balanço dependurado em uma árvore e sua insistência para que houvessem balanços para os adultos, para todas as idades.
Uma forma de voo talvez, ou um acalanto feito cafuné e colo.
Emocionei-me com o livro, com a recordação das palavras de Rubem, mas foi depois, alguns dias, algumas semanas passadas que a emoção veio ainda mais forte.
Eu tive um balanço.
Um balanço só para mim.
Em meio à pobreza e as dificuldades, meu pai construiu-me um balanço. Acho que para dissipar um pouco a tristeza.
Encontramos, eu e minha filha, a fotografia antiga e nela o esmero do seu presente.
Lembrei de ter ido com ele comprar a corda que prenderia o balanço.
Lembrei que tive problemas com o papagaio da vizinha, que devia gostar de crianças e quis-me fazer companhia enquanto eu balançava bem em cima de minha cabeça.
Papai teve que incrementar o seu projeto!
Resgatei o balanço dentro de mim. Para dias difíceis, para noites que se fazem longas, frias, embalo suave a respiração, as recordações, as dores e o dia amanhece. Sempre amanhece.
Embora fosse de um peso, de uma aspereza tal conversa, tudo fluiu com ambos num balanço. A noite era alta e somente eles naquela praça com o balanço a soltar-lhes as angústias, as palavras.
Também me lembrei de Rubem Alves e seu belíssimo livro que traz um balanço dependurado em uma árvore e sua insistência para que houvessem balanços para os adultos, para todas as idades.
Uma forma de voo talvez, ou um acalanto feito cafuné e colo.
Emocionei-me com o livro, com a recordação das palavras de Rubem, mas foi depois, alguns dias, algumas semanas passadas que a emoção veio ainda mais forte.
Eu tive um balanço.
Um balanço só para mim.
Em meio à pobreza e as dificuldades, meu pai construiu-me um balanço. Acho que para dissipar um pouco a tristeza.
Encontramos, eu e minha filha, a fotografia antiga e nela o esmero do seu presente.
Lembrei de ter ido com ele comprar a corda que prenderia o balanço.
Lembrei que tive problemas com o papagaio da vizinha, que devia gostar de crianças e quis-me fazer companhia enquanto eu balançava bem em cima de minha cabeça.
Papai teve que incrementar o seu projeto!
Resgatei o balanço dentro de mim. Para dias difíceis, para noites que se fazem longas, frias, embalo suave a respiração, as recordações, as dores e o dia amanhece. Sempre amanhece.
domingo, 28 de fevereiro de 2016
Chá de coar
Veio apressada a Zefinha, enxugando as mãos no avental quando a segunda rodada de palmas soava lá do portão.
Exclamou um nossa, levando as mãos ao rosto e apertou ainda mais os passos.
Abraçaram-se, apertaram as mãos. Pediu um minuto para dar a volta e abrir a porta da sala.
Enquanto fazia a meia lua pelo quintal, já punha-se a encontrar solução para o embaraço: primos de segundo grau vindos de longe a fazer-lhe visita no final do mês. Despensa vazia, pagamento só no dia 10 e de certo, ficariam para um café. Não havia pó o suficiente para cinco pessoas.
Já destrancando a porta, a dificuldade da situação foi se dissipando. Alegrou-se em rever os parentes, perguntar pela saúde da caçula que os fazia viajar tão distante e que o doutor já se mostrava animado e espaçara a próxima para dali a um ano.
Depois vieram as perguntas sobre o tio, a comadre, a seca, as chuvas e quando olhou de soslaio para a cômoda, o despertador anunciava hora do café. Na falta deste, hora de chá.
Levou a leiteira com água a ferver enquanto estendia a toalha e acomodava as visitas ao redor da mesa.
Coou o chá, serviu com pedaço de bolo de fubá feito na véspera. Tudo acomodado com mais conversa e sorrisos.
Assustaram-se com a hora, que pareceu voar. Levantaram-se apressados.
No portão, abraços, aperto de mão.
Se Deus quiser dali a um ano se veriam novamente.
Zefinha prometeu que da próxima vez teria café.
"Mas a gente espera o ano inteiro Zefinha, só para tomar o seu chá. Eita que chá como o teu ninguém faz. Deve é de ter algum segredo. A gente volta. Cê fica com Deus viu."
Colocou novamente o avental e foi arrumar a louça da cozinha. Estava feliz: nem perceberam o aperto da falta de café. Gostaram mesmo foi do seu chá!
Inspirei-me a escrever este pequeno conto depois que precisei fazer uma pesquisa na internet sobre chá e me surpreendi com o tanto de belas imagens de chás em saquinhos. Em sua maioria marcas importadas em canecas decoradas. Dei-me conta que muita gente, talvez os mais jovens nem saibam da existência do chá "de coar". O chá mate que hoje gourmetizou e foi parar em latinhas, garrafinhas, e caixinhas bonitinhas.
E então eu senti uma vontade danada do chá coado que tantas vezes me aqueceu, alimentou, emoldurou uma boa prosa. E fui comprar.
Difícil encontrar... Só fui achar num mercadinho pequeno, ali meio escondido, até com um pouco de poeira na caixa.
E o que se dirá sobre os chás feitos de um punhado de folhas colhidas ali no fundo do quintal?
Quase peça de museu.
Assim também me lembro de Rubem Alves falando sobre uma mulher que daria um ano de sua vida para Deus para que Ele, em troca lhe desse uma das noites de sua vida a beber do chá que a mãe fazia.
Se quiser ouvir essa história, ela está aqui.
Você tem alguma história com chá? Gosta de que tipo?
Beijo!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016
No meu dicionário
Qualidade da foto de uns setenta anos atrás. Relevem.
Eu mesma no retrato. Sorrindo para disfarçar o desconforto do peso da mala.
Sem rodinhas, sem alças. De mão mesmo.
Não acredita que estava pesada?
Pois bem, ali dentro eu carregava todas as palavras do mundo. Do meu mundo, do meu idioma. Todas devidamente registradas no pequeno, porém grosso dicionário escolar.
Durava por vários anos. Era bem cuidado: havia um canto especial para ele dentro da mala.
Acontecia de repentinamente uma professora solicitar um outro dicionário pois para ela, aquele já não era tão bom, havia um mais atualizado. Até podíamos utilizar o antigo, mas no geral ele era substituído.
Eu realmente acreditava que todas as palavras estavam ali. Tentei até imitar uma colega de sala muito inteligente que lia dicionário. Apenas tentei e não avancei nem até a metade do "a".
Em algum momento do primário alguém descobriu que havia lá um palavrão.
Claro que fui procurar. Em casa, escondida, cheia de culpa, achei o sinômino de duas letras para ânus. Foi um horror.
Outro horror foi logo no início do ginásio um professor severo nos revelar que a língua era viva e que dicionários nasciam de tempos em tempos. O que significava que uns outros tantos ficavam obsoletos.
Que decepção. Achava que fossem irretocáveis.
E fui ao longo dos anos me habituando com uma ou outra palavra que merecia entrar numa edição revisada.
Muitas me causavam estranheza, repúdio, mas segui carregando dicionários malas a dentro.
Agora, já me acostumei com a língua viva. No final do ano, por exemplo, sei que uma palavra será eleita para adentrar no conceituado dicionário Oxford.
"Selfie" já ganhou seu lugar.
Emoji foi a eleita do ano que passou. Aliás nem foi a palavra, mas sim aquela carinha de chorando de alegria.
E assim seguem nossos dicionários, ora reformas ortográficas, ora novas palavras.
Acabei de me lembrar que a tal busca pelo sinômino de ânus com duas letras caiu no ouvido de algum padre em absoluto segredo de confissão. Lembro-me de ele ter me dito para nunca mais ficar procurando essas palavras pecaminosas.
E realmente eu nem procuro mais.
Nem preciso mais procurar. Elas me chegam assim, do nada.
E nem me causam mais espanto, nem me levam mais para o confessionário.
Quer um exemplo?
Você é foda, hein?!
Sim, isso mesmo que você leu: você é foda.
Agora, se você está achando que eu te xinguei ou estou a usar um termo chulo, meu amigo me desculpe dizer, mas, você está mais ultrapassado que essa foto aí acima.
"Para essa geração, foda é adjetivo e não palavrão"
Pitty Leone
Sacou? Você é foda é o maior dos elogios que uma pessoa pode receber.
Dizer que você é o máximo é pouco perante a grandiosidade desse imenso, agora, adjetivo.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
A velocidade da vida
Já tem um tempo que, conversando com uma amiga, decidimos em comum acordo parar com "ah, estou sem tempo, ah não tenho tempo para nada". Reclamar da falta de tempo virou uma mania, um vício que não vai modificar o andar dos ponteiros ou qualquer medidor de tempo digital.
É dentro de nós que precisamos apaziguar o fluir do tempo.
Fato que nos dias atuais o aumento das tarefas, trânsito, tudo isso demanda sim tempo e ele pode ficar apertado para determinadas coisas. Mas há que se respirar profundamente para cessar essa correria toda!
Nessa semana que passou, chegou-me em momentos diferentes, três "coisas" que falavam do mesmo assunto: a vida apressada.
Um artigo, um programa de tv e depois uma mensagem extraída do facebook que me foi envidada por e-mail.
Compartilho então duas dessas mídias.
O programa de tv tem trinta minutos.
E o texto, não é meu. A fonte é o facebook/Ensinamentos do Pai.
A VIDA FAST
Atualmente tudo virou fast, queremos cada vez mais velocidade em tudo, não temos tempo para mais nada, e quanto mais veloz, melhor. Não importa a idade, desde criança pequena, com seus joguinhos, à pessoas de idade. Tudo parece que se globalizou com o FAST.
Essa correria e rapidez da vida moderna está fazendo nos afastar do vivenciar, do aprender esperar e do comportamento.
As coisas lentas têm seus ensinamentos, seus aprendizados. Vivemos em um dia todas as sensações: amamos, odiamos, confiamos, traímos, e todo resto. Tudo isso acontecendo numa velocidade alucinante. Estamos precisando aprender algumas coisas que fazem a vida valer a pena de ser vivida. Não temos mais conversas, músicas, precisamos baixar com rapidez, frases curtas, caretas para expressar o que desejamos ou sentimos.
As pessoas estão esquecendo que a rapidez de tudo está matando dentro de nós valores essenciais para nossa praticidade de vida, do comer ao se relacionar, tudo ganhou uma velocidade enorme. Se nosso pedido demora um pouco, perdemos nossa paciência e nosso apetite. Se o que compramos demora para chegar, perdemos nosso interesse. Se nossas mensagens demoram a ser visualizadas ou respondidas, pronto, já estamos uma revolução e soltando o verbo. Onde fica a calma, a paciência, o respeito, a privacidade, o tempo para conversar e principalmente o tempo para refletir?
A velocidade da vida moderna não está ensinando a pessoa a usufruir do tempo, pois quando o temos não sabemos o que fazer com ele.
Reavalie sua maneira de viver, verifique se essa velocidade em tudo está sendo saudável. Se antes de darmos o 1˚beijo, não seria melhor termos uma boa conversa; se antes da 1ª transa, termos um pouco de tempo para sentirmos com quem estamos deitando, e antes de sairmos esbravejando com pessoas lentas, se não seria melhor aprendermos com elas a ter paciência, a esperar a conversar.
As pessoas modernas continuam velhas no seu interior, a velocidade só vai ser benéfica se soubermos conservar nossos valores de afeto para com os outros, porque enquanto buscamos velocidade em tudo, estamos a passo de tartaruga em construir relações e a passos de formiga em cultivar o afeto e o carinho.
A qualidade de vida está em termos afeto e carinho em tudo o que fazemos. E isso leva tempo para se fazer.
Ctba, 26/01/2016
Fonte: Facebook / Ensinamentos do Pai
Programa JC Debate
É dentro de nós que precisamos apaziguar o fluir do tempo.
Fato que nos dias atuais o aumento das tarefas, trânsito, tudo isso demanda sim tempo e ele pode ficar apertado para determinadas coisas. Mas há que se respirar profundamente para cessar essa correria toda!
Nessa semana que passou, chegou-me em momentos diferentes, três "coisas" que falavam do mesmo assunto: a vida apressada.
Um artigo, um programa de tv e depois uma mensagem extraída do facebook que me foi envidada por e-mail.
Compartilho então duas dessas mídias.
O programa de tv tem trinta minutos.
E o texto, não é meu. A fonte é o facebook/Ensinamentos do Pai.
A VIDA FAST
Atualmente tudo virou fast, queremos cada vez mais velocidade em tudo, não temos tempo para mais nada, e quanto mais veloz, melhor. Não importa a idade, desde criança pequena, com seus joguinhos, à pessoas de idade. Tudo parece que se globalizou com o FAST.
Essa correria e rapidez da vida moderna está fazendo nos afastar do vivenciar, do aprender esperar e do comportamento.
As coisas lentas têm seus ensinamentos, seus aprendizados. Vivemos em um dia todas as sensações: amamos, odiamos, confiamos, traímos, e todo resto. Tudo isso acontecendo numa velocidade alucinante. Estamos precisando aprender algumas coisas que fazem a vida valer a pena de ser vivida. Não temos mais conversas, músicas, precisamos baixar com rapidez, frases curtas, caretas para expressar o que desejamos ou sentimos.
As pessoas estão esquecendo que a rapidez de tudo está matando dentro de nós valores essenciais para nossa praticidade de vida, do comer ao se relacionar, tudo ganhou uma velocidade enorme. Se nosso pedido demora um pouco, perdemos nossa paciência e nosso apetite. Se o que compramos demora para chegar, perdemos nosso interesse. Se nossas mensagens demoram a ser visualizadas ou respondidas, pronto, já estamos uma revolução e soltando o verbo. Onde fica a calma, a paciência, o respeito, a privacidade, o tempo para conversar e principalmente o tempo para refletir?
A velocidade da vida moderna não está ensinando a pessoa a usufruir do tempo, pois quando o temos não sabemos o que fazer com ele.
Reavalie sua maneira de viver, verifique se essa velocidade em tudo está sendo saudável. Se antes de darmos o 1˚beijo, não seria melhor termos uma boa conversa; se antes da 1ª transa, termos um pouco de tempo para sentirmos com quem estamos deitando, e antes de sairmos esbravejando com pessoas lentas, se não seria melhor aprendermos com elas a ter paciência, a esperar a conversar.
As pessoas modernas continuam velhas no seu interior, a velocidade só vai ser benéfica se soubermos conservar nossos valores de afeto para com os outros, porque enquanto buscamos velocidade em tudo, estamos a passo de tartaruga em construir relações e a passos de formiga em cultivar o afeto e o carinho.
A qualidade de vida está em termos afeto e carinho em tudo o que fazemos. E isso leva tempo para se fazer.
Ctba, 26/01/2016
Fonte: Facebook / Ensinamentos do Pai
Programa JC Debate
E você, está em harmonia com o tempo?! Conta aí!
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