Numa conversa dentro de um táxi, o passageiro ouve o taxista relatar a perda da esposa e a tristeza por não ter uma foto dela. A indignação é instantânea, nenhuma foto?
Ao que o taxista lhe responde que ele tem sim fotos, inclusive um álbum, mas são fotos em que ela, a esposa, não é ela. Fotos produzidas, cabelo com penteado e o que ele queria mesmo era uma recordação trivial, corriqueira. Queria mesmo era uma foto dela de avental, por fim diz.
Foi uma crônica que ficou em mim. Tanto que, em uma carta que escrevi recentemente, falei sobre ela e não é que minha destinatária também conhecia a história e gostava muito dela?!
Há muito que já deixamos os filmes kodak e fuji para trás. Só por gosto e hobby que algumas pessoas os usam.
A facilidade da fotografia digital deveria mesmo nos proporcionar essa recordação: fotos do cotidiano, espontâneas, sem arranjos e produções.
E há um movimento para estimular esse tipo de foto do dia a dia.
Conheço uma joaninha que retrata a memória dos nossos dias de uma doce maneira!
Quero também deixar um link para você se inspirar entre fotografar e escrever sobre essas memórias.
Aqui: savethelove.com.br
E vou mostrar o que tenho feito por aqui, no nosso dia a dia.
Fotos do Bernardo, entre estudos e árvores.
Passeio com o cão e aqueles bons momentos no banco da praça
Júlia ao perceber que eu a fotografava: "Você não fez isso?
Sim, eu fiz.
O que as pessoas vão pensar ao me ver estudando com esse rolinho de passar nas roupas?
O mesmo que eu: Nossa que estranho, porque será que esta menina estuda com um rolinho de tirar bolinhas e fiapos das roupas?
Nesse momento ela caiu na risada e atirou para longe o tal rolinho!






