Participando mais uma vez do projeto "Na Casa da Vizinha", uma blogagem coletiva organizada pelas meninas Tê Nolasco e Cris Philene, hoje com o tema maternidade sem competição.
Uma blogagem coletiva é como uma colcha de retalhos, ou mesmo um quebra-cabeça, onde cada pedacinho vai se somando ao outro e temos, com cada participação, várias ideias que formam um todo muito enriquecedor.
Antes de escrever, já que estou publicando no final da noite, pude ler as participações e fica bem claro que não é positivo, não é saudável emocionalmente essa competição. Respeito ao tempo de cada criança é um ponto central na maternidade.
Quero contribuir com duas propostas ( não são minhas, são da sabedoria que pertence à nossa humanidade ) que podem mesmo ser chamadas de "antídotos".
Para quando sentirmos que nossos filhos são os únicos, os melhores do mundo; para quando acharmos que somos a mãe mais extraordinária de todas. Ou seja, se cairmos no modo exagero:
O agradecimento é o remédio, o antídoto.
"Ao agradecer reconhecemos que as condições que possibilitam a nossa existência dependem de um entrelaçamento imensurável de seres e circunstâncias. Nos prevenimos do isolamento, do autocentramento e da não apreciação". Fábio Rodrigues
Esse agradecer é reconhecer a nossa dependência de várias pessoas, de vários fatores para que nossa vida e a vida de nossos filhos flua.
A moça que aplicou a vacina, a funcionária da limpeza que higienizou o hospital onde ele nasceu, o caminhoneiro que fica tantos dias longe de seus filhos para transportar o arroz que nossos filhos comem. Uma teia incrível que deixamos de ver quando achamos que somos tão incríveis.
Contemplar toda essa teia de apoio, muitas vezes invisível, vai trazendo um frescor ao nosso olhar - somos todos especiais porque estamos interligados! Se meu filho é o melhor pianista, quantas pessoas contribuíram para isso? Não há arrogância, exageros que resista!
Meu filho é um leitor exímio? Obrigada aos escritores das histórias, ao pessoal da gráfica, a quem plantou provavelmente eucaliptos que se tornaram papel, que viraram livros e que fazem meu filho um leitor voraz!
O outro antídoto é para quando nos sentirmos mal, culpados, inferiores perante o outro ou mesmo, para quando sentirmos inveja.
Alegria empática é o remédio!
Antes de acessar as redes sociais, antes de ir para a pracinha, reunião da escola, antes de abrir o whatsapp, respire profundo e concentre-se em apreciar as virtudes, sucessos e alegrias de outras pessoas.
Se um outro pensamento vier, algo do tipo "nossa, meu filho não faz nada disso, ou, poxa, queria tanto ser como aquela mãe que faz tudo tão perfeito para criar seus filhos", apenas volte para apreciar o outro. Não julgue, não elabore.
Andou cedo, come pão de fermentação natural, fala três idiomas?- alegre-se com sinceridade.
Nossa vida fica mais leve, a alegria flui sem precisar de motivos!
Que a gente possa cultivar cada vez mais a alegria empática e olhar com profundidade para poder agradecer!
Um beijo!

















