Escrever o post em comemoração aos 10 anos de blog da amiga Rosélia, trouxe-me várias lembranças do início do meu blog.
Claro, há blogues e blogueiras há mais tempo nesta caminhada e que poderão me ajudar com estas memórias de blogs!
Quando comecei, no ano de 2011, sem quase nada saber a respeito dos blogs, mas com uma vontade enorme de escrever, fui aos poucos " pegando o jeito da coisa ".
Aprendi que era deselegante pedir para alguém te seguir. O melhor caminho para isso é fazer bons comentários, que desse modo, a pessoa se interessaria pelo seu blog.
Também era descabido o tal "copia e cola um comentário ". Não tínhamos tantas redes sociais, tínhamos mesmo era um mundo de blogs a ler, seguir e comentar!
Uma coisa legal eram as postagens que indicavam dez blogues a conhecer! Era muito bom ser indicada e era gostoso também, a partir daquela lista, ir buscando novas amizades. A partir dessas listas fui conhecendo blogues ligados à fotografia, à culinária, enfim, uma riqueza!
As blogagens coletivas eram constantes, assim como eram constantes as postagens, diárias, eu diria!
Quando comecei o blog, fiz em um ano 224 postagens e por esses tempos está difícil chegar a 20 :(
O meu amor pela escrita e pelos blogs não mudou, assim como o amor daqueles que continuam por aqui.
As mudanças que eu fui percebendo?
Teve gente que à época não trabalhava fora e depois começou.
Teve gente que não tinha filhos e depois os teve.
Teve gente que migrou para outras plataformas/ redes sociais como facebook.
Teve gente que depois que migrou, voltou.
Teve quem cansou, desanimou.
Os que ficaram têm uma dedicação linda que eu tanto admiro!
Alguns conseguem manter uma constância nas postagens, outros ( euzinha ) são mais esporádicos, mesmo assim persistem!
E você, o que lembra do "antigamente nos blogues"?!
E para o agora, tem alguma opinião, sugestão?
Conta aí pra gente há quanto tempo você tem um blog e deixa umas dicas também!
quarta-feira, 14 de agosto de 2019
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Uma década de blog!
Dez anos de blog da amiga Rosélia!
É para celebrar com muita alegria!
Eu tenho grande admiração pela persistência da Rosélia nessa década blogando.
Seu estilo vai muito além de postar em seu blog.
Rosélia tem esmero para com seus seguidores que se tornaram amigos. Visita-os em leituras e comentários, participa e organiza temas coletivos para que haja mais interação e assim nos estimula a escrever e não desistir desse espaço virtual tão frutífero.
Sem falar, que vez por outra, ela viaja, e encontra pessoalmente amigos de blog!
Que sua disposição continue por muitas décadas espalhando amor pelos caminhos virtuais!
É para celebrar com muita alegria!
Eu tenho grande admiração pela persistência da Rosélia nessa década blogando.
Seu estilo vai muito além de postar em seu blog.
Rosélia tem esmero para com seus seguidores que se tornaram amigos. Visita-os em leituras e comentários, participa e organiza temas coletivos para que haja mais interação e assim nos estimula a escrever e não desistir desse espaço virtual tão frutífero.
Sem falar, que vez por outra, ela viaja, e encontra pessoalmente amigos de blog!
Que sua disposição continue por muitas décadas espalhando amor pelos caminhos virtuais!
Quero pedir à Rosélia que, com sua experiência, traga-nos algumas palavras para os tempos em que estamos completamente desanimados com nossos blogs, sem inspiração para escrever. Nada nos ocorre e nos vem a vontade de desistir, encerrar nosso cantinho.
E deixo aqui minha homenagem com flores, que fotografei lá na França, para essa festa tão bonita!
Parabéns!
terça-feira, 6 de agosto de 2019
O primeiro castelo
Abri a janela do quarto do hotel e me deparei com um castelo!
Nunca fui uma garota sonhadora com castelos. Filmes da Disney não fizeram sucesso comigo!
E o único castelo que tinha visto, era uma miniatura lá no Mini-Mundo em Gramado-RS.
Confesso que ver a grandiosidade desse castelo em Carcassone, foi mesmo admirável.
Há pouco romantismo na história desse castelo: construído por prisioneiros de guerras que trabalhavam na maioria das vezes até sua morte.
E ali nas suas muralhas, mais guerras...
Outra surpresa para mim, além da beleza e tristeza das construções, foi que, em determinado momento, o guia que nos contava a história, pediu que nos afastássemos um pouco porque era a hora da abertura...
Repentinamente começou um movimento de carros, pessoas, bicicletas e eu pensando o que será que todo esse povo faz dentro de um castelo?
Ainda não tínhamos entrado, estávamos nas muralhas e eu não havia pesquisado nada a respeito antes de viajar.
Só quando entramos, é que compreendi o que se passava:
Tudo lá dentro é um comércio. Fiquei inicialmente decepcionada, mas pensando melhoro que se faz com um espaço tão grande?
Há hóteis, sorveterias, lojas e também uma igreja, uma bela igreja cheia de silêncio e tranquilidade.
Sugeri ao meu marido que, quem sabe um dia, poderíamos nos hospedar ali no castelo.
"Larga mão disso, o tanto de assombração que deve ter aí dentro, eu é que não fico aí de noite."
Dei muita risada com a resposta de marido!
domingo, 28 de julho de 2019
Uma pessoa especial
Uma viagem não é só feita de lugares bonitos, comidas diferentes, compras.
Pessoas nos inspiram, acrescentam algo especial.
E assim se deu na nossa viagem - uma pessoa especial faz morada em nossos corações!
Nosso primeiro café da manhã em Paris.
Entre pegar a bandeja, talheres, guardanapo, marido ao trazer a xícara para próximo de si, examinou e exclamou em voz alta: "Nossa! Que xícara larga!"
A resposta veio de imediato:
"Francês gosta muito de molhar o pão no café com leite, por isso a boca é bem larga".
Eu, marido e nossa amiga viramos ao mesmo tempo em direção ao salão do café para ver de onde vinha a voz daquela resposta.
Não foi difícil encontrar. Por ainda ser bem cedo, estava vazio o salão. Uma senhora sentada ao centro mas bem à frente era a dona da resposta. Agradecemos com um sorriso e um bom dia.
Até então nós não sabíamos nem quem eram as pessoas que fariam o roteiro pelo interior da França conosco. Somente dois dias depois é que o grupo de 14 pessoas entrava no ônibus de cor azul para começar a viajar pelas cidades do sul da França.
E ela estava lá! A senhora que nos ensinou sobre o tamanho da boca da xícara!
Sentou-se sozinha e ao longo do trajeto, falava algo a mais que o guia do passeio, acrescentava, só para nós que estávamos sentados próximos a ela. Não era intrometida, muito pelo contrário, com educação e gentileza.
Na primeira parada do ônibus, marido ajudou-a a descer e logo depois ela disse a todos que poderiam ir tranquilos ao passeio com o guia que ela ficaria por ali que estaria de volta no horário combinado.
Saímos todos achando que aquilo não ia dar certo. Era quase certo que ela se perderia.
Perdeu-se foi um outro casal! Ela estava lá no antes mesmo do horário limite, faceira, exibindo postais da pequena cidade tão lindos que deixava qualquer fotografia na dúvida!
Entre uma cidade, uma ajuda, fomos aos poucos nos encantando com aquela senhora que nos arrepiava por estar sozinha em uma viagem para outro país.
Marido, depois de um café de máquina tomado ao lado dela, depois veio nos dizendo: "Quantos anos vocês acham que a dona Anna tem? "
Eu já ia soltando o meu palpite quando ele deu uma pista - "a filha dela tem 66 anos"
Uau! Isso fez ir por água abaixo meu palpite...
Pessoas nos inspiram, acrescentam algo especial.
E assim se deu na nossa viagem - uma pessoa especial faz morada em nossos corações!
Nosso primeiro café da manhã em Paris.
Entre pegar a bandeja, talheres, guardanapo, marido ao trazer a xícara para próximo de si, examinou e exclamou em voz alta: "Nossa! Que xícara larga!"
A resposta veio de imediato:
"Francês gosta muito de molhar o pão no café com leite, por isso a boca é bem larga".
Eu, marido e nossa amiga viramos ao mesmo tempo em direção ao salão do café para ver de onde vinha a voz daquela resposta.
Não foi difícil encontrar. Por ainda ser bem cedo, estava vazio o salão. Uma senhora sentada ao centro mas bem à frente era a dona da resposta. Agradecemos com um sorriso e um bom dia.
Até então nós não sabíamos nem quem eram as pessoas que fariam o roteiro pelo interior da França conosco. Somente dois dias depois é que o grupo de 14 pessoas entrava no ônibus de cor azul para começar a viajar pelas cidades do sul da França.
E ela estava lá! A senhora que nos ensinou sobre o tamanho da boca da xícara!
Sentou-se sozinha e ao longo do trajeto, falava algo a mais que o guia do passeio, acrescentava, só para nós que estávamos sentados próximos a ela. Não era intrometida, muito pelo contrário, com educação e gentileza.
Na primeira parada do ônibus, marido ajudou-a a descer e logo depois ela disse a todos que poderiam ir tranquilos ao passeio com o guia que ela ficaria por ali que estaria de volta no horário combinado.
Saímos todos achando que aquilo não ia dar certo. Era quase certo que ela se perderia.
Perdeu-se foi um outro casal! Ela estava lá no antes mesmo do horário limite, faceira, exibindo postais da pequena cidade tão lindos que deixava qualquer fotografia na dúvida!
Entre uma cidade, uma ajuda, fomos aos poucos nos encantando com aquela senhora que nos arrepiava por estar sozinha em uma viagem para outro país.
Marido, depois de um café de máquina tomado ao lado dela, depois veio nos dizendo: "Quantos anos vocês acham que a dona Anna tem? "
Eu já ia soltando o meu palpite quando ele deu uma pista - "a filha dela tem 66 anos"
Uau! Isso fez ir por água abaixo meu palpite...
Dona Anna e marido
Oitenta e cinco anos. Uma francesa que ficou marcada pelos horrores da guerra, vendo seu pai ser levado e nunca mais voltar e ser levada, sem opção de escolha, com a mãe para o Brasil quando tinha nove anos de idade.
Fala fluente francês e alemão. E depois começou a falar em japonês com minha amiga!
Amiga Sílvia, eu e dona Anna
no Museu das Lavandas
A nossa viagem foi de 11 dias. A dela duraria 31. Depois da França iria para a Croácia, Praga, e nem sei mais para onde.
Todos os anos sai para mais de mês viajando. "Ficar em casa para quê filha?
Dicas de viagem de dona Anna? Várias!
Três saias, todas pretas. Cinco blusas e o casaco que comprou há 20 anos na Alemanha.
Todas as noites ferve água na chaleira elétrica do quarto do hotel, para cedo colocar a água já fria numa garrafa.
No café da manhã, enrola um pedaço de pão num guardanapo, caso não dê para jantar, uma fatia de pão e um chá são suficientes.
Enquanto nós corríamos para acompanhar os passos do guia de viagem para algum lugar, dona Anna estava na casa de algum amigo almoçando, ou tomando um chá da tarde. Antes de ir, sempre nos deixava uma recomendação de um lugar para ir, ou algo para comprar.
Marido, certo dia se pôs a carregar a mala dela para o ônibus. Não deu conta, precisou da ajuda do motorista e os dois quase "desconjuntaram".
Dona Anna só fez rir. "A cada cidade sempre compro um livro! E quando eu parar na última cidade, comprarei uma mala para dividir o peso".
Nas igrejas com escadaria, ela não subia, mas nos descrevia algum detalhe que não podia deixar de ser olhado.
Era a terceira vez que fazia o mesmo roteiro! Viaja sozinha há vinte anos. Se enrola com o celular, apenas isso. Mas, da mesma maneira que ela nos ensina, nos inspira, alguém sempre está disposto a desenrolar o celular dela. Minha amiga foi quem o fez!
Hora ou outra lembramos de dona Anna em nossas conversas. "E pensar que dona Anna ainda não chegou em casa hein?! - marido me falou ainda ontem.
Que bom ter uma pessoa tão inspiradora morando em nossos corações!
Obrigada dona Anna. Muitas viagens em seu roteiro neste planeta!
Como tudo começou - clique aqui
terça-feira, 23 de julho de 2019
Sonho realizado
Essa é a fotografia que retrata o sonho que realizei!
Se você colocar no google - Abadia de Sénanque, verá fotos belíssimas. Mas deixo aqui essa mesma que fiz com o coração carregado de emoção e alegria!
Quando menina adolescente, numa aula de Geografia me deparei com esse lugar em alguma página do livro didático. Encantei-me e naquele momento sonhei um sonho que fazia fronteira com o impossível.
As viagens internacionais eram algo que só acontecia nas novelas, filmes e não na nossa realidade de um bairro de periferia. Ninguém de nossa vizinhança havia feito um viagem para outro continente.
Dizem porém que essa é a graça dos sonhos - dar-lhes liberdade para acontecer.
Sonhei muito em estar nesse lugar. Depois de um certo tempo, adormeci o sonho em uma caixinha. Mais adiante ainda tirei-lhe a importância sem qualquer tristeza para o coração. Tudo bem não ir. Saber que o lugar existia já era motivo de alegria.
Casamento, filhos, e embora a vida tivesse melhorado materialmente, não dava para planejar uma viagem.
Filhos pequenos, compromissos escolares... até que um dia um vento auspicioso sussurrou que já se podia despertar sonhos adormecidos.
E com muita leveza, as coisas foram se mostrando numa cadência tão agradável que no começo deste ano começamos a preparar nossa viagem para o sul da França.
Há ainda algo mais especial na realização deste sonho! Minha grande amiga, uma amizade de 30 anos, que mora tão distante e por isso tão pouco nos vemos ( mas nos falamos toda semana ) foi conosco!
Marido, eu e Sílvia!
Que alegria!
Foram dez dias perambulando, rindo, se encantando com uma cultura diferente, com lugares tão bonitos, incluindo o do meu sonho!
Quero partilhar minha alegria com vocês, meus amigos de blog, que, alguns, já realizaram meu sonho de abraçá-los pessoalmente e sonho ainda com outros abraços!
Vem comigo? Farei outras postagens para mostrar um pouquinho do que encantou nossos olhos.
Começamos o dia em Paris! Com o ícone de lá visto de manhã e à noite.
Passeamos tanto pela clássica Paris quanto pela moderna Paris.
Grande Arco de La Défense
Embarquem nesta viagem, acompanhem os próximos posts!
Agradeço a presença de vocês. Beijos!
domingo, 30 de junho de 2019
Licença para sonhos
Meus queridos amigos, estou saindo para uns dias de férias! Espero realizar um lindo e longo sonho!
Volto com novidades. Fiquem em paz!
Volto com novidades. Fiquem em paz!
sexta-feira, 7 de junho de 2019
O sino
Faço um esforço exaustivo, minucioso e também silencioso para recordar a primeira vez que ouvi um sino. Sendo ineficaz meu esforço, volto-me para meu marido e entrego a ele a minha vontade de saber : "você se lembra da primeira vez que ouviu um sino?"
"Ixi... claro que lembro. O sininho do Bom Jesus. Lembro até da batida triste que era pra avisar que alguém tinha morrido."
Marido passou a infância em área rural de Minas Gerais. Lugarejos bem afastados, onde o sino era uma forma de comunicação.
"Ixi... claro que lembro. O sininho do Bom Jesus. Lembro até da batida triste que era pra avisar que alguém tinha morrido."
Marido passou a infância em área rural de Minas Gerais. Lugarejos bem afastados, onde o sino era uma forma de comunicação.
Digo a ele que essa primeira lembrança do som de um sino, eu não tenho.
Mas...
Tenho uma boa história com um sino.
Eu toquei um sino de igreja!
Essa frase não poderia ter exatamente uma exclamação. Por que? Porque foi um tanto decepcionante meu "tocar o sino"...
Nos desenhos animados da televisão, eu tenho lembrança de algum personagem vestido de frade, pendurado em uma corda, puxando com força, ou mesmo balançando de um lado para o outro tal a força do sino.
Eu era uma adolescente quando minha doce vizinha foi pedir permissão ao meu pai para que eu passasse uns dias de férias na casa da irmã dela, no Paraná, que era uma freira. Eu iria com a filha de dona Rosa e seria bom sair um pouco de casa; era recente a perda de minha mãe.
No segundo dia, irmã Suzana fez-me o convite inusitado logo pela manhã. "Você quer tocar o sino da igreja hoje à tarde? Temos que estar lá quinze minutos antes das seis, não se pode atrasar"
Não saí pulando e gritando de alegria porque o ambiente era mesmo reservado e silencioso.
Eu iria tocar um sino. Nem conseguia acreditar!
Será que eu teria forças? As cordas, será que havia uma só ou várias? E a melodia, eu saberia tocar, ou era só bater seis vezes? E se eu errasse e soassem sete badaladas?
Achei melhor não importunar a tão acolhedora freira e deixar todas as surpresas para o final da tarde.
Como demorou para o sol baixar naquele dia.
Segui a passos apressados ao lado da freira pelo calçadão principal da cidade. Meu coração é que parecia um sino.
Subimos uma escada caracol. A freira ia na frente. Lá no alto enquanto ela olhava fixamente para seu relógio de pulso, eu procurava as cordas.
De repente, ela me fala "Está na hora, aqui, aqui. Aperta".
Um pequeno painel com um botão. Apertei-o e vi e ouvi o sino soar, movendo-se harmoniosamente.
As cordas e as pessoas penduradas eram coisas do passado. Bastava olhar as horas no relógio de pulso e pressionar um botão.
Desci as escadas caracol um tanto atordoada. Não sei se pelo som alto do sino ou pela ausência de cordas.
Bem, eu toquei um sino!
E você, tem uma história de sino para me contar?
Beijo!
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