sexta-feira, 31 de julho de 2026

Julho muito fotografado!

 Não tenho por hábito fazer um apanhado do mês que passou, acho muito interessante quem o faz. E hoje, no último dia do mês, vou me arriscar nessa retrospectiva!

Então, vem comigo!

Lá no comecinho de julho, promessa em flor:


Logo depois, veio a festa junina, que devido às muitas chuvas que tivemos aqui em São Paulo no mês de junho, teve que ser transferida para julho e ainda assim foi com garoa. Por sorte, nosso artesão da fogueira a manteve coberta com plástico!

Antes da fogueira, teve almoço!



O encontro foi no sítio da minha cunhada, um lugar tão bonito na sua simplicidade em meio a tanto verde.



E todo mundo trabalha! Olha só nosso querido Flávio preparando o caldo verde para a noite!


A fogueira!






Marido e eu, e meu cabelo que tá que cresce mas tá que enrola!

Nossa filha chegou de férias! E foram dias muito especiais na companhia dela, porque vocês devem estar lembrados da tristeza que a visitou e ela chorou por muitos dias. Foi uma travessia sombria, difícil, e que graças a Deus, passou e ela voltou a sorrir.

Antes de vir, ela havia nos feito um pedido: queria passar uns dias em Aparecida do Norte.

Que delícia foi essa pequena viagem!

Como Aparecida é relativamente perto de onde moramos, sempre vamos num bate-e-volta. Assiste uma missa, e já retornamos para casa. Dessa vez resolvemos ficar três dias.

Marido achou que era muito, mas acreditem, não deu tempo de fazer muita coisa que gostaríamos!

Chegamos e já estava anoitecendo.




A iluminação da Basílica é mesmo muito bonita!

Dias antes da viagem, minha filha conversando com uma parente, ouviu dela o seguinte:

- Você tem foto no cavalinho lá em Aparecida?

- Que cavalinho?

_ Como assim? Todas as crianças da família têm foto no cavalinho, eu mesma tenho, meu marido tem...




A criança foi determinada a tirar a foto no dito cavalinho!

O que rendeu muitas gargalhadas! Ela postou essa foto no instagram e suas amigas de faculdade logo entraram em ação com o auxílio da IA e vejam o que surgiu!


Júlia é monitora na sua turma e a galera não perdeu tempo!

Ela adorou a novidade de ser xerife da turma!

Aproveitamos a proximidade das cidades e fomos conhecer o Santuário Pai das Misericórdias na Canção Nova.



Gostei bastante de conhecer o local que é famoso. Eu não me identifico com o estilo deles, mas é muito bonito ver o tamanho e o alcance da obra deles. Nós fomos no dia em que estava começando um grande acampamento de jovens e estava lotado.


De volta à Aparecida, subimos na torre para uma vista panorâmica.




Dorme, acorda, café da manhã e fomos conhecer o Caminho do Rosário.

Que lugar aprazível, tão cheio de silêncio e paz!


Essa cena representa a transfiguração de Jesus no monte Tabor.

Ao final do caminho do rosário, chega-se no Porto Itaguaçu, local onde a imagem foi encontrada pelos pescadores.







À noite, tivemos a visita de nosso filho Bernardo e comemos uma pizza juntos!




O nome da pizzaria é tutti santi e as paredes são decoradas com quadros de todos os santos!

Dias depois, Bernardo nos surpreendeu com essa foto:


Feita por ele mesmo, melhor dizendo, pelos seus óculos especiais que fotografaram enquanto ele sobrevoava Aparecida!

Bernardo está aprendendo a pilotar avião e recebeu autorização para sobrevoar o Santuário, já que ele voa por aquela região. Meu ❤️ aperta a cada voo do menino, mas também se enche de alegria por ele!

Cansados?! Nada disso porque tem mais!

Pegue um avião e vamos parar aqui:


Tivemos uns dias também no Rio de Janeiro e meu objetivo era passear no Jardim Botânico e encontrar o baobá que lá vive.











Como é deslumbrante o jardim Botânico!

Só que nós não encontramos o baobá 🥺. Estávamos tão cansados de tanto andar que terá que ficar para uma próxima vez!

Júlia e eu retornamos para Belo Horizonte pois as aulas dela iniciaram hoje. Vim para ajudá-la a reorganizar as coisas depois de um mês ausente, então estamos limpando, fazendo feira, mercado e claro, comendo muito pão de queijo!

Para fechar o mês de julho, a formiguinha que fotografei hoje pela tarde num trabalho árduo.


Bem vindo agosto!

terça-feira, 21 de julho de 2026

Você foi um bebê cheiroso?

 Você foi um bebê cheiroso?

Eu não tenho essa resposta de maneira clara, óbvia, já que minha mãe e meu pai não estão mais comigo para puxarem a resposta da memória olfativa.

O ano era 1971. E as fraldas eram de pano. 

Creio que sim, que eu fui um bebê cheiroso. Havia o talco johnson com o qual as mães pulverizavam as dobrinhas de seus bebês. Talvez uma pomada de assaduras, um vick vaporube no peito, um chá de camomila e tudo isso compunha a fragrância dos meus primeiros meses de vida.

Muitos anos depois, lembro-me da Valdete.

Amiga de mãe, Valdete andava sempre com a sua mãe, dona Santa, as duas numa variant azul claro.

Depois da morte do marido e pai, o sustento delas vinha dos produtos Avon, vendidos no catálogo.

Um dia Valdete nos chamou para ir em sua casa. Passamos pela variant azul na garagem e chegamos logo na cozinha. Mas eu ganhei uma surpresa especial, Valdete me levou para o quarto dela e disse que eu podia abrir e sentir "tudo" o que estava ali.

Eu nunca tinha visto nada igual -  a penteadeira da Valdete era imensa, ou eu era ainda muito pequena.

Sentada na banqueta, espelhos em três partes e por toda a superfície do móvel, frascos diversos de perfumes, cores, tampas, aromas.

Fui abrindo cuidadosamente um a um, porém tanto tempo já passado, tenho lembrança apenas do frasco cuja tampa era uma maçã. Tempos depois minha mãe encomendou um para mim.

Na escola, eu, uma mocinha ginasial fiz a besteira de comprar um perfume " errado" para mim.

Havia uma garota que se destacava de todas as outras. Era alegre, falante, sorridente, destemida e usava um perfume marcante. Criei coragem e um dia perguntei-lhe do perfume. Ela me respondeu como quem não dá muita importância ao assunto e foi-se rindo e dizendo " ih, pego dos meus irmãos, o Gersinho fica muito bravo comigo que eu estou acabando com o perfume dele, nem ligo.""

Styletto do Boticário.

Pus-me a economizar o que podia e logo estava com o meu styletto. Me senti até com um pouco de medo, mas passei atrás das orelhas e nos pulsos.

Meu pai foi o primeiro a indagar que cheiro esquisito era aquele que eu estava usando.

Pisei na escola e tive meu coração pisoteado de tanta chacota.

Devo ter dado o perfume masculino para meu pai mesmo. 

Com quase 55 anos, não tenho uma identidade olfativa. Passo tempos sem perfume, às vezes ganho algum, compro pouco. Não me identifico com os aromas doces.

Daquele desastre do perfume masculino na adolescência, ficou o fundo amadeirado que até hoje gosto e tento encontrar nas fragrâncias femininas.

Nunca tive um chanel n 5 ou outro perfume muito caro.

Meu marido diz que sou mesmo uma eterna alma de flores!

E ele ainda tem a ousadia de mandar a foto e um "lembrei de você!"


Quero comentários bem perfumados! Contem se foram bebês cheirosos e sua relação com os perfumes hoje!