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terça-feira, 16 de julho de 2013

Açucarados

Foi nos blogs que eu conheci as avós mais doces, seja através de narrativas emocionadas de netos e netas, seja pelas próprias avós que escrevem.
Memórias no ranger dos assoalhados, dos banhos de chuva com bolinhos de chuva depois, com avós cibernéticas que presenteiam netos com blogs, de avós que poetizam o viver, lembranças no cheiro do pó de arroz.
Aos poucos a memória de meus filhos vai acomodando sorrisos, cheiros, histórias de sua avó.

Sebastiana e Júlia

Sebastiana e Bernardo


Estamos passando as férias aqui em Passos, na fazenda dos avós.
O silêncio recortado por grilos e sapos e a absurda escuridão que nos ilumina com um céu coalhado de estrelas, é um bálsamo para os cosmopolitas como eu!






E agora neste mundão velho sem porteira tem internet!
Não é assim nenhuma super conexão, mas eu ainda acho que é a melhor das internets. Sabe por que?
Só pega da janela de um dos quartos. Então a gente coloca o notebook no parapeito, que é daqueles antigos e bem largos, perde o olhar na paisagem, no verde, no azul, na galinha com os filhotes, nos cavalos e inspira um ar puro e se inspira a escrever. É ou não é muito boa?!

 Olha o cachorro Budha!




Todas as fotos foram feitas pelas próprias crianças.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O cachorro Budha

Já me encantei com o nome.
Budha é um cachorro da roça. Vive lá na fazenda nas Minas Gerais.
Desconhece ração, pet shop, e eu pude ver que ele é feliz.
Espera pacientemente no cercadinho voar um osso pela janela da cozinha. Coisa esta que eu só conhecia de ler em livros antigos, ou em texto de memória de alguns amigos.

Num determinado momento, sentamo-nos na carroceria de uma caminhonete para ir às terras de um parente. O carro seguia devagar pelo chão de terra e Budha nos seguia correndo.
Minha filha me alertou para que eu não me preocupasse com o cão: ele era acostumado a correr boas distâncias e parecia feliz em fazer aquilo.
Quando retornamos, lá estava ele de volta em seu corpo esbelto e olhar satisfeito.
Lembrei-me de quando morei em uma região em que só havia prédios e ali conheci uma nova profissão - os passeadores de cachorros.
Budha estava por ali no terreiro e eu resolvi contar para ele como era a vida de um cão urbano, especialmente estes de apartamento.
Falei que era preciso contratar um passeador de cachorro para que o animal pudesse dar umas voltas pelos quarteirões porque seu dono trabalhava e não tinha tempo para isso.
Budha não acreditou na  história que contei.
Olhou-me muito desconfiado...


Quando se vive em imensa liberdade, é mesmo difícil acreditar em passeadores de cachorro.

Depois pedi a Budha que posasse para um retrato. Ele então ficou animado com a câmera fotográfica e disse que capricharia na pose.
Afinal, esta era a primeira foto dele.
Ficou bem, não acham?!


segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sem chocolate

Quando a gente abre a janela e não vê nenhuma propaganda, nenhum túnel ou telhado com ovos de Páscoa, ninguém falando promoções de milhões em prêmios nos microfones barulhentos, acha até que está sonhando...



Aqui, o coelhinho dos ovos de chocolate não chega.
Se ficam tristes? Não.
O carinho vem no pão de queijo quentinho






Estar juntinho de quem se ama




E ver a vida florescer ao nosso redor, em cada pequeno detalhe