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segunda-feira, 4 de março de 2019

Café desgourmetizado

Em setembro de 2016, fizemos um passeio muito especial para o sul de nosso país.
A primeira parada foi num abraço demorado trocado com a nossa querida Chica! E foi pra lá de especial! Pensa: alguém que você admira, que vai ao longo dos anos conhecendo pelos blogs, de repente, ali, na tua frente te abraçando?!

Após esse delicioso encontro, subimos a serra para nosso destino, a charmosa Gramado.

O hotel no qual nos hospedamos, era igualmente charmoso, com um salão de chá de encantar olhos e paladares.

Encontrei essa foto esquecida em meu celular!



Tomávamos nosso café da manhã e também o chá da tarde nesse aconchegante lugar e seus anexos.
Até que...

Passado alguns dias, marido me disse que estava sentindo muita vontade de tomar um café.

"Como asssim?" - eu o indaguei. Afinal todos os dias havia café e eu o via bebendo.

Então num suspiro, ele desabafou - "estou sentindo falta de um café simples, aqui é muito gourmetizado! "

Então saímos em busca do apenas café e não encontramos.

Marido foi ficando aflito, só café gourmet pela cidade!

Foi então que num lampejo de lucidez, eu me lembrei.

Rodoviária! Na rodoviária tem o café de bar que marido tanto deseja!

Rumamos para lá e o homem saiu de lá revigorado!


Essa é outra foto que estava esquecida, e eu me lembro que a tirei, não pelo café, mas pelo açucareiro.

Há quanto tempo eu não encontrava desses... e assim que o segurei na minha mão, senti uma baita insegurança. Entre colherzinhas, sachês com pequenas porções da doçura, ou mesmo gotinhas açucaradas, eu não sabia mais manusear um escorregador de açúcar.

E se caísse demais?

Ao ver minha mão feito gangorra, vai num vai, marido me socorreu.
Que habilidade ao manusear a peça plástica cheia de açúcar!
Doce na medida certa para o meu paladar.

E agora eu quero saber, quem aí já usou açucareiro assim?!

* Tá sem inspiração para escrever no blog? Procura, usa o verbo escarafunchar e encontra uma foto perdida e se joga a escrever o que te vem à cabeça!

domingo, 3 de maio de 2015

No açúcar, café.

Estávamos, eu e marido, encostados em um balcão de padaria e a presença do açucareiro ali à nossa frente, trouxe um doce recordar vivido por ele na infância.
Não havia açúcar refinado, branquinho na fazenda. O adoçar era tarefa da rapadura.
Até que um dia, os doze filhos de Antônio e Sebastiana se deparam na cozinha com um saco de cinco quilos de açúcar União.
Dentro daquele pardo papel,o açúcar era ainda mais alvo.
A princípio veio a admiração: minúsculos pedacinhos perante a rapadura grande, escura e também não tão abundante.
Em dose homeopática, uma pitada na boca de cada um.
Marido disse que era algo indescritível aquela novidade.
Mas aquela alegria não durou muito.
O alvo açúcar dentro de um saco pardo de papel grosso e costura reforçada começou a ser alvo daquelas mãozinhas que aos punhadinhos fizeram Tiana estranhar o rápido esvaziamento de tal preciosidade.
E não durou o saco de açúcar até o mês seguinte na ida à venda, à cavalo.

A mãe, Tiana, precisou pensar rápido. Guardar no alto afastaria os menores, os já grandinhos bem poderiam subir em cadeiras; ficar de sentinela e espantar cada mãozinha com seu punhadinho de açúcar bem fechadinho ali entre os dedos, tomaria muito tempo e eles eram sorrateiros e havia tantos outros afazeres.
Não teve dúvida a matriarca, misturou pó de café no açúcar. 
Acabou a disneylândia bucólica!
Nenhuma mãozinha ousou colocar um punhadinho da mistura na boca.
Ou se algum deles o fez, não revelou até hoje o que sucedeu!