terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Sem título

Havia um prazo para a poesia
vir para o papel
pontilhá-lo todo em forma de palavras
Esperei

Esperei não ouvir nenhuma bala perdida
estilhaçar a fina camada de sonhos da criança
Esperei pelo silêncio
Fungava, abafando o som com o travesseiro,
a mãe do filho que a droga levou
Esperei que as mulheres do Congo
não fossem mais estupradas
nem precisassem guardar o pouco dinheiro
em suas genitálias
Esperei tanto que o prazo ameaçou
partir e deixar a poesia

Mas havia morangos
adocicando o ar poluído da metrópole
Havia uma menina estuprada
que trazia no olhar o desejo de um príncipe encantado
Havia um menino que desejou
que desejou ser o príncipe
e um dia deus olhos irão se encontrar

A poesia chegou
Vermelho sangue
Vermelho morango
Papel adocicado
Poesia no prazo

Fotos de Quinta



Os desafios lá no blog Fotos de Quinta voltaram!
E o tema deste mês é "bandeiras".
Nossa participação:


Pai e filho no "manto"do  time do coração!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Uma mãe babada

Usando a expressão que aprendi com meus amigos portugueses, estou uma mãe babada!
Olhem o e-mail que eu recebi da minha filha Júlia de 7 anos.
Não é para ficar babada?!
( copiei exatamente com seu aprendizado em curso que lhe permite os deslizes da ortografia! )


Oi mamãe aqui é a júlia a sua filha!! fico feliz de você estar me ouvindo tenho muito para conversar com você!!
Mas vou conversar hoje pelo email tudo bem?Mãe obrigada por tudo o que você fez pela gente esse ano eu quis dezer (2012)
obrigada pela dedicação e pelo amor que você deu para gente ah e uma coisinha sabe quanto ao bernardo lembre não se resolve na base do medo da briga na base da conversa sempre da serto pode acreditar ! dica de filha gostou?
muito engraçado não é mesmo?Ah e sabe por favor eu te peço convensa o pai de colocar esse computador lá em sima prometo que vou conversar com ele também pode deixar.
E ficou feliz que eu parei de chupar dedo?aguardo sua resposta mãe.Um beijão da sua filha julia e tchauzinho   lembrese eu te amo!!!!


domingo, 6 de janeiro de 2013

Férias

Férias
sol
churrasco
piscina






 E pra lembrar da Bahia ( e da pipoca com lascas de côco )


sábado, 5 de janeiro de 2013

Bom final de semana

Eu queria aprender
o idioma das árvores.
Saber as canções do vento
nas folhas da tarde.
Eu queria apalpar os perfumes do sol.

Manoel de Barros


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Desejos de ano novo

Dia 02 de janeiro

Eu ainda estava com o início do novo ano em mim. Ainda desejei feliz 2013 à algumas pessoas. Ainda estava com o sentido de começo, de novo, de folhas em branco a serem preenchidas. 
Fui ao supermercado. 
E me senti empurrada num precipício. O mercado estava todo decorado de "carnaval".
As conjugações verbais, que deveriam nos fazer entender, distribuir o tempo, estavam confusas para mim.
Máscaras, confetes e serpentinas? Como assim? Ontem, dia 01, o primeiro dia do novo ano, o início daquelas páginas em branco o mercado estava fechado. Hoje, apenas dia 02, um dia após o feliz 2013, já está decorado para o carnaval? O que eles desejam com esta conjugação do tempo? Que eu arranque minhas folhas brancas, ou que eu as pule, afinal ali já é carnaval?

Eu ainda estou com o início do novo ano em mim.
No primeiro dia do ano novo eu comecei a rabiscar pensamentos para colocar aqui e acabei deixando de lado. Coloquei aquela música de letra e melodia deliciosa.
Aquelas serpentinas não vão me confundir e por isso resolvi publicar hoje, dia 03 de janeiro, apenas o terceiro dia do novo ano, o que comecei a escrever algumas horas atrás.
Está no passado, mas ainda é presente.

Dia mundial da paz

A alvorada de hoje nos traz junto com o primeiro dia do novo ano, um dia dedicado à paz mundial.
Em nosso território felizmente não temos guerra em sua pior definição - bombas, soldados, mísseis, destruição, morte.
Podemos festivamente vestir roupas brancas, celebrar, abraçar, brindar e desejar a paz. 
E já que temos o privilégio de usar a palavra paz sem que ela seja o antônimo da guerra armada e sangrenta, qual é a paz que desejamos?
Há um vasto horizonte a semear, cuidar e colher paz.
Quero semear paz nas minha palavras.
Voz, pensamentos, escrita.
Quantas vezes a entonação da voz, a maneira de dizer, magoa, distorce. Colocar paz na minha entonação não significa voz mansa, passiva, só de frases belas. É possível discordar, debater sem ter que mostrar garras. Paz na voz.
Os pensamentos são nossas palavras. E aqui dentro quero um ambiente harmonioso. Não será cor de rosa, porque a vida não o é. Ainda assim, quando as coisas estiverem feias vou me esforçar para que  os pensamentos estejam envoltos em paz.
Na palavra escrita... principalmente na internet, tenho lido tantas palavras podres, que humilham, que descontroem, que nada acrescentam, especialmente em comentários seja em blogs, seja em textos de sites.
Temos a oportunidade de crescer, de agregar, de aprimorar conceitos e para isso podemos discordar, podemos colocar nosso ponto de vista, nossa opinião que pode sim ser divergente, mas pode ser colocada com paz nas palavras.
Deixo um poema, de autor desconhecido, para sintetizar a minha paz.
Beijo


Se eu soubesse que um palavra minha,
Talvez cruel e mentirosa,
Deixaria sua marca na face de uma pessoa amada,
Eu jamais a pronunciaria,
E você?
Se eu soubesse que um sorriso meu
Poderia persistir o dia todo
E aliviar um coração ferido,
Eu jamais o conteria.
E você?
( Autor anônimo)


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Vamos cantar?

Música boa para começar um novo ano!


NÃO CUSTA NADA

Eu descobri que as coisas boas da vida
são de graça, não custam nada
Eu descobri que o mundo inteiro
pode ser o meu jardim, a minha casa

O teu abraço não custa nada
um beijo seu não custa nada
a boa ideia não custa nada
missão cumprida não custa nada
e quando tudo parecer que está perdido, 
dê uma boa gargalhada

Eu descobri que as coisas boas da vida
são de graça, não custam nada
eu descobri que o mundo inteiro 
pode ser o meu quintal, a minha casa

O pôr do sol não custa nada
a brincadeira não custa nada
um gol de placa não custa nada
vento no rosto não custa nada
e quando tudo parecer que está perdido,
dê uma boa gargalhada
a rá rá

Uh uh uh...

A flor do campo não custa nada
onda do mar não custa nada
a poesia não custa nada
a nossa história não custa nada
fruta no pé não custa nada
água da fonte não custa nada
banho de sol não custa nada
um bom amigo não custa nada
e quando tudo parecer que está perdido, 

dê uma boa gargalhada
a rá rá

eu descobri que as coisas boas da vida
são de graça, não custam nada...

música de Paula Santisteban e Eduardo Bologna


Júlia com a cantora Paula Santisteban.