quinta-feira, 7 de março de 2013

Mulher - Fotos de Quinta


O tema proposto pelo blog Fotos de Quinta da Ana Virgínia para o mês de março é "Mulher".
Minha participação:


Minha homenagem a esta mulher que vê tantas transformações no mundo, na vida e matém acesa a chama da fé.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Sensibilidade

Sobre o post anterior, conversei com a professora, que fez uma boa maquiagem no seis por meia dúzia: disse-me que eles não iriam vigiar uns aos outros a todo momento, mas, caso vissem algo estranho durante o uso do banheiro, aí sim era pra chamar a professora...
Fui até a coordenadora que irá começar uma campanha pelo bom e higiênico uso do banheiro.
Acho lamentável ter que usar esse tempo para essas questões. Vou torcer para que seja visível o efeito.

Um outro assunto

Ontem, minha filha ( 7 anos ) pediu autorização para assistir a um filme. 
Ela tem que pedir autorização porque depois de uns três filmes que ela começou a chorar na sessão da tarde e só parou no dia seguinte - até dormindo soluçava - e ia para a escola com os olhos inchados, tive que ser drástica!
Mas ontem, ela me convenceu.
O filme era sobre uma garotinha que tinha cancêr e ela sabia que seria bem triste; achava, porém, importante ela assistir.
Deixei.
E entre os afazeres domésticos, ela vinha me contar: "mãe, agora vão descobrir que ela está doente".
Num determinado momento, dei uma espiada e ela me disse toda empolgada "olha mãe, ela está melhor e voltou para a escola".
Disse que ainda haveriam dificuldades, o filme estava no começo.
Quando o filme terminou, ela estava aos prantos.
Abracei e disse que era por isso que não achava legal ela assistir filmes tristes.
Então ela me disse que não estava chorando por causa do filme, mas estava preocupada se crianças com câncer dentro do hospital se reunissem na sala de recreação para assistir. Era injusto, porque na propaganda mostrava a menina correndo e jogando bola e ela morre.
"Mãe, as crianças no hospital não podem perder a esperança. E esse filme tira a esperança delas".
Eu não tinha pensado nisso.
Pensei.
E também chorei.

terça-feira, 5 de março de 2013

Vamos dar uma espiadinha?

Acho que está faltando educação.
E não é daquelas só que a gente escutava quando era criança - "que mal educado, que má criação". Esses termos deviam ser usados para alguma travessura, uma resposta que não deveria ser dada.
Agora, parece que a coisa está feia e já que não conseguimos educar é melhor dar uma espiadinha, é melhor vigiar.

Hoje fui surpreendida por uma história da minha filha que ainda vou averiguar.
Antes quero falar de um outro tipo de vigilância em substituição do diálogo, da compreensão e claro da educação.

Notícia de jornal que aqui em São Paulo algumas escolas estão adotando o cartão pré-pago para o lanche, assim as crianças não excedem na cantina.
Como assim? Estão sem controle nos gastos? Educação financeira não é só matéria dentro da sala de aula. Exemplos e conversas também.
Ainda sobre o cartão pré-pago para a hora do lanche, os pais podem através da internet bloquear as porcarias que o filho não pode comer.
Então o rebento pede um refrigerante com batatas fritas e seu cartão está bloqueado.
Penso que educar é muito mais trabalhoso, por vezes exaustivo, beira outras vezes a falta total de resultados, pedindo sim medidas drásticas, mas já estamos generalizando. Bloqueia o que não pode porque o diálogo está escasso.

O que minha filha veio contando hoje diz respeito ao banheiro escolar.
Não dá para falar "em condições de rodoviária" porque acho que o de lá está mais limpo.
A inspetora falou horrizada do estado em que se encontra o banheiro daquele andar, onde encontrou-se fezes pelas paredes, no rolo do papel higiênico e chega de detalhes. Banheiro este utilizado por crianças de 7, 8 e 9 anos.
A nova determinação - quem quiser utilizar o banheiro vai ter que levar um amigo. Este espera do lado de fora e após o amigo finalizar suas necessidades, o outro inspeciona.
Como disse, preciso averiguar tal determinação.
Mas a que ponto chegamos? Crianças sem noção de higiene? sem nenhum respeito com os funcionários da limpeza.
Um tendo que espiar o outro? Delação premiada em tão tenra idade?

domingo, 3 de março de 2013

Mobília


Tinha acabado de debutar. Não com o glamour de dois lindos vestidos e sim com um colete cinza-gelo tricotado pela vizinha de mãos hábeis e amorosas.
E assim começava uma certa liberdade de ir e vir. Saía de sua casa de dois cômodos e de repente estava no quarto da amiga da amiga que era muito maior que toda a sua casa contando até com o banheiro que ficava pra fora.
Emudeceu, parada num canto com o olhar preso na enorme poltrona de fibra, de vime, pendurada no teto por grossa corrente.
No seu teto de telhas onduladas com a caiação velha, não poderia jamais prender um ninho aconchegante como aquele.
Voltou de seu devaneio ao ouvir o choro descontrolado da anfitriã.
Deixaram a casa com o pedido desesperado da mãe da garota para que voltassem e trouxessem alegria e vontade de viver para sua filha.
Deitada no sofá-cama começava a não compreender a vida. Como naquela imensidão de beleza e conforto poderia uma garota perder a vontade de viver?
Ouviu a chuva tamborilando o telhado. Correu para desencostar a estande da parede e colocar panos pelo chão.
Não demoraria para a água começar a escorrer pela parede.

Meu lugar inesquecível - BC

Blogagem coletiva proposta pela Beth Lilás.
                                             Teresinha Ferreira
                                             Priscila Ferreira


Lembranças afetivas, visuais, olfativas ou sentimentais estão presentes em nossas vidas e nelas incluímos locais onde estivemos, lugares que guardamos para sempre e que ao relembrarmos traduzem suspiros e vontade de lá voltar novamente.
A nossa proposta é colocarmos em post uma homenagem a este lugar, contando o quanto ele nos impressionou e tocou nossos corações.
Você, certamente, tem algum lugar predileto, conte-nos qual é o seu?




Há blogagens coletivas que “nos chamam” e essa foi uma delas. Hesitei muito para escrever este texto porque houve uma disputa interna entre minha razão e a emoção.
Sobrepôs-se o coração ainda que a razão insista em dizer-me que estou desfocada da proposta. Por mais que eu tentasse me conduzir para determinados lugares, forçando-me inclusive visualmente através de fotos salvas no computador, lá estava todo o meu ser, parado em frente a um guarda-roupa. Cedi e ali fiquei de frente para o meu lugar inesquecível – um guarda-roupa.
Abri suas duas portas brancas e ali estavam as roupas dela, minha mãe.
Tocar naqueles tecidos era o toque que eu não sentiria mais.
E naquele momento, hoje tão distante pelos números que o tempo carrega, houve um choro desesperado que congestionou minhas narinas e no meio daquela tristeza úmida, um cheiro. Um cheiro se desprendia da última peça que esteve em seu corpo frágil. Aquela peça reteve cheiro da minha mãe.
E este cheiro me fez parar de chorar para poder sentí-lo e deixar que de alguma maneira ela estivesse novamente ali.
Diante daquele guarda-roupa eu vivi o meu luto e como a fênix da mitologia, ressurgi das cinzas.
Pode até se mostrar contraditório, triste, mas não o é. Estar naquele lugar é recordar uma pessoa de grandeza e amor impossíveis de narrar. É sentir que aquele cheiro está de alguma forma dentro de mim e aquela peça de roupa de dois tons de azul, hoje em minha memória, desbotou e se tornou uma roupa cor de rosa, cor de mãe, cor de afeto e afago.

sábado, 2 de março de 2013

Diálogos marido e mulher

 - Marido, deixa de ser teimoso homi, vamos logo compra um tabret para le revista. Vamu se muderno, acumpanha a juventude.
 - Não. Esse negócio de tabret num é comigo.
 - Mas marido, é mais ecológico, verde, sustentarvel , a gente num gasta árvore pra fazer o papel da revista.
 - Não, é muito sacrifício ler naquele negócio pequeno. Minha vista num tá boa.
 - Sacrifício? Sacrifício é o que a gente tem que fazer pra ler a revista. E ocê vai ve é a sua coluna amanhã. Ela é qui num vai tá boa.



( Pruveita e limpa as caia )

sexta-feira, 1 de março de 2013

Três momentos

Júlia resolvendo uma situação embaraçosa na escola:
"Mãe, eu falei pra minhas amigas, agora chega disto. Todos nós temos nossas qualidades e desqualidades".
( Adoro até as desqualidades da minha filha! Desqualidade sempre dá para melhorar! )

Bernardo:
"Mãe a diretora disse para mim que comprou todo equipamento e já está montado o estúdio de rádio do colégio e ela quer que eu faça parte".
"Que coisa boa"- eu respondo.
"Sabe mãe eu na verdade não queria"
"Por que?"
"É que minha voz não é tão engrossada igual a dos meninos maiores da minha sala".
( E precisa ter voz engrossada para falar no rádio? )

Mãe em momento de oração:
"São Longuinho, não, não, por favor não saia correndo para se esconder de mim. Não vou te pedir para ajudar a achar nada hoje.
Sei que está cansado, exausto por nossa causa e eu te compreendo. Compreenda também as crianças só mais um pouquinho; elas logo crescem. Amém.