sexta-feira, 12 de julho de 2013

A lista dos meus desejos

Recebi da Verinha, que é o coração do blog Eternamente VV, um meme literário, cuja finalidade é incentivar a leitura.
Fazemos uma resenha de um livro que lemos e assim talvez, mais pessoas se interessem em lê-lo!
Não sei fazer resenhas, mas vou me esforçar para falar um pouco do livro escolhido: A lista dos meus desejos.



Eu gostaria simplesmente de escrever: compre este livro e leia sem mesmo ler as orelhas; vá direto para a história, sem saber nada dela e surpreenda-se.
Só que, de repente sair e comprar um livro que nem sabe sobre o que se trata, nem todos gostam.
Eu fiz exatamente isso! E não me arrependi.
Então se quiser uma agradável surpresa, pare a leitura aqui e vá em busca do seu!

O livro aborda valores, com o foco no material.
Quem já não pensou em ganhar uma enorme quantia em dinheiro? Poucos são os que responderão "eu não". Eu conheço duas pessoas que não querem...

Jo, a personagem principal do livro, vê-se com uma enorme quantia de euros e a partir disso, muitas reflexões sobre os seus desejos, o que o dinheiro compra ou não e um desenrolar inusitado.
O livro nos conduz a pensar que talvez nossos desejos sejam tão simples, tão ao alcance.
Fazendo uma lista de desejos materiais, podemos por exemplo querer ou precisar de uma frigideira nova, um perfume, um sapato, uma capa de chuva bem fotográfica*, ou...

Em meio a tudo isso, a pacata personagem francesa, também mantém um blog, tema costura. E ela nem imagina a dimensão que tem o seu blog. Aliás até o subestima. Até que ouve de uma jornalista:

"Fixa os olhos nos meus. Esmaga minha mão na sua e diz: minha mãe vive sozinha há mais de dez anos. Acorda às seis. Prepara um café. Rega suas plantas. Escuta as notícias no rádio. Toma seu café. Faz uma pequena toalete. Uma hora mais tarde, às sete, seu dia terminou. Há dois meses, uma vizinha lhe falou de seu blog e ela me pediu para comprar uma geringonça - uma geringonça, na linguagem dela, é um computador. Desde então, graças às suas passamanarias, suas borlas e suas fivelas de cortina, ela recuperou a alegria de viver. Então não venha me dizer que não tem respostas."

O meme sugere que indiquemos dez  blogs para participar. Deixo em aberto o convite. 
Quem quiser nos falar um pouquinho sobre um livro e nos despertar a vontade de ler, esteja à vontade. Se quiser deixe depois o link aqui para a gente conferir!

A lista dos meus desejos
Grégoire Delacourt
Editora Alfaguara

E então, quais são os seus desejos?!

* Tina, você poderia nos elucidar o que significa uma capa de chuva bem fotográfica? Dependendo o que for, entrará na lista dos meus desejos!



terça-feira, 9 de julho de 2013

Momentos de inspiração

Recebi o convite da Irene Moreira do blog Mamyrene para participar do Momentos de Inspiração - 1 edição.


Analisamos a imagem postada e podemos escrever em forma de carta, conto ou poesia. Venha se inspirar também!


Mariefleur
Volta e meia, retornava àquela rua onde tivera um lar, uma família.
Três anos após o devastador terremoto no Haiti, ainda era possível encontrar pelas ruas poeirentas, algum objeto, alguma coisa que tinha sobrevivido.
Mariefleur não exitou em remexer no entulho e resgatar de lá o que parecia ser um livro.
Voltou correndo ao seu lar, que agora era um orfanato, que dividia com outras dezenas de meninas órfãs e foi olhar as páginas, muitas rasgadas, outras totalmente rabiscadas daquele livro e encontrou uma gravura, que mesmo com sinais de amassado, imundou-a de uma emoção quase inexplicável.
Mergulhou os olhos naquele silêncio da imagem e depois de tanto tempo conseguir sentir algo diferente da raiva, do abandono, da falta de inocência que começava a habitar sua alma.
Claro que a moça da gravura não era em nada parecida com sua mãe. A alvura da pele coberta por tecidos delicados era diferente das roupas amarfanhadas que cobriam a pele negra de sua Josephine.
Mas a delicadeza, a ternura na voz suave quando lia uma história bonita, de final feliz com o corpo bem junto ao da filha. Sim, aquela gravura era sim o retrato de momentos de amor que elas passaram juntas até a laje desabar e esmagar sua mãe.
Havia já se acostumado com o cheiro das ruas, com as cores monocromáticas, com a ausência de flores e então aquela imagem lhe resgatou dos próprios escombros.
Reviveu o toque, o afeto da mãe, as palavras boas que um dia ela lhe falou. 
Encheu-se de vontade de ter uma roupa bonita com chapéu e sentar-se em um banco deixando o silêncio trazer um cheiro de flor.
Tinha flor em seu nome, tinha uma imagem a lhe inspirar e força para buscar um futuro com outras cores e texturas.
Boa sorte Mariefleur. Boa sorte órfãos do Haiti.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Faz de conta

Faz de conta que as estrelas não têm pontas
São redondas, emitem luz
nascem
habitam galáxias
morrem

Faz de conta que as estrelas têm pontas
e podemos encontrá-las
em qualquer chão
pequeninas, juntinhas
ramalhete de estrelas

Se soprar
elas voam de volta para os céus
encontram uma galáxia qualquer
para renascer
chão de céu a brilhar
sonhos nossos a iluminar


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Intensas cores

O sol, quando às vezes fica vários dias seguidos sem esparramar, deixa em nossos olhos, em nossa pele, aquela saudade da intensidade de cores, do seu calor.
Hoje ele alvoreceu exuberante!
Aproveitamos e também clicamos bastante.








Eduque seu coração

Eduque o coração e teremos pessoas melhores.

Encontrei esse vídeo que é bem curtinho, aproximadamente 2 minutos.
Vale a pena.
Clique aqui para ver Eduque o Coração.
Beijo!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Intervenções humanas

Admiro a arte, a ciência e a técnica de alinhar a dentição humana - a ortodontia.
Eu mesma, em minha adolescência, dela me vali para a correção de uma semelhança com o personagem de quadrinhos Mônica. Só não consegui me livrar da semelhança com Magali.

Com árvores, já declarei não ter muita intimidade, mas sei que o uso de uma pequena estaca onde se amarra o fino tronco, favorece o seu crescimento.
Agora, essas ortodontias vegetais em árvores já grandes e formadas, nunca tinha visto.
Não gostei dessa intervenção humana, porém há de haver uma boa explicação para isto.
Já viram por aí?


terça-feira, 2 de julho de 2013

Geografia das manifestações

 Hoje, segundo dia de julho, acho que a maioria não suporta mais ouvir falar em protestos.
O segredo está na dose, diria alguém da antiguidade, já os excessos...
Ainda assim abordarei o tema.
Aqui em São Paulo, a Avenida Paulista é o grande palco para manifestações, e foi assim  que ocorreu mês passado.
Outras manifestações tomaram o chamado Centro Velho que abrange a região da Praça da Sé e a que já foi glamurosa Rua Direita.
Quem atualmente passa por aquela região, nas primeiras horas da manhã ou ao anoitecer, sabe que aquelas ruas são verdadeiros "albergues" a céu aberto, cobertura de algumas marquises. 
O odor nauseabundo revela as condições daquelas pessoas.
E aonde estavam aquelas pessoas fétidas nas noites enevoadas de gases de efeito moral?
Errou se você está respondendo que elas estavam badernando, pichando, saqueando.
Reportagem da Tv Folha do dia 23/06 ouviu a opinião de uma dessas pessoas.

"O povo tão certo mesmo, tipo, eles tão tipo uma família lutando por um direito que é deles mesmo".

Eles não têm energia, seja calórica, seja motivacional para protestar, lutar, saquear. No ponto em que chegaram, não se consideram nem parte do povo. Estavam sentados em qualquer chão frio somente olhando.

Uma geografia que foi mencionada em dois segundos.