A tampa da chaleira trepidava e expelia vapor e gotículas de água.
Marido pedia a loção pós barba, a de embalagem verde que é mais suave, hoje não pode ir trabalhar com cheiro de perfume muito forte.
Despejo a água no coador com pó, corro apanhar a loção e dou beijo de bom dia na menina que já vai pedindo banana amassada com canela.
Arrumo o lanche e vou ouvindo o pedido da menina enquanto bebe aos golinhos seu café: "mãe, faz macarrãozinho com legumes para o almoço, faz, vai, tem tanto tempo que a gente não come."
Pegou o lanche? Não esquece de mostrar o bilhete para a professora.
Que bilhete? - pergunta o marido.
Que ela não vai no passeio.
Outro?
Pois é, acabou de ir em um e já veio bilhete para outro; R$180,00. Num vai não.
É, diz marido, a escola tem que se virar para pagar o décimo terceiro. Vamos que já está em cima da hora.
No portão, um beijo, um afago no cabelo e o carinho de um bom dia. "Vamos sentir falta de tudo isso".
Tomo o meu café já pensando no macarrão com legumes do almoço e decido ir àquela hora mesmo ao mercado. É mais vazio.
Enquanto caminho, vou pensando que as crianças crescem tão rápido e logo estarão voando, ganhando o mundo e a correria cederá lugar para manhãs tranquilas.
Paro em frente às cenouras e enquanto escolho e aguardo desocupar o lugar das abobrinhas, onde duas senhoras conversam, vou me inteirando do assunto alheio.
"Dona Glória, a senhora corta no meio e raspa o miolo e depois põe a carne moída, que tem que fazer sem nenhuma gota de óleo. Ah, e não compra aqui no mercado não, porque precisa ser carne bem magrinha; tem que ser do açougue. Pede para cortar um pedaço que tem que ser começo da peça, porque no meio já tem mais gordura.
A minha Míriam também tá num regime danado. Eu venho cedo no mercado porque ela só come peito de peru fresquinho e tem que tirar aquela casquinha, senão fica tão irritada a coitada. Eu venho cedo e peço pra mocinha, com jeitinho, para ela cortar a casquinha pra mim antes de fatiar. Dona Dirce, quantos anos o Raulzinho ficou casado?
Quase dois, mas a senhora não faz ideia de como aquela maldita, Deus que me perdoe, disse erguendo as pestanas e batendo na boca, me devolveu o Raulzinho. O colesterol lá nas alturas, com depressão e eu tenho que emagrecer ele pelo menos uns vinte quilos.
Minha Míriam também tá numa depressão a coitadinha, só come peito de frango desfiado bem miudinho na mão, mas deixa eu correr que se ela acorda e o café não tá na mesa fica tão irritada a pobre. Quantos anos a senhora tá dona Dirce?
Sessenta e oito.
Eu faço setenta mês que vem."
Um mal estar percorreu meu corpo. Pode tudo isso acontecer? Devolver um raulzinho e uma míriam e minhas manhãs tranquilas virarem naquilo?
Saí tão transtornada após ouvir aquela conversa que bati o carrinho com tudo numa pilha de panetones. Amassei algumas caixas.
Nem me senti culpada.
Panetones, em setembro? Ainda nem começou o horário de verão e querem nos enfiar panetones goela abaixo?
Acho melhor o Raulzinho comer panetone só em novembro, por causa do colesterol lá nas alturas.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Propostas sobre a infância
Este post é um convite.
A Alê, do Menina das Ideias, traz uma proposta interessante para esses dias que se aproximam do dia das crianças: uma série de postagens abordando diversos temas entre os dias 27 de setembro e 12 de outubro.
O que eu acho muito interessante nesta proposta é que ela não fica restrita aos blogs maternos. É uma maneira abrangente, já que teremos o olhar de quem tem filhos, da própria infância, de quem não tem filhos, mas tem sobrinho, ou tem o trabalho focado nas crianças.
Os que forem participar, deixem o link lá no blog da Aleska.
Bora comer pé de moça pra se inspirar!
A Alê, do Menina das Ideias, traz uma proposta interessante para esses dias que se aproximam do dia das crianças: uma série de postagens abordando diversos temas entre os dias 27 de setembro e 12 de outubro.
1-São Cosme e Damião;
2- Conto(ou mini conto) sobre a infância,
3-Brincadeiras de infância,
4-Inocência;
5- Programas de tv,
6-Dia da Criança.
O que eu acho muito interessante nesta proposta é que ela não fica restrita aos blogs maternos. É uma maneira abrangente, já que teremos o olhar de quem tem filhos, da própria infância, de quem não tem filhos, mas tem sobrinho, ou tem o trabalho focado nas crianças.
Os que forem participar, deixem o link lá no blog da Aleska.
Bora comer pé de moça pra se inspirar!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Futebol - duas situações
Foi erro de digitação.
Quando se soube, era tarde demais.
A folha tamanho sulfite foi distribuída minutos antes de bater o sinal da saída da escola.
Em casa, a menina eufórica falava saltitando
"Agora pode, mãe!"
Inscrição feita no horário comercial na secretaria do colégio.
E a menina assim se apresenta perante o professor
Quando se soube, era tarde demais.
A folha tamanho sulfite foi distribuída minutos antes de bater o sinal da saída da escola.
Em casa, a menina eufórica falava saltitando
"Agora pode, mãe!"
Inscrição feita no horário comercial na secretaria do colégio.
E a menina assim se apresenta perante o professor
Apresentação breve da filha pela mãe e entrega da ficha de inscrição.
Cara de espanto do professor:
Ah sim, eu não sabia. Acho que escreveram errado aqui - feminino - mas tudo bem, já que ela está assim... Ela sabe chutar?
Mãe fiz dois golaços hoje no treino. Tô com a maior moral lá com os meninos!
***
Passava das oito da noite quando o telefone tocou.
Parei em frente ao visor: número estranho, nunca vi.
( Estranho é isso agora, ver e decidir se atende ou não; antes era só o toque e a gente corria para atender )
Alô.
Oi é a Cíntia.
( )
Cíntia, Cíntia, Cíntia, não conheço nenhuma Cíntia.
Ah é a dentista do Bernardo.
( Nossa nunca uma dentista ligou aqui em casa, só secretárias ).
Ah oi doutora Cíntia!
Eu estou ligando porque vou mandar fazer o aparelho do Bernardo e queria saber qual é a cor que ele vai querer.
Qual cor que tem?
Ih tem muitas.
Então azul.
Sabe, dá até para misturar duas cores ou mais.
Ah então azul e branco que são as cores do time dele.
Dá pra por também o símbolo do time; qual time é o dele?
Cruzeiro.
Ah Cruzeiro do Sul, nunca ouvi falar.
Não, não, é só Cruzeiro. Então faz só azul celeste e branco.
Ah que lindo vai ficar ele gosta de constelações? Então fica azul com estrelas brancas?
Não, doutora, é o Cruzeiro, o primeiro da tabela!
Nem se preocupe com isso; não vou cobrar preço de tabela, já que você vai fazer também o da Júlia, vou dar um bom desconto.
( Pensei em falar para ela da raposa, símbolo do Cruzeiro, mas fiquei com receio de aparecer ali um Pequeno Príncipe ).
Obrigada pela gentileza de ter ligado, até outubro.
E o Bernardo que não me abra a boca para reclamar.
domingo, 22 de setembro de 2013
Domingo pode?
Domingo pode passarinho cantar?
No início desta semana já era possível perceber a aproximação da primavera.
O sol já faz contornos diferentes ao re
dor da casa e o escuro que havia na janela do quarto de dormir, deu licença para um clarão que adentra as frestas e anuncia o amanhecer de tempos mais quentes.
Anúncio este feito em cores e também melodias de passarinhos.
A passarinhada está assanhada. As pessoas estão irritadas.
No mesmo início da semana, foi publicado uma matéria no jornal falando do sabiá-laranjeira, o cantador oficial da nova estação, e foi surpreendente o que aconteceu depois: redes sociais, programas de tv, telejornais mostraram o ódio dos paulistanos ( generalizo, mas claro há exceções e muitas ) para com os passarinhos.
Fico feliz de viver numa época em que cidadãos urbanos não têm destreza nenhuma no manuseio de budoques, ou como eu conhecia na infância, estilingues.
Não se trata de querer que todos os paulistanos amem os passarinhos, mas foi uma reação, na minha opinião tão desmedida que talvez mostre o quanto nos distanciamos da natureza externa e interna em nós.
Até as conversas de elevador, mudaram do se chove ou que calor, para o ataque aos pássaros.
E me pergunto se essas pessoas falam porque a maioria está falando, se pensam no que pronunciam ou escrevem, por exemplo: "Impossível, insuportável dormir em Higienópolis".
Higienópolis é um bairro nobre. Essa pessoa então aceitaria ir dormir em Ferraz de Vasconcelos, periferia onde há funk pancadão e tiros?
Outra atitude que é de difícil compreensão, estamos em campanha para uma cidade mais verde, porque como disse uma amiga turista pernambucana, até as árvores tem um verde cinzento em São Paulo.
Ela está certa. Tudo aqui é cinza, temo que haja concreto até nos corações...
Então vem um feriado e as estradas se entopem porque precisamos relaxar, ir para o verde, ouvir passarinhos, ter contato com a natureza.
No mesmo jornal, só que no final da semana, publicou-se locais no litoral onde é possível ver e apreciar passarinhos. Valores para todos os bolsos.
Por que na cidade irrita e ficar parado quatro ou mais horas para descer a serra e pagar para ouvir passarinhos não irrita?
Marido acha que a qualidade do sono das pessoas está péssima, o que se reflete em irritação.
Traga a nova estação aconchego nas palavras e no coração, aproximação com a natureza da qual nunca deveríamos ter nos afastado.
Hoje também é o Dia Mundial Sem Carro. Reflexões sobre mobilidade urbana são urgentes.
Trago uma curiosidade, uma pergunta e poesia.
Uma espécie de pássaro que constrói moradia para mais de 100 indivíduos.
Os ninhos são tão complexos que podem ser mais resistentes que uma árvore.
Foto de Dillon Marsh
Outras imagens aqui no site oficial do fotógrafo
No início desta semana já era possível perceber a aproximação da primavera.
O sol já faz contornos diferentes ao re
dor da casa e o escuro que havia na janela do quarto de dormir, deu licença para um clarão que adentra as frestas e anuncia o amanhecer de tempos mais quentes.
Anúncio este feito em cores e também melodias de passarinhos.
A passarinhada está assanhada. As pessoas estão irritadas.
No mesmo início da semana, foi publicado uma matéria no jornal falando do sabiá-laranjeira, o cantador oficial da nova estação, e foi surpreendente o que aconteceu depois: redes sociais, programas de tv, telejornais mostraram o ódio dos paulistanos ( generalizo, mas claro há exceções e muitas ) para com os passarinhos.
Fico feliz de viver numa época em que cidadãos urbanos não têm destreza nenhuma no manuseio de budoques, ou como eu conhecia na infância, estilingues.
Não se trata de querer que todos os paulistanos amem os passarinhos, mas foi uma reação, na minha opinião tão desmedida que talvez mostre o quanto nos distanciamos da natureza externa e interna em nós.
Até as conversas de elevador, mudaram do se chove ou que calor, para o ataque aos pássaros.
E me pergunto se essas pessoas falam porque a maioria está falando, se pensam no que pronunciam ou escrevem, por exemplo: "Impossível, insuportável dormir em Higienópolis".
Higienópolis é um bairro nobre. Essa pessoa então aceitaria ir dormir em Ferraz de Vasconcelos, periferia onde há funk pancadão e tiros?
Outra atitude que é de difícil compreensão, estamos em campanha para uma cidade mais verde, porque como disse uma amiga turista pernambucana, até as árvores tem um verde cinzento em São Paulo.
Ela está certa. Tudo aqui é cinza, temo que haja concreto até nos corações...
Então vem um feriado e as estradas se entopem porque precisamos relaxar, ir para o verde, ouvir passarinhos, ter contato com a natureza.
No mesmo jornal, só que no final da semana, publicou-se locais no litoral onde é possível ver e apreciar passarinhos. Valores para todos os bolsos.
Por que na cidade irrita e ficar parado quatro ou mais horas para descer a serra e pagar para ouvir passarinhos não irrita?
Marido acha que a qualidade do sono das pessoas está péssima, o que se reflete em irritação.
Traga a nova estação aconchego nas palavras e no coração, aproximação com a natureza da qual nunca deveríamos ter nos afastado.
Hoje também é o Dia Mundial Sem Carro. Reflexões sobre mobilidade urbana são urgentes.
Trago uma curiosidade, uma pergunta e poesia.
Uma espécie de pássaro que constrói moradia para mais de 100 indivíduos.
Os ninhos são tão complexos que podem ser mais resistentes que uma árvore.
Foto de Dillon Marsh
Outras imagens aqui no site oficial do fotógrafo
Gostaria de saber como é aí na sua cidade a relação ser humano/ passarinho.
Da Chica já sei que são os passarinhos que pedem para ela não acordá-los!
E, seja sincero, você se incomoda com a passarada?
Poesia pra combinar com as árvores, com a primavera com a pesquisa da Universidade de Liverpool que constatou que poesia faz bem para o cérebro.
Gorjeios
Gorjeio
é mais bonito do que canto porque nele se
inclui
a sedução.
É
quando a pássara está enamorada que ela gorjeia.
Ela
se enfeita e bota novos meneios na voz.
Seria
como perfumar-se a moça para ver o namorado.
É
por isso que as árvores ficam loucas se estão gorjeadas.
É
por isso que as árvores deliram.
Sob
o efeito da sedução da pássara as árvores deliram.
E
se orgulham de terem sido escolhidas para o concerto.
As
flores dessas árvores depois nascerão mais perfumadas.
Manoel
de Barros
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Tragicômico
Dia
de prova. Três provas. No mesmo dia.
Professores
antevendo ações ilícitas que podem ocorrer nestas situações,
adotaram a prática de misturar as turmas. Alguns alunos do sétimo
ano deslocam-se para a sala do sexto e alguns do sexto se misturam lá
na sala do sétimo ano. Os maiores chamam os do sexto de “pequenos”.
Na
hora do intervalo, um colega chamou os alunos, pequenos e grandes,
que estão "pendurados" com notas vermelhas e provável
recuperação e ofereceu um comprimido que o médico havia lhe
receitado para que tivesse mais concentração e fosse bem nas
provas.
A
curiosidade aproximou meu filho da roda que se formou e ele perguntou
o que era aquilo.
-
Bernardo, sai daqui porque você não precisa. Você vai passar de
ano direto.
-Mas
que é isso?
-
É um comprimido que faz ir bem nas provas.
Foi
distribuído uma cartela inteira; o inspetor percebeu a movimentação
estranha e descobriu o ocorrido. A professora veio chegando vendo
aquela confusão e tão logo conseguiram explicar, a coitada quase
precisou de um comprimido para se acalmar.
No
meio da confusão, o inspetor perguntava: quem engoliu?
Os
pequenos assumiram sem pestanejar. Já os maiores, sempre tentando
sair pela tangente disseram: eu não engoli, guardei debaixo da
língua, mas quando fui jogar fora, tinha derretido.
(Achei
ótima essa!)
Desceram
todos os que haviam ingerido e derretido e o distribuidor dos comprimidos para a
sala das diretoras. São duas, ambas donas do estabelecimento.
Tremiam
tanto os alunos, que acharam por bem tirar uma das diretoras da sala.
A que é mais má.
Ficaram
somente com a boazinha, porém como não pararam de tremer,
deduziu-se que o problema não era medo e sim efeito colateral do
medicamento.
Não
foi necessário ambulância. Apenas os pais saíram em caráter de
emergência até a escola. Tudo ficou bem, após passar a ação do
medicamento pararam de tremer.
Bernardo,
depois me falou que, um dos amigos que tomou, estava na aula
totalmente "brisado", gíria que eu traduzi como "estar
alheio a tudo o que ocorre ao seu redor".
- Mãe, não sei
se ele estava brisado por algum efeito do remédio ou estava
imaginando como seria a surra que levaria ao chegar em casa.
Evidente que o assunto foi tratado com toda a seriedade entre os alunos, pais e direção.
Mas, como eu estou sob efeito dos embargos infringentes que dilaceraram minha veia cômica, permitam minhas elucubrações:
Esse garoto que distribuiu seus comprimidos é de uma generosidade imensurável, quer dizer, mensurável apenas para o bolso de seu pai: o preço do comprimido que concerta notas baixas e divagações é de trezentos reais ao mês.
E já que ele descobriu a maneira de se livrar da recuperação, quis ajudar todos que se encontravam na mesma situação.
Zero egoísmo ele tem. Generosidade mil!
Por outro lado, penso que tudo não passou de um mal entendido: o menino deve ter se consultado com um médico cubano e das duas uma: ou ele não entendeu o que o médico falava ( meu filho disse que o amigo está muito mal na disciplina Espanhol ) ou o médico cubano, dado a socializações, instruiu a criança a dividir.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Na ausência de estrelas
Fazendo
faxina, encontrei algo do qual nem mais me lembrava.
Uma
calcinha.
Mas,
não é qualquer calcinha. Não, não.
É
a calcinha da Rainha.
Estava
perdida em algum arquivo aqui do computador e durante a minha limpeza
à base de “delete”, eis que a encontrei!
Tem
uma história essa calcinha, então vamos lá:
A
ausência de um céu estrelado acarreta carências a um indivíduo.
Um
céu estrelado convida em primeiro momento à poesia, ao romantismo,
ao outro, no sentido mais enamorado que possa existir, às divagações.
Já
os que sofrem de carência severa de estrelas, precisam sobreviver
como podem. É mais ou menos aquele ditado popular da vida que lhe dá
limão.
Eu
sofro de carência dos astros brilhantes. À noite quando fico
abraçadinha com marido na varanda olhando para o céu, o que vemos?
Aviões.
South
African Airways, AeroMexico, Lufthansa, TAP, Gol, Tam...
E
assim, na falta de estrelas e na sobra de aviões, para quem reside
bem próximo ao aeroporto internacional, temos outros tipos de
pensamentos, digamos assim, não tão poéticos.
Imaginamos
os que chegam de outros continentes, de repente, o vento sopra
diferente e a rota muda e eles, os aviões, passam a decolar, passando
bem pertinho da nossa varanda.
Nesse
movimento aeroviário, observando um Bristish Airways, que pelo
horário, nosso filho que sabe horários e destinos de todas
companhias internacionais ( viu só que o a ausência de estrelas faz
nas crianças? ) afirmou-nos que aquele pousaria em Londres.
Conversa
vai, avião decola, Londres, Rainha, e chegamos enfim ao assunto: quem
lava as calcinhas da Rainha?
Marido
acha que devem incinerar. Fogueira todo dia pra calcinha?
Sei
não. Não me convenceu.
A
camareira? Pode ser.
Controle
absoluto das peças com chip eletrônico?
O
fato é que rimos muito imaginando o destino das peças íntimas da
Rainha.
Fiquei
tão curiosa que fui procurar alguma informação na internet e tudo
o que encontrei foi essa imagem de um engraçadinho que conseguiu
surrupiar uma peça e fez leilão com ela!
Chamo
à conversa Kellen, do Trilha Marupiara que recente pousou nas terras da realeza.
Alguma
notícia Kellen do que e de como fazem com as peças íntimas?
Quem
dá mais uma opinião?!
Beijo.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
As regras femininas
No post passado eu citei o livro A menina do tempo, que comprei para minha filha e antes de lhe entregar, resolvi ler.
Depois da leitura, fiquei hesitante se ela deve ou não ler, e se decidir pelo sim, creio que será necessário alguma conversa antes.
A criativa história da menina que vai representar num telejornal elaborado pela escola, a menina do tempo, que na vida real é filha da moça do tempo da tv, é uma leitura agradável, onde além de curiosidades sobre o tempo meteorológico, há uma abordagem e reflexão sobre a anorexia, quando uma amiga está internada sobre rigoroso tratamento para que se alimente, traz o tempo em sua passagem ritualística quando a menina se torna mulher.
No decorrer da história, a primeira menstruação pontua o crescimento, o deixar de ser criança, os dilemas da adolescência.
E esse não é o problema, afinal desde os idos da extinta cegonha, nossas crianças sabem muitas coisas que nós demoramos bem mais tempo para começar a pensar!
O que eu identifiquei como problema foi a maneira que a autora usou para abordar esse assunto.
"Desgraça pouca é bobagem"; "um desastre"; "é repugnantemente nojento isso" são algumas das frases utilizadas para indicar como a protagonista encara o assunto.
A classificação indicativa é a partir de 10 anos, ou seja, muitas meninas que lerão ou leram o livro ainda não menstruaram, e será saudável que encarem essa transição, esse momento dessa maneira?
Creio que a maioria feminina sente que esse período tem sim seus desconfortos, leves ou intensos que necessitem até de intervenção médica/medicamentosa, especialmente na adolescência é um empecilho para a praia, piscina e depois com o tempo, vem a experiência, aprende-se a conhecer o próprio corpo e a lidar melhor com a situação.
De assunto proibido no passado, as regras femininas ( assim era o termo utilizado ) "evoluíram" deixando de ser tabu.
Mas o que vocês meninos e meninas amigos virtuais, acham do assunto?
Ainda que se concorde com todos os aspectos ruins, transmitir esse conceito para a menina que acaba de se tornar uma mocinha, é legal? Ou é isso e pronto? Gostaria de conhecer a tua opinião!
Beijo.
Depois da leitura, fiquei hesitante se ela deve ou não ler, e se decidir pelo sim, creio que será necessário alguma conversa antes.
A criativa história da menina que vai representar num telejornal elaborado pela escola, a menina do tempo, que na vida real é filha da moça do tempo da tv, é uma leitura agradável, onde além de curiosidades sobre o tempo meteorológico, há uma abordagem e reflexão sobre a anorexia, quando uma amiga está internada sobre rigoroso tratamento para que se alimente, traz o tempo em sua passagem ritualística quando a menina se torna mulher.
No decorrer da história, a primeira menstruação pontua o crescimento, o deixar de ser criança, os dilemas da adolescência.
E esse não é o problema, afinal desde os idos da extinta cegonha, nossas crianças sabem muitas coisas que nós demoramos bem mais tempo para começar a pensar!
O que eu identifiquei como problema foi a maneira que a autora usou para abordar esse assunto.
"Desgraça pouca é bobagem"; "um desastre"; "é repugnantemente nojento isso" são algumas das frases utilizadas para indicar como a protagonista encara o assunto.
A classificação indicativa é a partir de 10 anos, ou seja, muitas meninas que lerão ou leram o livro ainda não menstruaram, e será saudável que encarem essa transição, esse momento dessa maneira?
Creio que a maioria feminina sente que esse período tem sim seus desconfortos, leves ou intensos que necessitem até de intervenção médica/medicamentosa, especialmente na adolescência é um empecilho para a praia, piscina e depois com o tempo, vem a experiência, aprende-se a conhecer o próprio corpo e a lidar melhor com a situação.
De assunto proibido no passado, as regras femininas ( assim era o termo utilizado ) "evoluíram" deixando de ser tabu.
Mas o que vocês meninos e meninas amigos virtuais, acham do assunto?
Ainda que se concorde com todos os aspectos ruins, transmitir esse conceito para a menina que acaba de se tornar uma mocinha, é legal? Ou é isso e pronto? Gostaria de conhecer a tua opinião!
Beijo.
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