sábado, 2 de março de 2024

Devocional

 


Nessa semana tivemos o Dia Mundial da Oração, que acontece na primeira sexta-feira de março, e tivemos postagens muito interessantes aqui nos blogs.

E lá na She um convite simples, direto e por vezes nada fácil de aceitar.
Inspirada por esses textos, fotografias, histórias, quero puxar uma conversa sobre a prática dos devocionais.

A prática não é novidade. Consiste em tirar um momento do dia para se dedicar à leitura e reflexão de um texto sagrado. É geralmente associada à textos cristãos, mas pode ser feita por qualquer pessoa, mesmo que não pratique uma religião. Uma palavra para a prática dos devocionais é disciplina.

A novidade é que agora existem inúmeros aplicativos para celular com mensagens diárias e estão entre os mais baixados, além das muitas publicações de livros sobre o tema seja para a prática individual, com crianças ou em família.

Vou deixar também o link da matéria que eu li e que traz 18 livros devocionais contemplando além dos cristãos, um livro de matriz africana, um para budistas e até um devocionário com mensagens de plantas. Para conferir, aqui.

Você tem essa prática dos devocionais em sua rotina? Utiliza aplicativo, livro, a bíblia, segue perfis no instagram ligados ao tema? Me conte aí nos comentários, vou adorar saber o que te inspira!

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

De volta!

 Foi uma viagem inesperada, dessas que a gente faz a mala minutos antes de embarcar!

Minha filha Júlia divide apartamento com outras estudantes em Belo Horizonte. É bem difícil ela ficar sozinha, mas aconteceu e assim veio a possibilidade de ir visitá-la ficando apenas eu e ela no apartamento!

Uma delícia ter passado esses dias com a filhota. Nutrição de amor 💙

Conversamos muito, cozinhamos juntas, passeamos, andamos pelo bairro, pela faculdade onde ela estuda.

Com tudo foi decidido de última hora, entrei no ônibus, encarei umas dez horas de viagem e cheguei debaixo de chuva à noitinha com o inebriante perfume de uma árvore, um perfume que se misturou ao abraço da minha menina, nossos corações juntinhos.

Partilho fotos dos nossos momentos e vou de mansinho chegando nos blogs de vocês porque também estou cheia de saudade desse mundo tão gostoso de trocas, palavras, poesia, afetos.



Almoço num restaurante cheio de charme!


E não é que o pessoal tira mesmo um cochilo nessas redes depois de almoçar?!


Detalhes em uma das paredes do restaurante


Encanto de flor de um cactus

 
Árvores imensas pela faculdade.  


Hospital dentro do Campus


Pedacinhos da cidade que já me conquistou!


Foto tirada da rodoviária antes de vir embora


Entardecer que apreciamos juntas da janela do apartamento








sábado, 17 de fevereiro de 2024

O calendário das folhas.

Começou 🌿.

Foi essa marcação que fiz na página do calendário, no quadradinho que indicava - dia 12 de fevereiro - uma segunda-feira de carnaval. O verbo, significando o início e o desenho, desajeitado, de uma folha.

Depois, achei melhor acrescentar: "a cair".

Passei a manhã no quintal nos fundos da casa. Tanque, varal, prendedor de roupas, banana para os passarinhos; e foi somente quando o sol já se ajeitava para se pôr, que fui para a entrada de nossa casa. Lá estava um calendário diferente. A leitura do tempo feita de outra maneira.

Tomadinho de folhas caídas estava nosso quintal. Diferente das últimas semanas. Aquela escrita de folhas ali no chão, aprendi a reconhecer e tive a confirmação de marido, que me disse - "é, começou, a árvore já está esfriando, o outono já começou ali dentro dela, sua seiva já sabe, é chegado o tempo de deixar ir o verão e ir esfriando devagarinho. O outono se aproxima".



É uma enorme árvore que fica na rua, bem de frente à nossa casa. Em pouco tempo morando aqui, saída de um apartamento, estou aprendendo a reconhecer essa "escrita", esses ciclos da seiva, das raízes, dos galhos.

Sendo um ser de tamanho imenso, seus galhos ficam próximos, o vento também se encarrega de nos trazer as pequenas sílabas em forma de folhas que recobrem o chão nesse tempo tão abrangente ( tão além dos nossas marcações de datas ) do outono.

E é bastante estranho falar de outono quando o chão está sob o domínio dos confetes de carnaval, o calor exultante e lá no calendário grudado na porta da geladeira, o outono só chega dia 20 de março às 00;06h. 

Essa lida de ir lá para frente com a vassoura me é agradável. Muitas pessoas não gostam dessa trabalheira, ou ainda se expressam referindo-se às folhas que caem como "sujeira que as árvores fazem". Já eu, aprecio. A cada amanhecer e também ao entardecer, exercito a paciência, a admiração de tamanha sabedoria, de tantas lições que podem ser aprendidas apenas observando as estações chegando de maneira sutil na natureza.


Leva tempo, um tempo próprio para que ela fique assim e depois recomece novamente a verdejar.

O calendário, aquele que grudei na geladeira, é só uma ferramenta para aqueles, que como eu, tão urbana, tão do concreto e grandes cidades, com tanta desconexão da nossa mãe-natureza, quer adentrar nesse tempo que faz marcar, que se deixa escrever de outra maneira, com a caligrafia das folhas.




Me conta como você sente a chegada, a transição das estações? Quero muito saber!

Bom final de semana!









segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

Uma árvore cheia de histórias

 


Conseguira o emprego: desvendar a história de cada um dos vasos, de cada flor, folhagem, colocados ali naquela árvore.
O horário cabia a ele fazer - e no primeiro dia escolheu ir bem cedo, evitando assim o movimento dos transeuntes.

Pouco antes das seis da manhã, estava puxando papo com o porteiro do prédio ao qual a árvore enfeitada ficava bem em frente.

Apresentou-se, explicou sobre o trabalho que tinha a fazer e iniciou as perguntas.

 - Olha moço, eu sou novato aqui no prédio. Comecei tem dois meses, mas eu sei da história daquele ali, bem lá no alto, à direita, o da folha pontuda - nesse momento o porteiro estava entre o portão e a calçada/passeio-público, apontando e falando -  O gato da dona Lúcia, não se sabe como, foi parar lá no alto da árvore e cadê do bichano dar conta de descer? Num teve jeito, teve que chamar o bombeiro. E aí a dona Lúcia foi logo pedindo pra ele salvar o gato e fazer a gentileza de aproveitar que ia subir lá nas alturas e levar um vasinho para amarrar bem no alto, antes de descer com o gato. E num é que o bombeiro pendurou a planta e desceu com o gato?!

Saiu de lá com sua primeira história e a recomendação de voltar à noite e tentar falar com o Seu Euclídes, que era um dos moradores mais antigos e certamente deveria guardar na memória várias histórias.

Aproveitou que estava a uma quadra da praia, deu uma caminhada na orla enquanto pensava na história do gato e da dona Lúcia e o bombeiro. Estava animado com seu emprego!

Voltou à noite, porém seu Euclídes estava indisposto e só foi recebê-lo mais para o final da semana. Conversaram tanto que nem viram a hora passar e assim a lua já estava alta e Seu Euclídes sugeriu que ele viesse no domingo pela manhã, à luz do dia, assim poderia ver, fotografar e anotar.

 - Aquela lá, conta um, dois, três, lá do alto para baixo. Dá um zoom aí no celular, essa, essa mesmo. Lembro como se fosse hoje: ele tão jovem e forte, carregando a noiva em seus braços, de vestido branco e tudo, começando a vida aqui. No primeiro aniversário de casamento deles trouxe um vasinho para colocar ali, disse que daria flor todo ano, no mês em que eles casaram. Depois, cada vez que descobriam que a mulher estava grávida, pendurava outra flor. Foram quatro!
Se mudaram, mas muito tempo depois vieram me fazer uma visita e trouxeram dois vasos - seriam avós em pouco tempo e de gêmeos! Pediram que eu pendurasse. Cuidei das plantinhas até que um pintor apareceu ali no prédio vizinho e eu pedi a escada dele emprestada e eu mesmo amarrei bem lá no alto, pertinho daquela flor do casamento e agora a dos netinhos que estavam para nascer!

Dona Leontina, vendo os dois conversarem apontando para  a árvore, se aproximou e logo estava convidando o moço para contar as histórias que ela sabia.

 - Meu marido era um amante das plantas. Nosso apartamento parecia uma selva. Era folhagem, flor, bonsai e quando ele morreu... ah, como foi difícil quando ele morreu. Olhar para cada planta, ter que regar aqueles vasos todos, aquilo me despedaçava, sabe moço? Fui tirando uma a uma. Pedi pro zelador me ajudar. Muitas ele levou lá pra chácara da sogra dele e as mais miudinhas, ele me pediu se podia pendurar ali na árvore e eu disse que sim. Sabe moço, doía olhar para as plantas que meu marido cuidava com tanto zelo, só que ele era assim, amava o verde, então aos poucos eu fui sentindo meu coração se tranquilizar e pedi pro zelador pendurar mais de vinte vasinhos, aqui desse lado que dá para a janela do quarto que era nosso. Toda manhã eu abro a janela e vejo um pouquinho do meu marido ali naquelas folhinhas que ele tanto amava!

 - Tá vendo aquela orquídea? A amarela? Isso aí foi briga de namorado, das feias. Eu tava aqui fazendo meu trabalho na portaria e só vi quando a coitada da orquídea voou e foi para lá do outro lado da rua. Fui bem de mansinho lá, peguei a coitada, deixei lá atrás escondido e fui cuidando dela. O pessoal se mudou daqui, a orquídea se recuperou e deu umas quatro flor de uma vez. Uma belezura assim merece que muita gente possa ver. Pendurei ela aí e sabe que tem turista que para pra fotografar, tem homem de terno e gravata que fica aí apreciando antes de ir pro trabalho, tem senhora que traz adubo e pede pra eu colocar.

Entre chuvas, abelhas, joaninhas, passarinhos, momentos felizes, brigas de casal, morte, vida, bebês nascendo, assim aquela árvore, numa rua do Rio de Janeiro, carregava a sua própria história e tantas outras. O emprego do moço ainda durou muitos meses até que foi inaugurada uma exposição com fotografias de cada vaso, de cada planta ali colocada na árvore, acompanhada de textos. Moradores e porteiros orgulhosos das histórias que ajudaram a contar!




quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

Da dor à ternura

 


Saber da importância dos livros, dos benefícios da leitura, a gente sabe, e é incrível quando nos deparamos com esses efeitos positivos de uma maneira tão concreta, tão real na vida das pessoas.
O livro Afetos Colaterais me trouxe isso com tanta ternura que não poderia deixar de trazer essa partilha aqui para o blog!

Bettina Bopp, a autora do livro, narra o tempo final vivido com sua mãe. Uma mãe que encontrou em seu caminho uma doença neurodegenerativa que afetou a sua memória ( não era Alzheimer e sim um dos efeitos do Parkinson ).

" Não era a mãe que eu conheci, mas também não era a mãe que me afastou. Era uma terceira mãe. Mãe-poeta. E eu gostei. "

Assim que a mãe de Betina começou a mostrar os primeiros sinais de uma memória confusa, a reação da filha, de quem ama e quer o melhor, foi corrigir, trazer a pessoa para a realidade. Difícil ver quem você ama nessa névoa que vai se tornando uma constante, um novo jeito de viver.

Não demorou muito para que a filha deixasse de tentar "consertar" aquela memória enevoada e passasse a ver poesia nas frases um tanto desconexas da mãe.

Bettina escreveu assim:

" Minha mãe parecia ter uma lente de aumento para as sutilezas diárias da vida.
Não parecia delírio, alucinação ou doença.
Não era demência. Era poesia.
Era tão, tão bonito. Talvez porque eu fosse sua filha. Talvez porque assim ela voltava a ser minha mãe. "

Em algum momento, a filha se deu conta da semelhança das frases da mãe com a poesia de Manoel de Barros e passou a anotá-las, o que posteriormente deu surgimento a esse livro.

" - Por que você está se benzendo mãe?
  - Olha quanta  Nossa Senhora aqui na praia! Que lindas! Por que será que elas estão na areia? "


A fala se deu quando a mãe viu vários guarda-sóis brancos enfileirados.

Acredito que só foi possível para a autora enxergar poesia em sua mãe porque a poesia estava nela. Ela havia feito leituras, os livros de poesia ajudaram-na a enxergar poesia nos dias difíceis com sua mãe. Mesmo sendo uma situação triste, ao anotar e escrever crônicas sobre as falas cheias de delírio da mãe, um pouco de leveza surgia como uma brisa suave.


Para mim esse foi um exemplo muito concreto de que a dor e o sofrimento podem ser atravessados com a seiva que extraímos de nossas leituras.

Trazer um olhar poético para os períodos em que a vida se faz tão áspera, chega mesmo a ser uma virtude.

Eu "encontrei" a Bettina ao ouvir um podcast onde ela fala de como enfrentou os 15 anos de coma de seu irmão e escreveu um livro para ele - Para quando você acordar: Crônicas de saudade e espera - e nesse mesmo tempo difícil o adoecimento de sua mãe. Uma bonita lição vinda de livros e pessoas.



segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Livros de ouvir

 Tenho um amigo que diz que, se a gente topar, esbarrar, encontrar, cruzar com alguma coisa, ou alguém, por três vezes seguidas, num curto espaço de tempo... Ah! Aí tem coisa! Ele passa a olhar com carinho essa "misteriosa" sequência de coincidências, sincronicidades.

Depois que eu ouvi essa declaração dele - meu amigo, por exemplo, escolhe suas leituras exatamente dessa forma: deu de cara por três vezes com um livro, pronto, tem que ler - eu passei a ficar atenta se isso me aconteceria. E não é que aconteceu?!

A primeira vez, quase passou despercebido. Eu estava pesquisando um livro, saber o preço, quantas páginas tinha, a editora, e foi quando me deparei com a palavra " audiolivro" ao lado de "capa comum".

Num segundo momento, eu estava lendo um livro e o narrador descrevia que estava num enorme congestionamento com o filho, que levaria em torno de umas 5 horas para chegar ao destino e assim resolveu colocar um audiolivro para ouvir com a criança. Nessa segunda vez, eu exclamei um "nossa!" de novo o tal do audiolivro.

A terceira vez, foi incrível. Uma matéria inteirinha sobre audiolivros!

A configuração estava formada - três vezes num curto espaço de tempo. Resolvi olhar melhor para isso e assim trago esse assunto aqui para o blog.

A primeira vez que eu soube dos livros de ouvir ocorreu quando fui na inauguração de uma biblioteca que trazia muitas novidades, tecnologias, interatividade e ali estava - poltronas confortáveis e grandes fones de ouvido, porém o uso era restrito a pessoas com deficiência visual.

Então me lembrei que eu já tinha conhecido o audiolivro na minha mais tenra infância! E sei que algumas pessoas aqui também conheceram a coleção "Disquinho".

Eu tinha apenas um: Os três porquinhos.

Uma época em que os vendedores batiam de porta em porta para oferecer o pequeno livro ilustrado acompanhado de um disco, um LP pequeno. E ali diante da também pequenina vitrola, uma portátil, eu ouvia entre o chiado da agulha, o coração acelerado de medo, a parte final - o urro do lobo mal que caía numa banheira de água fervente e saía correndo.

Pelo que li, entre os anos 80 e 90, houve tentativa de alavancar o formato dos livros em áudios, porém sem sucesso.

Agora entretanto, eles prometem vir com muita força! Muito disso tem a ver com o sucesso dos podcasts, os grandes deslocamentos nas cidades, a facilidade de ouvir pelo celular em qualquer lugar, o envelhecimento da população.

E para alavancar as vendas desse formato de leitura, as editoras estão apostando alto. Muitas montaram seus estúdios para gravação, outras contratam atores para ler o livro - há uma preferência pelo pessoal do teatro pois eles têm uma leitura mais enfática, pausada, respirada. Há autores dando voz à própria obra.

O ator Marcos Palmeira emprestou sua voz para Dom Casmurro; Aline Bei, escritora, narra suas próprias obras.

Embora eu tenha me deparado por três vezes com essa novidade repaginada das novelas acompanhadas pelo rádio, eu ainda não comprei nenhum audiolivro.

Estão surgindo várias plataformas oferencendo, como acontece com os filmes, você paga uma mensalidade e tem acesso a vários títulos, ou pode mesmo comprá-los individualmente.

UBook, Tocalivros, Storytel, Skeelo e Audible são algumas dessas plataformas que estão oferecendo catálogo em áudio.


Já teve até prêmio Grammy de melhor audiobook e foi para Viola Davis narrando sua própria biografia  "Em busca de mim".

Meu marido está com muita vontade de adquirir um livro de ouvir. Ele está pensando num dia frio e chuvoso para passar uma tarde inteira ouvindo um bom livro.

Estou com vontade de experimentar mas ainda não formei opinião sobre o " novo " formato. Será melhor para degustar com a entonação de uma voz aveludada? Vai pegar e se tornar a nova febre da moda? Vai ter gente ouvindo o áudio em velocidade aumentada para ir mais rápido?

Se eu ou marido passarmos pela experiência de ouvir um livro, venho aqui contar.

Mas enquanto não experimento a novidade, me conte você: já passou pela experiência de comprar um livro de ouvir? Já assinou alguma plataforma e está ouvindo vários livros em tardes abafadas e calorentas?!

Quem aí se animou com a "novidade"?




quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Buscar o encantamento

 



Lua Nova

Um pedaço de céu muitas vezes se faz de pedaços de nuvens amigas, de vento favorável, de estrelas que nos acompanham pelo caminho; de uma luz que não nos deixa perder o rumo, mesmo quando a noite lá dentro é mais escura do que pretendíamos.
É que as vezes é lua nova.
Está lá, mas a gente não vê...

Miryan Lucy Rezende

Logo nas primeiras horas da manhã, o céu mostrou-se exuberante.
Meus olhos, minhas pálpebras, logo nas primeiras horas da manhã estavam exaustos, cansados, pesados e tristes.
Uma noite mal dormida; pessimamente dormida. Mais uma noite de um calor demasiado, quase insuportável.
Já morei em casa de "telha eternit" e sei que o abafado pode ser muito pior. E quantas pessoas habitam lugares minúsculos, apertados, cheias de pessoas num mesmo cômodo. O incômodo do calor que desacomodou muitos olhos, muitas pálpebras... não apenas os meus.

Um amigo logo cedo também mostrou suas pálpebras mal dormidas. Mas as pálpebras dele estavam desacomodadas pela chuva que açoitou seu sono com ventos, galhos de árvores e muita água. Uma madrugada de angústia.

Há também aqueles olhos, lá distantes de mim que acordaram exauridos pela seca dos rios, da terra, da ausência de chuva.

Não há mais como negar, a crise climática está diante de nossos olhos.
Mas não podemos deixar de enxergar a beleza do céu, das nuvens, da natureza. Precisamos seguir nos encantando.
Por isso escolhi a poesia da Miryan, para que a gente não se perca na escuridão dos dias e noites difíceis.
Volta ali em cima e leia novamente! Para os dias difíceis, a beleza nutre nossa esperança 💙