segunda-feira, 20 de abril de 2026

No mosteiro

 Saímos lá do Santuário da Sagrada Face, em Roseira e fomos rumo à Aparecida do Norte para deixarmos o carro. De lá, fomos para Campos do Jordão, de onde na manhã seguinte iniciaríamos a caminhada.

O "mundo peregrino" fala que ficar hospedado no mosteiro é uma experiência ímpar.

E foi mesmo!





O lugar é belíssimo - Mosteiro de São João das monjas beneditinas.





Chegamos no meio da tarde e apreciamos muito o lugar, o silêncio, a beleza.



Participamos de um momento litúrgico com cantos gregorianos.





E depois fomos tomar sopa oferecida pelas monjas! Uma delícia!




Noite bem dormida para na manhã seguinte, iniciarmos os 50 quilômetros de caminhada ( que não era cinquenta nada, era mais! ).



Acordamos antes da cinco da manhã, tomamos o café e cada qual lava sua louça lá no mosteiro e fomos esperar o transporte que nos levaria até o ponto onde a caminhada se inicia.

Exatamente às 6:30 demos início a algo que nem de perto imaginaríamos que seria tão difícil!

Olhem a nossa carinha de felicidade, da mais pura ilusão!


Eu já dei a largada de joelheira para garantir!

Assim iniciamos. 6:30 da manhã de 17 de abril. Temperatura de 3 graus.

Frio nem dá tempo de sentir porque andando,  já esquenta!

E assim seguimos! 


o início

continua...

sábado, 18 de abril de 2026

Uma aventura

 Se você é de São Paulo, certamente já ouviu falar no Caminho da Fé.

Em outras localidades não sei dizer se as pessoas conhecem essa rota de peregrinação. Já quero te pedir que fale a respeito nos comentários. Aliás, quem já fez uma peregrinação a pé?!

Eu e marido acabamos de chegar de um trecho bem pequeno do Caminho da Fé - de Campos do Jordão ao Santuário Nacional em Aparecida, em torno de 59 km.

Já adianto que eu não consegui. Fiz 53 km e sucumbi com bolhas nos pés.

Foi uma baita aventura para nós!

Quer nos acompanhar através dos perrengues e fotografias?!

Então embarque nessa aventura!

Saímos no nosso carro, de São Paulo para Aparecida do Norte, com uma parada na cidade de Roseira porque lá tem um santuário que gosto de visitar por sua inspiradora história.

O Santuário da Sagrada Face:





É um lugar simples e muito agradável de estar. Porém, é a história que é fascinante.
Padre Januário no ano de 1959 recebeu um pedido por parte das freiras que pintasse um tecido com a Sagrada Face de Cristo para uma procissão.

"Este [ o padre ] não sendo possuidor de dotes artísticos para a pintura, não teve bom êxito na execução do trabalho que realizara".

Acho que eu também por ser totalmente desprovida de talento para a pintura e desenho, aprecio demais essa história!

Padre Januário pintou o tecido fornecido pelas freiras com o próprio dedo.

Para surpresa de todos, quando tiraram o tecido da mesa onde foi feita a pintura, no verso havia surgido uma outra imagem, muito melhor que a do padre!






Saindo do mosteiro, duas senhoras pararam meu marido e lhe pediram se ele poderia deixá-las na rodoviária de Roseira.

Muito astuto, marido disse que não conhecia nada por lá e que estava indo para Aparecida.

" Nossa que coincidência! Nós estamos indo justamente para lá. Estamos hospedadas em Aparecida. Melhor ainda vamos com o senhor!"

Nossos apetrechos da caminhada tudo espalhado no banco de trás, teve que ser removido às pressas e assim levamos as senhoras, ao som de preces para os motoristas.

Foi animado e inusitado.
E ainda nem começamos a caminhar...

Aguardem a continuação!




sexta-feira, 10 de abril de 2026

Encantos

 


"Não podemos encantar o mundo, que faz sua própria magia; mas podemos nos encantar prestando profunda atenção"
- Diane Ackerman


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Visitas

 Uma tristeza visitou minha filha. E se hospedou por lá.

Fiz minha mala e me pus na estrada para visitar a filha e a tristeza.

Fiquei o tempo de precisar cortar por três vezes as unhas e ainda assim, tristeza, essa visita incômoda, não fez sua mala para partir, tampouco se preocupou com suas unhas.

Mas, tristeza começou a dar suas escapadelas - sumia por uma tarde inteira, ficava uns dias sem mostrar-se, começou a ficar sentada na janela, olhando a menina lá de fora.

Fiz o que pude - vassoura atrás da porta, cafuné nos cabelos cheirosos da filha, frango cozido e desfiado no freezer,  azulejos do banheiro esfregados, roupa passada, terço, missa, prosa, café, profissionais de saúde.

A vida, a gente já sabe, tem por vezes essas visitas indesejáveis; momentos difíceis existem e surgem. Cuidar, acolher, dar espaço para esses sentimentos , e tentar não deixar que fiquem tempo demasiado.

A minha menina já está de malas feitas para vir estar conosco nesta Páscoa, momento de amor, união e esperança.

Aproveito para desejar uma Feliz Páscoa, com toda a sua grandeza de significado 💜


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Dias de roça

 Já voltamos da roça mineira, mas gostaria de mostrar a vocês um pouquinho dos nossos dias por lá!

Antes de pegarmos a estrada, marido passou no trabalho e depois seguimos por umas seis horas.


Paramos para um café, depois mercado, depois almoço, depois nos perdemos porque a estrada que era de terra, e eu acredito que mineiro conhece cada riba, cada árvore, cada curva, e a estrada foi asfaltada e ficou reta! Pergunta pro tratorista, pra motorista do caminhão e assim chegamos na casa do primeiro irmão de meu marido a ser visitado!

Tonho dos Coqueiros.

Sempre quis saber se havia uma plantação de coqueiros por lá, mas não. O nome da localidade é Coqueiros 🌴.




Maria e Tonho dos Coqueiros, eu e marido!

Foi uma chegada surpresa e eles ficaram tão felizes assim como nós! Teve café, queijo, bolo e muita prosa. Saímos de lá uma fruta pitaya, da roxa. Que eu fiquei tão encantada com a cor e a vontade de comer foi tanta, que não fotografei!


A delicadeza, o cuidado das coisinhas da Maria!

Festa? E bota gente festeira o Tonho com a Maria! Já estamos convidados para a festa do Divino. Tomara dê certo de irmos!

Saindo de lá, fomos para a casa onde ficamos. Nossa janela:





A alegria foi tanta que eu me esqueci de tirar fotos com quem nos recebeu. Fica para a próxima!

Descarregamos o carro, calçamos botinas e saímos em busca de mais irmãos do meu marido!

Estava lá no meio da roça, na lida!


A alegria do encontro! Silvano e marido. Eu, que não tenho irmãos, admiro muito a união, o companheirismo deles!

Dali já seguimos para a casa de outra irmã, a Dalva, que é bem pertinho, cortando caminho pelo milharal.



Dalva e marido

Pelo caminho, flor do quiabo, que eu nunca tinha visto.


Tem trabalho pesado também, andança pelo cafezal que está carregadinho, tem cachorro que nos acompanha pra todo lado e se refresca dentro da represa ( e eu desesperada, achando que ele não conseguiria sair... )






E tem mais irmãs para visitar! Seguimos para a Maria de Lurdes, a Maúde, que nos recebeu com queijo, doce de abóbora, galo passando pelo telhado e pitaya!




olha lá na janela o galo!



A pitaya da Maúde é da branca. Delícia também!

Dorme, acorda, e tem mais uma irmã para visitar! A Rita!


A caçula da meninas com o caçula dos rapazes!


Outro irmão, Rodamê.

De volta à casa da Dalva! Prosa, café, biscoitos










Encerro com um céu noturno coalhado de estrelas!



Depois de tanta comilança, hora de dieta e muita caminhada!
Um beijo!

ana paula