Estávamos, eu e marido, encostados em um balcão de padaria e a presença do açucareiro ali à nossa frente, trouxe um doce recordar vivido por ele na infância.
Não havia açúcar refinado, branquinho na fazenda. O adoçar era tarefa da rapadura.
Até que um dia, os doze filhos de Antônio e Sebastiana se deparam na cozinha com um saco de cinco quilos de açúcar União.
Dentro daquele pardo papel,o açúcar era ainda mais alvo.
A princípio veio a admiração: minúsculos pedacinhos perante a rapadura grande, escura e também não tão abundante.
Em dose homeopática, uma pitada na boca de cada um.
Marido disse que era algo indescritível aquela novidade.
Mas aquela alegria não durou muito.
O alvo açúcar dentro de um saco pardo de papel grosso e costura reforçada começou a ser alvo daquelas mãozinhas que aos punhadinhos fizeram Tiana estranhar o rápido esvaziamento de tal preciosidade.
E não durou o saco de açúcar até o mês seguinte na ida à venda, à cavalo.
A mãe, Tiana, precisou pensar rápido. Guardar no alto afastaria os menores, os já grandinhos bem poderiam subir em cadeiras; ficar de sentinela e espantar cada mãozinha com seu punhadinho de açúcar bem fechadinho ali entre os dedos, tomaria muito tempo e eles eram sorrateiros e havia tantos outros afazeres.
Não teve dúvida a matriarca, misturou pó de café no açúcar.
Acabou a disneylândia bucólica!
Nenhuma mãozinha ousou colocar um punhadinho da mistura na boca.
Ou se algum deles o fez, não revelou até hoje o que sucedeu!
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domingo, 3 de maio de 2015
terça-feira, 14 de maio de 2013
A morada da Tiana
Esta é a casa da Tiana. E é neste terreiro que colocam o café para secar.
Logo cedinho, o leite está na porta:
O almoço é servido pontualmente às 11h:
Tem pomar frondoso:
De qualquer janela, de qualquer lado da casa os olhos são inundados de verde.
A horta:
Tem pomar frondoso:
E o por do sol é um convite ao descanso.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Celebrações
Neste final de semana, estivemos em Minas Gerais para celebrar com a Tiana sua volta a andar!
Tiana caiu, quebrou a perna em três lugares, fez cirurgia, colocou placa e o ortopedista achou que ela não iria mais andar.
Foram três meses na cama. Mas, tem história neste acontecimento.
Depois que veio para casa após a cirurgia, uma cuidadora ficou ( ainda fica ) com ela dia e noite. Foi ela que recebeu todas as orientações do médico sobre como mexer com a Tiana, a maneira correta de pegá-la para que a tal placa não se deslocasse.
Magda, muito prestativa seguia ao pé da letra todos os cuidados. No segundo mês da Tiana acamada e se recuperando muito bem, voltou ao médico e fez uma radiografia que mostrou que a placa havia entortado.
A cuidadora só fazia chorar. "Mas eu faço tudo direitinho, como pode ter entortado?" - falava aos prantos.
Certo dia, quando meu marido ligou para falar com a Tiana, ela estava sozinha em casa e mandou: "Filho, não conta pra ninguém, mas eu já estou andando. Só que tenho que fazer de rogada porque o médico quer que eu fique na cama mais um mês".
Pronto. Ali estava a explicação para a placa ter entortado!
Marido sempre afirmou que essa mulher surpreenderia a todos voltando a andar.
Está com a ajuda de um andador e já faz planos: está economizando dinheiro porque quer vir para São Paulo se consultar com um oculista. Precisa de um bom óculos para enxergar melhor!
E tinha outra comemoração por lá : 70 anos de casamento.
70 anos? Espera aí...
No ano passado eu fiz uma postagem de comemoração aos 70 anos de casados. Está aqui. De novo?
Sendo assim vou ter que comemorar novamente meus 500 meses de vida!
Chama a filha mais velha que nasceu um ano depois do casório. E ela não sabia se tinha 69 ou 70.
Na dúvida, comemora-se novamente!
Ah! Eles podem né?!
Tiana caiu, quebrou a perna em três lugares, fez cirurgia, colocou placa e o ortopedista achou que ela não iria mais andar.
Foram três meses na cama. Mas, tem história neste acontecimento.
Magda, muito prestativa seguia ao pé da letra todos os cuidados. No segundo mês da Tiana acamada e se recuperando muito bem, voltou ao médico e fez uma radiografia que mostrou que a placa havia entortado.
A cuidadora só fazia chorar. "Mas eu faço tudo direitinho, como pode ter entortado?" - falava aos prantos.
Certo dia, quando meu marido ligou para falar com a Tiana, ela estava sozinha em casa e mandou: "Filho, não conta pra ninguém, mas eu já estou andando. Só que tenho que fazer de rogada porque o médico quer que eu fique na cama mais um mês".
Pronto. Ali estava a explicação para a placa ter entortado!
Marido sempre afirmou que essa mulher surpreenderia a todos voltando a andar.
Está com a ajuda de um andador e já faz planos: está economizando dinheiro porque quer vir para São Paulo se consultar com um oculista. Precisa de um bom óculos para enxergar melhor!
E tinha outra comemoração por lá : 70 anos de casamento.
70 anos? Espera aí...
No ano passado eu fiz uma postagem de comemoração aos 70 anos de casados. Está aqui. De novo?
Sendo assim vou ter que comemorar novamente meus 500 meses de vida!
Chama a filha mais velha que nasceu um ano depois do casório. E ela não sabia se tinha 69 ou 70.
Na dúvida, comemora-se novamente!
Ah! Eles podem né?!
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