Neste mesmo dia, eu havia assistido a uma matéria bem curtinha que falava sobre os lançamentos de brinquedos para este ano.
O entrevistado dizia algo assim: "atendendo aos pedidos das crianças, esse ano teremos vários brinquedos que se conectam aos smartphones e tornam a brincadeira ainda mais divertida".
Mostrou-se então algum pequeno boneco que se movimentava através de comandos saídos da tela do celular.
Quando encontrei essa fotografia, imediatamente lembrei da matéria.
Tecnologia digital é maravilhosa; eu já não conseguiria viver sem.
Mas, questiono se as crianças querem mesmo um brinquedo movido à celular. E que triste se for esse mesmo o querer delas.
Demorei o olhar na foto. Meu filho tinha de quatro para cinco anos. E nesses momentos de brincar, lembro que ele só pedia a minha ajuda para amarrar o Chico Bento ao seu corpo com a faixa da roupa de judô que ele nunca quis fazer.
As outras amarrações eram por conta dele. Não é possível ver, mas atrás do triciclo vinha amarrado meu cesto de roupas com algumas ferramentas de plástico que ele e o Chico Bento usariam para trabalhar "de construir trens".
Um balde amarelo de praia, uma pequena mochila.
Passava uma tarde inteira assim, ele e o Chico, falando, falando, indo de um lado para outro, construindo, consertando.
Brincar é uma das coisas mais simples, não precisa de sofisticação. A imaginação se encarrega de transformar, de criar.
E porque vi no instagram de uma amiga, um brinquedo artesanal, trouxe também o meu para mostrar aqui!