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domingo, 9 de abril de 2017

Composição, produção de texto, redação

Ou,
Estão destruindo a criatividade de nossas crianças

Faz tempo que quero abordar esse assunto. Precisamente, dois anos.
Mas eu não encontrava um fio condutor, parecia-me inconsistente escrever sobre redações escolares, podia mesmo ser coisa da minha cabeça apenas...
Porém, semana passada, chegou-me a linha que faltava para eu costurar todas as ideias que foram ficando aos pedaços por aí.


Foto da folha de uma das redações que meu filho fez no último mês.
Transcreverei mais abaixo o comentário do corretor.
Antes disso, quero convidá-los a voltar aos bancos de escola. Muitos ( os como eu, mais antiguinhos! ) se lembrarão!

Composição foi o primeiro nome que eu tive contato para indicar a escrita de um texto.
E já no segundo ano primário, tínhamos vocabulário suficiente para produzir um texto curto e bom.
A lembrança que tenho dessa época foi uma composição nota cem que eu fiz já no final desse segundo ano escolar e foi escolhida para ser lida em voz alta para toda a sala.
Minha nota cem provocou risos e ao final da leitura, aplausos entusiasmados.
Acho que percebi a professora, tia Eliana ( sim, podíamos chamá-la assim ) orgulhosa.
Escrevi sobre circo. Das vagas lembranças do texto propriamente dito, a definição de um dos palhaços, magro feito uma lâmina de gillete ( meu pai era barbeiro e eu conhecia bem o fio da navalha! ) que parecia uma folha de papel quando estava de lado e o outro para contrastar, era gordo ( adorava assistir em preto e branco com papai O Gordo e o Magro ).

Nos bancos escolares daquela época, a coisa era relativamente simples no que se referia à composição, que depois teve por sinômino, produção de texto, mais para frente, redação.
Começo, meio e fim; a questão de parágrafos bem distribuídos, ideias coerentes, ortografia, pontuação. Tudo isso embasado em muita criatividade e para isso, no decorrer dos anos, várias técnicas foram-nos ensinadas. Recordo-me da chuva de ideias: anotar num rascunho todas as palavras que nos vinham ao pensar no título do texto. 

Aprendi a gostar de produzir textos na escola; era um desafio agradável.

Voltemos agora para a folha de redação de meu filho.
O que o corretor comentou, transcrevo a seguir:

Bernardo,

O uso impreciso de vocábulos e a incoerência de ideias no interior de alguns parágrafos comprometeram a fluidez do texto e a exposição das ideias.
Aplicar, sugerir uma intervenção para a resolução da problemática ( final do último parágrafo ) não é necessário para as redações dessa prova de vestibular.

Por gostar das redações, sempre que possível dou uma espiada nos textos dos meus filhos e claro, adoro palpitar!
Mas comecei a ser repreendida em meus palpites, principalmente pelo mais velho - "mãe, esse tipo de colocação não cabe para este texto; mãe, você não pode escrever isso nessa redação aqui."

Fui percebendo, entre repreensões, sugestões e explicações, que agora, especificamente no ensino médio, há um padrão politicamente correto que deve ser cumprido.

Para este tipo de vestibular, cite a revista Carta Capital; neste, Veja. Aqui seja neutro. Acolá proponha uma intervenção. Jamais vá contra o Governo naquela ali.

E dessa forma, assim que recebem um tema, precisam pensar primeiramente a que instituição se destina e moldar todas as ideias para que sejam encaixotadas ali.
Até o ano passado meu filho era bom nisso. Nesse ano ele e "caixa" não estão se encaixando.

Penso em todos os livros que lemos juntos, que leu sozinho. Todas as contações de histórias em parques, livrarias. Todas as peças de teatro infantil que os levei, as bibliotecas que frequentamos e sabe com que sensação fico? De que foi tudo em vão. Toda aquela criatividade, imaginação despertada pela leitura, pela cultura agora não serve de nada. É preciso acertar, devolver exatamente o que já é esperado.

Só eu que tenho essa sensação?
Quem mais já passou pelas redações atuais e sentiu isso?
Quem, com um adolescente em casa teve essa percepção?

Eu gostaria de estar vendo chifre em cabeça de cavalo...

Agora meu pedido de desculpas: nada foi em vão. Nenhuma leitura infantil, teatro, biblioteca.
Parabéns aos educadores, aos blogs de literatura infantil nos quais eu tanto me inspirei e me inspiro.
Paula Belmino, Jaci Pandora, Gato de Sofá, só para citar alguns.

Querem nos encaixotar, mas é a literatura, a imaginação solta, que nos faz voar.

Deixo uma animação, um vídeo de 8 minutos que bem exemplifica e também nos traz um sopro de ânimo.



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Dia Mundial da Fotografia


Dia 19 de agosto comemorou-se o Dia Mundial da Fotografia.
E foi um dia bastante celebrado, seja com exposições, selfies, debates, reflexões.
Vivemos na era da imagem. De certa forma, somos todos fotógrafos, o que é muito bom!
Mas será que basta fotografar?

Você sabe, faz ideia, de quantas fotos são tiradas no mundo por dia?
Em dois dias o número de fotos tiradas ultrapassa a população do planeta Terra.
Em dois dias são 8 bilhões de fotografias.
4 bilhões de fotos diárias.

"Nunca se fotografou tanto. Nunca se viu tão pouco" ( Simonetta Persichetti )

É indiscutível o ganho que tivemos com a fotografia digital. Os mais jovens talvez não façam ideia do quão difícil foram os tempos analógicos na fotografia. Desde os custos com filme, revelação até o mais comum deles que era o pouco aproveitamento das fotos. Quantas tremidas, de olhos fechados, vermelhos ou as que não alcançavam o momento exato.
A câmera digital trouxe facilidades, mas também nos levou a exageros, a um turbilhão de imagens.

Numa outra reflexão que não relacionada ao dada fotografia, o prof. Leandro Karnal diz o seguinte:

"Alfabetizamos para a leitura dos textos e raramente educamos para a leitura de imagens. Vivemos imersos num mundo visual e não nos adaptamos a isto.
O desafio do olhar é intenso e o jovem quase nunca tem habilidade e repertório para julgar esse mundo de fotos e desenhos que flui pela rede. Somos quase todos analfabetos visuais"

O prof. Karnal sugere maior ênfase para as artes plásticas e visitas a museus; tudo para educar o olhar.

Um outro fotógrafo sugeriu no dia da fotografia que as pessoas se reunissem para olhar álbuns de fotografia.

E você, o que acha da fotografia atual? Estamos fotografando demais? Qual o significado que você dá para suas fotos? Estamos gerando memórias ou algo vazio?
O que você sugere para "olharmos" melhor?

E se você ajeitar aí na sua agenda um tempo de 27 minutos, deixo a sugestão do excelente programa JC Debate sobre o assunto.

Sorria, diga xis, click, click!


terça-feira, 23 de junho de 2015

Cultivar a felicidade

Semana passada, a Dra Cristiane postou em seu blog a indicação de um documentário sobre a felicidade.
Happy é o título. Já tinha ouvido falar muito bem dele, lembro-me de querer assistí-lo e nem o porquê, mas perdi.
Então depois de ler a postagem, algo me inspirou a querer vê-lo e o fiz nesse final de semana.
Incrível!
A felicidade muito além dos nossos tão aclamados momentos felizes. A felicidade cultivada exatamente como faz um agricultor: lavra, fertiliza, irriga, planta as sementes, cuida, tira as ervas daninhas e faz a colheita.
Através de histórias individuais, algumas coletivas vamos percebendo a felicidade no simples, na maneira de olhar para a vida.
É possível compreender perfeitamente o conceito de Felicidade Interna Bruta criado lá no Butão que nos chegou aqui através de noticiários com um tom de piada, de utopia. E é algo que devia estar,a começar na nossa Amazônia sendo preservada...
Há toda uma base científica agora com os estudos da neurociência, da psicologia da felicidade muito interessante.
Os problemas, os desafios não deixarão de existir, mas é possível ser feliz mesmo com eles.
Deixo o link do filme. Se quiser assistir, primeiro agende no seu interior, depois salve o link, copie, cole no teu e-mail, enfim, você terá em uma hora e quinze minutos um enorme aprendizado!

Happy - aqui.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Papa Francisco e as mudanças climáticas

Seja você, eu, católico ou não, tenhamos uma religião ou nenhuma, é inegável a influência do Papa Francisco no mundo.
Quinta-feira, dia 18, será lançada oficialmente a carta, a nova encíclica do Papa Francisco; só que a carta já vazou e  seu conteúdo trará uma tentativa ambiciosa de unir ambientalismo e fé cristã.
O pontífice condena a inação internacional diante da mudança climática e argumenta que a humanidade não tem direito de destruir outros seres vivos.
Não cabe à Igreja tomar partido, mas sim fomentar o diálogo, é o pensamento do Papa.
( Observatório do Clima )

Inegável também que as mudanças climáticas se acentuaram em nosso país. Se antes apenas o Nordeste sofria com a seca, ela chegou ao Sul e Sudeste, secou represas, reservatórios, afetou a agricultura, pecuária, e impôs novos hábitos de consumo à população.
Em outros continentes, populações inteiras são expulsas de seu território por conta dessas mudanças.
Oxalá o Papa Francisco consiga, nessa ambiciosa carta, fomentar o diálogo e induzir as mudanças necessárias para a preservação da vida no planeta.

Um vídeo, lançado por uma organização internacional, mostra o Papa como um super-herói nessa batalha.
Eu adorei o vídeo. Pode ser que muitos não gostem de vê-lo retratado dessa maneira caricata e super humorada.
#papapeloplaneta

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O Pequeno Príncipe

imagem youtube

Foi ainda criança que eu ganhei o livro O Pequeno Príncipe de aniversário e não gostei.
A pessoa que me presenteou, exaltou o livro com entusiasmo e eu me senti triste por não conseguir ultrapassar as primeiras páginas.
Fiz algum esforço, mas não conseguia compreender. Parei.
E foram os anos que se encarregaram de me fazer abrir o mesmo livro, embora com as bordas amareladas e me encantar com ele!
Li, depois de um tempo reli. Li novamente para os meus filhos, um pouquinho a cada noite e depois choramos juntos com o filme numa tarde de férias.
A exposição foi marcante; tão bem feita que nos transportava. Lamento apenas não ter feito fotos de todas as capas mundo afora.




Agora, na nova adaptação para o cinema, que tem estreia prevista por aqui para 08 de outubro, um velhinho com alma de criança conta à sua nova amiga, uma garotinha que sofre as pressões do mundo adulto, a história de quando conheceu o menino vindo de outro planeta. A animação se utiliza de várias técnicas e o trailer já mostra que o resultado é encantador.
Espia aqui e diz se já não dá vontade de assistir?!





Amazônia, o deserto

Hoje é o dia da Terra, data criada em 1970 para conscientizar as pessoas sobre os diversos problemas ambientais.
Ontem foi divulgado uma notícia desanimadora sobre o desmatamento na Amazônia que aumentou 214% de agosto do ano passado até março desse ano.
Um artista americano chamado Prince Ea está fazendo sucesso na internet com um discurso comovente em que pede desculpas às gerações futuras pela destruição da natureza.
Vídeo de cinco minutos.


Espero que possamos um dia comemorar, desejar Feliz Dia da Terra, virar feriado e tradição fazer picnic em amplas áreas verdes com direito a toalha xadrez e convite aleatório - sente conosco, vamos celebrar nosso lindo planeta. Espero.


domingo, 22 de março de 2015

Planeta Água

Hoje, Dia Mundial da Água, mais do que nunca deixa de ser apenas uma data, afinal a crise da água está afetando a todos, é um dia de reflexão, conscientização.

E quero neste dia fazer um convite para a Hora do Planeta.


No próximo sábado às 20h 30min, apague as luzes por uma hora.
É um movimento mundial pela preservação do nosso planeta. Um movimento que conscientiza, produz ideias, atitudes, exige mudanças dos governos.
Use a hashtag  #useseupoder.

Um vídeo curtinho:


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

O lar que habitaremos

Era ficção científica, imaginação fértil, como tantas outras coisas que hoje são realidade.
A maioria sensacional, útil. As grandes evoluções da tecnologia, não apenas de computadores, nas pesquisas, ciências. 
Mas há uma conquista que eu não gostaria que acontecesse. É difícil expressar que não  é desmerecimento do trabalho, do empenho.
Falo da conquista de outros planetas. Dos cientistas, astrônomos tão dedicados a isto. Não deve ser mal, errado. Há méritos e frutos em tantos anos de dedicação.
O problema nào está neles e sim em nós.
Assim como a internet revolucionou e nós é que muitas vezes damos destino incorreto ao uso dela, a possibilidade de conquista de outros planetas corre o mesmo risco.
Eu não gostaria que o ser humano tivesse a possibilidade de ir morar lá sei onde.
Destruímos dia a dia o nosso planeta Terra e seria diferente com os demais?
Sucateamos nosso ninho e agora poderíamos abandoná-lo e viver melhor?
Desculpem cientistas, mas não levem não gente, nós os humanos para lá.
A não ser que vire realidade a regeneração feita por nossas próprias mãos aqui, tornando isso aqui, nossa casa, nossa morada o que ela já foi antes, aí pode-se até pensar...

Muitas vezes desanimo, desanimo mesmo, acho que não vai ter jeito. E de repente me vejo acreditando novamente, mas acreditando que é aqui, os pés na terra que podemos fazer e revolucionar.

Ontem por uma sugestão virtual, cheguei a um vídeo que me disse muito, que me mostrou e reinaugurou esperanças.
É um vídeo de Sebastião Salgado ( 16 min ) e poderia ser um excelente relato sobre fotografia e um dos maiores fotógrafos do planeta. É mais, é além.
É possível sim, aqui mesmo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

52/52

Faltava uma foto para eu concluir o projeto que fiz durante o ano passado de uma foto por semana.
A foto de número 52 referente à ultima semana do ano e que fecharia o projeto, eu queria que fosse especial. Mas não sou fotógrafa! Nem tenho foto de lugares incríveis.
E com a mudança de cidade, também posterguei a postagem que deveria ter sido feita realmente na última semana de dezembro, mas isso resultou em algo que eu realmente queria!
A foto virá acompanhada de um vídeo. Esse sim é incrível, com uma mensagem para guardamos porque dias cinzentos são inevitáveis, porém podemos passar por eles.
São cinco minutos. Sei que parece muito tempo a perder quando se tem tantos outros blogs para interagir. Insisto mesmo assim.

Minha foto do Projeto 52 Semanas





terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vida saudável

É assustador o número de mortes que envolvem a busca pela vida saudável. Assustador e contraditório. Em busca de um corpo dentro dos padrões da magreza estabelecidos, das capas de revista,a gora não só femininas, mas também masculinas, faz um comum ser humano, desses que trabalham e fazem uma caminhada aos finais de semana se sentir a pior das espécies. É preciso passar três horas diárias nas academias que funcionam de segunda a segunda. Viagem? Não basta uma caminhada, uma corrida pela praia, é preciso que o hotel reservado tenha uma academia à disposição.
Qual o limite de uma vida saudável?

Com essa pergunta, quero descontrair apresentando uma cantora que faz um resgate à auto estima dos cheinhos! Não se trata de concordar com a obesidade, mas de não se sujeitar à ditadura da magreza.
O vídeo é este; bem divertido, dizendo que " sou um corpo tipo violão e não flauta; não visto 38 mas posso rebolar e não vou ser uma Barbie siliconada".


Aproveito a reflexão para apresentar um blog. A escritora, Evilanne, de um talento excepcional, conheci no instagram. Ela é apaixonada por artes e escrita. Mostra artistas e suas obras e semanalmente escreve um conto. Imperdível!
Passa lá no Leves Contos Breves e saboreie a escrita!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Feliz dia do Professor

Feliz? Que feliz? Aonde?
Não sejamos hipócritas: essa data tem muito pouco de feliz. Para que possa retomar a aura festiva, antes precisa ser uma data de reflexão.
Eu já fiz várias potagens aqui no blog, divertidas até, sobre as mudanças tão rápidas e repentinas de nossos tempos, por exemplo o uso de celulares e tablete em missas ( ver aqui ) ou mesmo sobre as lâmpadas que agora tocam música ( aqui ). Tudo mudando na velocidade de um tufão e o professor?
Não, a culpa não é do professor.
O professor é o herói, o vencedor de adversidades. Ele tenta, muitas vezes consegue, outras não, adaptar-se.
Tem de enfrentar a falta de coerência entre os poderes municipal, estadual, federal para a educação; tem que fazer uma faculdade absurdamente teórica e aprender a prática na prática; tem que lidar com as carências nutricionais, econômicas ou os excessos de recursos que muitas vezes se traduzem numa falta total de respeito e admiração pelo seu trabalho; tem que satisfazer as preocupações dos pais com o ENEM e os vestibulares e agora vem aí, ganhe quem ganhar as eleições, a escola de tempo integral.
E o que vai ter neste tempo integral? Nem os candidatos devem saber, depois de eleitos, pensam.
Acho que a maior crise que enfrentamos nem é na saúde, é na educação.
Que a escola precisa ser mudada, o professor já sabe, já sente, já faz o que pode. E todo o resto, governos, sociedade, pais?
Para muitas famílias ( ? ) a escola tem que fazer o papel que seria delas, ode dar valores.

Aos que exercem esse maravilhoso dom de ensinar, deixo a minha admiração e sonho de dias melhores.

Um vídeo para reflexão nestes tempos difíceis - 17 minutos.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

Para minha menina

Para minha menina que assistiu pela segunda vez ao filme "A culpa é das estrelas" e saiu com os olhos brilhantes do cinema, trilha sonora do filme!




terça-feira, 1 de julho de 2014

O fim anunciado

30 de setembro de 2014.
Essa é a data para o fim da rede social criada por Orkut Büyükkökten aqui no Brasil.
Lembro-me da primeira vez que ouvi "Você tem orkut?"
Eu não fazia ideia do que era. Não conseguia sequer imaginar. Achei o nome bonito, arredondado, mas na época eu estava comprando nosso primeiro computador de mesa e foi o moço que veio instalar todos os programas anti-vírus que fez para mim o tal orkut.
Só vim a saber hoje que a rede leva(va) o nome do seu criador. Jamais imaginaria que Orkut é nome próprio.
Em sabendo do fechamento, fui até lá e quanta surpresa!
Eu tinha 11 amigos no orkut e participava de 11 comunidades.
Aproveitei e resgatei um vídeo dos meus quatro publicados e trouxe também uma foto da época para combinar com o vídeo e disse adeus.
Foi um tempo bom. Eu era assídua a uma comunidade e a coisa funcionava assim: quando eu tinha alguma colocação ou pergunta, escrevia pela manhã e passava o dia tranquila, afinal a resposta só viria à noite, quando as pessoas voltariam para casa e ligariam seus PCs.
Poucos ousavam acessar do trabalho e celular naquela época era para fazer ligações. Era fácil acompanhar as atualizações. Claro que haviam os "noturnos" que ficavam até a madrugada, mas tudo bem; no dia seguinte rapidamente eu me atualizava.

Algumas curiosidades: a maior comunidade brasileira é "Eu amo minha mãe" com 4 milhões de orkuteiros. ( Confessa que você fez parte, vai! ). novos perfis não poderão ser criados e 6 milhões de pessoas usavam a rede mensalmente em 2013.

A foto que eu trouxe é de uma festa no bairro japonês aqui de São Paulo, a Liberdade.
E o vídeo, para não destoar é do maior aquário do Japão.

Se você tem mais do onze amigos e quatro vídeos e é muito apegado, não se preocupe: é possível transferir tudo para o google+. 





domingo, 22 de junho de 2014

Se beber não dirija

Infelizmente a mais nova versão do "se beber não dirija".
Vídeo ( menos de dois minutos ).


O uso do celular agora é a principal causa de morte ao volante.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Barulheira

O que pode ser mais barulhento?
Escolha uma das alternativas:

a) um filho que toca bateria

b) betoneiras estacionadas na sua porta

c) nenhuma das anteriores

Escolheu bateria? Errado.
Betoneiras? Sei, sei que eu mesma acabei influenciando muita gente com minhas fotos de betoneiras, mas, esta não é a alternativa correta.

Quem ficou com a última alternativa, acertou.
Nem uma betoneira é mais barulhenta do que isso!





segunda-feira, 21 de abril de 2014

Beijo de dedo


O quê? Você nunca beijou de dedo?
Não acredito!
O que você está esperando, hein?

Mas não pense que beijar de dedo é isso aí da foto acima.
Não, não.
Beijar de dedo é muito mais, atualmente.
Funciona mais ou menos assim: quando vocês dois, cada um com seu celular, encostam o dedo no mesmo lugar na tela, no mesmo momento, isso faz o aparelho tremer; isso é um beijo de dedo!

É o melhor tipo de namoro para adolescentes! Sem risco de nada.
Quer ver só?
Dois minutinhos e você vai se surpreender! O beijo de dedo está no final do vídeo!


Gostou, não?!
Maiores informações aqui.

Ah, sei que vai parecer indiscrição, mas se você começar a beijar de dedo, conta pra gente, vai!

domingo, 13 de abril de 2014

Emocionante whatsapp



Dias atrás, fiz uma postagem divertida onde falava do "zap zap".
Revelei que não usava; e ainda não uso. Não por preconceito, mas por falta de identificação e utilidade no momento. Deixo aberta a possibilidade para se vier a necessidade ou mesmo a curiosidade.
Não é porque não uso que desmereço. Aliás, ontem li no jornal uma matéria que me emocionou envolvendo o whatsapp e crianças com câncer.
Sabe-se que o tratamento é longo, deixa os pacientes longe de quem amam e o tal zap-zap está aproximando, expressando alegrias, esperanças, colocando sorrisos no rostinho tão pequeno e sofrido.
A empresa Fom, torna possível esse sorriso através dos ursinhos tecnológicos.
Mais sobre a matéria aqui.

O vídeo é curtinho mas imenso em emoções!



sábado, 8 de março de 2014

Frutos da guerra

"Por mais que não aconteça aqui, não significa que não está acontecendo".


Campo de refugiados era para mim um conceito apresentado numa aula de História da minha adolescência. A professora empenhou-se ao máximo para que tentássemos ao menos resvalar naquela realidade.
Eu, olhei para o relógio calculando quantos minutos faltavam para a aula acabar.
Voltei a reencontrar os campos de refugiados em imagens nos noticiários, que até causam um impacto passageiro, porque, afinal em noticiários uma sucessão de tragédias vão se sobrepondo e ao final já não há mais impacto, só uma sensação de que o mundo está ruim.
Num outro contato com um campo de refugiados, eu fiquei profundamente tocada: recebi um e-mail de uma jovem garota que vivia num desses campos. Sua família fora massacrada e agora ela contava com o apoio de um padre que uma vez na semana possibilitava que usassem um computador. ela contava com o padre e com a minha amizade.
Ao final do terceiro e-mail veio o pedido da minha conta bancária e o fim de qualquer sensibilidade da minha parte.
Recentemente, ao ler uma reportagem em revista, soube que campos de refugiados seguem normas de construção, espaço mínimo recomendado, condições habitáveis. O que na prática, parece não acontecer.

Também recente, houve um evento num parque aqui de São Paulo, onde foi montado um espaço para simular a vida num campo de refugiados. Não era somente entrar, olhar o local. Quem se dispusesse, recebia uma orientação para ser uma pessoa ali dentro: uma mãe, uma criança, um adolescente e lhe era indicado seu espaço.
Claro, sabíamos que dali a um pouco estaríamos de volta às nossas casas, mas ainda assim, quando se está ali numa minúscula tenda de cores opacas, um misto de angústia com tédio, afloram.

É verdade que não acontece por aqui, porém é preciso saber.

"Por mais que não aconteça aqui, não significa que não esteja acontecendo" é a divulgação de um vídeo sobre o conflito ( acho que guerra, infelizmente traduz melhor a realidade ) na Síria que nos próximos dias completa 3 anos. Neste período, 11mil crianças já morreram e mais de 1 milhão estão refugiadas.

No vídeo, um segundo de cada dia de uma menina é mostrado. Uma criança saudável, que brinca, sorri e aos poucos, com os noticiários da tv, jornais, a tensão dos pais aumenta e aos poucos a vida da menina vai mudando.
Ela deixa de brincar para fugir das bombas, se abrigar em esconderijos e come o que é encontrado nas ruas.

Uma boa notícia: muitos adultos estão sendo capacitados para se tornarem mediadores de leitura para as crianças refugiadas, uma grande maioria órfãs. E o livro predileto das crianças refugiadas no Afeganistão é Cinderela.

Coloco o vídeo, onde uma atriz britânica de 9 anos interpreta a menina síria.
A ong que fez o vídeo e também arrecada fundos para ajuda, tem também o objetivo de mostrar que pessoas ao redor de todo o mundo não se esqueceram daquelas crianças. Para isso, propõem que as pessoas cedam seus perfis nas redes sociais ( facebook, twitter ) para que possam conscientizar e mostrar àquelas crianças que mesmo longe da realidade delas, pensamos, nos importamos. enviamos uma oração, um sopro de fé para que não desistam.
Mais informações aqui.



terça-feira, 12 de novembro de 2013

Medicalização da Educação e da Vida

11 de Novembro - Dia dedicado à luta contra a Medicalização da Educação e da Vida.

Soube somente hoje da existência desta data para São Paulo, que foi sancionada pela lei 15.554/2012 de autoria do vereador Eliseu Gabriel.

O ritmo vertiginoso de diagnósticos para comportamentos que antes eram características de personalidade apenas, embuti algo suspeito. E datas como esta para que se reflita, questione é de enorme importância.

Para se ter uma ideia, em 2005 foram pesquisados em alguns municípios quantos comprimidos da chamada "droga da obediência" foram vendidos - 40.000 comprimidos.
Nos mesmos municípios, em 2012 o levantamento apontava para 1.400.000 comprimidos.

Rosely Sayão escreveu hoje na Folha um excelente texto entitulado Menino Maluquinho.
Para ler clique aqui.

Um alerta, um convite à reflexão ao que está sendo difundido: nossas crianças estão deixando de ser crianças saudáveis, arteiras, sapecas, para se tornarem crianças portadoras de síndromes, transtornos, crianças doentes que precisam de medicação.

Deixo também um convite, especialmente aos pais de filhos pequenos e educadores para assistirem a este vídeo com duração de 25 min sobre os excessos que estão acontecendo nas escolas.

Pandora, nossa menina-educadora-blogueira que celebra 10 anos de educadora, parabéns pela sua escolha e dedicação!



terça-feira, 22 de outubro de 2013

Internet Lenta

Primeiro gostaria de convidá-los a assistir a um vídeo (2 minutos e 10 segundos) para depois trocarmos ideias a respeito.


O vídeo não traz nenhuma novidade. Há muitos vídeos nesta temática, porém eu achei que este expõe de maneira muito realista o que anda acontecendo. Nos vídeos similares que eu já tinha assistido, ficava a sensação de que não era bem assim.
Este, infelizmente, aproxima-se muito da realidade que estamos vivendo.
Uma amiga blogueira postou recentemente um texto onde relata seu encontro com amigos do trabalho em um barzinho e logo a maioria estava ansiosa por ter a senha do wi fi para se conectar e aí a conversa olho no olho...

Repudiar, não é o caminho. A virtualidade, a internet, as telinhas que brilham foram criadas pelo homem. O homem é a gênese. O homem é a solução para este caos virtual que está nos afetando. Cabe a nós promovermos a mudança.
E que tipo de mudança? Desconectar, voltar ao analógico?
A internet, eu acredito, tem em sua essência coisas, maneiras, maravilhosas de ser utilizada.

Então vamos refletir sobre um novo conceito que vem ganhando força: a Slow Web.

Para entender melhor este conceito é interessante pensar na alimentação.
Em 1986 surgiu na Itália o primeiro McDonald's junto com a divulgação do Fast Food - comida rápida, industrializada, um lanchinho com preço acessível ( ? ) e logo o chef italiano Carlo Petrini resolveu difundir o conceito inverso e criou o Slow Food - comida fresca, preparada na hora, sendo apreciada sem pressa. E de lá esse movimento "slow" vem ganhando terreno mundo afora e chega agora na web.

A proposta é simples - nos dar um descanso dessa velocidade e caos digital.

A internet vai nos levando junto a uma enxurrada de informações e quantas dessas informações são realmente relevantes?
Tudo é muito rápido, a velocidade é na verdade estonteante. Impossível acompanhar tudo, mas muitos tentam, gerando uma ansiedade em ficar desconectados, em perder "alguma coisa" e com isso vai se perdendo os olhares, o abraço, a boa conversa, uma boa leitura.

Adotar a postura slow web significa ritmo, moderação. Você acessa as informações na hora certa, não são as informações que te atravessam. No estilo slow você seleciona o que quer ler, com quem compartilhar, em quais momentos compartilhar. Você não fica disponível o tempo todo. Controla os momentos on e off line.

E já existe aplicativos que selecionam as notícias para você; auxilia na elaboração e cumprimento de tarefas sem que se precise ficar conectado o tempo todo.

Se quiser saber mais, leia aqui

O que você acha deste estilo de conectar-se? 
Beijo