💙Botando a cabeça para funcionar 08💙
sexta-feira, 15 de março de 2024
Blogagem coletiva
quarta-feira, 11 de outubro de 2023
Arte e Bênçãos
"É preciso muita arte para se blindar de tantas coisas ruins acontecendo pelo mundo.
Os últimos relatos são estarrecedores, mas a gente vai teimar em esperar um mundo melhor". Toninho
A partir do comentário, que transcrevi acima, deixado na minha última postagem, foi que me inspirei a encontrar arte para trazer, um pouco que seja, de leveza aos dias pesarosos.
Fotografia é uma arte que transmite tanto e escolhi uma fotografia que a mim, evoca a paz. Aliás o nome da planta é lírio da paz.
Achei-o tão lindo, delicado, a arte em palavras que tem o poder de nos nutrir!
Abençoando
Nas tardes de sexta-feira, depois da escola, quando eu chegava à casa de meu avô, o chá já estava servido sobre a mesa da cozinha. Meu avô não bebia o chá da mesma maneira que os pais de meus amigos. Ele colocava um cubo de açúcar entre os dentes e tomava o líquido quente direto do copo. Eu fazia o mesmo. Preferia assim à maneira como me ensinaram em casa.
Depois do chá, vovô colocava duas velas sobre a mesa e as acendia. Então, conversava um pouco com Deus, em hebraico. Algumas vezes falava alto, mas em geral fechava os olhos e ficava em silêncio. Eu sabia que ele estava falando com Deus pelo coração. Ficava sentada e esperava pacientemente, pois a melhor parte da semana estava para começar.
Quando terminava de falar com Deus, ele olhava para mim e dizia:
- Venha cá, Neshumele.
Eu ficava de frente para ele, e vovô apoiava as mãos suavemente sobre minha cabeça. Começava agradecendo a Deus pela minha existência e por fazer dele o meu avô. Mencionava especificamente os meus progressos naquela semana e contava a Deus alguma informação a meu respeito. A cada semana eu esperava para ver qual seria. Se eu tivesse cometido erros, ele falava da minha honestidade em dizer a verdade. Se houvesse algum fracasso, ele valorizava o quanto eu tinha me esforçado para acertar. Se até tivesse tirado uma soneca com a luz do quarto apagada, ele festejava a minha coragem por dormir no escuro. Então, vovô me abençoava e pedia às mulheres do passado, que eu conhecia de tantas histórias - Sara, Raquel, Lia e Rebeca -, que tomassem conta de mim.
Aqueles eram os únicos instantes da semana em que eu me sentia totalmente segura e em paz. Os membros da minha família, quase todos médicos e profissionais da saúde, lutavam para aprender e progredir cada vez mais. Nada era suficiente, havia sempre um novo nível de exigência. Se eu tirava 98 numa prova, o comentário de meu pai era:
- O que aconteceu com os dois pontos que estão faltando?
Corri atrás daqueles dois pontos, sem descanso, durante toda a infância. Mas meu avô não se preocupava com isso. Para ele, eu já era o suficiente. E de alguma maneira, quando eu estava com ele, tinha a mais absoluta certeza de que isso era verdade.
Meu avô morreu quando eu tinha 7 anos. Foi muito difícil para mim, pois nunca vivera num mundo sem ele. Ele me chamava por um nome especial, "Neshumele", que quer dizer "querida alma pequenina". Mais ninguém me chamava assim.
No começo, fiquei com medo de que, sem ele para olhar por mim e contar a Deus quem eu era, eu desaparecesse. Mas, com o passar do tempo, comecei a entender que, de alguma forma misteriosa, eu tinha aprendido a me ver através dos olhos do meu avô. E que, uma vez abençoados, estamos abençoados para sempre.
Muitos anos mais tarde, quando, já bem velha, minha mãe começou a acender velas e a conversar com Deus, contei sobre aquelas bênçãos e quanto elas significaram para mim. Ela sorriu e disse:
- Eu abençoei você durante toda a minha vida, Rachel. Só não tive a sabedoria de fazer isso em voz alta.
Rachel Naomi Remen
domingo, 17 de setembro de 2023
A primavera do ano 2023
segunda-feira, 5 de junho de 2017
A oração funciona?
Quero partilhar com vocês. Está no livro "A energia da oração"
Era uma vez um garoto de seis anos de idade que tinha como animal de estimação um ratinho branco. O ratinho não era bem um animal de estimação, era o melhor amigo do garoto. Um dia, o garoto e o ratinho foram brincar no jardim. O ratinho entrou num buraco do chão e não voltou mais. O garoto ficou muito triste. Achou por um instante que não valia mais a pena viver sem o ratinho. Ajoelhou-se, juntou as mãos e orou fervorosamente para que o ratinho voltasse. Rezou de todo o seu coração. Rezou da maneira como via sua mãe fazê-lo, e murmurou para Deus a seguinte oração: "Eu creio em vós, ó Deus. Sei que, se quiserdes, podereis trazer de volta o ratinho".
A criança ficou de joelhos e orou com toda sinceridade por mais de duas horas. Mas o ratinho não voltou. Finalmente muito triste, entrou em casa sem o ratinho.
Durante sua infância, rezava sempre que alguma coisa ruim acontecia. E o que pedia nunca se realizava. Nos anos da escola secundária, não acreditou mais na oração.
O garoto, agora um adolescente, matriculou-se nas aulas de música no colégio católico que frequentava. Um senhor idoso, de voz trêmula e bastante doente, dava as aulas. A primeira coisa que o professor fazia de manhã, antes de começar a aula, era uma oração. Rezava durante uns quinze minutos, o que não agradava muito a nenhum dos alunos. Sua maneira de rezar não era muito interessante nem cativante. Antes de começar, sempre perguntava: "Alguém de vocês tem alguma coisa que quer que eu peça?"Tomava nota daquilo que porventura alguém dissesse e então começava a orar na intenção de cada um.
Muitas vezes pedia coisas muito simples como: "Amanhã vamos a um piquenique, portanto dê-nos bom tempo e não chuva". Para o nosso rapaz, esses quinze minutos de oração antes da aula eram puro aborrecimento. Ele não acreditava em nada. Apesar disso, o professor continuava rezando sinceramente todo dia.
Certa vez, entrou na sala uma garota chorando inconsolavelmente. Disse que fora informada por seus pais que sua mãe estava com um tumor no cérebro. Tinha muito medo de que sua mãe morresse. O professor escutou-a com atenção, levantou-se, olhou pela classe toda e disse:
"Se houver alguém na sala que não queira rezar conosco, pode sair e ficar no corredor. Os demais, vamos rezar pela mãe desta moça. Depois de terminada a nossa oração, pedirei a alguém que vá até o corredor e avise a quem saiu para que volte".
O rapaz pensou em sair da sala, porque não acreditava na oração. Mas alguma coisa o fez ficar em sua carteira e ver o que ia acontecer. O professor pediu que todos inclinassem a cabeça, e começou a orar. Sua oração foi muito curta, mas sua voz era forte. Com a cabeça inclinada, de mãos postas e olhos fechados, disse: "Muito obrigado, Senhor, por curares a mãe desta moça". Foi só o que disse.
Duas semanas depois, a garota contou à turma que sua mãe estava recuperada. Uma tomografia do cérebro revelara que não havia mais vestígio do tumor.
Este milagre restaurou a confiança do rapaz na capacidade de cura da oração, confiança esta que havia abandonado há bastante tempo. Começou, então, a rezar por seu professor de música, que estava outra vez muito mal. Rezou com sinceridade. Rezou de todo o coração pela saúde do professor de música, mas um ano depois, o professor morreu.
Há muitas reflexões que essa historinha pode nos trazer...
A oração é uma ponte!
quinta-feira, 2 de junho de 2016
A poda da árvore
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
A velocidade da vida
É dentro de nós que precisamos apaziguar o fluir do tempo.
Fato que nos dias atuais o aumento das tarefas, trânsito, tudo isso demanda sim tempo e ele pode ficar apertado para determinadas coisas. Mas há que se respirar profundamente para cessar essa correria toda!
Nessa semana que passou, chegou-me em momentos diferentes, três "coisas" que falavam do mesmo assunto: a vida apressada.
Um artigo, um programa de tv e depois uma mensagem extraída do facebook que me foi envidada por e-mail.
Compartilho então duas dessas mídias.
O programa de tv tem trinta minutos.
E o texto, não é meu. A fonte é o facebook/Ensinamentos do Pai.
A VIDA FAST
Atualmente tudo virou fast, queremos cada vez mais velocidade em tudo, não temos tempo para mais nada, e quanto mais veloz, melhor. Não importa a idade, desde criança pequena, com seus joguinhos, à pessoas de idade. Tudo parece que se globalizou com o FAST.
Essa correria e rapidez da vida moderna está fazendo nos afastar do vivenciar, do aprender esperar e do comportamento.
As coisas lentas têm seus ensinamentos, seus aprendizados. Vivemos em um dia todas as sensações: amamos, odiamos, confiamos, traímos, e todo resto. Tudo isso acontecendo numa velocidade alucinante. Estamos precisando aprender algumas coisas que fazem a vida valer a pena de ser vivida. Não temos mais conversas, músicas, precisamos baixar com rapidez, frases curtas, caretas para expressar o que desejamos ou sentimos.
As pessoas estão esquecendo que a rapidez de tudo está matando dentro de nós valores essenciais para nossa praticidade de vida, do comer ao se relacionar, tudo ganhou uma velocidade enorme. Se nosso pedido demora um pouco, perdemos nossa paciência e nosso apetite. Se o que compramos demora para chegar, perdemos nosso interesse. Se nossas mensagens demoram a ser visualizadas ou respondidas, pronto, já estamos uma revolução e soltando o verbo. Onde fica a calma, a paciência, o respeito, a privacidade, o tempo para conversar e principalmente o tempo para refletir?
A velocidade da vida moderna não está ensinando a pessoa a usufruir do tempo, pois quando o temos não sabemos o que fazer com ele.
Reavalie sua maneira de viver, verifique se essa velocidade em tudo está sendo saudável. Se antes de darmos o 1˚beijo, não seria melhor termos uma boa conversa; se antes da 1ª transa, termos um pouco de tempo para sentirmos com quem estamos deitando, e antes de sairmos esbravejando com pessoas lentas, se não seria melhor aprendermos com elas a ter paciência, a esperar a conversar.
As pessoas modernas continuam velhas no seu interior, a velocidade só vai ser benéfica se soubermos conservar nossos valores de afeto para com os outros, porque enquanto buscamos velocidade em tudo, estamos a passo de tartaruga em construir relações e a passos de formiga em cultivar o afeto e o carinho.
A qualidade de vida está em termos afeto e carinho em tudo o que fazemos. E isso leva tempo para se fazer.
Ctba, 26/01/2016
Fonte: Facebook / Ensinamentos do Pai
Programa JC Debate
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
Balançar
Dois me foram sugeridos, sendo que um deles imediatamente me embalou, acho que pela poesia já contida no próprio título: O velho que acordou menino.
Coloquei na minha lista de possíveis leituras.
Há títulos lá na minha lista que estão há anos; outros se tornam objeto palpável rapidamente.
A vontade de ler nem sempre encontra sintonia com nossas economias, com nosso tempo.
Estava lá - o velho que acordou menino. Nem precisava olhar para a lista, eu já tinha decorado, já estava no coração.
Foi numa entrada descompromissada em uma livraria que me deparei com uma luz belíssima vinda da capa de um livro. O primeiro de uma pequena pilha.
Era o livro sugerido!
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Infância no olhar
Se não tiver, vá fazer suas outras visitas e volte depois trazendo consigo esses 10 min!
Julho chega. A gente se espanta: metade do ano! Metade o quê? Já é mês 07 e os panetones já devem estar empacotados.
Não entre nessa sintonia. Julho bem começou e está inteirinho aí.
Ainda há muita poesia para fazer e ler e enxergar!
José Eduardo Agualusa, escritor angolano escreveu: "Infelizmente, o que a generalidade dos sistemas de ensino faz é tirar a poesia de dentro das crianças. Crescer é assim, perder a poesia. Talvez por isso temos a tendência a adoecer à medida que nos afastamos da infância - e da poesia".
Um vídeo inspirador: a infância não está lá, somente nos sete anos. Ele pode estar no teu olhar aos trinta, aos setenta.
Clique aqui para assistir Lila.
domingo, 28 de junho de 2015
Sobre relacionamentos
Tenho tido boas e espontâneas conversas com meu filho adolescente. Às vezes sou surpreendida com sua maturidade para os poucos 12 anos e, outras vezes, sinto que a falta de vivência, de experiência dele não o fará entender por mais que eu argumente.
Estávamos dia desses, diante do amor romântico que ele vê se manifestando na vida dos primos mais velhos, no colégio, onde se começam alguns namoricos e compara tudo isso com o que ele tem de mais próximo, ou seja, os pais, a família com os tios mais velhos.
E junto a tudo isso tem as idealizações e sonhos dele: "eu farei assim; nunca farei como vocês, etc"
Os primos estão iniciando, descobrindo e o lado social que se mostra é intenso e lindo. Baladas, festas, amigos, restaurantes. Todo um lado que pode fazer parte.
Mas há o outro lado.
O lado morno, ou como eu prefiro chamar, sereno. Onde já fez tudo isso e agora as coisas são diferentes, principalmente a depender do estilo de vida de cada um.
Não que um jeito seja certo ou errado. Mas acaba até existindo um padrão.
É comum no início de relacionamentos uma vida mais agitada e com o passar dos anos o agito se acalma, ou toma outros caminhos.
Brinco com ele e digo que dificilmente casais há um bom tempo juntos queiram ficar em filas de quarenta, cinquenta minutos na porta de um restaurante ou pizzaria. A gente compra e leva pra casa e fica tudo bem!
São coisas que precisam de tempo e a maturidade que ele que ainda não viveu e por isso não tem.
O bonito texto traz essa reflexão.
terça-feira, 9 de junho de 2015
Aula de saber ouvir
Tudo por conta de uma aula "suuuuper legal" que ela teve e pôs-se a me contar.
"Mãe, a Pro Dri deu uma aula sobre aprender a ouvir e ..."
Contou-me detalhes da aula, das atividades divertidas que fizeram e enquanto ela falava eu me lembrava de Rubem Alves e sua escutatória.
Só no finalzinho do dia é que consegui sentar-me à frente do computador e pesquisar.
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular" - Rubem Alves ( texto na íntegra aqui ).
Uma alegria me invadiu. Gritei dentro de mim, mirando pro céu, gritei pro Rubem - olha, você achou que ninguém fosse se matricular no curso de escutatória, mas se matricularam sim!
Acredito que tenha muita gente, muito anônimo por aí que tão bem sabe exercitar a escuta. Não é fácil.
Na escola de minha filha, na aula de Educação para Cidania, escutar consta da matéria. Não significa que já aprenderam. Aliás, acho que é um aprendizado constante e que sempre pode ser aprimorado.
Rubem Alves plantou uma semente talvez sem muito acreditar. Está brotando, verdejando, não foi em vão o sonho do curso de escutatória!
quinta-feira, 30 de abril de 2015
Dom de Ensinar
Dom de Ensinar
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Eu, você, bilingue
A frase acima foi dita por uma mãe. Uma mãe afetuosa e atenta. Abraçou a filha, foi delicada, mas não deixou de chamar-lhe atenção a este fato. O vocabulário pobre.
Nélida Piñon, escritora brasileira relata esse fato em seu livro de memórias Coração andarilho. Era uma criança quando foi advertida pela mãe e acatou aquelas palavras e enriqueceu seu vocabulário. Tornou-se grande escritora.
Lia dicionários. Preocupava-se com suas palavras proferidas. Ouvia atenta novas palavras.
Foi a partir de uma reunião escolar agora no início do ano letivo que me pus a repensar mais o assunto.
O coordenador foi duro em suas palavras: "nossos adolescentes estão usando vocabulário cadeeiro; sim, o mesmo vocabulário usado nas cadeias 'mano, véio...' E não se pode atribuir à classe econômica menos favorecida, estamos dentro de uma instituição particular.
E alguém levantou a questão da leitura e disse que os jovens estão lendo muito.
O coordenador confirmou, porém destacou "lêem sim, mas são leituras fáceis, não acrescentam em termos de vocabulário, eles já se habituaram ao mesmo estilo de livros e aí o papel da escola com os clássicos, com outros estilos literários que não os de massa".
É fato: só prestar um pouco de atenção à palavra falada no geral e notamos sua decadência.
Sei que um idioma é vivo e passa por transformações. A palavra blog no passado, não faria sentido, assim como face, insta, twitter.
Mas quando escuto o é nóis, é de doer.
E percebo que essas expressões ganham uma força tremenda e "nascem" como novas palavras.
Estamos empobrecendo nossa língua.
Poderíamos sim escolher vez em quando, uma nova palavra e sair por aí com ela!
Em pouco tempo seríamos bilingues em nosso próprio idioma!
No Meu blog e eu há um trecho maravilhoso de Graciliano Ramos sobre lavar e quarar nossas palavras. Confere lá!
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Vida saudável
Qual o limite de uma vida saudável?
Com essa pergunta, quero descontrair apresentando uma cantora que faz um resgate à auto estima dos cheinhos! Não se trata de concordar com a obesidade, mas de não se sujeitar à ditadura da magreza.
O vídeo é este; bem divertido, dizendo que " sou um corpo tipo violão e não flauta; não visto 38 mas posso rebolar e não vou ser uma Barbie siliconada".
Aproveito a reflexão para apresentar um blog. A escritora, Evilanne, de um talento excepcional, conheci no instagram. Ela é apaixonada por artes e escrita. Mostra artistas e suas obras e semanalmente escreve um conto. Imperdível!
Passa lá no Leves Contos Breves e saboreie a escrita!
domingo, 11 de maio de 2014
Olhar devagar
Era sábado. Despertei antes das seis; bem poderia dormir mais um pouco, mas acho que é, como dizem, a força do hábito.
Abri janelas que não incomodariam quem ainda estivesse a dormir e tentei manter o maior silêncio possível.
O barulho, no entanto, veio da rua. Vozes exaltadas sugerindo discórdia, nosso cachorro atiçado saiu em disparada ao portão. Fui buscá-lo e então presenciei a cena.
Três jovens. O rosto ainda mantendo aquela feição pueril. Boas vestes de marca ou grife cara, talvez alguma marca ligada ao surf, à tribo dos skatistas, funk, não sei.
Havia discórdia na fala deles com um dos três tentando fazer as vezes da concórdia. Havia abraço e pedido para ficar "frio".
Um deles segurava uma garrafa de vodca e os outros dois seguravam duas latinhas, que foram deixadas no meu portão e ao recolhê-las soube ser energético.
Estavam embriagados, a coordenação trôpega.
Pensei em suas mães. Já se deram conta, tão cedo e os filhos não estão em casa? Certamente não dormiram em casa. Autorizados?
Saí para um compromisso com minha filha: um café comunitário em homenagem às mães.
Simplicidade e carinho deram forma à tudo o que aquelas pessoas prepararam. Inclusive as palavras.
Em algum momento, um voz agradável nos conduzia a uma reflexão e nos pedia em seguida a olhar para os nossos filhos como olhávamos quando eram recém-nascidos.
Percebi gestos tentando conter alguma lágrima fruto da emoção, narizes avermelhados e úmidos - idem o motivo.
Inevitável também foi não pensar nos três jovens, em suas mães.
Muitos poderiam argumentar se a juventude não foi feita justamente para essas pequenas transgressões.
Deixo a ingenuidade de lado e enxergo a possibilidade de um porre, noitadas, que podem fazer parte das descobertas de um jovem.
Mas e a destrutividade a que estão se impondo? Deixou a muito de ser uma descoberta.
O título desta postagem e a primeira frase são do padre Fábio de Melo, num belo texto onde ele fala sobre a nossa deficiência de olhar devagar, demoradamente como fazem ou faziam os pais com seus bebês.
Hoje é um domingo, dia das mães e meu desejo que o nosso olhar de mãe não desista. Porque não é fácil, especialmente depois que deixam de ser bebês e se tornam os adolescentes questionadores, desafiadores. Que nosso olhar não enfraqueça. Ao contrário, que olhar demoradamente fique forte, ou como dizem, é a força do hábito.
terça-feira, 6 de maio de 2014
18/52
sábado, 3 de maio de 2014
17/52
terça-feira, 29 de abril de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Um por um
É que as pequenas notícias não saem nos grandes jornais.
Quando uma pena flutua no ar por oito segundos ou a menina abraça seu grande amigo, nenhum jornalista escreve a respeito.
Só os poetas o fazem".
segunda-feira, 3 de março de 2014
O caderno da Menininha
Essa foi a frase mais proferida nesta semana! E eu estava resignada a ela.
Comprei um livro e me conformei que o receberia somente depois do carnaval.
Qual não foi a minha surpresa quando ele chegou em pleno carnaval?!
Fazia muito tempo que eu não lia para as crianças. Eles vão crescendo, passam a fazer as suas leituras sozinhos e há muito que não tínhamos um momento assim: crianças na minha cama para ouvirem histórias!