Mantive um blog onde eu escrevia sobre Educação a partir dos problemas que havíamos enfrentado. Comunico que deixei de escrever por lá e vou trazer para cá as reflexões sobre o tema.
Tenho leitores em comum a ambos blogs que, caso acessem por lá, aparecerá a mensagem de blog aberto somente a convidados. Não há convidados, eu fechei o blog sem excluí-lo e caso volte a escrever por lá, comunico aqui.
Vou falar de Educação a partir da reunião de escola que tive ontem à noite.
Soará estranho o que vou escrever: foi uma reunião magnífica ao descrever o cenário sombrio que paira sobre e entre as crianças, adolescentes e jovens.
O coordenador-geral mostrou-nos o panorama, uma visão ampla e vista de cima sobre as escolas, sobre a educação.
Reflexões lidas em vários blogs, na rede de uma maneira geral, mas que quando mostrada sobre a ótica da educação, torna realmente o cenário assustador e preocupante e um desafio constante que necessita de mudanças tanto da parte da escola quanto dos pais.
Essas mudanças tanto no sentido de inovar, de aprender a conviver com uma nova realidade e também de resgatar e retornar a valores antigos que são de suma importância e estamos deixando que se percam.
Eu senti que, de maneira sutil, o recado foi muito mais forte para os responsáveis pelas crianças.
Colocarei alguns tópicos e quero abordá-los em outros posts também:
educar para valores antigos está fora de moda
desvalorização do tradicional
ordem narrativa racional e cartesiana mudou para a narrativa do caos e circularidade
nova erótica: papel feminino e masculino
crise da subjetividade: coisificação do humano - não permite o diferente
o fim da infância e do brincar
valorização do fugaz e vulgarização cultural
crianças e adolescentes depressivos, desinteressados, neuróticos
muitos casos de bulimia e anorexia
não reconhecem a autoridade do professor/educador
pouca tolerância à frustação
imperativo de um padrão de beleza
saturados de estímulos visuais e sensoriais com pouco ou nenhum valor simbólico significativo ( são vítimas do meio)
comportamento agressivo praticando violência moral e/ou física
O cardápio é extenso. Mas é a partir da identificação de toda essa problemática que será possível se houver desejo e empenho de mudar.
Gostaria da sua participação como responsável, pai, mãe, avô, tia; como educador; como estudante; como quem está de fora e consegue ver e opinar.
Por hoje é isso e aproveito para deixar o link do blog da Tina, que sem saber de nada fez uma reflexão bem semelhante!