Muitos conheceram a palavra não sem mesmo que fosse pronunciada. Um olhar trazia a palavra e o conceito do não.
Outras tantas pessoas respiraram o não obscuro dos tempos de ditadura; período este triste e indesejado.
Mas acho que estamos vivendo um tempo que a palavra, o conceito do não está enfraquecido.
Só para citar os dois casos recentes que estão na mídia: o caminhão que derrubou uma passarela no Rio de Janeiro e dentre causas a serem apuradas, sabe-se que o motorista falava ao celular; o outro caso, aconteceu na grande São Paulo, onde cinco adolescentes morreram afogados ao nadar em local proibido.
O não pode celular dirigindo, já não faz efeito. Uma rápida olhada e está lá o motorista com o celular.
No caso dos adolescentes, o local aonde foram nadar era fechado ao público com a placa indicando proibido entrar, mas entraram. No lago, mais duas placas "proibido nadar e risco de morte".
O conceito do não foi ignorado.
Eu já peguei passando maquiagem no não falado aos meus filhos. Disse o não e diante das reclamações, dos "por favor"cedi usando a seguinte maquiagem - então tá, mas antes disso vocês farão...
Colocando uma condição para fazer de conta para mim mesma que o meu não tem força. Mas eu o enfraqueci, cedendo sob uma forma de compensação.
Isso é muito claro de se ver na fila do supermercado, ali na boca do caixa. Diante de todas aquelas guloseimas que são colocadas estrategicamente ali, enquanto espera-se na fila a criança satura a mãe com o eu quero e a mãe insiste no não. Até que, adivinhem?
Mais um não enfraquecido.
Quanta coisa tem dado errado, ceifado vidas pela nossa dificuldade em aceitar o conceito de um não.
Não pode beber e dirigir; não pode parar na vaga preferencial ( mais é só 2 minutinhos ); não pode pegar o dinheiro público para fins pessoais... e seria extensa a lista.
Especialmente com nossas crianças parece que estamos com medo de magoá-las, traumatizá-las ou sei lá o que mais. Três placas de proibido, não poderiam ser ignoradas.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Falando de música
PitangaDoce deixou a sugestão e o convite para falarmos de música. E eu aceitei, pois percebi que este é um assunto raro aqui no blog.
E não é porque eu não goste de música. Adoro música! Só que o meu gosto não vai de encontro às paradas de sucesso, ao que todo mundo ouve.
Tive um amigo que gostava de dizer: "Nossa, esse cantor vendeu 2 cds: um pra mãe dele e outro pra Paula."
Fui tirar poeira das gavetinhas da memória para resgatar a primeira lembrança lembrança de música oficial.
Devo ter tido muitas outras experiências antes. Minha mãe, como era doce, certamente cantou para me ninar e também me lembro da sanfona de meu pai ( que será assunto para outras postagens ).
Mas, eu devia ter uns seis anos quando ganhei minha primeira fita K7 de meu pai.
Benito de Paula.
Ah! Você nem sabe quem ele é. E você, assim como eu, indignou-se. Nem sabia que ele ainda estava vivo!
Escolhi uma foto com tratamento ( leia-se fotoshop ) porque Benito que me desculpe o trocadilho, mas bonito ele nunca foi.
Como eu ouvi aquela fita! E cantava e dançava.
Depois de tanto enrolar a fita com caneta bic, porque era constante ela soltar e paralisar o toca-fitas, nunca mais comprei nada do Benito, nunca mais ouvi Benito, sequer sabia que ele fazia shows e me sinto culpada por isso.
Benito encontra-se numa situação difícil.
Imaginem vocês que a linha 4 do metrô de São Paulo vai passar exatamente aonde se encontra o piano de Benito. No piano que ele compôs a música que eu mais cantava Mulher Brasileira.
A proposta que lhe fizeram da desapropiação é tão mixuruca, que o máximo que ele consegue fazer com a merreca do dinheiro que lhe oferecem é ser meu vizinho. Isso ele não quer.
Agora conta aí, sem medo de ser feliz: Você conhece o Benito?
E não é porque eu não goste de música. Adoro música! Só que o meu gosto não vai de encontro às paradas de sucesso, ao que todo mundo ouve.
Tive um amigo que gostava de dizer: "Nossa, esse cantor vendeu 2 cds: um pra mãe dele e outro pra Paula."
Fui tirar poeira das gavetinhas da memória para resgatar a primeira lembrança lembrança de música oficial.
Devo ter tido muitas outras experiências antes. Minha mãe, como era doce, certamente cantou para me ninar e também me lembro da sanfona de meu pai ( que será assunto para outras postagens ).
Mas, eu devia ter uns seis anos quando ganhei minha primeira fita K7 de meu pai.
Benito de Paula.
Ah! Você nem sabe quem ele é. E você, assim como eu, indignou-se. Nem sabia que ele ainda estava vivo!
Escolhi uma foto com tratamento ( leia-se fotoshop ) porque Benito que me desculpe o trocadilho, mas bonito ele nunca foi.
Como eu ouvi aquela fita! E cantava e dançava.
Depois de tanto enrolar a fita com caneta bic, porque era constante ela soltar e paralisar o toca-fitas, nunca mais comprei nada do Benito, nunca mais ouvi Benito, sequer sabia que ele fazia shows e me sinto culpada por isso.
Benito encontra-se numa situação difícil.
Imaginem vocês que a linha 4 do metrô de São Paulo vai passar exatamente aonde se encontra o piano de Benito. No piano que ele compôs a música que eu mais cantava Mulher Brasileira.
A proposta que lhe fizeram da desapropiação é tão mixuruca, que o máximo que ele consegue fazer com a merreca do dinheiro que lhe oferecem é ser meu vizinho. Isso ele não quer.
Agora conta aí, sem medo de ser feliz: Você conhece o Benito?
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Ao ar livre
Blogagem coletiva lá no blog da Moça de Família com o tema "ao ar livre."
Gostaria muito de começar escrevendo que eu brinquei muito de pula-elástico na infância. "Lembram, era elástico caseiro, de costura mesmo, que de tanto a gente pular ficava todo encardido?"
O fato é que eu nunca pulei elástico! Vim ao mundo desprovida de tal habilidade.
Mas adorava ficar olhando minhas amigas. Pulos, giros, rodopios.
Chegávamos mais cedo na escola só para poder brincar. E acho que quem olhasse para o pátio lá de cima teria uma visão incrível: duplas e mais duplas com os elásticos nas pernas. E tinha menino também que se arriscava!
Dia desses, veio voando feito passarinho, um elástico para brincadeiras todo colorido. As crianças adoram; ainda fazem as manobras mais simples.
O gostoso mesmo é estar no quintal, ao ar livre!
E quando não tem companhia para pular, inventa-se outra brincadeira.
Ao ar livre aqui em casa também tem tradução de pé sujo!
Quer ver o que o pessoal tem feito ao ar livre? Vem por aqui!
sábado, 25 de janeiro de 2014
Onze anos
- Mãe, o mais legal desse presente é que ele chegou por correspondência e para mim! Tinha o meu nome na caixa!
- E mãe, é tão exclusivo este presente que eu tenho dó de usar, mas eu tô com muita vontade de usar.
- Acho que vou deixar só para ocasiões especiais.
-Ah! Tá sentindo o cheirinho gostoso? Eu usei o meu presente, mas como queria economizar, passei o desodorante em uma axila só.
Feliz aniversário Bernardo!
Onze anos!
(é amanhã dia 26)
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
4/52
Já vinha reparando que os "bonequinhos" dos semáforos para travessia de pedestres foram ganhando novas formas. Bicicletas ilustrando, também é comum.
Surpreendi-me realmente com este aqui aos arredores do Mosteiro de São Bento. Diferente!
Conhecia? Gostou? Na tua cidade tem algum temático?
Beijo!
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Procura-se
- Eiiiiiiii!
- Psiuuu!
- Mooooooço!
- Você que perdeu todas as suas fotos 3x4.
Eu achei.
- Psiuuu!
- Mooooooço!
- Você que perdeu todas as suas fotos 3x4.
Eu achei.
E tentei te encontrar, até com a polícia eu falei, mas disseram que nada poderiam fazer.
Estão aqui comigo. Só entrar em contato que eu ponho no correio, viu?
Pois é. E não é que depois que fiz aquela postagem das fotos 3x4 ( se não leu, leia aqui! ), fui passear com as crianças e encontrei essa capinha no chão da Rua Direita - Centro de São Paulo.
Assim que meu olhar avistou a capinha, imediatamente lembrei da postagem das fotos e como segurava sacolas nas mãos, pedi para as crianças para que se abaixassem e pegassem a capinha.
- Eu não; eu também não. Ai que vergonha mãe, pra quê você quer isso?
( Eles acabaram pegando! )
Qual não foi a minha surpresa ao abrir e encontrar fotos ali dentro. Ao avistá-la ali no chão, parecia vazia, apenas a capinha mesmo.
Oito fotos. Quatro de cada lado.
O garoto devia ter acabado de tirar seu retrato e deixou cair. Assim eu imagino.
Fiquei triste por ele. Fiquei preocupada. E se tivesse prazos a cumprir e chegasse no local do compromisso e ao mergulhar a mão nos bolsos não encontrasse nada?
Olhei ao redor e havia uma multidão na Rua Direita. Na capinha nenhum endereço de onde foi tirada as fotos. Nos arredores de onde encontrei, nada que indicasse fotos.
Falei mesmo com um policial, que ao me dizer que nada poderia fazer, fez uma cara tão engraçada que eu não soube interpretar se ele me achou maluca, ou se ele queria dizer "Minha senhora eu tenho mais o que fazer."
Parei ainda em frente à Catedral da Sé para tirar fotos, já que nunca o tinha feito e sempre de olho para ver se esbarrava no jovem 3x4.
Confesso que nunca soube que haviam palmeiras imperiais no centro de São Paulo. Para mim isso era só lá pelas bandas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro!
Marco Zero
Está aqui na minha escrivaninha 8 fotos 3x4 de um desconhecido!
Doces
Participo hoje de uma blogagem coletiva de fotos com o tema "Doces".
Hum! De dar água na boca...
Escolhi uma foto que foi feita sob encomenda para o post de uma amiga.
E agora vai lá para o Moça de família.
São as mãos de meus filhos com os cortadores que ganharam de presente, confeccionado com carinho por mãos habilidosas, deixando o doce ainda mais gostoso!
Tem outras delícias por lá. Dá uma espiadinha!
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