quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Dias de roça

 Já voltamos da roça mineira, mas gostaria de mostrar a vocês um pouquinho dos nossos dias por lá!

Antes de pegarmos a estrada, marido passou no trabalho e depois seguimos por umas seis horas.


Paramos para um café, depois mercado, depois almoço, depois nos perdemos porque a estrada que era de terra, e eu acredito que mineiro conhece cada riba, cada árvore, cada curva, e a estrada foi asfaltada e ficou reta! Pergunta pro tratorista, pra motorista do caminhão e assim chegamos na casa do primeiro irmão de meu marido a ser visitado!

Tonho dos Coqueiros.

Sempre quis saber se havia uma plantação de coqueiros por lá, mas não. O nome da localidade é Coqueiros 🌴.




Maria e Tonho dos Coqueiros, eu e marido!

Foi uma chegada surpresa e eles ficaram tão felizes assim como nós! Teve café, queijo, bolo e muita prosa. Saímos de lá uma fruta pitaya, da roxa. Que eu fiquei tão encantada com a cor e a vontade de comer foi tanta, que não fotografei!


A delicadeza, o cuidado das coisinhas da Maria!

Festa? E bota gente festeira o Tonho com a Maria! Já estamos convidados para a festa do Divino. Tomara dê certo de irmos!

Saindo de lá, fomos para a casa onde ficamos. Nossa janela:





A alegria foi tanta que eu me esqueci de tirar fotos com quem nos recebeu. Fica para a próxima!

Descarregamos o carro, calçamos botinas e saímos em busca de mais irmãos do meu marido!

Estava lá no meio da roça, na lida!


A alegria do encontro! Silvano e marido. Eu, que não tenho irmãos, admiro muito a união, o companheirismo deles!

Dali já seguimos para a casa de outra irmã, a Dalva, que é bem pertinho, cortando caminho pelo milharal.



Dalva e marido

Pelo caminho, flor do quiabo, que eu nunca tinha visto.


Tem trabalho pesado também, andança pelo cafezal que está carregadinho, tem cachorro que nos acompanha pra todo lado e se refresca dentro da represa ( e eu desesperada, achando que ele não conseguiria sair... )






E tem mais irmãs para visitar! Seguimos para a Maria de Lurdes, a Maúde, que nos recebeu com queijo, doce de abóbora, galo passando pelo telhado e pitaya!




olha lá na janela o galo!



A pitaya da Maúde é da branca. Delícia também!

Dorme, acorda, e tem mais uma irmã para visitar! A Rita!


A caçula da meninas com o caçula dos rapazes!


Outro irmão, Rodamê.

De volta à casa da Dalva! Prosa, café, biscoitos










Encerro com um céu noturno coalhado de estrelas!



Depois de tanta comilança, hora de dieta e muita caminhada!
Um beijo!

ana paula
























sábado, 7 de fevereiro de 2026

Envelhecer e um documentário

 O que é envelhecer? Envelhecer é tentar ser jovem.

Essa é a minha resposta e sim, tem ironia, muita ironia na minha resposta.

As propagandas, os influencers da melhor idade, eu desconfio até dos modelos que estampam os pacotes de fraldas geriátricas se eles realmente fazem uso da mesma...

Tudo que é direcionado para a economia prateada, nós, dos cabelos branqueados à mostra ou não, sugerem uma vida plena, esportiva, cheias de maratonas e conquistas de medalhas. Não, eu não estou pessimista, mas sempre penso porque não falam dos velhos que gostam de ler tranquilos, de escrever em seus blogs, fazer suas palavras cruzadas e também rezar, fotografar. Por que sempre tem que ter "juventude" no creme para a pele, no suplemento, enfim é o que vende...

Faz pouco tempo que li uma autora, já falecida, que tinha um humor sagaz para tratar do assunto e me identifiquei muito com ela - Ursula Le Guin. 

Quero trazer uns trechos que bem exprime sua maneira de olhar para a velhice.

"Já se passaram dois meses desde meu último texto neste blog. Considerando que estou na véspera do meu aniversário de 85 anos e que qualquer pessoa com  mais de 75 que não seja contínua e conspicuamente ativa está passível de ser considerada morta, pensei  que deveria dar alguns sinais de vida. Acenar do túmulo, por assim dizer. Olá, aí fora! Como estão as coisas na Terra da Juventude? Aqui na Terra da Idade Avançada elas estão bastante esquisitas."

Esse trecho além de divertido é um estímulo para mantermos nossos blogs ativos!

Outro trecho:

"Minha avó vive sozinha e ainda dirige aos 99 anos! Bem, um viva para a vovó, ela tem bons genes. É um grande exemplo - mas não um que a maioria seja capaz de imitar. A velhice não é um estado de espírito. É uma situação existencial.


"A velhice é para qualquer um que chega lá. Guerreiros envelhecem; fracotes envelhecem. Na verdade, é provável que mais fracotes do que guerreiros envelheçam. A velhice é para os saudáveis, os fortes, os durões, os intrépidos, os doentes, os fracos, os covardes, os incompententes. Para as pessoas que correm 15 quilômetros todas as manhãs antes do desjejum e para aquelas que vivem em cadeiras de rodas. Para as pessoas que resolvem as palavras cruzadas do jornal `a caneta em 10 minutos e para as pessoas que  agora mesmo têm dificuldade de lembrar quem é o presidente."


É fato que se cuidar, atividade física e boa alimentação, tem um impacto gigantesco em nossa saúde e devemos fazer e nos esforçar para chegarmos bem, mas há tantas outras coisas também - os afetos, o convívio social, a espiritualidade, a fé.

Então convido-os a assistirem a um documentário de uma hora e meia de duração sobre esse assunto. Achei-o inspirador e muito enriquecedor.

Conversas na zonas azuis - Veranópis e as Blues Zones.

Deixo o trailer que é bem curtinho para você sentir a riqueza desse documentário. Dê o play!



E para o documentário completo pode clicar aqui


quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

💙 Vamos Brincar em dose dupla 💙

 💙 Vamos brincar em dose dupla 💙



Com o termo dado, forme uma frase com 7 palavras



Combater preguiça e procrastinação, basta mangas arremangar!


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A avó bem sabia que a fé, a oração, a contemplação, o amor pelo Criador era necessário para viver. E ela ensinava o neto a rezar, a pedir e agradecer e principalmente a ter intimidade com Deus.

- Hoje você vai me levar para rezar vovó?
- Vou sim querido.
- É lá naquela igreja onde está o Papai do Céu?
- Hoje nós vamos encontrar o Papai do Céu em outro lugar.

E era assim nos momentos entre os dois. O Sagrado nas paredes dos templos e também nas pedras do riacho, na água mansa a correr e envolver aqueles pezinhos.
Ela, a avó, sabe que quando crescer, o garotinho se lembrará do silêncio, das preces, dos risos porque ela soube semear em seu coração a confiança que lhe estenderá a mão nos desafios da vida.