"... Compotas de pêssego e tangerina, drops de melancia, trufas de chocolate, barras de menta, biscoitos amanteigados, bolos, pirulitos e outros doces, todos enriquecidos em sua preparação com uma calda de maconha."
Não se trata de brincadeira, imaginação. Sugiro a leitura do texto na íntegra aqui.
Recreio, palavra que traz para mim e, creio que para muitos, uma lembrança, uma sensação, um tempo gostoso. Hora do recreio! Era um momento muito esperado nos tempos de escola!
Mudou. São agora chamados de "intervalo".
Jogaram fora a palavra recreio. Desprezaram-na.
Mas aí, resgataram a palavra, deram um polimento e ela tornou-se "recreativo/recreativa" e está sendo usada agora para um dos usos da maconha: uso recreativo da maconha ou maconha recreativa.
E se já está sendo colocada em pirulitos, trufas de chocolate, tenho receio de pensar que a tal recreativa possa ir parar nos intervalos... melhor nem pensar.
Gosto da maneira como de deu a trajetória da conscientização do cigarro. Fomos das propagandas belíssimas na tv com os cowboys ( dia desses foi anunciada a morte de um desses famosos que fizeram publicidade para campanhas de cigarros ) até a proibição das mesmas, o aumento dos preços, a exposição dos problemas de saúde, embalagens genéricas, campanhas de saúde pública para esclarecimentos, tratamentos disponíveis para quem quer deixar o vício, leis proibindo o fumo em locais fechados e novas frentes de combate e restrições estão em andamento, por exemplo, a questão da entrada ilegal do cigarro, a substituição do plantio de fumo por outras culturas, para que as famílias envolvidas com este trabalho continuem a ter seu sustento e o maior embate agora é em relação aos aditivos de sabor.
A pessoa que escolhe hoje fumar, está ciente (ou tem como estar) sobre o que pode lhe ocasionar este hábito.
A impressão que tenho é que estão fazendo nossos ouvidos se acostumarem com a ideia do uso recreativo, que soa bonito, inofensivo.
No artigo de Ruy Castro para o jornal Folha de S.Paulo de hoje, pais relataram o que aconteceu com as crianças que usaram a maconha comestível. Ela não é inofensiva como querem nos fazer acreditar.
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Não me representa
Este é o símbolo utilizado nos transportes públicos, placas de bancos, mercados, enfim, indicam o atendimento preferencial para as pessoas com mais de 60 anos.
Indicam não, indicavam.
Uma mudança começa a tomar forma, já que com as melhorias na qualidade de vida, mais informações, políticas de saúde pública, os idosos hoje, principalmente os na faixa dos 60 anos em nada se assemelham ao do símbolo. Cada vez menos encurvados e raramente com bengalas.
Um senhor ou senhora empertigado combina mais!
O que acham? Gostaram do novo símbolo?
A vizinhança
Comprou uma casa.
Contrariou a todos: família, amigos, palpiteiros, desconhecidos, redes sociais.
"Moça solteira comprar casa? Onde já se viu. Como vai morar lá sozinha? Tinha que ser apartamento."
"Vó, eu não vou morar sozinha, eu vou com o Bartolomeu."
"Cachorro peludo e fedorento; estou falando é de gente."
Mudou-se. Depois de alguns dias, com a casa já organizada, foi buscar o cachorro.
Trabalhava em casa mesmo. Arquiteta.
Adorava o horário de verão e na primeira tarde em companhia do Bartolomeu na casa nova, saiu para passear.
Queria conhecer os vizinhos, dizer o seu nome, dizer que morava ali na casa amarela.
Trazia no coração aquela vontade que herdara da avó de levar uma bandeijinha, coberta por papel toalha decorado, com queijadinha que ela mesma aprendera a fazer ou mesmo a torta de atum.
Apesar da tarde agradabilíssima, com uma luz dourada se esparramando pelo chão, um calor forte mas que não castigava a pele, não encontrou ninguém pelas ruas.
Bartô encostou-se num saco de lixo para aliviar-se e ela aprendeu que era dia do coletor; tinha que colocar o lixo para fora.
Naquele saco de lixo grande e translúcido, havia uma caixa de pizza, embalagem de refrigerante tamanho família, uma embalagem de brinquedo; duas na verdade: uma caixa de boneca e caixa de um caminhão.
Uma família! Como a que ela queria um dia formar! Um casal de filhos, uma família que come pizza aos sábados!
A casa era linda com vidraças enormes e a porta da entrada também em vidro deixando-se ver o hall de entrada.
Por várias tardes passou por ali. Com Bartô, seria mais fácil puxar uma conversa, deixar as crianças acariciarem o pescoço peludão do bicho.
Certo dia viu as crianças na garagem brincando! O menino com o caminhão, do mesmo desenho que estava na caixa dentro do lixo.
Demorou-se um pouco ali na calçada. Quando olharam, acenou com a mão e um sorriso.
Ouviu uma voz mandando entrarem.
Três dias depois, funcionários descarregavam de uma caminhonete uma chapa de alumínio. No dia seguinte pela manhã ouvia barulho de furadeira.
Vou até lá sozinha. Estavam fechando a garagem, que antes era um portão de ferro com arabescos e podia-se ver o carro, os brinquedos espalhados, as crianças.
Naquele dia não conseguiu produzir muito. Não tinha criatividade para seus projetos.
Levou queijadinha para a avó e ao retornar a pé, viu dois táxis do aeroporto parados em frente à casa.
As crianças estavam sorridentes. As malas eram muitas e grandes.
De dentro de um táxis o homem perguntou à mulher sobre os passaportes. Estavam com ela.
Viagem internacional.
Sorriu e acenou para as crianças desejando que aproveitassem o passeio.
A mãe impediu a retribuição. Ainda assim, um sorriso escapou dos lábios da menina.
Ela aprendeu a fazer bolo formigueiro.
Faz tempo, no lixo defronte a casa, somente produtos de limpeza.
Fez tantos trabalhos, maquetes em seu curso de arquitetura, defendeu tese da arquitetura e vizinhança e nunca conseguiu entregar uma bandeija com queijadinhas. Sempre havia uma placa metalizada blindando a presença das pessoas.
Segue em sua casa entre decepciona e preocupada com a ausência prolongada daquela família que comia pizza aos finais de semana.
Contrariou a todos: família, amigos, palpiteiros, desconhecidos, redes sociais.
"Moça solteira comprar casa? Onde já se viu. Como vai morar lá sozinha? Tinha que ser apartamento."
"Vó, eu não vou morar sozinha, eu vou com o Bartolomeu."
"Cachorro peludo e fedorento; estou falando é de gente."
Mudou-se. Depois de alguns dias, com a casa já organizada, foi buscar o cachorro.
Trabalhava em casa mesmo. Arquiteta.
Adorava o horário de verão e na primeira tarde em companhia do Bartolomeu na casa nova, saiu para passear.
Queria conhecer os vizinhos, dizer o seu nome, dizer que morava ali na casa amarela.
Trazia no coração aquela vontade que herdara da avó de levar uma bandeijinha, coberta por papel toalha decorado, com queijadinha que ela mesma aprendera a fazer ou mesmo a torta de atum.
Apesar da tarde agradabilíssima, com uma luz dourada se esparramando pelo chão, um calor forte mas que não castigava a pele, não encontrou ninguém pelas ruas.
Bartô encostou-se num saco de lixo para aliviar-se e ela aprendeu que era dia do coletor; tinha que colocar o lixo para fora.
Naquele saco de lixo grande e translúcido, havia uma caixa de pizza, embalagem de refrigerante tamanho família, uma embalagem de brinquedo; duas na verdade: uma caixa de boneca e caixa de um caminhão.
Uma família! Como a que ela queria um dia formar! Um casal de filhos, uma família que come pizza aos sábados!
A casa era linda com vidraças enormes e a porta da entrada também em vidro deixando-se ver o hall de entrada.
Por várias tardes passou por ali. Com Bartô, seria mais fácil puxar uma conversa, deixar as crianças acariciarem o pescoço peludão do bicho.
Certo dia viu as crianças na garagem brincando! O menino com o caminhão, do mesmo desenho que estava na caixa dentro do lixo.
Demorou-se um pouco ali na calçada. Quando olharam, acenou com a mão e um sorriso.
Ouviu uma voz mandando entrarem.
Três dias depois, funcionários descarregavam de uma caminhonete uma chapa de alumínio. No dia seguinte pela manhã ouvia barulho de furadeira.
Vou até lá sozinha. Estavam fechando a garagem, que antes era um portão de ferro com arabescos e podia-se ver o carro, os brinquedos espalhados, as crianças.
Naquele dia não conseguiu produzir muito. Não tinha criatividade para seus projetos.
Levou queijadinha para a avó e ao retornar a pé, viu dois táxis do aeroporto parados em frente à casa.
As crianças estavam sorridentes. As malas eram muitas e grandes.
De dentro de um táxis o homem perguntou à mulher sobre os passaportes. Estavam com ela.
Viagem internacional.
Sorriu e acenou para as crianças desejando que aproveitassem o passeio.
A mãe impediu a retribuição. Ainda assim, um sorriso escapou dos lábios da menina.
Ela aprendeu a fazer bolo formigueiro.
Faz tempo, no lixo defronte a casa, somente produtos de limpeza.
Fez tantos trabalhos, maquetes em seu curso de arquitetura, defendeu tese da arquitetura e vizinhança e nunca conseguiu entregar uma bandeija com queijadinhas. Sempre havia uma placa metalizada blindando a presença das pessoas.
Segue em sua casa entre decepciona e preocupada com a ausência prolongada daquela família que comia pizza aos finais de semana.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
7 bilhões de nós
"Viver o tempo presente com intensidade seja sua escolha... sempre."
Palavras escritas carinhosamente por Rita Maçaneiro autora do livro 7 bilhões, linda e coloridamente ilustrado por Davi e Ju Maçaneiro, que recebi como uma surpresa ao participar de um projeto chamado livro viajante.
O livro chegou na casa de vários blogueiros amigos junto com um caderno para anotarmos nossas impressões sobre o livro.
Só que foi muito mais que isso! No caderno havia a caligrafia, a cor da tinta da caneta, fitinhas, dobraduras, foi maravilhoso compartilhar tudo isso.
No livro, as pessoas deixam de viver no presente, deixam de sentir o sabor de um abraço, de um sorriso, do sol ou da chuva.
Tão fácil ler levado pela enxurrada do futuro, do lá na frente e esquecer do agora.
Foi uma experiência gratificante participar deste projeto.
E se você quiser participar do próximo é só enviar um e-mail para a idealizadora do projeto, a Ana Virgínia no endereço filhadejose@gmail.com
Passa lá no blog dela para conhecer melhor. Filha de José.
Palavras escritas carinhosamente por Rita Maçaneiro autora do livro 7 bilhões, linda e coloridamente ilustrado por Davi e Ju Maçaneiro, que recebi como uma surpresa ao participar de um projeto chamado livro viajante.
O livro chegou na casa de vários blogueiros amigos junto com um caderno para anotarmos nossas impressões sobre o livro.
Só que foi muito mais que isso! No caderno havia a caligrafia, a cor da tinta da caneta, fitinhas, dobraduras, foi maravilhoso compartilhar tudo isso.
No livro, as pessoas deixam de viver no presente, deixam de sentir o sabor de um abraço, de um sorriso, do sol ou da chuva.
Tão fácil ler levado pela enxurrada do futuro, do lá na frente e esquecer do agora.
Foi uma experiência gratificante participar deste projeto.
E se você quiser participar do próximo é só enviar um e-mail para a idealizadora do projeto, a Ana Virgínia no endereço filhadejose@gmail.com
Passa lá no blog dela para conhecer melhor. Filha de José.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Detalhes
Na minha participação desta blogagem coletiva de fotos, na semana passada falei sobre elástico de pular.
Na desta semana com o tema detalhes também vou falar de elástico!
Ganhei pamonhas ontem da minha cunhada e este detalhe do elástico aguçou a memória!
As cunhadas mineiras ou as que moram por aqui, todas têm em suas casas um saco de elástico para quando se reúnem na pamonhada.
Seja pamonha doce ou salgada, todas ganham cintura de pilão com o elástico!
É mais prático do que barbante, elas dizem.
Lembrei daquele tempo que meu pai fazia "bolinhos" de dinheiro tudo amarradinho com elástico e levava ao banco. ( Não vamos falar de
pessoas más porque a pamonha aí é doce! )
Acho que os cartões de crédito/débito são os responsáveis pela quase extinção do elástico de amarrar dinheiro!
Ah tinha também as pessoas que faziam uma bola de elástico. Ficava bonito, tudo colorido!
Minha participação com o Moça de Família nesta #BCfotos. Passa lá que mais detalhes!
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Vacina HPV
Este ano um novo assunto deverá estar também no âmbito escolar, que é a vacinação de meninas entre 11 e 13 anos de idade.
A partir de 10 de março a campanha de vacinação contra o vírus HPV (alguns tipos) será realizada nas escolas públicas, particulares, postos de saúde e clínicas particulares.
Como é uma vacina nova ( apesar de já existir há algum tempo, agora vem a público ) esse é um assunto polêmico.
Começa-se a delinear os prós e contras.
Com o início das aulas, seria interessante perguntar e também sugerir que a escola traga profissionais da saúde para maiores esclarecimentos.
Nem todos têm acesso fácil ao serviço médico para estes esclarecimentos.
Há inclusive especialistas que sugerem a vacina para os meninos; neste caso ela é exclusivamente particular.
Deixo aqui um link com uma matéria bastante abrangente sobre a vacina da jornalista Cristiane Segatto.
Quanto mais informações tivermos, mais embasamento para a decisão.
Leia a matéria clicando aqui.
A partir de 10 de março a campanha de vacinação contra o vírus HPV (alguns tipos) será realizada nas escolas públicas, particulares, postos de saúde e clínicas particulares.
Como é uma vacina nova ( apesar de já existir há algum tempo, agora vem a público ) esse é um assunto polêmico.
Começa-se a delinear os prós e contras.
Com o início das aulas, seria interessante perguntar e também sugerir que a escola traga profissionais da saúde para maiores esclarecimentos.
Nem todos têm acesso fácil ao serviço médico para estes esclarecimentos.
Há inclusive especialistas que sugerem a vacina para os meninos; neste caso ela é exclusivamente particular.
Deixo aqui um link com uma matéria bastante abrangente sobre a vacina da jornalista Cristiane Segatto.
Quanto mais informações tivermos, mais embasamento para a decisão.
Leia a matéria clicando aqui.
5/52
As férias escolares terminaram.
A combinação dos ingredientes até passou da medida: férias, verão, sol e calor! (este é que está excedente)
Embora alguns relutem em voltar à rotina, talvez se as férias se prolongassem pelo ano inteiro, não teria o mesmo sabor.
Saber equilibrar rotina e descanso é um tempero ideal ao viver!
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