quinta-feira, 31 de maio de 2012

Gaste tempo...

... com quem você ama!
Nossa participação da blogagem proposta pela Mirys.
As gavetas ficaram por arrumar, fomos tomar um suco juntos numa lanchonete bem pertinho de casa entre beijos, carinhos e palavras carinhosas.

"Ter tempo para as pessoas... essa é a melhor maneira de você dizer que ela é importante para você."
                             Atair




terça-feira, 29 de maio de 2012

Lembranças primaveris

Primavera.
Ando com esta palavra me acompanhando.
Mas não é por causa do tempo. Se bem que, quando vejo a mocinha do tempo falando que vai chegar uma frente fria e derrubar as temperaturas, logo penso que o inverno ainda nem chegou por aqui; demorará a primavera.
Nem é a primavera da minha vida. Seja outono, verão, dia sem sol, com sol demais, dia de mau humor, mais uma década de vida... vou tentando fazer sempre uma primavera, tornando o humor ameno, colorido de flores.
A primavera árabe que vive nos noticiários, mas que só tem cor ocre, eu nem tento entender. Não consigo nem saber do funcionamento da política do meu país, que dirá de uma cultura que mistura política e religião. Profundo demais para o meu entendimento.
Falo do papel higiênico primavera.
Quem dele se lembra?


Áspero e cor de rosa.
Essa imagem que encontrei na internet não corresponde em nada ao que ele era. Aqui parece até macio com essas saliências em forma de bolinhas. O original tinha forma rugosa e se assemelhava a uma lixa.
Ah Ivani! Naquele seu armazém eu tenho certeza que tinha o tal primavera. E aproveita e pergunta pro teu irmão Edison se ele tem lembrança daquela textura.
As pessoas que dizem "queria uma vida cor de rosa" nunca passaram por uma indisposição gastrointestinal cuidada com primavera.
Lembro-me também que cedo na vida eu aprendi a diferença de classes, de padrões econômicos. Na minha casa tinha tinha primavera cor de rosa, na casa da minha amiga tinha um tão branquinho como a neve e macio feito pelo de coelho.

Tanto que esse tal de primavera ficou em meus pensamentos que fiz até uma pequena pesquisa.
Que não me leia uma senhora querida que já iria me dizer "mas você não tem nenhuma gaveta pra arrumar não?" E tenho,e não é só uma não, uma porção delas.
Mas é que eu gostei do assunto. Foi inventado lá na China.
Começou a ser comercializado em rolos enormes.


E também aprendi sobre diversos costumes para a finalidade higiênica: sabugo de milho, casca de coco ( ai, ai, com essa reforma ortográfica, tem assento ou não? Melhor dizer que é a fruta)
mão, e esse muito me impressionou – marinheiros usavam as cordas de içar velas. Havia muita assadura naquela época e ainda não tinham inventado a hipoglós.
Essa informação achei forte. Se alguém me disser que numa vida passada eu fui marinheiro, terei que fazer terapia.
E descobri também que tem um museu virtual do papel higiênico, que pena que não é brasileiro, senão teria o legítimo primavera.


Não se acanhe. Conta vai se você conheceu pessoalmente o primavera.
Beijo

O amor


"Gaste tempo com quem você ama"

É com esta frase que a Mirys está nos convidando a participar da blogagem coletiva no dia 31 de maio.
É uma história que vai deixando de ser triste e vai ganhando alegria, amigos, sorrisos, lembranças boas, cores, palavras quentinhas feito abraço.
A menina Mirys e seus dois filhotes ficaram sem o menino-pai-marido quando ele ajudava em um acidente.

As crianças queriam fazer uma festa de aniversário no dia 31 de maio, como sempre comemoraram, porém seria muito difícil para a menina-mãe uma festa sem o aniversariante.
O amor é maior e trouxe-lhe uma ideia linda: comemorar sim este dia, fazendo dele um dia feliz, onde se expressa, onde se diz o quanto se gosta das pessoas, demonstrando o amor por elas.
E assim nasceu o dia da família, o dia do amor!

Gaste tempo com quem você ama...
Escreva, fale, cante, fotografe e compartilhe!
Vamos lá, é quinta-feira, prepare-se que dá tempo.
Beijo

domingo, 27 de maio de 2012

Tiana, 87

E teve festa de aniversário para a Tiana!
87 anos!
Eu e as crianças não pudemos ir. Daqui nosso carinho para a "Madrinha"como ela gosta de ser chamada pelos netos!
Marido trouxe as fotos e a promessa de escrever bonito aqui no blog para a sua Tiana.
Vou esperar e cobrar!!!
Alguns momentos de alegria:

O casal Tiana e Antônio com os 10 filhos. Faltaram dois.
( e eu sem nenhum irmão!!! )

Cozinha de mineiro tem que ser grande!




Marido com a mãe, irmãos e pai.





Passos - MG

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O pesadelo da chuva

Era madrugada quando eu despertei. Embora os olhos ainda estivessem revestidos com aquele sono que os deixa pesados, mexi e remexi o corpo, os cobertores e só então ouvi a chuva.
Como me incomodou aquela chuva. Era aquela chuva com barulhinho gostoso que lhe faz virar para o lado, afinal ela cancela a caminhada.
Eu que gosto dessas chuvas mansas que limpam os telhados, os poluentes do ar, fazem a alegria das árvores, goteja com uma cadência que embala os olhos, continuem incomodada.
Uma só imagem me tomava. Um pesadelo.
Pesadelo que não era o avesso de sonho bom. Era avesso da vida.


Um especial no Jornal da Cultura mostrou e mostrará durante esta semana, a seca que está afetando do Cariri.
Nenhuma novidade. Poderiam pegar até imagens de anos anteriores e editarem a data. Ninguém perceberia. As cenas são as mesmas: terra seca, o gado morrendo, água barrenta para se beber.
A inteligência, a tecnologia ergueu cidades sobre desertos. Pomares suculentos fixaram morada no sertão.
Fazer campanha para arrecadar garrafas de água mineral e alimentos básicos... sim poderíamos fazer, usaríamos a internet e em pouco tempo teríamos toneladas.
Toneladas de ilusão. Porque embora fosse muito bem vindo essa ajuda, eles têm direito a mais do que uma campanha de algumas semanas. Existe verba, existe muito dinheiro para ser aplicado nestas regiões. O dinheiro evapora tal a água dos açudes.
Já sabemos que a seca não é tão somente um boletim meteorológico. É um descaso político vergonhoso. É um crime contra a humanidade. Uma humanidade que está dentro do país que eu vivo.

Da chuva da madrugada restou uma sombra cinza no céu e água empoçada pelo quintal.
Levanto-me e como já disse Roseana Murray, mais ou menos assim "A primeira água para o café, a segunda para o rosto".
Teve a água da torneira da pia, do vaso sanitário, do tanque, do banho, a que empoçou na rua, a da tigela do cachorro.
Posso sim fazer tudo isto economizando água: vou fechar a torneira enquanto escovo os dentes, usarei a água da máquina de lavar para jogar no quintal. Mas continuarei indignada porque não posso mandar a minha economia para uma dona qualquer que está bebendo água barrenta mesmo porque o caminhão-pipa vai passar sabe lá quando.
Continuarei incomodada porque hoje é dia que a minha filha pode levar um brinquedo para escola e eu não sei que brincadeira aqueles meninos vão inventar entre os sulcos da terra.


 Eu não sei que silêncio sai das entranhas daqueles contornos de dor. Será que é o mesmo silêncio de um Cachoeira.
E aquele lugar nem precisava de uma cachoeira imensa de recursos. Bastava alguns e bem aplicados.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Bugalhos e alhos

Definitivamente esta semana eu num tô boa.
Tô trocando tudo as palavras.
Hoje num blog de uma amiga eu teci o comentário elogiando o presente que a mãe lhe havia dado. Que a mãe devia ser tão fofa quanto o presente. Foi a mana que a presenteou.
Troquei mana por mãe e aproveitando o eme, foi um mico.
Noutro dia, lia que uma amiga falaria pelo skol. Outro mico, era skype. Mas neste caso a culpa era dela mesma. Sempre tem cerveja lá naquele blog. Fui induzida ao erro.
E como ando trocando tanto alho por bugalho, fui pesquisar o que era o tal bugalho ( só para ter o que postar ) e fui parar nos tempos da escrita a pena. Não deixa de ser interessante, mas não era exatamente o que eu procurava.
Definitivamente nem os bugalhos estão a meu favor...
Então o melhor que tenho a fazer é postar fotos do cachorro, assim não corro nenhum risco gramatical, ou outro mico qualquer.







sexta-feira, 18 de maio de 2012

Protetor solar ou pega-pega

Eu não uso protetor solar para praticar atividades físicas ao ar livre. E outras oito ou nove pessoas que praticam comigo, também não.
É que nós começamos às dez para cinco da madrugada. Está tudo escuro. Ninguém precisa disto!
Eu sou novata na turma.
Comecei no dia das mães. Não que eu tenha ganhado alguma roupa esportiva, ou um tênis bacana. Não, nada disso.
Na véspera do dia das mães, houve a tradicional festinha na escola. E eu participei com a Júlia, minha filha, do pega-pega.
Fui pega aos dois segundos do início da brincadeira. Minha filha ficou muito decepcionada comigo. Eu ainda tentei descontrair dizendo que isso era um recorde, mas ela pareceu não se convencer.
Acordei arrasada no dia seguinte, o domingo das mães. Não propriamente pela Júlia, mas sim porque me doía o corpo todo. Aqueles míseros dois segundos me deixaram toda dolorida. Um trapo.
Um belo dia resolvi mudar. E foi naquele dia mesmo que comecei a caminhar. Domingo à tarde.
Porém durante a semana, o único horário possível é às dez para cinco da matina.
O silêncio e a escuridão são incríveis.
Não é preciso se preocupar com o tênis. Ninguém enxerga marca, modelo, nada disso.
A moda é bastante misturada. As poucas pessoas que lá estão, estão vestidas de tudo: cachecol inclusive. Inclusive eu vou de cachecol. Faz bastante frio de madrugada.
Há dois caminhos: o estreito de terra, que é para os profissionais do pega-pega. Eles correm bastante. E há o caminho mais largo, para aqueles que vão mal no pega-pega, tiram nota baixa ou mesmo são expulsos, que é o meu caso.
Por alguns segundos ficamos lado a lado: a turma que corre e a que caminha. Saudamo-nos gentilmente. Um aceno de mão ou de cabeça.
Por falar em cabeça, eu caminho de chapéu, não por eu ser princesa, é que sempre me lembro de papai falando "pegar sereno na cabeça faz um mal danado".
E por falar em sereno, hoje eu comecei a caminhada e já me deu calor, tive que tirar o cachecol e amarrar na cintura. De repente comecei a sentir delicadas gotinhas tocando o meu rosto. Sereno, porém prefiro orvalho. O orvalho a me beijar a face. Que poético, pensei.
Também pensei que a escuridão e o silêncio trouxessem muita inspiração poética. Trazem sabe o quê? O seu lado mais sombrio.
Primeiro a gente inveja daquela turma do pega-pega profissional. Dão umas vinte voltas, enquanto eu nem completei a primeira.
Depois veio a maledicência em mim. Vi uma mulher na minha frente caminhando de guarda-chuva aberto por causa do orvalho. Pensei: que falta de poesia, ao invés de deixar que o orvalho lhe beije a face, abre essa coisa enorme durante a caminhada.
E segui sendo acariciada pelo orvalho, só que não sei o que aconteceu que o orvalho ficou tão forte, mas tão forte, que eu despertei daquele transe poético e percebi que estava chovendo. E percebi que aquela mulher de guarda-chuva à minha frente era feliz. Eu não devia ter tido pensamentos maldosos em relação a ela.
O guarda-chuva era tão grande, que ela abrigou uma amiga e seguiram a caminhada. Eu também segui. Usei o cachecol da cintura para enxugar o rosto que escorria. Mas não desisti.

Sabe, quando me vem a soberba e eu acho que estou arrasando na caminhada, ultrapassando e acenando com um bom dia ( deveria ser boa madrugada ) e deixando gente para trás, surge uma senhora japonesa que passa por mim com tanta tranquilidade e agilidade que eu penso que ela ter patins invisíveis que a torna tão rápida.
Por mais que eu me esforce, fique ofegante, não consigo ultrapassá-la.
E com toda aquela orvalhada caindo, esta senhora se ausentou da pista de caminhada, foi até o seu carro e voltou de guarda-chuva e ainda por cima em dois segundos me ultrapassou.
Segui arrasada e ensopada. Mas, segui.
No caminho, quando o orvalho era só orvalho, um senhor à minha frente parou perante um arbusto, arrancou um pequeno galhinho com umas três ou quatro folhinhas, colocou no bolso e arrancou numa corrida surpreendente. Devia ser mágico aquele arbusto. Com inveja, pensei em arrancar também umas folhinhas, mas naquela escuridão fiquei com medo de confundir os arbustos. Vai que eu arrancasse um com efeito tartaruga.
Já na hora de ir embora, o céu limpou, clareou e fiquei com aquela sensação de feriado prolongado que só chove e no dia que você volta para trabalhar, sai aquele solzão.
Enquanto tudo isso ocorria, dormiam meus rebentos e sonhavam com pega-pega. E eu ali, me esforçando para aumentar os segundos no próximo dia das mães.


Na verdade, eu nem sei por quanto tempo vai durar essa determinação pela caminhada. Vamos caminhando e veremos.
Agora vou confessar uma coisa: quando estou na volta final, eu sinto uma vontade enorme de encontrar um pipoqueiro. Que fome de pipoca.
Mas não deve ter. Milho não deve gostar de pular de madrugada.
Confesso também que estou prestes a seguir a sabedoria de Mario Quintana:

As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais imprevistas aventuras,
podem ter visitado as terras mais estranhas.
Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida:
também precisa ser sonhada.

Estou pensando em sonhar mais tempo na minha cama, comprar um protetor solar e ir caminhar no sol a pino!
Agora, uma opinião: que título fica melhor neste post, pega-pega ou protetor solar?
Beijo