segunda-feira, 29 de junho de 2015

Segunda com feijão



Simbora que é segunda-feira! Já pôs o feijão no fogo? 
Marido, lá em Minas Gerais, manda perguntar se alguém quer um punhadinho?
É feijão do bom e tá fresquinho!



domingo, 28 de junho de 2015

Sobre relacionamentos

Recebi por e-mail esse texto, já faz tempo e procurei a autoria, mas não encontrei; encontrei-o em outro blog e só agora me inspirou a escrever algo relacionado a ele.
Tenho tido boas e espontâneas conversas com meu filho adolescente. Às vezes sou surpreendida com sua maturidade para os poucos 12 anos e, outras vezes, sinto que a falta de vivência, de experiência dele não o fará entender por mais que eu argumente.
Estávamos dia desses, diante do amor romântico que ele vê se manifestando na vida dos primos mais velhos, no colégio, onde se começam alguns namoricos e compara tudo isso com o que ele tem de mais próximo, ou seja, os pais, a família com os tios mais velhos.
E junto a tudo isso tem as idealizações e sonhos dele: "eu farei assim; nunca farei como vocês, etc"
Os primos estão iniciando, descobrindo e o lado social que se mostra é intenso e lindo. Baladas, festas, amigos, restaurantes. Todo um lado que pode fazer parte.
Mas há o outro lado.
O lado morno, ou como eu prefiro chamar, sereno. Onde já fez tudo isso e agora as coisas são diferentes, principalmente a depender do estilo de vida de cada um.
Não que um jeito seja certo ou errado. Mas acaba até existindo um padrão.
É comum no início de relacionamentos uma vida mais agitada e com o passar dos anos o agito se acalma, ou toma outros caminhos.
Brinco com ele e digo que dificilmente casais há um bom tempo juntos queiram ficar em filas de quarenta, cinquenta minutos na porta de um restaurante ou pizzaria. A gente compra e leva pra casa e fica tudo bem!
São coisas que precisam de tempo e a maturidade que ele que ainda não viveu e por isso não tem.
O bonito texto traz essa reflexão.


Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento. Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio. 
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história: 
Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto. Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete. 
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta. Durante o velório, meu pai não falou. Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e Seus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados. 
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos… Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem ideia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.” Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: 
- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises. Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade. Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, trocamos abraços em cada Natal, e perdoamos nossos erros… 
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… ” 
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.” E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo,e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas. 
Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar. Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam. O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias. O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.
Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe…”


sábado, 27 de junho de 2015

Compartilhando leitura

Recebi o convite vindo da Janeisa que bloga lá no Brasildobem, a postar hoje sobre um livro. Ela se inspirou na blogagem coletiva dos varais que eu e a Tina organizamos e assim vamos partilhando leituras, novos blogs, novas ideias.
O livro que escolhi, é na verdade de meu filho Bernardo que está no 9˚ ano.

Ele me trouxe o comunicado do colégio sobre essa leitura no começo do mês. O livro seria vendido na própria escola e assim que ele chegou, pedi para ver a capa e dei uma rápida olhada para saber sobre o que se tratava. Decidi que leria antes dele!

O livro fala do Holocausto, dos horrores da guerra e também de paz.

Quando eu estava na escola, o conteúdo sobre a segunda guerra, foi dado, na minha opinião, de maneira muito supercial e nós estávamos preocupados em decorar datas porque era isso o que nos seria pedido em prova.

Meu filho já teve aulas mais aprofundadas sobre o assunto, incluindo imagens e filmes.

Foi só recentemente que eu fiz uma leitura que me mostrou, me fez sentir a intensidade do horror e sofrimento. E eu, ainda que quisesse que meus filhos tomassem conhecimento exatamente daquela forma, ainda assim o livro "A Bibliotecária de Auschwitz" era de uma intensidade não para adolescentes.

Chega então em nossas mãos A mala de Hana.


Fumiko, é a curadora do Centro Educacional do Holocausto no Japão, criado para, através de objetos,  ensinar as crianças japonesas os horrores do Holocausto e também o otimismo e a alegria de viver dos sobreviventes dos campos de concentração.
A história de Fumiko e as crianças japonesas se passa em 2000 e ao mesmo tempo é narrado a vida de Hana e sua família entre 1930 e 1940. A mala de Hana chega ao Centro Educacional e a partir dela, a curadora, movida pelo desejo das crianças de saber mais sobre a garota dona da mala, inicia suas investigações e ao final "chega"  ao Canadá, onde o irmão de Hana, um sobrevivente que vai até o Japão ao encontro das crianças.

Um livro singelo, mas sem omitir as dores, as tristezas vividas naquelas décadas. São relatos que emocionam, como quando a mãe de Hana é convocada a se apresentar e partir em um trem. À noite ela se despede dos filhos, mostrando toda a coragem e esperança para esconder o coração despedaçado de mãe.

Adorei a maneira como as histórias se entrecuzaram, como foi descrito os momentos mais difíceis de Hana e sua família e a mensagem de paz que o livro se propõem: conhecer sobre o Holocausto é necessário para que esse horror nunca mais se repita.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

D de


Nem ocupe o seu tempo tentando elaborar uma teoria egocêntrica para meu filho, achando que excesso de autoestima pode ser prejudicial...
Eu sou uma delícia é cola.
É meu filho passando cola de prova para alguém: alternativa d de delícia.
Ah se eu fosse professora!

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Descombinado

"Mãe, não vamos pelo elevador social porque, no social, as pessoas ficam sempre olhando para baixo e elas vão ficar olhando para os meus pés!"


Já era noite e eu avisei que desceria com o cachorro que já estava "apertado".

Posso ir, posso ir?
Então ligeiro.
Não vou nem por tênis ou bota, já tá escuro mesmo né?

A própria dona das meias sapatilhas com sapatos sapatilhas achou sua combinação engraçada e o melhor é que nem se importou! Descemos rindo, ou melhor gargalhando!
E claro nos lembramos de um livro que foi muito lido aqui quando mais novos: Pedro e Tina, uma amizade muito especial de Stephen Michael King.



"Então, Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam".

Às vezes, descombinar combina com uma leveza deliciosa na vida!

terça-feira, 23 de junho de 2015

Asilo e creche juntos

No mês passado meus filhos me pediram para comprar fralda geriátrica pois queriam participar de uma campanha de arrecadação na escola.
Fomos juntos, eles perceberam como são caras as fraldas ainda mais que um pacote dura somente alguns dias, daí a importância da campanha. No dia em que entregaram na escola, foram informados que haveria um sorteio para os que estavam participando da campanha e iriam conhecer e fazer a entrega num asilo.
Ambos vieram entusiasmados com a possibilidade.
E aconteceu! Os dois foram sorteados!
Bernardo foi ontem a um asilo e Júlia, hoje, em outro.

Foi o primeiro contato deles com esse tipo de instituição e de situação, pois os asilos que visitaram são para pessoas de baixa renda e a maioria ali está abandonada pela família.

Bernardo achou muito triste, especialmente o abandono e a carência material.
Júlia se emocionou ao ouvir de um senhor que ele estava muito feliz por receber a visita deles, mas eles iriam embora e a alegria também.

Foi excelente eles terem tido contato com essa realidade porque a novidade abriu espaço para diversas reflexões. Disseram que nunca me colocariam num asilo. Primeira ideia errônea.
Conversamos sobre os vários tipos de instituições que existem e que muitas vezes pode até mesmo ser uma decisão da pessoa querer viver ali ou em certos casos, ser necessário estar num lugar desses pelos cuidados que seriam difíceis de serem dados em casa. O maior problema mesmo é o abandono pelos filhos, familiares.

Curiosamente, hoje li um artigo da Rosely Sayão falando que as mães recorrem aos pediatras e quase nunca aos pais ( avós ) para tirar alguma dúvida sobre a criação dos filhos. Não há mais confiança nos avós, segundo a pesquisa que ela relata. Uma outra forma de abandono.

E também foi hoje que encontrei em vários sites, a divulgação de uma creche e asilo juntos nos Estados Unidos.

Segunda ideia errônea (da minha parte) - quando li que crianças estavam no mesmo espaço que os velhinhos, senti piedade deles. Pensei no silêncio e paz que eles precisam. Estava errada.
A tristeza que meus filhos viram nos asilos que visitaram, a apatia, é transformada na presença das crianças, na convivência com elas. E elas aprendem sim a respeitar os idosos.

Deixo aqui o vídeo de uns quatro minutos para você também se surpreender!


Cultivar a felicidade

Semana passada, a Dra Cristiane postou em seu blog a indicação de um documentário sobre a felicidade.
Happy é o título. Já tinha ouvido falar muito bem dele, lembro-me de querer assistí-lo e nem o porquê, mas perdi.
Então depois de ler a postagem, algo me inspirou a querer vê-lo e o fiz nesse final de semana.
Incrível!
A felicidade muito além dos nossos tão aclamados momentos felizes. A felicidade cultivada exatamente como faz um agricultor: lavra, fertiliza, irriga, planta as sementes, cuida, tira as ervas daninhas e faz a colheita.
Através de histórias individuais, algumas coletivas vamos percebendo a felicidade no simples, na maneira de olhar para a vida.
É possível compreender perfeitamente o conceito de Felicidade Interna Bruta criado lá no Butão que nos chegou aqui através de noticiários com um tom de piada, de utopia. E é algo que devia estar,a começar na nossa Amazônia sendo preservada...
Há toda uma base científica agora com os estudos da neurociência, da psicologia da felicidade muito interessante.
Os problemas, os desafios não deixarão de existir, mas é possível ser feliz mesmo com eles.
Deixo o link do filme. Se quiser assistir, primeiro agende no seu interior, depois salve o link, copie, cole no teu e-mail, enfim, você terá em uma hora e quinze minutos um enorme aprendizado!

Happy - aqui.