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domingo, 22 de janeiro de 2023

Tristezas e belas delicadezas

 Domingo, dia 22 de janeiro.

Ainda é cedo, estou sozinha em casa com nosso cachorro. Levei-o para passear e sentei-me com o notebook para ler e escrever, antes de tomar café.


Encontro a notícia de que a AnaMi se foi, ela voou. Morreu ontem, 21, à noite. As homenagens seguem lindas e emocionam. Sem querer ser inspiração, ela inspirou muita gente.


Aqui no blog, recentemente eu escrevi sobre e para ela, na minha homenagem em vida.


Ainda haverá muita coisa linda que ela semeou e vai florescer!


Há um ano atrás, nesse exato 22 de janeiro, quem nos deixava era o mestre zen Thich Nhat Hanh, conhecido também por Thay.


Thay era imenso, oceânico, e definí-lo com palavras não faz sentido. Aliás, faz, se escolhermos palavras imensas como ele: paz, amor.


Foi algo incrível acompanhar a cerimônia fúnebre dele que foi transmitida e participada por milhões de pessoas ao redor do planeta.


E uma outra grande coisa que ele ensinou foi olhar para a morte como vida, como uma continuidade. Voltamos à terra e vivemos de tantas outras formas que não à física.


As monjas e monges e leigos de sua tradição, para homenageá-lo fizeram um documentário de beleza imensa. Tem tristeza, mas sabe aquela tristeza repleta de delicadeza, de beleza?



Vou colocar o vídeo, caso se interesse.

Thay também era um defensor e cultivador do diálogo inter-religioso. No documentário, é possível ver em um dos altares as imagens de Jesus e Buda juntos.

Thay sempre dizia: Jesus e Buda irmãos.






Finalizo com uma frase que diz tanto.

Finalizo com o coração cheio de gratidão por tudo o que AnaMi nos trouxe assim como Thich Nhat Hanh


“Se em nossa vida diária pudermos sorrir, se pudermos ser pacíficos e felizes, não só nós, mas todos lucraremos com isso. Este é o tipo mais básico de trabalho de paz.”


- Thich Nhat Hanh


quinta-feira, 12 de janeiro de 2023

Homenagem em vida

 Você conhece a AnaMi? Ana Michelle Soares?

Eu conheço e ao mesmo tempo não a conheço.


Foi minha filha quem me falou dela pela primeira vez e então eu passei a acompanhar o perfil no Instagram, e fui também “encontrando" com ela em outras mídias - entrevistas, podcasts.


É dessas pessoas que eu nunca irei conhecer pessoalmente, mas, pelo lado bom das redes sociais, eu a conheci e é precioso o que ela partilha e a maneira como o faz.


AnaMi foi diagnosticada com câncer metastático aos 28 anos. Hoje ela tem 40 e nesse caminho bonito e triste, cheio de dores e também alegrias, eu acredito que ela vem tocando o coração, a vida de muitas pessoas com sua fala honesta, franca misturando vida e morte num mesmo sopro.


Recentemente, ela escreveu uma mensagem que mobilizou amigos conhecidos e desconhecidos a fazerem uma homenagem em vida para ela.


“Os caminhos estão ficando cada vez mais estreitos e eu nunca prometi eternidade para vocês… no momento, o câncer é o de menos no meu corpo. Talvez, eu morra em decorrência de infecções pulmonares. Não fiquem tristes , eu não estou. Passei os últimos anos falando e aprendendo sobre finitude. Ela não me coloca medo, talvez curiosidade. Descobrir o Grande Mistério deve ser  interessante. E não se esqueça, estarei sempre por aí, dançando com o vento!”


É um mistério lindo a maneira como ela tocou inúmeras pessoas e eu sou uma delas.


Aprendo e espero seguir aprendendo a olhar para a finitude com o sorriso que ela sempre mostrou. 

É lindo de ver a onda de homenagens e os comentários cheios de gratidão.


Vou deixar abaixo alguns links caso você queira conhecer um pouco da luz linda dessa moça.


Uma palestra TED


Perfil no Instagram


Comentários inspiradores


Os livros dela: