Domingo, dia 22 de janeiro.
Ainda é cedo, estou sozinha em casa com nosso cachorro. Levei-o para passear e sentei-me com o notebook para ler e escrever, antes de tomar café.
Encontro a notícia de que a AnaMi se foi, ela voou. Morreu ontem, 21, à noite. As homenagens seguem lindas e emocionam. Sem querer ser inspiração, ela inspirou muita gente.
Aqui no blog, recentemente eu escrevi sobre e para ela, na minha homenagem em vida.
Ainda haverá muita coisa linda que ela semeou e vai florescer!
Há um ano atrás, nesse exato 22 de janeiro, quem nos deixava era o mestre zen Thich Nhat Hanh, conhecido também por Thay.
Thay era imenso, oceânico, e definí-lo com palavras não faz sentido. Aliás, faz, se escolhermos palavras imensas como ele: paz, amor.
Foi algo incrível acompanhar a cerimônia fúnebre dele que foi transmitida e participada por milhões de pessoas ao redor do planeta.
E uma outra grande coisa que ele ensinou foi olhar para a morte como vida, como uma continuidade. Voltamos à terra e vivemos de tantas outras formas que não à física.
As monjas e monges e leigos de sua tradição, para homenageá-lo fizeram um documentário de beleza imensa. Tem tristeza, mas sabe aquela tristeza repleta de delicadeza, de beleza?
Vou colocar o vídeo, caso se interesse.
Thay também era um defensor e cultivador do diálogo inter-religioso. No documentário, é possível ver em um dos altares as imagens de Jesus e Buda juntos.
Thay sempre dizia: Jesus e Buda irmãos.
Finalizo com uma frase que diz tanto.
Finalizo com o coração cheio de gratidão por tudo o que AnaMi nos trouxe assim como Thich Nhat Hanh
“Se em nossa vida diária pudermos sorrir, se pudermos ser pacíficos e felizes, não só nós, mas todos lucraremos com isso. Este é o tipo mais básico de trabalho de paz.”
- Thich Nhat Hanh

