Na minha tenra infância, fui levada pelos meus pais à uma matinê para brincar o carnaval. Fantasiada, com um grande pacote de confetes, brinquei ao som das clássicas marchinhas.
Mas as marchinhas, os confetes, não fizeram morada em mim. Meu sinônimo de carnaval é descanso.
Nesses dias de folia, acho bonito de ver a alegria, a animação, a energia das pessoas!
E foi num dia desses que a alegria estava nas ruas, que eu e marido fomos passear num parque.
Achei incrível o que vimos: ao redor do parque havia 500 mil pessoas!
Meio milhão de corações festivos e lá dentro do parque, meia dúzia de gatos pingados!
Foi uma delícia caminhar por entre as árvores, margeando lagos sem a multidão que costuma frequentar o parque aos finais de semana. A multidão ficou do lado de fora e olha só uma imagem para refletir a paz ali dentro:
Mas temos foliã na família também!
Minha filha Júlia nunca foi levada por mim para pular carnaval, o máximo eram as festinhas na escola. Só que o bichinho do carnaval, sempre esteve com ela!
Lembro que, quando menor, ela e uma amiga combinavam de assistir pela televisão os desfiles. Cada uma em sua casa e se falavam madrugada adentro comentando os desfiles.
E agora vai feliz para o sambódromo assistir ao vivo aos desfiles das escolas de samba. E eu é que fico no celular para receber as notícias e as fotos!
Minha filha se encanta com os enredos. “Mãe, essa escola homenageou a santa padroeira deles”. Estar lá é se envolver numa energia maravilhosa, ela diz.
Será que algum dia eu vou?! Bem, tudo é possível!







