sexta-feira, 10 de junho de 2011

Roda da leitura

Hoje as crianças não tiveram aula.
A Júlia me disse que iria brincar de roda da leitura.
Fiquei imaginando que seria uma escolinha com as bonecas e alguns livrinhos.
Olha só como é uma roda de leitura por aqui.
Achei bem criativo...




quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vicejar

Um título numa folha de jornal antigo, chamou-me a atenção. Diz assim: “Investigador almeja explicar o complicado conceito da felicidade”.
E eu almejo que ele consiga!
Por que é algo difícil falar da tal felicidade. Tão relativo este conceito, tão amplo, tão cheio de questionamentos...
E nessa matéria aparece uma palavra relacionada com o assunto que é a palavra vicejar.
Como eu gostei desta palavra! Tomara que sempre tenha lá na grande fábrica de palavras!
Vicejar – viço – exuberância de vida.
Muito bom para se traduzir, aproximar de felicidade.
Mas eu estou achando que uma boa parte dos seres humanos têm dificuldades em vicejar.
Hoje, por exemplo, ouvi uma crítica àquela banda curitibana (tem o vídeo aqui no blog), que teve mais de 5 milhões de acessos na internet, que é piegas, que durante semanas nos infernizou com aquele hit, que só falta as pessoas colocarem flores no cabelo e saírem se abraçando... e por aí vai. Esse crítico não gostou e está no direito dele. E por que não deixar que os milhões que gostaram, coloquem flores no cabelo e saiam a vicejar por aí? Por que se incomodar com os que gostaram?
O mesmo já li em alguns blogs. Quando está tudo bonito, cheio de viço em seu blog, chega alguém para lhe dizer que você está usando óculos cor de rosa, o mundo não é assim.
Se eu pudesse sugerir ao investigador, diria para ele descobrir porque a felicidade incomoda, porque ainda há a crença que se tudo vai bem, prepare-se para o ruim.
Eu quero vicejar muito!!! Altos e baixos sempre existirão porque são ingredientes da vida, mas se a vida tá cor de rosa debaixo desse céu cinzento, chuvoso e frio... vamos compartilhar!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pintor apressado

O pintor que todos os dias
pinta a tela céu
acordou hoje apressado
Parece que seus desenhos
estão todos borrados
As pinceladas saíram longas
espalhaaaaaaadas pelo céu
e quando vou olhar...
já se foram seus desenhos

O que está acontecendo seu pintor?
No alvorecer e no lusco-fusco
sua tela céu é primorosamente colorida
Ah! Como você mistura bem suas cores
sobre aquele fundo azul!
Durante o dia
prefere pincelar de branco
e eu esparramada na verde grama
fico a admirar seus desenhos

Ele me diz que hoje
está apressado pelo vento
que faz sua mão balançar
e nada desenhar
só espalhar sua alvura

Ei! Seu pintor
também vou me apressar
porque este vento maroto
foi chamar a chuva para brincar
e eu não quero me molhar...
Tchau!

                                                             Ana

terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O blog

Tenho lido em várias postagens o porquê de se ter um blog ou o nascimento do blog.
Registrar o dia-a-dia, registrar as lembranças vividas, escrever como terapia, reunir familiares, amigos. Estes são alguns dos principais motivos de se ter um blog.
Quero falar do nascimento do meu blog.
A verdade é que foi, comparativamente, uma gravidez inesperada.
Eu não tinha a intenção de ter um blog. Ele apareceu de repente... Um susto danado.
Depois me acostumei com a ideia e comecei a pensar o que iria fazer dali pra frente.
Contar para os familiares? Ainda era cedo demais.
Esperei o blog crescer para aparecer!

Não é uma brincadeira. Foi assim mesmo.
Eu não entendia muito bem o que era um blog. Conheci primeiro os de assuntos específicos.
Então achava que não era para mim porque eu não teria um assunto específico para postar.
Deparei-me então com os blogs maternos. Encantadores  ao primeiro clik.
Ver fotos de bebês, crianças, cheios de novidades a cada dia, parecia até faltar espaço para tanto assunto.
Nesse tempo minha filha Júlia estava chorando antecipadamente e diariamente porque sua prima querida iria morar em outra cidade por conta da faculdade. Sugeri à “prima”(assim que a Júlia a chama!) que fizesse um blog da sua nova vida, assim a Júlia poderia acompanhar e quem sabe a saudade amenizasse. Ela fez; a Júlia adorou e começou a me pedir para fazer um blog para ela.
Respondi prontamente que teríamos que esperar a prima vir para cá para nos ajudar a fazer um, pois para mim parecia tarefa impossível.
Tanto a Júlia insistiu que eu fui parar sem querer no crie um blog. Sem acreditar fui clicando, clicando; tudo parecendo fácil demais e quando me dei conta ele estava ali bem na nossa frente!
Demorei para acreditar que tinha conseguido tal proeza.
E agora? O que exatamente colocar ali?
Comecei colocando algumas coisas das crianças, porém logo depois a Júlia me disse que queria um espaço só dela para se expressar. E agora com mais prática, foi tranquilo fazer o blog para a Júlia.
E enquanto começava timidamente a escrever, fui lendo sobre o assunto blogs.
Era para ser um diário, desses que muito de nós já tivemos um dia de papel, talvez com  cadeado. Mas acredito que a maioria,  mesmo os que postam diariamente, saíram um pouco daquele ritmo de escrever literalmente o que se passa durante o seu dia inteiro.
Eu mesma tive vários diários, depois eram agendas. Ali eu começava escrevendo como estava o tempo, a cor do céu. Relatava o que fazia no dia, o meu humor, as angústias, decepções, enfim era um retrato fiel, porque afinal a ideia era de que ninguém lesse.
Já nos blogs é diferente. Haverá algum leitor. Sempre te descobrem; mesmo que sejam poucos os leitores.

E como não tenho um assunto específico, fui mesclando um pouquinho do que acontece, com lembranças, com crianças, com poemas que às vezes me arrisco a escrever.
Além de ficar uma recordação para os mais próximos, vamos fazendo amigos, conhecendo leitores, blogueiros, seus estilos e esta troca é muito prazerosa.
Passado o susto inicial de não saber bem o que fazer com um blog, agora estou  passando agradáveis momentos por aqui.
E misturando, uns dias mais, outros em falta, foi algo surpreendentemente bom que me aconteceu.
Ao contrário do meu preconceito com a internet de ser fria, sem emoção, para mim o blog veio como uma lição: é o oposto disso. É cheio de energia, de risadas, tristezas também. Enfim é uma troca deliciosa. Ainda bem que eu tenho um blog, mesmo sem ter planejado!

sábado, 4 de junho de 2011

Lembranças

Fiquei de tal forma embevecida com uma lembrança boa que me chegou de maneira inesperada, que não consegui postar na hora.
Acho que fiquei enamorada com as lembranças... e foi muito bom!
Há muito que eu não assistia ao programa Sr Brasil, da tv Cultura.
Quinta-feira passada, saindo do habitual, resolvi ligar a tv e enquanto o sono não chegava, fui ficando.
Nem sabia que o programa tinha mudado de terça-feira para quinta. Gosto demais deste programa. Dos causos contados pelo Boldrin, da boa música nas belas vozes de talentos às vezes desconhecidos, gosto do cenário adornado pelo artesanato produzido por mãos tão habilidosas.
E foi ali, numa conversa do Rolando que me chegou a surpresa. Ele estava relatando que o nome de alguns artistas que havia conhecido no passado, quando disse mais ou menos isto: “Eu ia numa barbearia ali na rua Tupi, quando conheci...
Nem ouvi o resto. A barbearia da rua Tupi era de meu pai!
Imediatamente me lembrei de meu pai falando do Rolando, falando do Raul Cortez que também era freguês da barbearia.
Durante muitas décadas ali fora, além do local de trabalho de meu pai, uma parte de sua vida.
Lamento ser na época uma adolescente que não dera a menor atenção àquele fato, contado com tanta discrição pelo meu pai, que estivera em seu estabelecimento o respeitado Rolando. Era uma época em que eu estava interessada nos Menudos.
Já vai para mais de vinte anos que ele morreu e para mim, o tempo foi transformando dor em lembranças, mas também apagando muitas coisas da memória.
Ouvir “a barbearia da rua Tupi”, reviveu em mim o homem austero, sempre de paletó, manuseando sua navalha e tesoura que depois se transformou no homem engraçado, cozinheiro que tinha um galo garnisé sempre ao colo como bicho de estimação!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Alarme

Eles ultrapassaram o limite máximo de bagunça tolerada.
Então soou o alarme.
O alarme é uma mãe estupefata e seu discurso.
Discurso longo, intenso, parecendo definitivo.
Não sei se existe a palavra “definitivo”no universo de mãe, exceção talvez para amor definitivo... bem, isto não importa agora.
O alarme importa. Soou, voz forte feito trovão.
Surtiu efeito.
Depois de um corre-corre silencioso, depois do alarme ter cessado...
Bem depois, a solução: !!!