Tenho lido em várias postagens o porquê de se ter um blog ou o nascimento do blog.
Registrar o dia-a-dia, registrar as lembranças vividas, escrever como terapia, reunir familiares, amigos. Estes são alguns dos principais motivos de se ter um blog.
Quero falar do nascimento do meu blog.
A verdade é que foi, comparativamente, uma gravidez inesperada.
Eu não tinha a intenção de ter um blog. Ele apareceu de repente... Um susto danado.
Depois me acostumei com a ideia e comecei a pensar o que iria fazer dali pra frente.
Contar para os familiares? Ainda era cedo demais.
Esperei o blog crescer para aparecer!
Não é uma brincadeira. Foi assim mesmo.
Eu não entendia muito bem o que era um blog. Conheci primeiro os de assuntos específicos.
Então achava que não era para mim porque eu não teria um assunto específico para postar.
Deparei-me então com os blogs maternos. Encantadores ao primeiro clik.
Ver fotos de bebês, crianças, cheios de novidades a cada dia, parecia até faltar espaço para tanto assunto.
Nesse tempo minha filha Júlia estava chorando antecipadamente e diariamente porque sua prima querida iria morar em outra cidade por conta da faculdade. Sugeri à “prima”(assim que a Júlia a chama!) que fizesse um blog da sua nova vida, assim a Júlia poderia acompanhar e quem sabe a saudade amenizasse. Ela fez; a Júlia adorou e começou a me pedir para fazer um blog para ela.
Respondi prontamente que teríamos que esperar a prima vir para cá para nos ajudar a fazer um, pois para mim parecia tarefa impossível.
Tanto a Júlia insistiu que eu fui parar sem querer no crie um blog. Sem acreditar fui clicando, clicando; tudo parecendo fácil demais e quando me dei conta ele estava ali bem na nossa frente!
Demorei para acreditar que tinha conseguido tal proeza.
E agora? O que exatamente colocar ali?
Comecei colocando algumas coisas das crianças, porém logo depois a Júlia me disse que queria um espaço só dela para se expressar. E agora com mais prática, foi tranquilo fazer o blog para a Júlia.
E enquanto começava timidamente a escrever, fui lendo sobre o assunto blogs.
Era para ser um diário, desses que muito de nós já tivemos um dia de papel, talvez com cadeado. Mas acredito que a maioria, mesmo os que postam diariamente, saíram um pouco daquele ritmo de escrever literalmente o que se passa durante o seu dia inteiro.
Eu mesma tive vários diários, depois eram agendas. Ali eu começava escrevendo como estava o tempo, a cor do céu. Relatava o que fazia no dia, o meu humor, as angústias, decepções, enfim era um retrato fiel, porque afinal a ideia era de que ninguém lesse.
Já nos blogs é diferente. Haverá algum leitor. Sempre te descobrem; mesmo que sejam poucos os leitores.
E como não tenho um assunto específico, fui mesclando um pouquinho do que acontece, com lembranças, com crianças, com poemas que às vezes me arrisco a escrever.
Além de ficar uma recordação para os mais próximos, vamos fazendo amigos, conhecendo leitores, blogueiros, seus estilos e esta troca é muito prazerosa.
Passado o susto inicial de não saber bem o que fazer com um blog, agora estou passando agradáveis momentos por aqui.
E misturando, uns dias mais, outros em falta, foi algo surpreendentemente bom que me aconteceu.
Ao contrário do meu preconceito com a internet de ser fria, sem emoção, para mim o blog veio como uma lição: é o oposto disso. É cheio de energia, de risadas, tristezas também. Enfim é uma troca deliciosa. Ainda bem que eu tenho um blog, mesmo sem ter planejado!