Venho me despedindo aos poucos. Vamos nos mudar de cidade no início de dezembro.
Quando minha filha ouviu minha conversa de elevador falando da mudança, assim que ficou sozinha comigo, mostrou sua indignação:
"Mãe, que mico! Pra quê você está falando para essas pessoas que a gente vai se mudar? Ai que vergonha..."
É bem verdade que não fazer diferença na vida dessas pessoas. Sabendo ou não sabendo, tudo seguirá.
Ao longo dos cinco anos em que morei neste prédio, fui dando falta de pessoas, fui percebendo que aquelas conversar de elevador, o bom dia, o se vai chover hoje, que frio hein, vai gerando um carinho, uma preocupação, um querer bem. E isso me moveu a fazer as despedidas.
Comecei a dois meses atrás. Falava que logo não nos veríamos mais por conta da mudança e eu queria agradecer todos os sorrisos e bons dias que recebemos!
E foi incrível as expressões de surpresa e carinho que recebemos!
Minha filha, que inicialmente tinha achado tudo um mico, chegou um dia em casa maravilhada!
"Mãe, me pararam na rua para falar que vão sentir muito a minha falta e desejar que eu seja muito feliz na nova vida!"
Despedi-me de pessoas que encontrava na rua enquanto eu passeava com o cachorro e elas estavam a varrer suas calçadas. Foi gostoso, foi divertido!
Lembrei-me também de um livro sobre a vida dos feirantes de São Paulo e alguns relatos da preocupação e até mesmo tristeza deles em ter um freguês "sumido".
"Toda semana ele estava aqui, gostava de vir nas primeiras horas da manhã, dizia que as frutas não estavam apertadas e de repente sumiu. A gente fica pensando né, no que aconteceu e torce para um dia voltar".
As pessoas começaram a me dar papeizinhos com seus telefones - olha tá aqui, se você precisar de alguma coisa para o teu filho, eu tô à disposição.
Nosso filho ficará na cidade, ele mora no campus da faculdade e eu realmente posso ir tranquila! Vários guardiões estão à disposição!
No mercado encontrei uma senhora, a quem sempre cumprimento e elogio a bonita casa em forma de chalé de madeira com o jardim bem cuidado. Sempre paro para um dedo de prosa no portão dela.
Quando soube, foi logo tirando da bolsa um pedaço de papel e caneta, me deu seu telefone e a recomendação: " Olha, eu sei que seu filho que vai ficar aqui, então quando você vier visitá-lo, nada de ficar em hotel, eu moro sozinha aqui, tem quarto sobrando, você é minha convidada!"
É uma surpresa atrás da outra!
Júlio, um morador idoso, é encantado pela minha Júlia. Chorou no elevador ao saber e disse que não segue religião, mas queria oferecer-nos um verso da bíblia e o recitou com a voz embargada. Foi lindo!
A gente acha que as conversar de elevador são apenas superficiais, mas talvez exista algo a mais ali...
Na despedida mais recente, uma mãe nos contou orgulhosa "ah com os filhos é assim mesmo, eles vão encontrando o caminho deles. Olha a minha: termina agora a faculdade, vai fazer mestrado em gestão de escola pública e depois quer ir para a Finlândia estudar lá e trazer melhoras para o ensino público do Brasil".
Ah! Que magnífico isto! Uma jovem que que mudar, melhorar as nossas escolas públicas! Tudo isso só pude saber pela nossa singela despedida!
E agora eu me despeço de vocês, mas é só um pouquinho!
Só o tempo de eu encaixotar as coisas, desencaixotar, contratar outro serviço de internet.
Como não sei quanto tempo isso vai levar, quero deixar meu abraço apertado, não de despedida aqui, só de umas férias! Se eu não voltar a tempo do Natal, celebrem o encontro de pessoas, sem se importar em quem elas e nós, votamos. Celebrem o amor, o melhor que temos a oferecer!
Peço paciência e desculpas a todos os blogs que ainda não visitei. Amanhã encerraremos o serviço de internet daqui, então escrevo às pressas, com erros certamente, mas com o coração feliz em ter-vos como companhia em mais esse ano aqui neste blog.
Fiquem em paz e até bem breve eu espero!
domingo, 24 de novembro de 2019
terça-feira, 19 de novembro de 2019
Podosfera
Uma das coisas que eu mais gostava de quando eu frequentava a escola primária, eram os livros de Língua Portuguesa. O capítulo era aberto com um texto, seguia-se questões de interpretação deste texto e depois a parte referente à gramática.
Ficava logo abaixo do texto o que eu mais apreciava: vocabulário.
Algumas palavras, diferentes, novas, complexas, eram destacadas abaixo do texto com o seu significado.
Ah! Como eu gostava daquilo! Aquela explicação que clareava, que fazia tudo ganhar sentido.
Os anos iam passando, os livros mudavam de editora, de coleções e o "vocabulário" seguia ganhando outras versões - para entender o texto ou glossário, ou mesmo, vamos aprender mais?
Deixado o banco de escola há muito tempo, sinto falta desse glossário, desse vocabulário explicativo na vida, que os dicionários não dão conta.
Podosfera é uma dessas palavras. Deparei-me com ela e pensei em algo mais elaborado para podólogo. Logo percebi que não tinha ligação nenhuma com pés...
Recente podosfera. Assim dizia o texto que eu estava lendo e só aos poucos fui me dando conta.
E a memória foi me trazendo vovô com seu rádio de pilhas grandes e amarelas. Um retângulo envolvido por uma capa de couro ( bem ensebada! ) que se acomodava tanto num criado-mudo como ao pé do ouvido. Todas as tardes, religiosamente um minuto antes das seis horas, eu ficava ao lado dele, de vovó e um copo com água próximo ao rádio. Hora da Ave-Maria. Uma oração, um gole de água e eu já voltava para as brincadeiras.
Eu, adolescente, já com rádio movido à energia, não perdia o programa de músicas francesas de Monsieur Gilbert, Chandon D'Amour e também o romântico Sérgio Boca com seu "Na boca da noite".
Então chega a recente podosfera. O novo rádio, o formato inovador. De músicas a bate-papos dos mais variados assuntos. Ouve-se a hora que quer, onde quiser.
Os responsáveis por esta nova mania são os podcasters que já têm até sigla: Abpod - associação brasileira de podcasters.
Eu demorei para saber o que era isto, demorei para ouvir um podcast, mas não é que fui fisgada?!
Já ouvi podcast falando de emoções, de política, de luto, de livros e estou gostando desta tal podosfera.
Agora quero saber de você. Você embarcou na podosfera? Gosta?
Tem algum podcast para nos sugerir?
Já é um produtor de podcast ou pensa em ser?
E rádio, você ouve? Músicas, programas?
Ah conta tudo que estou curiosa!
Ficava logo abaixo do texto o que eu mais apreciava: vocabulário.
Algumas palavras, diferentes, novas, complexas, eram destacadas abaixo do texto com o seu significado.
Ah! Como eu gostava daquilo! Aquela explicação que clareava, que fazia tudo ganhar sentido.
Os anos iam passando, os livros mudavam de editora, de coleções e o "vocabulário" seguia ganhando outras versões - para entender o texto ou glossário, ou mesmo, vamos aprender mais?
Deixado o banco de escola há muito tempo, sinto falta desse glossário, desse vocabulário explicativo na vida, que os dicionários não dão conta.
Podosfera é uma dessas palavras. Deparei-me com ela e pensei em algo mais elaborado para podólogo. Logo percebi que não tinha ligação nenhuma com pés...
Recente podosfera. Assim dizia o texto que eu estava lendo e só aos poucos fui me dando conta.
E a memória foi me trazendo vovô com seu rádio de pilhas grandes e amarelas. Um retângulo envolvido por uma capa de couro ( bem ensebada! ) que se acomodava tanto num criado-mudo como ao pé do ouvido. Todas as tardes, religiosamente um minuto antes das seis horas, eu ficava ao lado dele, de vovó e um copo com água próximo ao rádio. Hora da Ave-Maria. Uma oração, um gole de água e eu já voltava para as brincadeiras.
Eu, adolescente, já com rádio movido à energia, não perdia o programa de músicas francesas de Monsieur Gilbert, Chandon D'Amour e também o romântico Sérgio Boca com seu "Na boca da noite".
Então chega a recente podosfera. O novo rádio, o formato inovador. De músicas a bate-papos dos mais variados assuntos. Ouve-se a hora que quer, onde quiser.
Os responsáveis por esta nova mania são os podcasters que já têm até sigla: Abpod - associação brasileira de podcasters.
Eu demorei para saber o que era isto, demorei para ouvir um podcast, mas não é que fui fisgada?!
Já ouvi podcast falando de emoções, de política, de luto, de livros e estou gostando desta tal podosfera.
Agora quero saber de você. Você embarcou na podosfera? Gosta?
Tem algum podcast para nos sugerir?
Já é um produtor de podcast ou pensa em ser?
E rádio, você ouve? Músicas, programas?
Ah conta tudo que estou curiosa!
terça-feira, 5 de novembro de 2019
Páginas e lágrimas
Eu me emociono ao ler livros, adentrar a vida, a história das personagens. Chorar é raro.
Aconteceu com livros que li sobre os campos de concentração, um choro de apertar mesmo o peito.
Mas eu quero falar de um livro que finalizei a leitura recentemente. Chorei em cada página. Chorei o livro todo.
Um choro de alegria, de encher o peito de um calor confortante!
Quero mostrar-lhes a foto que está lá no finalzinho do livro, na chamada quarta capa:
Aconteceu com livros que li sobre os campos de concentração, um choro de apertar mesmo o peito.
Mas eu quero falar de um livro que finalizei a leitura recentemente. Chorei em cada página. Chorei o livro todo.
Um choro de alegria, de encher o peito de um calor confortante!
Quero mostrar-lhes a foto que está lá no finalzinho do livro, na chamada quarta capa:
Dois líderes espirituais.
Dois ganhadores do Nobel da Paz.
Dois amigos. Dois irmãos de tradições diferentes.
Olhar para esta foto já me emociona.
Não é uma foto de dois velhinhos fofos dançando meio desengonçados.
Arcebispo Desmond Tutu e Sua Santidade O Dalai Lama.
Ambos dentro de suas tradições espirituais fazem votos, ou juramentos. Algo de muita seriedade e que deve ser rigorosamente cumprido.
Sua Santidade o Dalai Lama tem o voto de nunca dançar.
E aqui, numa demonstração de pura amizade, amor, ele simplesmente quebra o seu voto e dança para acompanhar o Arcebispo Tutu.
Tutu igualmente quebra um voto sagrado por ele feito. Na tradição cristã, a eucaristia é oferecida para cristãos e ele celebra a eucaristia e a oferece ao Dalai Lama que o tempo todo mantém suas mãos em prece no mais profundo respeito pela religião do amigo.
Esse livro, Contentamento, nasce do desejo de ambos líderes e amigos, de comemorarem seus aniversários juntos num encontro de uma semana e oferecer ao público o presente desse encontro - o próprio livro nascido das longas conversas entre eles. Tudo foi filmado para que posteriormente se transformasse no livro.
As dificuldades foram inúmeras. Primeiramente seria o Dalai Lama a ir para a África do Sul, porém o governo africano foi alertado pelo governo chinês que, caso concedesse o visto de entrada para o Dalai Lama, sofreria sérias retaliações ( esse também é um dos motivos pelo qual o Dalai Lama não se encontra com o Papa ).
Então o Arcebispo teria que ir à residência do Dalai Lama na Índia.
Ele estava passando por um tratamento de quimioterapia para o câncer de próstata e mesmo assim, ele foi.
O livro descreve com uma delicadeza, uma ternura, cada momento deles, desde a chegada ao aeroporto até a partida.
Frases como " O Dalai Lama segurou a mão do Arcebispo entre as suas" "Tocaram suas testas e assim ficaram demoradamente".
Num determinado momento, eles entram no assunto "morte". E o Arcebispo diz - "Ah mas para você não há problema, você tem a reencarnação."
Ao que o Dalai Lama responde: "E você tem o Reino do Céu, me conte, me ensine, o que é o reino do céu, o que você espera encontrar lá?"
Nenhum dos dois tenta convencer o outro que está errado. Simplesmente há um profundo respeito pela fé e crença do outro.
Não argumentam, não discutem se aquilo existe ou não faz sentido. Apenas se ouvem e mostram interesse cada um pela crença do outro.
Não é preciso concordar para respeitar.
Lindo, lindo, lindo.
Eu fico pensando o quanto poderíamos aprender com eles...
Não conseguimos conversar com quem pensa diferente de nós. Se adentrarmos o campo da política então... resulta em rompimentos de amizades, brigas em família, só discórdias.
Para tantas outras coisas, será que conseguiríamos abrir nosso coração e ouvir sem julgar?
Esse livro me tocou profundamente. É uma escrita leve, as lágrimas são de alegria, o riso vem fácil -
"Você Dalai Lama tem um inglês tão ruim, mas tão ruim que eu não entendo como pode lotar estádios de gente para te ouvir. Ah! ainda quero ser famoso como você! "
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
Mãos em prece
Nossas mãos, quando estão unidas, palma com palma
Mãos em prece
Não estamos roubando
Nem fazendo nada que seja perverso
Lado direito e esquerdo unidos
Inteiras e inteiros
Naquilo que estamos fazendo
Estamos juntos.
Monja Coen
quinta-feira, 26 de setembro de 2019
Ser presente
Presenteei uma amiga. Ah... logo as crianças sentirão como é imenso presentear alguém!
Foi um presente sem datas. Veio a vontade de presentear, o momento estava propício e eu lhe comprei um livro, que há muito tempo ela queria.
A encomenda chegou, trazendo livros de escola, um livro para mim e o da amiga.
Separei um papel de presente bem bonito e na hora que eu fui fazer o embrulho, eu abri o livro pois percebi que haviam fotos nele.
Não consegui embrulhar o presente; aliás eu usei o presente da amiga.
Mas confessei tudinho à ela em extensa carta!
Eu, até então, não conhecia absolutamente nada a respeito do livro, da autora, da história que a motivou a escrever.
Comecei olhando as fotografias do livro e aquilo aguçou a minha curiosidade e de repente eu estava fazendo a leitura de toda aquela intensa história.
O livro é o "Para Francisco" da Cris Guerra.
Cris estava grávida de sete meses quando seu marido morreu repentinamente e a escrita foi a maneira que ela encontrou para dizer ao filho quem era o pai que ele não conhecera.
É tudo tão simples, tão cotidiano como fazer um ovo cantarolando, como a troca de e-mails entre o casal para se desejarem um bom-dia, porém ela escreve com tanta sensibilidade, com tanta poesia que essa leveza foi um chacoalhão, um estrondo necessário ouvir.
Como há coisinhas acontecendo no nosso dia a dia, tão simples como um copo de água que nos é oferecido e a gene esquece de acrescentar poesia neste gesto.
Ler o livro assim, sorrateiramente, foi um colírio a refrescar o olhar.
Escrevi tudo isso, com meu pedido de desculpas à minha amiga e disse-lhe que na verdade, foi ela quem me deu um presente!
Nesta semana de dias chuvosos e sem a aparição solar por aqui, chegou em meu whatsaap um bom dia com essa foto:
Foi um presente sem datas. Veio a vontade de presentear, o momento estava propício e eu lhe comprei um livro, que há muito tempo ela queria.
A encomenda chegou, trazendo livros de escola, um livro para mim e o da amiga.
Separei um papel de presente bem bonito e na hora que eu fui fazer o embrulho, eu abri o livro pois percebi que haviam fotos nele.
Não consegui embrulhar o presente; aliás eu usei o presente da amiga.
Mas confessei tudinho à ela em extensa carta!
Eu, até então, não conhecia absolutamente nada a respeito do livro, da autora, da história que a motivou a escrever.
Comecei olhando as fotografias do livro e aquilo aguçou a minha curiosidade e de repente eu estava fazendo a leitura de toda aquela intensa história.
O livro é o "Para Francisco" da Cris Guerra.
Cris estava grávida de sete meses quando seu marido morreu repentinamente e a escrita foi a maneira que ela encontrou para dizer ao filho quem era o pai que ele não conhecera.
É tudo tão simples, tão cotidiano como fazer um ovo cantarolando, como a troca de e-mails entre o casal para se desejarem um bom-dia, porém ela escreve com tanta sensibilidade, com tanta poesia que essa leveza foi um chacoalhão, um estrondo necessário ouvir.
Como há coisinhas acontecendo no nosso dia a dia, tão simples como um copo de água que nos é oferecido e a gene esquece de acrescentar poesia neste gesto.
Ler o livro assim, sorrateiramente, foi um colírio a refrescar o olhar.
Escrevi tudo isso, com meu pedido de desculpas à minha amiga e disse-lhe que na verdade, foi ela quem me deu um presente!
Nesta semana de dias chuvosos e sem a aparição solar por aqui, chegou em meu whatsaap um bom dia com essa foto:
Era de meu marido em um de seus locais de trabalho.
Ele olhou, fez uma pausa, fez uma fotografia e me enviou com um bom dia.
É estar presente, encurtar a distância daquela manhã, oferecer poesia em forma de imagem, enfim é tanta coisa, é tão imenso essa forma de cultivar o amor, o companheirismo.
Todos os dias temos poesia, delicadezas derramadas sobre nós. Precisamos trazer frescor ao olhar, aos ouvidos e precisamos oferecer também esses delicadezas.
Não deixe de enxergar um pequeno detalhe no seu dia. Ofereça também!
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Um novo blog
Uma das coisas que eu mais gostava nas "épocas antigas" dos blogs era quando havia uma lista de blogs para a gente conhecer!
Geralmente, listava-se dez blogs e a gente clicava em cada um, conhecia pessoas novas, novos assuntos, fotografias, enfim, era uma delícia conhecer um novo blog.
Essa prática se esvaiu.
Ou não!
Bem, eu não vou indicar dez blogs.
Mas quero indicar um, que acabou de nascer!
Geralmente, listava-se dez blogs e a gente clicava em cada um, conhecia pessoas novas, novos assuntos, fotografias, enfim, era uma delícia conhecer um novo blog.
Essa prática se esvaiu.
Ou não!
Bem, eu não vou indicar dez blogs.
Mas quero indicar um, que acabou de nascer!
É o blog da Nine, o Desanuviando.
De uma leveza, cheio de poesia nas entrelinhas, nas fotografias, nas palavras dela. Mesmo para falar de um assunto difícil, Nine tem suavidade.
Em tempos de notícias tão difíceis, de blogs acabando, conhecer um blog fresquinho é mesmo especial!
Pega um café, um chá, um chimarrão e corre lá para conhecer o Desanuviando.
Ah! Lá no final da página, tem lugar para colocar o e-mail e não perder nenhuma postagem saindo do forno!
Beijo.
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Verde notícia boa
Etiópia.
Sempre associei esse país às imagens tão cruéis de crianças, e mesmo adultos, no mais alto grau de desnutrição.
E foi com imensa alegria que vi essa notícia, que já nem é tão nova pois aconteceu em julho, mas merece ser conhecida e celebrada.
A Etiópia bateu um verdejante recorde no final de julho plantando, em um único dia, 350 milhões de árvores em um único dia!
Que vinguem e floresçam essas mudas, essas pequenas árvores para que cheguem à vida adulta.
Que as pessoas ao cuidarem, ao cultivarem, ao regarem, estabeleçam uma profunda conexão com cada plantinha porque tão bem nos faz a natureza.
Que o verde espalhe esperança para todo o planeta que tanto precisa de cuidados para que continue a nos nutrir saudavelmente!
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