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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Um adeus?

 A interrogação que está no título desta postagem, é carregada de incertezas.

Um adeus à livraria Cultura?




No dia em que fomos ao cinema, e eu postei aqui a página do meu diário, sugeri à minha filha que fôssemos até a Livraria Cultura, já que estávamos bem perto e como tínhamos lido no final de semana a notícia da possível falência e fechamento, fomos até lá para ver se encontraríamos portas fechadas ou ainda poderíamos admirar aquele espaço tão lindo.


A Livraria Cultura fez parte da infância de meus filhos, Júlia e Bernardo. Os computadores e a internet estavam chegando nas casas e nós ainda levaríamos um bom tempo a ter um modelo que, aliás, ocupava um baita espaço.


Comprar livros era feito ao vivo e não online. E a enorme livraria situada no coração de São Paulo ainda oferecia contação de histórias para as crianças, oficinas de origamis, máscaras, havia teatro, enfim, o nome da livraria espelhava tudo o que ela oferecia - cultura.


Com o estabelecimento da internet, as compras online, passamos a frequentar menos o espaço e fazíamos nossas compras pelo site da livraria. Lembro-me que o entregador era um funcionário da própria livraria e após dois ou três pedidos, ele fez o seu: “dona, será que eu poderia deixar suas entregas por último, quando eu já tivesse voltando para casa? É que eu moro aqui perto, pra não ficar indo e vindo, o trânsito, sabe né?”


E assim fizemos o combinado e várias vezes ele estacionou sua moto no portão às nove da noite.


Depois veio a grande rede de livros, aquela com A maiúsculo,  devoradora das pequenas , médias livrarias e silenciosamente das grandes também, com descontos gigantescos e tentadores. Passei a comprar nela os livros.


Pandemia, crise, inflação, aumento significativo no preço dos livros e lá está ela, a livraria Cultura, incerta, buscando fôlego para permanecer.


No dia em que estivemos por lá, uma senhora puxou conversa e me disse que veio de outra cidade para conhecer enquanto ainda está aberta. A funcionária garantiu que não fechariam as portas. O fato é que todos que ali estavam, filha e eu inclusive, tiramos muitas fotos desejando realmente que consigam se manter.






terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Como você escolhe seus livros?

 “É preciso escolher. Porque o tempo foge. Não há tempo para tudo. Não poderei escutar todas as músicas que desejo, não poderei ler todos os livros que desejo, não poderei abraçar todas as pessoas que desejo. É necessário aprender a arte de “abrir mão”- a fim de nos dedicarmos àquilo que é essencial.” Rubem Alves



outro dia conto a história dos livros duplicados!


Gosto de ler. Os livros são para mim um momento de relaxamento, às vezes, estudo, aprimoramento. Momentos de leveza, pode ser também tristeza misturada à beleza, enfim, sempre gostei de ler.


Na minha infância não havia a disponibilidade de livros como há atualmente. Eu tinha alguns da coleção “disquinho”. Era um livro que vinha acompanhado de um disco pequeno de vinil com a história gravada. Minha mãe os comprava de vendedores que batiam à nossa porta.


Depois veio a escola e um maior acesso aos livros de leitura - tinha a biblioteca e os livros obrigatórios a cada bimestre e férias.


As livrarias se concentravam no centro da cidade. Não havia nos bairros e elas eram sisudas, escuras, assim como as capas dos livros.


Fui crescendo e pude acompanhar a mudança: livrarias sendo inauguradas nos bairros, o espaço infantil, o juvenil. Os livros ganhando capas mais bonitas, atrativas.


Depois as grandes livrarias, que encantavam pela decoração e a infinidade de livros disponíveis.


Comprei livros também por catálogos, frequentei sebos. A internet trouxe a possibilidade das compras online, do compartilhamento de resenhas, de clubes de livro.


E hoje, como escolho meus livros?


Embora eu goste e tenha o hábito de ler, não sou uma leitora exemplar. Não consigo ler muitos livros no mês, no ano. Muitas vezes eu me enrolo, demoro, deixo um livro de lado, pego outro e não termino…


Já tentei participar de desafios nas redes sociais e percebi que não é para mim. Não adianta eu me forçar e esforçar para isso porque parece que perco o prazer de ler.


Vejo meninas que o fazem com tanta fluidez, os desafios, as muitas leituras, livros recebidos das editoras, e eu admiro isso, mas aprendi a respeitar o meu próprio ritmo que é bem mais lento.


Hoje escolho meus livros por autores que aprecio, dicas de pessoas queridas, sugestões que chegam pelas newsletters, perfis que sigo no Instagram - porém tudo isso passa por um enorme filtro, afinal, como coloquei lá em cima, o pensamento de Rubem Alves, não tenho tempo para ler esse ‘tudo’ que é mostrado, lançado. Tenho aprendido a priorizar, a reler o que já me encantou no passado, a ler assuntos que no momento significam mais para mim.


Em postagens futuras quero trazer aqui o que eu for lendo durante este ano.


Mas, agora eu quero saber: como você escolhe seus livros?

Me conta nos comentários!


Ah e aproveitando o assunto dos livros, para quem é organizado com as leituras, ou as quer organizar, a Vanessa disponibilizou um planner lindo para imprimir. Passa lá no blog dela para conhecer!