quarta-feira, 17 de janeiro de 2024
Buscar o encantamento
Namoro na Biblioteca
Ele avançou na escuridão até as prateleiras e projetou a luz
balançando-a para frente e para trás diante das estantes.
Sentei na cama – O que você vai fazer? – perguntei.
– Acho que vou ler para ela – respondeu Seymour, e pegou um livro.
– Mas, por favor, ela só tem dez meses – eu disse.
– Eu sei –, respondeu Seymour –. mas tem ouvidos. Escuta.1
O pequeno trecho acima, eu o encontrei em um artigo que discorria sobre a importância da leitura desde a mais tenra idade.
E escolhi esse trecho pois também quero falar do incentivo à leitura através de um livro que li recentemente.
Ano novo e eu com vários livros a serem lidos de anos anteriores!
Uma bagunça literária! E foi aí que resolvi pegar um livro para ser 'a primeira leitura do ano'. O livro é da blogueira Rose Gleize, do blog Cartas da Gleize.
Dentro do gênero literatura juvenil, a autora escreve sobre um romance entre adolescentes que se passa em uma biblioteca, ambiente propício para citar e estimular leitores a conhecerem os vários títulos e gêneros que ela indica dentro desse romance. E tem ainda filmes e músicas. Rose consegue através da narrativa estimular a curiosidade, a vontade de conhecer autores, obras, além de nos mostrar os benefícios da leitura desde a infância.
Também nos faz refletir sobre as bibliotecas, esses espaços culturais tão necessários.
1 - Carpinteiros, Levantem bem alto a cumeeira.
terça-feira, 9 de janeiro de 2024
Mil Vivas!!!
quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
Na faxina um livro apareceu
Não havia uma faxina programada para o final de ano. São tantos afazeres e detalhes de última hora, que apenas uma limpeza básica aconteceria.
Há dois dias do Natal, eu tive uma dúvida ao olhar para o chão: será que meus olhos estão tão ruins assim, ou o piso está de uma cor diferente aqui desse lado?
Um frasco spray de produto de limpeza, uma esponja e um susto!
Sabe cascão? É isso - falei para marido. Nosso piso, apesar de de ser varrido e escovado está com cascão! Deixa passar esse final de ano que vou resolver isso.
Marido saiu e voltou com um frasco de produto de limpeza e disse muito bem disposto - é para já, me ajuda a puxar aqui e nem se preocupe, pode fazer tuas coisas.
Depois de muita suadeira - faxina pesada nesses dias mais quentes, não é nada fácil. E assim olhando para a estante, marido anunciou que não iria movê-la do lugar. "Dá muito trabalho, vai ter que tirar todos os livros".
Perguntei animada se minha filha ajudaria a organizar a estante e ela também se empolgou.
Mari Kondo, a guru da organização, ensina que de vez em quando precisamos tirar o pó dos livros e abri-los, folheando de maneira rápida para que eles "acordem".
Eu acho poético isso e assim o fiz para arejá-los. E nesse passa-pano, desliza as folhas pelo polegar ouvindo aquele som característico, eu encontrei um livro que nem sequer sabia que tinha.
Encontrei ou o livro acordou?!
Aqui uma ilustração de quando eles ouviram pela primeira vez a palavra "selfie" e estavam tentando fazer uma. Vovó Marina achou muito difícil, já Chan, adorou e achou aquilo incrível e fácil!
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
O primeiro dia do ano
sábado, 30 de dezembro de 2023
Obrigada pela companhia!
segunda-feira, 18 de dezembro de 2023
A alegria, eu e o Sr. Franklin
Despertei na manhã do sábado, 16/12/2023 tomada por duas agradáveis sensações: o dia das celebrações formais - colação de grau e baile de formatura de meu filho havia chegado, e junto a isso, ou talvez mesmo, primeiro que tudo isso, havia em meu coração a lembrança do Sr. Franklin.
Mudei de cidade para que meu filho pudesse estudar e realizar seu sonho de estudar no Instituto Tecnológico da Aeronáutica, o ITA.
Sr. Franklin foi um dos primeiros moradores com quem comecei a interagir. Conversa de elevador: “ah, o cachorrinho vai passear assim tão cedo? O tempo quente, a frente fria chegando”.
Como meu cachorrinho não era nada educado para as suas “necessidades” , era bem cedo que eu o levava para a rua e assim muitas vezes, um aceno, um sorriso, a gentileza de segurar o elevador para mim.
Em algum momento em nossas conversas, descobrimos que meu filho e o filho dele estudavam para realizar o mesmo sonho em comum!
Em algum momento também eu soube pela sua esposa que ele transportava consigo duas dores para as quais as palavras não dão conta. Seu Franklin havia perdido dois filhos de seu primeiro casamento. Dois filhos já adultos, num intervalo relativamente curto um do outro. Todas as manhãs que eu o via, ele estava indo para a missa. Diariamente, cotidianamente, silenciosamente. A primeira missa da manhã.
Então chegou um dezembro, dessa vez era uma sexta-feira e quando nos encontramos eu, o cachorro e o Sr. Franklin, ele me disse “é hoje né que vai sair o resultado do vestibular para os meninos, vamos torcer.”
Um pouco antes das oito e meia da manhã, meu filho atendia uma ligação e do outro lado da linha informavam que ele havia passado no vestibular.
À tarde daquele dia também festivo, estávamos eu, marido e o cachorro numa praça quando veio se aproximando o Sr. Franklin. Ele havia ido até a praça próxima do condomínio onde morávamos para nos parabenizar.
Abraçou meu marido, sorriu, disse-nos que seu filho não havia conseguido, mas ele estava muito feliz por nosso filho.
Aquele gesto do Sr. Franklin, aquela alegria pelo nosso filho…
Esse ano eu soube que o Sr. Franklin havia falecido. Nós já havíamos mudado de cidade, então não foi possível abraçá-lo quando ele recebeu a notícia de que seu filho havia passado no vestibular tão sonhado!
Há algum tempo eu me deparei com o conceito do não-saber. E tenho exercitado esse lugar, essa experiência do não-saber.
Eu não sei o porquê de ter acordado no dia dos eventos festivos da formatura com o coração preenchido pela lembrança do Sr. Franklin.
Permiti o não-saber. Não era preciso encontrar respostas. Era tudo simples e pacífico.
Seguimos para a colação de grau e eu dediquei toda aquela alegria e energia ao Sr. Franklin. Eu me alegrei pelo meu filho, eu me alegrei pelos outros 104 companheiros de turma.
Em breve será a vez do filho do Sr. Franklin estar envolto nas festividades da sua formatura. Tenho certeza que o sentimento de alegria e resiliência que o Sr. Franklin emanava de alguma forma se fará presente na formatura de seu filho.
O Sr. Franklin me mostrou que há espaço para a alegria e tristeza coexistirem. Há beleza mesmo quando há dores.
E como eu aprendi tanto sobre alegria com o Sr. Franklin, vou partilhar aqui os nossos momentos alegres deste dia!





