domingo, 21 de outubro de 2018

Uma exposição

Neste domingo, dia 21, fomos, a filha e eu para uma exposição que veio do Japão sobre as bombas e seus horrores.
Não é fácil olhar para tudo aquilo, mas é tão necessário...



Mas, voltarei a esse tema em outro momento para deixar mais fotos, anotações, reflexões.

Saímos do pavilhão onde estava a exposição e fomos arejar um pouco.
Minha filha Júlia notou que haviam muitos fotógrafos no parque realizando seus ensaios.
Eu disse que devia ser pelo horário, final de tarde, que tem ma luz suave.
Então ela me disse: 
"Então já que estamos aqui, vamos fazer uma sessão também de fotos!


Fez graça para espantar um tantinho a tristeza anterior.



Aproveitamos a exposição e depois o entardecer entre fotos e poses!
Um beijo!



Maternidade sem competição


Participando mais uma vez do projeto "Na Casa da Vizinha", uma blogagem coletiva organizada pelas meninas Tê Nolasco e Cris Philene, hoje com o tema maternidade sem competição.

Uma blogagem coletiva é como uma colcha de retalhos, ou mesmo um quebra-cabeça, onde cada pedacinho vai se somando ao outro e temos, com cada participação, várias ideias que formam um todo muito enriquecedor.

Antes de escrever, já que estou publicando no final da noite, pude ler as participações e fica bem claro que não é positivo, não é saudável emocionalmente essa competição. Respeito ao tempo de cada criança é um ponto central na maternidade.

Quero contribuir com duas propostas ( não são minhas, são da sabedoria que pertence à nossa humanidade ) que podem mesmo ser chamadas de "antídotos".

Para quando sentirmos que nossos filhos são os únicos, os melhores do mundo; para quando acharmos que somos a mãe mais extraordinária de todas. Ou seja, se cairmos no modo exagero:

O agradecimento é o remédio, o antídoto.

"Ao agradecer reconhecemos que as condições que possibilitam a nossa existência dependem de um entrelaçamento imensurável de seres e circunstâncias. Nos prevenimos do isolamento, do autocentramento e da não apreciação". Fábio Rodrigues

Esse agradecer é reconhecer a nossa dependência de várias pessoas, de vários fatores para que nossa vida e a vida de nossos filhos flua.

A moça que aplicou a vacina, a funcionária da limpeza que higienizou o hospital onde ele nasceu, o caminhoneiro que fica tantos dias longe de seus filhos para transportar o arroz que nossos filhos comem. Uma teia incrível que deixamos de ver quando achamos que somos tão incríveis.

Contemplar toda essa teia de apoio, muitas vezes invisível, vai trazendo um frescor ao nosso olhar - somos todos especiais porque estamos interligados! Se meu filho é o melhor pianista, quantas pessoas contribuíram para isso? Não há arrogância, exageros que resista!

Meu filho é um leitor exímio? Obrigada aos escritores das histórias, ao pessoal da gráfica, a quem plantou provavelmente eucaliptos que se tornaram papel, que viraram livros e que fazem meu filho um leitor voraz!

O outro antídoto é para quando nos sentirmos mal, culpados, inferiores perante o outro ou mesmo, para quando sentirmos inveja. 

Alegria empática é o remédio!
Antes de acessar as redes sociais, antes de ir para a pracinha, reunião da escola, antes de abrir o whatsapp, respire profundo e concentre-se em apreciar as virtudes, sucessos e alegrias de outras pessoas.
Se um outro pensamento vier, algo do tipo "nossa, meu filho não faz nada disso, ou, poxa, queria tanto ser como aquela mãe que faz tudo tão perfeito para criar seus filhos", apenas volte para apreciar o outro. Não julgue, não elabore.

Andou cedo, come pão de fermentação natural, fala três idiomas?- alegre-se com sinceridade.

Nossa vida fica mais leve, a alegria flui sem precisar de motivos!

Que a gente possa cultivar cada vez mais a alegria empática e olhar com profundidade para poder agradecer!

Um beijo!



sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Um tucano na cidade


Era para ser somente uma ida aos Correios.
Enquanto eu aguardava o semáforo para atravessar, avistei a majestosa ave voando e logo em seguida, um pouso suave na árvore bem a minha frente!
Só lembrava de tucanos em zoológicos. Vê-lo ou vê-la assim, livre, encheu-me de alegria.
Primeiro eu desejei que o semáforo se apressasse em fechar para os carros e pareceu-me uma eternidade...
Atravessei já com o celular na mão, coisa rara, diga-se, porque quase nunca levo o aparelho quando vou por perto.
Havia um outro edifício, não este da foto, bem defronte à ave. Ah! Queria habitar aquela janela no alto!
Depois desejei ter uma câmera fotográfica com lente potente para retratar toda a exuberante beleza.
Por fim, dei-me conta que eu estava ali apreciando a cena peculiar - um tucano na cidade!
Os carros passavam ligeiros. Um ônibus parou no ponto e eu pude ouvir "o que será que ela está vendo? ".
Abri um sorriso enquanto a ave batia asas novamente!
Alguém mais com um tucano urbano?!





domingo, 16 de setembro de 2018

Um convite, um chá

Recebi um convite.
Chegou-me por um meio de comunicação que tanto aprecio: a correspondência!
Eu li, reli, tanto alegrei-me, porém demorei em aceitar esse especial convite.

Seria uma viagem. Era preciso acomodar-me para que pudesse apreciar a paisagem.

Demorei para encontrar aquele espaço, aquele momento para que eu realmente abraçasse o convite e me lançasse nessa viagem.

Mas quando pude realizar essas palavras convidativas, foi mesmo uma viagem incrível!


Sou uma leitora - nada voraz - tenho um tempo meu, minhas fases para com os livros. Digo isto porque já me lancei em desafios do instagram de ler um livro por mês, depois um por semana e senti que não funciona comigo.  

Fazia um tempo que não lia um livro dessa forma,viajando e apreciando a paisagem!

Há pouco tempo entrei em uma livraria de shopping para procurar um livro. Não tinha nada definido. Queria mesmo andar por entre as prateleiras e encontrar algo que brilhasse para meus olhos.
Que decepção... As grandes livrarias foram tomadas por livros de séries, youtubers, pilhas e mais pilhas desses gêneros.

Se são ruins ou não, nem saberia dizer pois nunca os li. São na realidade uma tendência de mercado.

Saí da livraria sem comprar nada e alguns dias depois, os correios me entregam esse delicioso presente!

Fiz várias xícaras de chá para acompanhar a leitura e foi uma agradável viagem dia após dia, página a página!

Esse livro é uma dessas coisas incríveis que acontecem aqui pelos blogs!
Obrigada!

Filhos e o criar asas


Projeto: Na casa da vizinha, uma blogagem coletiva mensal organizada pelas meninas Tê Nolasco do blog Bolhinhas de Sabão para Maria e Cris Philene do Prosa de Mãe.

Esta será minha primeira participação e quero agradecer à Tê e Maria, que eu já conheço e também à Cris, que estou tendo a oportunidade de conhecer através dessa interação que as blogagens proporcionam! E claro será muito agradável conhecer outras mamães que estão participando. Sem contar que tem mamãe que também é avó e corta as asas se for preciso!!!

Filhos e o criar asas tão cedo

A vida me colocou uma experiência, que claro, a princípio foi de extrema dor - eu tinha doze anos quando minha mãe morreu e que depois a dor se tornou uma doce lembrança e me possibilitou ressignificar muitas coisas.
Essa experiência jogou luz na maneira como eu crio os meus filhos.

O "criar asas" sempre esteve à voltas nesse meu processo de maternidade, mas sem peso, sem tristeza, sem medo, foi algo simples e que acontece aos poucos.

Como sou filha única e não tenho família próxima, cada oportunidade que surgia, dos filhos dormirem fora, era algo muito positivo. Mas, como disse anteriormente, nós, os pais, respeitamos as individualidades: minha filha com dois anos já aceitava o convite, o filho, na época com quatro, simplesmente não queria.

Então passamos por todo o processo em que a escola tem um espaço grande, seja nos passeios, excursões, noite de pijama em casa de amigos, muito bem.

Sei que pode soar estranho, mas eu sempre fiquei muito tranquila, nada de coração na mão! Checada as condições de segurança e afins... eu me alegrava com a situação.

Quero nessa interação abordar a fase bem adolescente dos meus filhos e sei que a Chica passa pelo mesmo agora com o neto.
Meu filho tem 15 anos e a menina, 13.

E acho essa a idade mais difícil e perigosa e já falo disso logo mais.

Com 15 anos meu filho se locomove sozinho para a escola, pela cidade de ônibus e uber, porém isso só é possível porque aqui a cidade é segura. Esse é um dilema: como soltar numa cidade, num bairro inseguro, violento?

Esse soltar do meu filho foi acontecendo: um dia eu não pude ir buscá-lo no kumon e ele voltou sozinho para casa ( anteriormente eu o levava e comecei a ficar na esquina para que ele entrasse sozinho; depois combinei que esperá-lo em uma rua próxima e assim se deu até que ele veio sozinho para casa, disse ser tranquilo e passou então a ir e voltar só ).

Moramos próximo à escola da menina, no primeiro mês eu a levava, depois vendo várias crianças indo sozinhas também a deixei ir só.

Vez por outra eu peço uma passada na quitanda para que me tragam uma alface ( e chega em casa uma escarola! ), tem mocinho comprando seus próprios itens de higiene e assim vamos seguindo.

Junto a tudo isso, acho importante que essas asas que vão ganhando mundo encarem as limitações, as frustrações, as dificuldades. O crescimento e aprimoramento emocional é grandioso nesse processo.

O perigo das asas:

Como disse acima, acho essa a fase mais perigosa. Por quê?
Porque educar, criar, ensinar, cuidar é maravilhoso e é cansativo. Por mais que exultemos a maternidade, o cuidar, existe um cansaço que talvez nem seja físico. Então essa fase "adolescente grande" é maravilhosa para se ter um pouco de sossego - dê dinheiro ao seu adolescente e liberdade a ele e você terá momentos de paz...

Estou presenciando isso: muitos pais soltam completamente nessa fase e temos visto muitos adolescentes bebendo e usando drogas. Amigos de minha filha de 13 anos fazem "festinhas"em casa à base de vodca ( cadê os responsáveis ? ).

Não senti aperto no peito quando eram pequenos e sinto agora com o filho moldando seus sonhos, falando inclusive em ir morar fora do país.

Bem, aos menos não se precisa mais usar ficha DDI para ligações internacionais ( sou dessa época! )

Vou finalizar apresentando meus filhos!

Bernardo, quer ser engenheiro aeronáutico.


Júlia, começa o ensino médio ano que vem e nunca termina de assistir a série Grey's Anatomy ( e eu fico sem o computador )


Dar asas, podar um pouco as asinhas é viver!
E é maravilhoso viver com esses seres que nos inspiram dia a dia!


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Qual o meu lugar mágico?


Hoje tem festa! Ou melhor, hoje começa a festa que promete durar por nove dias!
Estamos festejando o aniversário de blogue da querida Rosélia. São nove anos de blogosfera, de postagens e principalmente de interação.
Ainda não tive a oportunidade de abraçar a Rosélia pessoalmente, já vi e me alegrei pelos encontros que ela promoveu, participou.
Então meu desejo de que essa festa seja alegre, cheia de interações e que venham muitos mais anos de blog!

O tema proposto para essa festa com blogagem coletiva é: Qual o meu lugar mágico?

O silêncio é meu lugar mágico.
E eu fui ao longo de muitos anos aprimorando esse silêncio.
Primeiro era o som chiado que saía da boca da minha mãe com o dedo indicador em riste a frente dos lábios. O silêncio me chegava como reprimenda.
Lembro-me também dos quadros que haviam nos hospitais; uma enfermeira solicitando silêncio. Era um silêncio triste, sussurrado.
O silêncio como uma diminuição dos ruídos, trazia-me alento. Eram tantos os sons da grande metrópole, que um pouco de pausa, de menor volume, trazia alívio.
Hoje entendo o silêncio como um grande espaço no qual posso me recompor, descansar, ouvir, estar presente.
A ausência de ruído é quase impossível. Seja nas grandes cidades, seja num lugar isolado - lá sempre haverá um grilo, um pássaro... isso é som afinal!
Eu preciso estar em silêncio, silêncio interno para poder ouvir com amor os que estão a minha volta. 

E aqui eu quero contar algo que para mim foi um presente.

Certa vez, eu li em um outro blog, um comentário que a Rosélia deixou por lá e eu recolhi e guardei em meu coração.

Ela escreveu que era possível encontrar esse silêncio, fazendo às vezes, um pequeno retiro em nosso próprio quarto.

( Será que você se lembrará disso, Rosélia?! )

Foi um presente que ela me deu sem saber.

Muitas vezes, os blogs, as nossas palavras podem ser um presente, um alento, um sopro de ânimo para alguém.

Eu bem sei que estou mais ausente nesses últimos tempos, mas também tenho a certeza de que é nesse espaço dos blogues que as melhores coisas acontecem!

Parabéns Rosélia!


Se você quiser participar ou desejar os parabéns para essa grande amiga, passa lá!

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Crianças

Cresceram. São adolescentes, serão sempre crianças!
Uma das coisas agradáveis dos blogues, é que muitos, como esse meu, têm um pouquinho, ou muito, de fatos pessoais. E ao longo dos anos a gente vai acompanhando a vida, o cotidiano, o crescimento dos bebês, das crianças ( e deixa nosso envelhecer pra outra hora! ).
Perguntaram-me carinhosamente " E as crianças? "
Resposta fotográfica!