terça-feira, 17 de setembro de 2019

Verde notícia boa


Etiópia.
Sempre associei esse país às imagens tão cruéis de crianças, e mesmo adultos, no mais alto grau de desnutrição.
E foi com imensa alegria que vi essa notícia, que já nem é tão nova pois aconteceu em julho, mas merece ser conhecida e celebrada.

A Etiópia bateu um verdejante recorde no final de julho plantando, em um único dia, 350 milhões de árvores em um único dia!

Que vinguem e floresçam essas mudas, essas pequenas árvores para que cheguem à vida adulta.

Que as pessoas ao cuidarem, ao cultivarem, ao regarem, estabeleçam uma profunda conexão com cada plantinha porque tão bem nos faz a natureza.

Que o verde espalhe esperança para todo o planeta que tanto precisa de cuidados para que continue a nos nutrir saudavelmente!









sexta-feira, 23 de agosto de 2019

A avó-bomba

Homem-bomba eu sabia que existia, agora, avó-bomba? Fui pega totalmente de surpresa ao descobrir.

Deu-se da seguinte forma o meu conhecimento:

Numa manhã qualquer, eu adentro o elevador no andar em que moro, o décimo-sexto. Estou só. Logo no andar abaixo, um casal discutindo ( aqui faz-se necessário saber que essa discussão beira à uma briga ).

Dizem que certas emoções, como a raiva por exemplo, nos deixam cegos.

Bem, eles não me viram ali no canto. Nem um bom dia, nem um sorriso ou menear de cabeça. 
O jovem homem, era alto e forte e segurava em seu grande braço direito seu bebê de oito meses ( ouvi isso durante a discussão ). A jovem mulher, esposa e mãe e nora, segurava uma sacola na dobra que se faz ali na região do cotovelo e conseguia gesticular com ambas mãos enquanto falava.

"Ele não vai ficar na sua mãe e ponto. Não quero saber dela dando bomba para o menino".

A mulher discutia, o homem tentava amainar as coisas colocando docilidade nas palavras.

"Amoooor, que bomba? É só um suquinho? Você acha que minha mãe faria mal ao nosso filho?"

"Não quero saber, lá ele não fica, ele não vai tomar bomba que ela faz".

Desci me esgueirando entre as lanças afiadas e os corpos deles, sem saber de dizia um tchau e fui calada mesmo e assim que saí do elevador, já tinha espadas lá dentro tilintando e eles foram para a garagem brigando.

Enquanto eu estava na rua, fiquei com aquele diálogo bombástico na cabeça. 

Algum tempo depois, vi na tv uma pediatra falando sobre alimentação de bebês e ela usou esse mesmo termo - bomba, referindo-se ao suco.

Eu queria ter escrito sobre a avó-bomba no dia dos avós, 26 de julho.

Não deu e foi bom assim. Hoje inspirei-me a falar sobre as avós-bombas depois que li um trecho de um livro.

A narradora queria muito que o filho tivesse conhecido a sua avó Juju, que seria a bisa dele.
Então ela passa a descrever essa avó para que ele saiba como ela foi encantadora.

"Ela foi  professora durante a juventude - não por escolha própria. Queria mesmo era ter sido pintora, mas o pai dela nunca permitiu. Na década de 1930, assumiu uma turma de alunos da escola pública, os mais atrasados nas notas. Com o primeiro salário comprou livros, cadernos e roupas para as crianças. Não tardou que essa turma virasse a primeira." *

A avó Juju cultivava um belo jardim.

"Eu me lembro de um dia em que fomos posar para uma foto em frente a uma árvore - vovó, minha mãe e eu. Depois de várias tentativas em vão, desisti de subir na árvore. Quando olhei, Juju já estava lá em cima. E já passava dos seus 80 anos."

Eu fui me encantando com essa narrativa, com esse olhar tão carregado de amor por uma avó.

E fiquei pensando na avó-bomba. Quais histórias talvez seu neto seja privado de conhecer por causa de um suco?

Pensei em todas as avós que acordam cedinho e vão para a feira buscar as laranjas-limas mais bonitas, antes que sejam apertadas por muitas mãos se forem depois da 10h.

A ciência e o conhecimento são maravilhosos com suas descobertas para o nosso bem estar. Um pouco de flexibilidade nesse caminho também faz bem.

Quantos bebês não tomaram seus suquinho rigorosamente às 10 da manhã e hoje estão aí no mundo fortes e saudáveis?

Talvez uma conversa amorosa com a avó-bomba para que ela insistisse me frutas picadinhas.
Talvez uma flexibilidade ao pensar no amor naquele suco feita por uma avó que é só amor pelo neto?

Queremos um mundo de paz, de não destruição mas estamos armados em nossa alma.

Nossa rigidez está nos privando de ter o que mais queremos - o amor.

Estamos fazendo tempestade em copo de suco.

Abençoadas sejam as avós-bomba, ou melhor, as avós-amor.

*para Francisco livro de Cris Guerra

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Memórias de blog

Escrever o post em comemoração aos 10 anos de blog da amiga Rosélia, trouxe-me várias lembranças do início do meu blog.

Claro, há blogues e blogueiras há mais tempo nesta caminhada e que poderão me ajudar com estas memórias de blogs!

Quando comecei, no ano de 2011, sem quase nada saber a respeito dos blogs, mas com uma vontade enorme de escrever, fui aos poucos " pegando o jeito da coisa ".

Aprendi que era deselegante pedir para alguém te seguir. O melhor caminho para isso é fazer bons comentários, que desse modo, a pessoa se interessaria pelo seu blog.

Também era descabido o tal "copia e cola um comentário ". Não tínhamos tantas redes sociais, tínhamos mesmo era um mundo de blogs a ler, seguir e comentar!

Uma coisa legal eram as postagens que indicavam dez blogues a conhecer! Era muito bom ser indicada e era gostoso também, a partir daquela lista, ir buscando novas amizades. A partir dessas listas fui conhecendo blogues ligados à fotografia, à culinária, enfim, uma riqueza!

As blogagens coletivas eram constantes, assim como eram constantes as postagens, diárias, eu diria!
Quando comecei o blog, fiz em um ano 224 postagens e por esses tempos está difícil chegar a 20 :(

O meu amor pela escrita e pelos blogs não mudou, assim como o amor daqueles que continuam por aqui.

As mudanças que eu fui percebendo?

Teve gente que à época não trabalhava fora e depois começou.
Teve gente que não tinha filhos e depois os teve.
Teve gente que migrou para outras plataformas/ redes sociais como facebook.
Teve gente que depois que migrou, voltou.
Teve quem cansou, desanimou.

Os que ficaram têm uma dedicação linda que eu tanto admiro!
Alguns conseguem manter uma constância nas postagens, outros ( euzinha ) são mais esporádicos, mesmo assim persistem!

E você, o que lembra do "antigamente nos blogues"?!

E para o agora, tem alguma opinião, sugestão?

Conta aí pra gente há quanto tempo você tem um blog e deixa umas dicas também!

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Uma década de blog!

Dez anos de blog da amiga Rosélia!
É para celebrar com muita alegria!

Eu tenho grande admiração pela persistência da Rosélia nessa década blogando.
Seu estilo vai muito além de postar em seu blog.
Rosélia tem esmero para com seus seguidores que se tornaram  amigos. Visita-os em leituras e comentários, participa e organiza temas coletivos para que haja mais interação e assim nos estimula a escrever e não desistir desse espaço virtual tão frutífero.
Sem falar, que vez por outra, ela viaja, e encontra pessoalmente amigos de blog!

Que sua disposição continue por muitas décadas espalhando amor pelos caminhos virtuais!



Quero pedir à Rosélia que, com sua experiência, traga-nos algumas palavras para os tempos em que estamos completamente desanimados com nossos blogs, sem inspiração para escrever. Nada nos ocorre e nos vem a vontade de desistir, encerrar nosso cantinho.

E deixo aqui minha homenagem com flores, que fotografei lá na França, para essa festa tão bonita!
Parabéns!










terça-feira, 6 de agosto de 2019

O primeiro castelo

Abri a janela do quarto do hotel e me deparei com um castelo!


Nunca fui uma garota sonhadora com castelos. Filmes da Disney não fizeram sucesso comigo!
E o único castelo que tinha visto, era uma miniatura lá no Mini-Mundo em Gramado-RS.

Confesso que ver a grandiosidade desse castelo em Carcassone, foi mesmo admirável.

Há pouco romantismo na história desse castelo: construído por prisioneiros de guerras que trabalhavam na maioria das vezes até sua morte.

E ali nas suas muralhas, mais guerras...




Outra surpresa para mim, além da beleza e tristeza das construções, foi que, em determinado momento, o guia que nos contava a história, pediu que nos afastássemos um pouco porque era a hora da abertura...
Repentinamente começou um movimento de carros, pessoas, bicicletas e eu pensando o que será que todo esse povo faz dentro de um castelo?

Ainda não tínhamos entrado, estávamos nas muralhas e eu não havia pesquisado nada a respeito antes de viajar.

Só quando entramos, é que compreendi o que se passava:








Tudo lá dentro é um comércio. Fiquei inicialmente decepcionada, mas pensando melhoro que se faz com um espaço tão grande?

Há hóteis, sorveterias, lojas e também uma igreja, uma bela igreja cheia de silêncio e tranquilidade.



Sugeri ao meu marido que, quem sabe um dia, poderíamos nos hospedar ali no castelo.

"Larga mão disso, o tanto de assombração que deve ter aí dentro, eu é que não fico aí de noite."

Dei muita risada com a resposta de marido!

domingo, 28 de julho de 2019

Uma pessoa especial

Uma viagem não é só feita de lugares bonitos, comidas diferentes, compras.
Pessoas nos inspiram, acrescentam algo especial.
E assim se deu na nossa viagem - uma pessoa especial faz morada em nossos corações!

Nosso primeiro café da manhã em Paris.

Entre pegar a bandeja, talheres, guardanapo, marido ao trazer a xícara para próximo de si, examinou  e exclamou em voz alta: "Nossa! Que xícara larga!"

A resposta veio de imediato:

"Francês gosta muito de molhar o pão no café com leite, por isso a boca é bem larga".

Eu, marido e nossa amiga viramos ao mesmo tempo em direção ao salão do café para ver de onde vinha a voz daquela resposta.

Não foi difícil encontrar. Por ainda ser bem cedo, estava vazio o salão. Uma senhora sentada ao centro mas bem à frente era a dona da resposta. Agradecemos com um sorriso e um bom dia.

Até então nós não sabíamos nem quem eram as pessoas que fariam o roteiro pelo interior da França conosco. Somente dois dias depois é que o grupo de 14 pessoas entrava no ônibus de cor azul para começar a viajar pelas cidades do sul da França.

E ela estava lá! A senhora que nos ensinou sobre o tamanho da boca da xícara!

Sentou-se sozinha e ao longo do trajeto, falava algo a mais que o guia do passeio, acrescentava, só para nós que estávamos sentados próximos a ela. Não era intrometida, muito pelo contrário, com educação e gentileza.

Na primeira parada do ônibus, marido ajudou-a a descer e logo depois ela disse a todos que poderiam ir tranquilos ao passeio com o guia que ela ficaria por ali que estaria de volta no horário combinado.

Saímos todos achando que aquilo não ia dar certo. Era quase certo que ela se perderia.

Perdeu-se foi um outro casal! Ela estava lá no antes mesmo do horário limite, faceira, exibindo postais da pequena cidade tão lindos que deixava qualquer fotografia na dúvida!

Entre uma cidade, uma ajuda, fomos aos poucos nos encantando com aquela senhora que nos arrepiava por estar sozinha em uma viagem para outro país.

Marido, depois de um café de máquina tomado ao lado dela, depois veio nos dizendo: "Quantos anos vocês acham que a dona Anna tem? "

Eu já ia soltando o meu palpite quando ele deu uma pista - "a filha dela tem 66 anos"

Uau! Isso fez ir por água abaixo meu palpite...


Dona Anna e marido

Oitenta e cinco anos. Uma francesa que ficou marcada pelos horrores da guerra, vendo seu pai ser levado e nunca mais voltar e ser levada, sem opção de escolha, com a mãe para o Brasil quando tinha nove anos de idade.

Fala fluente francês e alemão. E depois começou a falar em japonês com minha amiga!


Amiga Sílvia, eu e dona Anna
no Museu das Lavandas

A nossa viagem foi de 11 dias. A dela duraria 31. Depois da França iria para a Croácia, Praga, e nem sei mais para onde. 
Todos os anos sai para mais de mês viajando. "Ficar em casa para quê filha? 

Dicas de viagem de dona Anna? Várias!

Três saias, todas pretas. Cinco blusas e o casaco que comprou há 20 anos na Alemanha.
Todas as noites ferve água na chaleira elétrica do quarto do hotel, para cedo colocar a água já fria numa garrafa. 
No café da manhã, enrola um pedaço de pão num guardanapo, caso não dê para jantar, uma fatia de pão e um chá são suficientes.

Enquanto nós corríamos para acompanhar os passos do guia de viagem para algum lugar, dona Anna estava na casa de algum amigo almoçando, ou tomando um chá da tarde. Antes de ir, sempre nos deixava uma recomendação de um lugar para ir, ou algo para comprar.

Marido, certo dia se pôs a carregar a mala dela para o ônibus. Não deu conta, precisou da ajuda do motorista e os dois quase "desconjuntaram".

Dona Anna só fez rir. "A cada cidade sempre compro um livro! E quando eu parar na última cidade, comprarei uma mala para dividir o peso".

Nas igrejas com escadaria, ela não subia, mas nos descrevia algum detalhe que não podia deixar de ser olhado.

Era a terceira vez que fazia o mesmo roteiro! Viaja sozinha há vinte anos. Se enrola com o celular, apenas isso. Mas, da mesma maneira que ela nos ensina, nos inspira, alguém sempre está disposto a desenrolar o celular dela. Minha amiga foi quem o fez!

Hora ou outra lembramos de dona Anna em nossas conversas. "E pensar que dona Anna ainda não chegou em casa hein?! - marido me falou ainda ontem.

Que bom ter uma pessoa tão inspiradora morando em nossos corações!

Obrigada dona Anna. Muitas viagens em seu roteiro neste planeta!



Como tudo começou - clique aqui



terça-feira, 23 de julho de 2019

Sonho realizado


Essa é a fotografia que retrata o sonho que realizei!
Se você colocar no google - Abadia de Sénanque, verá fotos belíssimas. Mas deixo aqui essa mesma que fiz com o coração carregado de emoção e alegria!

Quando menina adolescente, numa aula de Geografia me deparei com esse lugar em alguma página do livro didático. Encantei-me e naquele momento sonhei um sonho que fazia fronteira com o impossível.

As viagens internacionais eram algo que só acontecia nas novelas, filmes e não na nossa realidade de um bairro de periferia. Ninguém de nossa vizinhança havia feito um viagem para outro continente.

Dizem porém que essa é a graça dos sonhos - dar-lhes liberdade para acontecer.

Sonhei muito em estar nesse lugar. Depois de um certo tempo, adormeci o sonho em uma caixinha. Mais adiante ainda tirei-lhe a importância sem qualquer tristeza para o coração. Tudo bem não ir. Saber que o lugar existia já era motivo de alegria.

Casamento, filhos, e embora a vida tivesse melhorado materialmente, não dava para planejar uma viagem.

Filhos pequenos, compromissos escolares... até que um dia um vento auspicioso sussurrou que já se podia despertar sonhos adormecidos.

E com muita leveza, as coisas foram se mostrando numa cadência tão agradável que no começo deste ano começamos a preparar nossa viagem para o sul da França.

Há ainda algo mais especial na realização deste sonho! Minha grande amiga, uma amizade de 30 anos, que mora tão distante e por isso tão pouco nos vemos ( mas nos falamos toda semana ) foi conosco!




Marido, eu e Sílvia!
Que alegria!


Foram dez dias perambulando, rindo, se encantando com uma cultura diferente, com lugares tão bonitos, incluindo o do meu sonho!

Quero partilhar minha alegria com vocês, meus amigos de blog, que, alguns, já realizaram meu sonho de abraçá-los pessoalmente e sonho ainda com outros abraços!

Vem comigo? Farei outras postagens para mostrar um pouquinho do que encantou nossos olhos.

Começamos o dia em Paris! Com o ícone de lá visto de manhã e à noite.



Passeamos tanto pela clássica Paris quanto pela moderna Paris.


Grande Arco de La Défense



Embarquem nesta viagem, acompanhem os próximos posts!
Agradeço a presença de vocês. Beijos!