quinta-feira, 7 de abril de 2016

Do simples brincar

Ontem à noite, mexendo em papéis antigos eu encontrei essa fotografia.


Neste mesmo dia, eu havia assistido a uma matéria bem curtinha que falava sobre os lançamentos de brinquedos para este ano.
O entrevistado dizia algo assim: "atendendo aos pedidos das crianças, esse ano teremos vários brinquedos que se conectam aos smartphones e tornam a brincadeira ainda mais divertida".
Mostrou-se então algum pequeno boneco que se movimentava através de comandos saídos da tela do celular.

Quando encontrei essa fotografia, imediatamente lembrei da matéria.
Tecnologia digital é maravilhosa; eu já não conseguiria viver sem.
Mas, questiono se as crianças querem mesmo um brinquedo movido à celular. E que triste se for esse mesmo o querer delas.

Demorei o olhar na foto. Meu filho tinha de quatro para cinco anos. E nesses momentos de brincar, lembro que ele só pedia a minha ajuda para amarrar o Chico Bento ao seu corpo com a faixa da roupa de judô que ele nunca quis fazer.
As outras amarrações eram por conta dele. Não é possível ver, mas atrás do triciclo vinha amarrado meu cesto de roupas com algumas ferramentas de plástico que ele e o Chico Bento usariam para trabalhar "de construir trens".
Um balde amarelo de praia, uma pequena mochila.
Passava uma tarde inteira assim, ele e o Chico, falando, falando, indo de um lado para outro, construindo, consertando.

Brincar é uma das coisas mais simples, não precisa de sofisticação. A imaginação se encarrega de transformar, de criar.

E porque vi no instagram de uma amiga, um brinquedo artesanal, trouxe também o meu para mostrar aqui!



12 comentários:

✿ chica disse...

Que lindo ver o Bernardo pequeninho assim! Um amor e as brincadeiras mais simples são as que mais divertem.

Triste do dia em que para se divertir crianças precisem estar apenas conectadas... Há tanto a criar! Ainda bem eles tem essa capacidade sempre crescente! bjs, chica e o teu brinquedinho tive por aqui! chica

Bell disse...

Lindo ele.
Eu tinha um brinquedinho igual da ultima imagem e adorava faze-lo balançar, tão simples mas me fascinava.

bjokas =)

Zizi Santos disse...

Que idade tem seu filhinho agora?
doces lembranças ! fizeram eu lembrar do meu também (34 )
que adorava uma lata encapada e brincava de percussão tal como na escola de samba.
Ontem , eu vi no elevador , um pai e duas crianças. A menininha de mais ou menos 4 anos tinha um tablete na mão que girava pra la e pra cá. ( eu imaginava ele caindo) .Os 3 Pareciam robotizados, espaçosos. Eu nem existia para eles.
garanto que o seu "construtor de trens " é ou foi uma criança muito feliz!
pois comanda ou comandou não uma tela, mas sua rica imaginação infantil.

bjs
adorei ver seu brinquedinho

Tina Bau Couto disse...

Meu filho também não quis o judô
E o triciclo que chamo de velotrol, usava menos para pedalar e mais de ponta cabeça mexendo nos pedais com as mãos (vou negociar publicar uma foto) dizendo ele que estava fazendo pipoca
Detalhe, não comia pipoca, não come até hoje

Brincou muito ele
Brinquei muiiiiiiito eu
Com brinquedos e brincadeiras, ambos sem pilhas e conexão, "apenas" conectados, inventivos, ativos...

Aproveitando o ativos
Super gêmeas ativar, forma de bonecos de coco (Camomila Rosa disse que o nome do mexe mexe é esse)

Ia esquecer com tanta proza, de comentar da foto
Lindo é pouco
Adorei o trem das aventuras com o parceiro amarrado
Sendo Chico o danado então
Pegava fácil carona

E cá pra mim
Não são tendências, preferências, modernices as crianças com eletros eletrônicos, os grandes n brincam com elas, não deixam pegar, sujar
Preferem não de cansar, perdem tanto quanto a criança o ser infância
Eu não perco uma chance sequer

Diana Machado disse...

Bom dia!
Que bom que me encontraste eheh :) ainda não recebi a tua cartinha, demora um pouco a chegar cá do Brasil. Mas haverá de chegar!
Tinha desses brinquedos artesanais que mostras na última imagem eheh e nunca trocaria a infância que tive por uma infância carregada de tecnologia.

MARILENE disse...

Ana Paula, sou de uma época em que os brinquedos, em sua maioria, eram artesanais. Carros de madeira feitos em casa, uma boneca simples que tínhamos que vestir com roupas por nós elaboradas (rss)... nada de tv e muito menos de internet. Ainda não estou capengando, mas as mudanças ocorreram com grande rapidez e a tecnologia tomou conta de tudo. Ela muito nos ajuda, certamente, mas entendo que seu acesso, pelas crianças, está sendo antecipado demais. As brincadeiras que exigem convivência são deixadas de lado, o que prejudica o enriquecimento das relações. Bjs.

Amara Mourige disse...

Adorei a foto e o Bernardo que lindo!
Saudade de ver meus filhos brincando com brinquedos artesanais.Ainda tenho um soldadinho articulado tipo o seu e Pedrinho também tem alguns desses.
Beijos
Amara

Carmem Grinheiro disse...

Olá, Ana Paula.
Tão bom remexer nessas memórias boas, que fazem o coração de mãe sorrir.
E mãe recorda os detalhes todos, mesmo que passe o tempo.

Olha, Ana Paula, em relação a essa coisa de conectar brinquedo ao smartphone, na minha humilde opinião, é coisa para robotizar nossas crianças, na idade em que o bom é a descoberta do mundo, com brinquedos para dar azo à imaginação, estimular à descoberta e à criatividade. Brinquedos e brincadeiras de faz-de-conta, de construção, de ligação ao chão, com joelhos esfarrapados, mas com boas memórias para recordar mais tarde.
Mas, o que conta, cada vez mais, na nossa sociedade é o consumo, a novidade galopante e sempre em fervorosa.

bjn amg

Alê Passarim disse...

Delícia de post, Ana. :o)
As melhores brincadeiras são movidas à imaginação e liberdade. Não precisa bateria, nem aparelho de última geração. Na verdade, dá para usar a caixa de papelão destes aparelhos, não é não? Possibilidades sem fim contidas em uma caixa... :oD

Bia Hain disse...

Uma doçura de postagem... tem razão, em um curso uma professora comentou que hoje em dia é muito legal ser criança devido aos inúmeros recursos tecnológicos que existem (eu também não viveria sem, kkk), mas eles jamais podem substituir o contato, a criatividade, a imaginação.
bela lembrança do seu filho e que graça o brinquedo artesanal... tive um ioiô de madeira que durou muuuitos anos, brincava até mocinha com ele! :)

Felisberto N. Junior disse...

Olá, Ana Paula...gostei de ver o brinquedo artesanal, que tanto tinha... is vero, os brinquedos, as brincadeiras e o brincar , estão cada vez mais presas a eletrônicos e a Internet e muitas vezes, acarreta o empobrecimento da experiência lúdica, além de vermos, qualquer tipo de imaginação bloqueada, sem poder transformar , criar e sem a possibilidade de transcendê-lo, pois, as brincadeiras e os brinquedos estão cada vez mais ,de certa forma, programadas...Obrigado pelo carinho, belos dias, beijos!

Graziela disse...

Ai que delicia de recordação.
Ah se as pessoas soubessem o quanto brincar é importante, o quanto representar simbolicamente faz bem.

Não quero nem pensar nos jovens que teremos muito futuramente com essa geração tv, tablete, telefone e brinquedos que brincam sozinhos.

Abraços
Grá