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terça-feira, 23 de junho de 2015

Cultivar a felicidade

Semana passada, a Dra Cristiane postou em seu blog a indicação de um documentário sobre a felicidade.
Happy é o título. Já tinha ouvido falar muito bem dele, lembro-me de querer assistí-lo e nem o porquê, mas perdi.
Então depois de ler a postagem, algo me inspirou a querer vê-lo e o fiz nesse final de semana.
Incrível!
A felicidade muito além dos nossos tão aclamados momentos felizes. A felicidade cultivada exatamente como faz um agricultor: lavra, fertiliza, irriga, planta as sementes, cuida, tira as ervas daninhas e faz a colheita.
Através de histórias individuais, algumas coletivas vamos percebendo a felicidade no simples, na maneira de olhar para a vida.
É possível compreender perfeitamente o conceito de Felicidade Interna Bruta criado lá no Butão que nos chegou aqui através de noticiários com um tom de piada, de utopia. E é algo que devia estar,a começar na nossa Amazônia sendo preservada...
Há toda uma base científica agora com os estudos da neurociência, da psicologia da felicidade muito interessante.
Os problemas, os desafios não deixarão de existir, mas é possível ser feliz mesmo com eles.
Deixo o link do filme. Se quiser assistir, primeiro agende no seu interior, depois salve o link, copie, cole no teu e-mail, enfim, você terá em uma hora e quinze minutos um enorme aprendizado!

Happy - aqui.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Reflexões sobre a morte

Ainda era bastante cedo no sábado, quando eu e marido caminhamos até a padaria. No balcão, próximo à saída havia um cartaz convidando para um filme que seria exibido, no mesmo dia à tarde, num auditório e após, haveria uma discussão com profissionais da psicanálise.
"Preciso ver esse filme" - foram as palavras de meu marido.
Não fomos. Lamentei, mas a imagem que estava no cartaz não saía da minha cabeça.


Fui procurar na internet. Não sou muito boa para encontrar filmes; fui no bom e velho youtube e lá estava.
É um filme japonês de 2008 de Yojiro Takita, eu nunca tinha ouvido falar.
A morte é o tema central e há tanto nas entrelinhas.
Neste mesmo dia encontrei um antigo livro, A Arte da Felicidade de Dalai Lama e Howard Cutler com uma história sobre a morte que eu já havia falado aqui no blog, mas não coloquei a história e sim o que eu me lembrava dela.
Antes de falar mais sobre o filme quero costurar aqui a história:

"Na época do Buda, uma mulher chamada Kisagotami sofreu a morte do seu único filho. Sem conseguir aceitar o fato, ela corria de uma a outro, em busca de um remédio que restaurasse a vida da criança. Dizia-se que o Buda teria esse medicamento.
Kisagotami foi ao Buda, fez-lhe reverência e apresentou seu pedido.
 - O Buda pode fazer um remédio que recupere meu filho?
 - Sei da existência desse remédio - respondeu o Buda. - Mas para fazê-lo, preciso ter certos ingredientes.
 - Quais são os ingredientes necessários? - perguntou a mulher aliviada.
 - Traga-me um punhado de sementes de mostarda - disse o Buda. A mulher prometeu obter o ingrediente para ele; mas, quando ela estava saindo, o Buda acrescentou um detalhe. - Exijo que a semente de mostarda seja retirada de uma casa na qual não tenha havido morte de criança, cônjuge, genitor ou criado.
A mulher concordou e começou a ir de casa em casa à procura da semente de mostarda. Em cada casa, as pessoas concordavam em lhe dar as sementes; mas, quando ela lhes perguntava se havia ocorrido alguma morte naquela residência, não conseguiu encontrar uma casa que não tivesse sido visitada pela morte. Uma filha nessa aqui, um criado na outra, em outras um marido ou pai haviam morrido. Kisagotami não conseguiu encontrar um lar que fosse imune ao sofrimento da morte. Vendo que não estava só na sua dor, a mãe desapegou-se do corpo inerte do filho e voltou ao Buda, que disse com enorme compaixão:
 - Você achava que só você tinha perdido um filho. A lei da morte consiste em não haver permanência entre todas as criaturas vivas. Ninguém vive sem estar exposto ao sofrimento e à perda."

No filme, a morte é retratada em seu momento final: a preparação do corpo. Tudo com absurda poesia.

"Fazer reviver um corpo frio e dar a ele beleza eterna. Isso tudo feito com muita tranquilidade, precisão e sobretudo com infinito afeto. Participar do último adeus e acompanhar o morto em sua viagem. Nisso eu percebia uma sensação de paz e extraordinária beleza"- do filme A Partida.

Um filme de 2h e 10min. Um filme soberbo.


Uma Feliz Páscoa a todos!


terça-feira, 17 de março de 2015

Para sempre Alice

Deveria ser um atendimento mecanizado: o funcionário diz boa tarde porque assim manda o protocolo, pergunta o filme e pede que você escolha os assentos, teclando na tela a sua frente. Cartão ou dinheiro, débito ou crédito, teria dois reais ( que é para facilitar o troco ), tenha um bom filme ou apenas bom filme. Próximo.
Porém, no sábado, quando fui ao cinema, foi diferente.
A jovem mocinha que nos atendia, preocupou-se e tentou realmente me auxiliar diante da escolha que eu fazia junto aos meus filhos: "Para sempre Alice".
Senhora - ela disse em tom calmo - esse filme não é um conto de fadas, não é algo como Alice no país das maravilhas.
Eu sei, eu sei, respondi também suave com um leve sorriso.
Mas a senhora vai levar as crianças? Normalmente não tem crianças para esse filme e muitas pessoas saem da sala chorando. É um filme triste - ela concluiu.

Eu sei que é um filme triste e as crianças também sabem e elas querem assistir. Sabe, a vida é um conto de fadas com boas doses de realidade, realidade que é feia, dói e que inevitavelmente existe. Obrigada pela sua preocupação! Será um bom filme, eles vão gostar!

Não foi em função do Oscar que escolhi esse filme, foi pelo tema - uma mulher jovem para os padrões da doença de Alzheimer.

Minhas crianças que já não são crianças pequenas, começam a galgar degraus da adolescência desejaram assistir mesmo sabendo o que encontrariam. E claro, encontraram muito mais do que imaginavam.

Em tempos de selfies felizes e sorridentes, imagens lindas, curtidas, gente jovem e descolada aos 80 anos, corpos malhados e moldados com alimentos específicos, uma dose de realidade faz bem.

Conquistamos um aumento na qualidade de vida, na expectativa de vida, mas nem tudo é cor de rosa, como mostra o filme de forma delicada e brilhante.
Meus filhos sabiam o que era a doença na teoria. Não imaginavam que não é "só esquecer".
Para quem conhece a doença de perto, a abordagem no cinema foi fiel. 
E há muitos detalhes que vão do romantismo à razão e que nos rendeu bons diálogos.
Alice, a protagonista, pede ao marido uma no sabático, para que eles saiam pelo mundo, ou apenas fiquem juntos antes do avanço da doença, antes dela perder-se dela mesma e de todos.
Ele não o faz. Parece cruel, insensível. Só que há aspectos práticos como por exemplo e o dinheiro para comprar fraldas adultas descartáveis?

Como já li em um livro, as crianças de hoje nascem achando que têm direito à wi-fi, não imaginam que isso tem um custo.

O sentido de família, do cuidar, do amar e o desejo de que os avanços em pesquisas para esse doença tão cruel prossiga até chegar à cura.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Para minha menina

Para minha menina que assistiu pela segunda vez ao filme "A culpa é das estrelas" e saiu com os olhos brilhantes do cinema, trilha sonora do filme!




sábado, 23 de novembro de 2013

Nós Maiores




Foi ainda criança que conheci outros tipos de cumprimento além dos beijos, abraços, apertos de mão.
A inclinação japonesa demostrando dentre tantas coisas, o respeito. O “namastê” dos indianos, com as mãos unidas e postas no centro do tórax, significando “o Deus que habita em meu coração saúda o Deus que habita em seu coração”.

Somos 7 bilhões. Somos todos um.
E é nessa diversidade de cores de pele, religiões, crenças, costumes que nos lançamos nesta viagem chamada Vida em busca de respeito, de significado, de felicidade.

Nesta imensidão chamada de Planeta Terra são tantas as possibilidades!
Faço um convite junto com Tina, que hoje também espalha o mesmo tema, para assistir a um trailler de apenas três minutos e se você gostar, reserve aí no seu final de semana um tempo para uma sessão de cinema (uma hora e meia) e desfrute de muita reflexão, filosofia e poesia!