Foram várias explosões. Chuvas de verão por aqui foi sinômino de ficar sem energia. E foram muitos dias, seguidos, picados, alternados. Até que, enfim, depois de muitas tentativas de um conserto rápido, recebemos a notícia de que seria necessário a troca do transformador. Burocrático, demorado, sofrido para os trabalhadores que fazem a substituição.
E foram várias as vezes que me sentei para escrever e lá se ia a energia elétrica embora e lá se ia eu com coisas da geladeira, ladeira acima para a casa da parenta que não tinha o mesmo problema e me socorria. Largava os textos e saía com os potes e sacolas para salvar o quanto podia de alimentos.
Desde a troca, a chuva não veio para fazer o teste! Que siga assim funcionando sem problemas 🙏🏼
O blog fez aniversário e isso me alegra muito. Esse "cantinho" aqui da internet que tanto se esvaziou, acabou se tornando uma vizinhança tão querida, tão próxima e se encheu foi de coisas boas, de presença, de carinho, de trocas!
Estive também no Rio de Janeiro e me deparei com essas flores que me fizeram ficar um tempinho ali contemplando toda aquela perfeição.
Floração do abricó-de-macaco. Seu nome científico é Couropita guianensis, pertencente à família Lecythidaceae. Nativa da América Latina e Brasil, essa espécie é encontrada em toda a Região Amazônica, especialmente em áreas próximas às margens inundáveis dos rios. Fonte: jardim botânico do Rio de Janeiro.
E elas estão bem lá na nossa rua!
Teve também o aniversário do meu filho, que completou 23 anos.
Bernardo e eu, com meus cabelinhos crescendo. Pensar que por algum tempo eu fui mais alta que meu filho!
Filho que cresce e voa. Literalmente ele voa agora. E meu ❤️😩
Só o time dele que não decola ( né Toninho?! )
E deixarei registrado a homenagem feita pela irmã, que achei fofo!
A visita da filha passando férias aqui, não pode ser esquecida!
Venha então fevereiro, com a alegria do carnaval, ou a alegria encontrada em outras fontes!
Em fevereiro planejo falar sobre envelhecer, memórias e que não me falte energia, elétrica e outras mais 😁
"Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. "
Ruben Alves, quanta saudade!
Certamente se ele, Ruben, passasse ali, lendo essa frase, ele se lembraria da sua escola de escutatória.
Como é bom encontrar essas pessoas, que se incluem na categoria de raras. São as que perguntam com a intenção e presença para escutar.
Já encontrei várias que perguntam como você está e assim que você começa a responder, vem um: "então menina, eu já passei por isso; e o meu caso então, muito pior..."
Acho que os blogs são uma vertente de escuta! Enquanto lemos, estamos escutando, estamos presentes, ouvindo e gentilmente comentamos.
Vamos lapidar cada vez mais a nossa presença na escuta. E que a gente se interesse genuinamente sobre o dia do outro! Isso pode fazer um diferença incrível no dia de alguém!
Vou rabiscar algumas linhas sobre o líder Thich Naht Hanh a partir da minha pequenina vivência de como "o encontrei".
A biografia do Thay, palavra vietnamita para professor, e como Thich Nhat Hanh é chamado por muitos de seus alunos, é extensa.
Nascido em 11 de outubro de 1926 numa família de seis irmãos, Thay faleceu aos 95 anos, em 22 de janeiro de 2022.
Foram frases que apareciam na internet que foram fazendo eu me interessar em saber que é essa pessoa de nome tão difícil de pronunciar e que transmite tanta paz?
Aos poucos fui conhecendo mais do monge vietnamita que exalava paz. Li alguns de seus livros - são muitos, em português editados pela livraria Vozes e durante a pandemia ( lembram da inúmeras lives ?! ) uma amiga me sugeriu assistir a uma live de uma pessoa que foi aluna dele, a Denise Kato, e através do Instagram dela, aprendi muito.
Thich Nhat Hanh tinha 9 anos quando foi cativado por uma imagem em uma revista trazida por seu irmão mais velho. Uma imagem pacífica do Buda sentado na grama, deixou nele uma impressão duradoura de paz e tranquilidade.
Foi um forte contraste com a injustiça e o sofrimento que ele viu ao seu redor sob o domínio colonial francês. A imagem despertou um desejo claro e forte nele de se tornar como aquele Buda: alguém que incorporasse calma, paz e facilidade, e que pudesse ajudar os outros ao seu redor também a serem calmos, pacíficos e à vontade.
Thay cresceu em meio ao domínio colonial, depois invasões e guerras em seu país. Há um relato seu de, durante uma guerra, tanta destruição e pobreza, a região ainda foi devastada por uma grande enchente. Tanto sofrimento foi extravazado em forma de poesia. Antes de ser conhecido como um monge, Thich Nhat Hanh era reconhecido como poeta.
Thay ao longo de sua trajetória foi percebendo que tão importante quanto as orações e meditações era preciso ação. Ele então popularizou o budismo engajado.
O Budismo Engajado, popularizado por Thich Nhat Hanh
é uma prática que uneatenção plena (mindfulness) e compaixão com ação social, respondendo ativamente a sofrimentos como guerra, injustiça e degradação ambiental, em vez de se isolar. Thay desenvolveu-o durante a Guerra do Vietnã, ajudando vítimas e promovendo a paz, vendo o serviço social como parte integral da prática espiritual, e estabeleceu os "14 Preceitos do Budismo Engajado" para guiar essa ação compassiva e não-violenta.
“Não basta apenas falar sobre compaixão; temos que fazer o trabalho de compaixão”
Refugiados vietnamitas a bordo do Roland, um navio fretado por Thich Nhat Hanh e seus colegas para resgatar pessoas dos mares ao mar de Cingapura em 1976.
Thay esteve ao lado de grandes nomes da história:
"Menos de um ano depois,( do encontro com Martin ) o Dr. King foi assassinado. Ele estava nos EUA quando ouviu a trágica notícia. A amizade deles, a coragem e a visão compartilhadas, e depois a perda, tiveram um impacto profundo nele. “Eu estava arrasado”, disse ele mais tarde. “Eu não podia comer. Eu não conseguia dormir. Fiz um voto profundo de continuar construindo o que ele chamou de 'a amada comunidade', não apenas para mim, mas também para ele. Eu fiz o que prometi a Martin Luther King. E acho que sempre senti o apoio dele."
A espiritualidade que Thay viveu e ensinou é tão simples. Ele foi a fundo nas origens da raiva, da violência, da discriminação, racismo. E por ser simples, é muito fácil passar despercebida ou tida até como infantil. Acho que é aí que reside o desafio - o simples não é fácil.
Um líder que nos convida a olhar com ternura para a nossa raiva, violência e assim tirar-lhes a força, a potência, ao mesmo tempo em que regamos as boas sementes que todos temos em nosso interior.
Quero colocar um trechinho de um pequeno livro do Thay:
COMER E SORRIR
"Sentar-se à mesa e comer com outras pessoas é uma chance de oferecer um sorriso de autêntica amizade e entendimento. É algo muito fácil, mas poucos o fazem.
Para mim, a parte mais importante dessa prática é olhar para cada um e sorrir. Quando membros de uma família ou comunidade se sentam juntos, mas não conseguem sorrir uns aos outros, a situação pode ser bem perigosa. Ao terminar sua refeição, separe alguns momentos para perceber que você já terminou de comer, que seu prato está vazio, que sua fome foi saciada. Eis outra oportunidade para sorrir e ser grato pela comida nutritiva que acabou de saborear, uma comida que o guiará por um caminho de amor e compreensão."
Com essa simplicidade, Thich Nhat Hanh ajuda a emergir a paz que nos habita para que ofereçamos ao mundo esse interior pacífico que não agride, não destrói.
“Mesmo que fossemos capazes de transportar todas as bombas para a lua, ainda estaríamos inseguros, porque as raízes da guerra e das bombas ainda estão lá em nossa consciência coletiva”, disse ele. “Não podemos abolir a guerra com manifestações raivosas. Transformar nossa consciência coletiva é a única maneira de arrancá-la.”
Estou bastante empolgada para ler sobre outros líderes espirituais que não conheço, e essa blogagem vai proporcionar essa possibilidade.
Uma vida extensa que produziu um legado imenso. Há muita coisa linda e inspiradora do Thich Nhat Hanh na internet. Vou deixar o link da comunidade oficial dele lá na França que por vezes eu acesso utilizando a ferramenta de tradução. Aqui ➡️ Plum Village
Agora me conta, você conhecia algo desse líder espiritual?
O convite era bem claro e exigente em relação ao código de vestimenta: venham com roupas para sujar.
E não, não se trata de crianças. Eram os adultos que deveriam chegar ao evento com roupas apropriadas.
A inauguração do ano novo se concretiza mesmo, quando o evento, com roupas simples e surradas, muitas conversas, risadas e a união de muitas mãos se juntam para...
A pamonhada!🌽🌽🌽
Uma "engenhoca" foi desenvolvida para facilitar o início dos afazeres - tirar com cuidado a palha, limpar os cabelinhos.
E entre muita prosa, medo de algum bichinho escondido no milho, o trabalho vai rendendo!
Cortar todas as espigas, com sorriso nos lábios.
Em casa de pamonheiro, tem sempre elástico (de dinheiro, lembram?!) que precisa ser fervido para depois fechar as pamonhas.
É tanto milho, que sobra um tantinho para fazer curau.
Milho passado pelo liquidificador e temperado para virar pamonha doce e salgada.
As jovens com a mão na massa!
Pamonha mineira não pode faltar o quê? Queijo!!!
E faz copinho com a palha, e enche e coloca o queijo, fecha com elástico e cozinha, cozinha quase uma hora.
Uma arte escolher a palha adequada. Já reparem nas camisetas sujas, os braços respingados!
Agora é só escolher: quer começar pela salgada ou pela doce? Pode misturar também!
Dividindo com vocês esse momento pamonhada em família, quero desejar um feliz ano novo, com muita saúde, muita troca aqui nos blogs, muitos posts, inspirações, comentários, alegrias.