terça-feira, 29 de maio de 2012

Lembranças primaveris

Primavera.
Ando com esta palavra me acompanhando.
Mas não é por causa do tempo. Se bem que, quando vejo a mocinha do tempo falando que vai chegar uma frente fria e derrubar as temperaturas, logo penso que o inverno ainda nem chegou por aqui; demorará a primavera.
Nem é a primavera da minha vida. Seja outono, verão, dia sem sol, com sol demais, dia de mau humor, mais uma década de vida... vou tentando fazer sempre uma primavera, tornando o humor ameno, colorido de flores.
A primavera árabe que vive nos noticiários, mas que só tem cor ocre, eu nem tento entender. Não consigo nem saber do funcionamento da política do meu país, que dirá de uma cultura que mistura política e religião. Profundo demais para o meu entendimento.
Falo do papel higiênico primavera.
Quem dele se lembra?


Áspero e cor de rosa.
Essa imagem que encontrei na internet não corresponde em nada ao que ele era. Aqui parece até macio com essas saliências em forma de bolinhas. O original tinha forma rugosa e se assemelhava a uma lixa.
Ah Ivani! Naquele seu armazém eu tenho certeza que tinha o tal primavera. E aproveita e pergunta pro teu irmão Edison se ele tem lembrança daquela textura.
As pessoas que dizem "queria uma vida cor de rosa" nunca passaram por uma indisposição gastrointestinal cuidada com primavera.
Lembro-me também que cedo na vida eu aprendi a diferença de classes, de padrões econômicos. Na minha casa tinha tinha primavera cor de rosa, na casa da minha amiga tinha um tão branquinho como a neve e macio feito pelo de coelho.

Tanto que esse tal de primavera ficou em meus pensamentos que fiz até uma pequena pesquisa.
Que não me leia uma senhora querida que já iria me dizer "mas você não tem nenhuma gaveta pra arrumar não?" E tenho,e não é só uma não, uma porção delas.
Mas é que eu gostei do assunto. Foi inventado lá na China.
Começou a ser comercializado em rolos enormes.


E também aprendi sobre diversos costumes para a finalidade higiênica: sabugo de milho, casca de coco ( ai, ai, com essa reforma ortográfica, tem assento ou não? Melhor dizer que é a fruta)
mão, e esse muito me impressionou – marinheiros usavam as cordas de içar velas. Havia muita assadura naquela época e ainda não tinham inventado a hipoglós.
Essa informação achei forte. Se alguém me disser que numa vida passada eu fui marinheiro, terei que fazer terapia.
E descobri também que tem um museu virtual do papel higiênico, que pena que não é brasileiro, senão teria o legítimo primavera.


Não se acanhe. Conta vai se você conheceu pessoalmente o primavera.
Beijo

11 comentários:

✿ chica disse...

rsssss...Não só conheci pessoalmente como SENTI seu poder,rsss. Lixa era fichinha!rs beijos,chica

Aleska disse...

eu acho que esse não é da minha época nao kkkkkkk. de que será feito o papel higiênico? Só sei que em Dacar as pessoas o acham nojento e preferem se limpar com as mãos. O curioso é que só pode ser com a mão esquerda. a direita é pra pegar comida.(li num blog). Outra curiosidade é que um professor meu disse que em alguns navios usava-se um pincel coletivo para limpar o bumbum. nao sei se era melhor que a cordinha, mas devia dar menos assadura.

Marly Bastos disse...

Mas pense bem, se ele era meio lixa, os "rabiós" não deviam ter folicolite nem encravamento de pelos...
Sou menina da roça e conheci o famoso "sabugo higiênico. E até um primo ensinava a gente a usá-lo, dizia que bastava "um de arrepio e outro de lisinho". kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Sabe, eu me lembro que o papel higiênico antigamente parecia papel reciclado, se nao tomasse cuidado saíamos com a metade dele no traseiro, dissolvia... Mas, sinceramente não me lembro dos nomes, é demais para a minha memória kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Pois é não me acanho com essas coisinhas, e fiquei pensando nas cordas de içar velas, as mãos que as arribavam, deviam ficar em petição de miséria.E pra assadura se usava polvilho doce, aquele que a gente faz hoje pãozinho de queijo delicioso.
Beijokas doces

Coisas da Vida disse...

Parei de arrumar minhas gavetas, digo, minhas papeladas pra registrar aqui o jingle mais famoso do papel primavera, papel que mais parecia um cinto de segurança, tinha que entrar no banheiro com tesoura ou faca rsrssrsrs... Parecia um ralo!!

Vamos ao jingle rsrsrs
Primavera, primavera ♫♫ Sou a menina primavera.
♫ Meu papel e prazer a vocês ♫
o papel o papel primavera é primavera “super” macio, primavera
Papel primavera ...♫

Ai o cara dizia:
“Papel higiênico primavera tem mais elasticidade
e metro por metro custa bem menos!”


Vamos ver o lado bom, melhor papel primavera do que sabugo ou folha de urtiga.

Beijos!

Tina disse...

Tô aqui passando mal de tanto ri.
Rir desse jeito era td que eu não contava para fechar o dia de hj.

Amei o post, a lembrança, o comentário de Alê e odiei o jingle.

Menos custoso de pagar e mais de usar...rsrs

Comecei lendo o post pensando na estação e já com uma reflexão para compartilhar e de repente tenho que ter o que dizer sobre esse primo distante e menos abastado do neve.

A propósito a reflexão era de uma tirinha de Mafalda sobre a primavera. Ela pergunta para Miguelito:
"Quais são seus planos para primavera?"
E ele responde:
"Viver"

Contextualizando com o papel, que para dar uma noção ao meu filho que leu o post comigo, comparei a papel crepon, eu diria que os planos pós papel primavera era morrer.

Ivani disse...

kkkkkkkkkk! que ótimo isso!
Tenho certeza que tinha no armazém e vou sim perguntar para o Edison, ele vai dar boas gargalhadas. Por lá um assunto desses dá no mínimo tres horas de risadas.
Voce falou em diferença de classes por conta do papel, mas pense bem: pior do que o primavera (grosso e duro mesmo!) era o jornal.
A gente passava e ele não absorvia, lambuzava mais do que limpava!
Ai vida dificil daquela época!!!
Ri muito com o comentario da Marly, quando ela diz que a gente ficava com a metade do papel higiênico grudado no bumbum. É verdade! ele derretia!
Espiga de milho eu nunca usei, graças a Deus!
Quanto aos marinheiros Ana, eu li que existia um pincel que ficava pendurado e mergulhado na água do mar. O marinheiro botava o bumbum pra fora, fazia as necessidades, puxava o pincel e se limpava. Depois devolvia ele pro mar.
Já pensou lavar as partes com água salgada?
Prefiro o primavera!
Ri muito querida, beijos e boa noite.

Camila Gomes disse...

Eu lembro!!! hahahaha.. Adorei!
Obrigada pelo comentário viu, me ajudou muito, o Murillo já to com 1 ano e 5 meses, e todo mundo me fala que já é a hora de ter outro. Minha mãe também teve os filhos com uma pequena diferença de idade e nos damos super bem, estamos sempre junto.
Mas, se tiver que acontecer vai acontecer né???
Beijos

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Ana Paula, kkkkk! Nem pense em "arrumar as gavetas". Pode continuar com as postagens desses intrigantes "recuerdos", rs...rs.
Seu apanhado foi tão bom que a querida amiga Alê até lembrou da "musiquinha" da propaganda da famosa "lixa". Quem nunca usou esse antigo Primavera não pode ter parâmetros para dizer se o papel higiênico da atualidade é mais macio ou menos macio.
Aqui em Taubaté apareceu recentemente um novo Primevera, com rolo de 60 metros, bem branquinho e macio. Acho que lançaram esse para apagar as lembranças das pessoas que passaram por uma indisposição gastrointestinal cuidada com primavera.
Enfim...recordando, vivendo e aprendendo com a querida amiga Ana Paula. Valeu, Ana (rs).
Beijo
Manoel.

mfc disse...

Eu sou um pouco mais velho e aqui não existia o Primavera.
Mas lembro bem que na minha meninice (anos 50 do século passado) era mesmo jornal que se usava!!!

Um grande sorriso e um beijo.

Anne Lieri disse...

Ana,eu me lembrei da musiquinha do comercial do papel primavera,acredita?...rsss...agora,museu virtual do papel higienico é demais!...rss...bjs,

Flor disse...

kkkkkk sem palavras kkkk..só você Ana