quinta-feira, 31 de maio de 2012

Gaste tempo...

... com quem você ama!
Nossa participação da blogagem proposta pela Mirys.
As gavetas ficaram por arrumar, fomos tomar um suco juntos numa lanchonete bem pertinho de casa entre beijos, carinhos e palavras carinhosas.

"Ter tempo para as pessoas... essa é a melhor maneira de você dizer que ela é importante para você."
                             Atair




terça-feira, 29 de maio de 2012

Lembranças primaveris

Primavera.
Ando com esta palavra me acompanhando.
Mas não é por causa do tempo. Se bem que, quando vejo a mocinha do tempo falando que vai chegar uma frente fria e derrubar as temperaturas, logo penso que o inverno ainda nem chegou por aqui; demorará a primavera.
Nem é a primavera da minha vida. Seja outono, verão, dia sem sol, com sol demais, dia de mau humor, mais uma década de vida... vou tentando fazer sempre uma primavera, tornando o humor ameno, colorido de flores.
A primavera árabe que vive nos noticiários, mas que só tem cor ocre, eu nem tento entender. Não consigo nem saber do funcionamento da política do meu país, que dirá de uma cultura que mistura política e religião. Profundo demais para o meu entendimento.
Falo do papel higiênico primavera.
Quem dele se lembra?


Áspero e cor de rosa.
Essa imagem que encontrei na internet não corresponde em nada ao que ele era. Aqui parece até macio com essas saliências em forma de bolinhas. O original tinha forma rugosa e se assemelhava a uma lixa.
Ah Ivani! Naquele seu armazém eu tenho certeza que tinha o tal primavera. E aproveita e pergunta pro teu irmão Edison se ele tem lembrança daquela textura.
As pessoas que dizem "queria uma vida cor de rosa" nunca passaram por uma indisposição gastrointestinal cuidada com primavera.
Lembro-me também que cedo na vida eu aprendi a diferença de classes, de padrões econômicos. Na minha casa tinha tinha primavera cor de rosa, na casa da minha amiga tinha um tão branquinho como a neve e macio feito pelo de coelho.

Tanto que esse tal de primavera ficou em meus pensamentos que fiz até uma pequena pesquisa.
Que não me leia uma senhora querida que já iria me dizer "mas você não tem nenhuma gaveta pra arrumar não?" E tenho,e não é só uma não, uma porção delas.
Mas é que eu gostei do assunto. Foi inventado lá na China.
Começou a ser comercializado em rolos enormes.


E também aprendi sobre diversos costumes para a finalidade higiênica: sabugo de milho, casca de coco ( ai, ai, com essa reforma ortográfica, tem assento ou não? Melhor dizer que é a fruta)
mão, e esse muito me impressionou – marinheiros usavam as cordas de içar velas. Havia muita assadura naquela época e ainda não tinham inventado a hipoglós.
Essa informação achei forte. Se alguém me disser que numa vida passada eu fui marinheiro, terei que fazer terapia.
E descobri também que tem um museu virtual do papel higiênico, que pena que não é brasileiro, senão teria o legítimo primavera.


Não se acanhe. Conta vai se você conheceu pessoalmente o primavera.
Beijo

O amor


"Gaste tempo com quem você ama"

É com esta frase que a Mirys está nos convidando a participar da blogagem coletiva no dia 31 de maio.
É uma história que vai deixando de ser triste e vai ganhando alegria, amigos, sorrisos, lembranças boas, cores, palavras quentinhas feito abraço.
A menina Mirys e seus dois filhotes ficaram sem o menino-pai-marido quando ele ajudava em um acidente.

As crianças queriam fazer uma festa de aniversário no dia 31 de maio, como sempre comemoraram, porém seria muito difícil para a menina-mãe uma festa sem o aniversariante.
O amor é maior e trouxe-lhe uma ideia linda: comemorar sim este dia, fazendo dele um dia feliz, onde se expressa, onde se diz o quanto se gosta das pessoas, demonstrando o amor por elas.
E assim nasceu o dia da família, o dia do amor!

Gaste tempo com quem você ama...
Escreva, fale, cante, fotografe e compartilhe!
Vamos lá, é quinta-feira, prepare-se que dá tempo.
Beijo

domingo, 27 de maio de 2012

Tiana, 87

E teve festa de aniversário para a Tiana!
87 anos!
Eu e as crianças não pudemos ir. Daqui nosso carinho para a "Madrinha"como ela gosta de ser chamada pelos netos!
Marido trouxe as fotos e a promessa de escrever bonito aqui no blog para a sua Tiana.
Vou esperar e cobrar!!!
Alguns momentos de alegria:

O casal Tiana e Antônio com os 10 filhos. Faltaram dois.
( e eu sem nenhum irmão!!! )

Cozinha de mineiro tem que ser grande!




Marido com a mãe, irmãos e pai.





Passos - MG

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O pesadelo da chuva

Era madrugada quando eu despertei. Embora os olhos ainda estivessem revestidos com aquele sono que os deixa pesados, mexi e remexi o corpo, os cobertores e só então ouvi a chuva.
Como me incomodou aquela chuva. Era aquela chuva com barulhinho gostoso que lhe faz virar para o lado, afinal ela cancela a caminhada.
Eu que gosto dessas chuvas mansas que limpam os telhados, os poluentes do ar, fazem a alegria das árvores, goteja com uma cadência que embala os olhos, continuem incomodada.
Uma só imagem me tomava. Um pesadelo.
Pesadelo que não era o avesso de sonho bom. Era avesso da vida.


Um especial no Jornal da Cultura mostrou e mostrará durante esta semana, a seca que está afetando do Cariri.
Nenhuma novidade. Poderiam pegar até imagens de anos anteriores e editarem a data. Ninguém perceberia. As cenas são as mesmas: terra seca, o gado morrendo, água barrenta para se beber.
A inteligência, a tecnologia ergueu cidades sobre desertos. Pomares suculentos fixaram morada no sertão.
Fazer campanha para arrecadar garrafas de água mineral e alimentos básicos... sim poderíamos fazer, usaríamos a internet e em pouco tempo teríamos toneladas.
Toneladas de ilusão. Porque embora fosse muito bem vindo essa ajuda, eles têm direito a mais do que uma campanha de algumas semanas. Existe verba, existe muito dinheiro para ser aplicado nestas regiões. O dinheiro evapora tal a água dos açudes.
Já sabemos que a seca não é tão somente um boletim meteorológico. É um descaso político vergonhoso. É um crime contra a humanidade. Uma humanidade que está dentro do país que eu vivo.

Da chuva da madrugada restou uma sombra cinza no céu e água empoçada pelo quintal.
Levanto-me e como já disse Roseana Murray, mais ou menos assim "A primeira água para o café, a segunda para o rosto".
Teve a água da torneira da pia, do vaso sanitário, do tanque, do banho, a que empoçou na rua, a da tigela do cachorro.
Posso sim fazer tudo isto economizando água: vou fechar a torneira enquanto escovo os dentes, usarei a água da máquina de lavar para jogar no quintal. Mas continuarei indignada porque não posso mandar a minha economia para uma dona qualquer que está bebendo água barrenta mesmo porque o caminhão-pipa vai passar sabe lá quando.
Continuarei incomodada porque hoje é dia que a minha filha pode levar um brinquedo para escola e eu não sei que brincadeira aqueles meninos vão inventar entre os sulcos da terra.


 Eu não sei que silêncio sai das entranhas daqueles contornos de dor. Será que é o mesmo silêncio de um Cachoeira.
E aquele lugar nem precisava de uma cachoeira imensa de recursos. Bastava alguns e bem aplicados.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Bugalhos e alhos

Definitivamente esta semana eu num tô boa.
Tô trocando tudo as palavras.
Hoje num blog de uma amiga eu teci o comentário elogiando o presente que a mãe lhe havia dado. Que a mãe devia ser tão fofa quanto o presente. Foi a mana que a presenteou.
Troquei mana por mãe e aproveitando o eme, foi um mico.
Noutro dia, lia que uma amiga falaria pelo skol. Outro mico, era skype. Mas neste caso a culpa era dela mesma. Sempre tem cerveja lá naquele blog. Fui induzida ao erro.
E como ando trocando tanto alho por bugalho, fui pesquisar o que era o tal bugalho ( só para ter o que postar ) e fui parar nos tempos da escrita a pena. Não deixa de ser interessante, mas não era exatamente o que eu procurava.
Definitivamente nem os bugalhos estão a meu favor...
Então o melhor que tenho a fazer é postar fotos do cachorro, assim não corro nenhum risco gramatical, ou outro mico qualquer.







sexta-feira, 18 de maio de 2012

Protetor solar ou pega-pega

Eu não uso protetor solar para praticar atividades físicas ao ar livre. E outras oito ou nove pessoas que praticam comigo, também não.
É que nós começamos às dez para cinco da madrugada. Está tudo escuro. Ninguém precisa disto!
Eu sou novata na turma.
Comecei no dia das mães. Não que eu tenha ganhado alguma roupa esportiva, ou um tênis bacana. Não, nada disso.
Na véspera do dia das mães, houve a tradicional festinha na escola. E eu participei com a Júlia, minha filha, do pega-pega.
Fui pega aos dois segundos do início da brincadeira. Minha filha ficou muito decepcionada comigo. Eu ainda tentei descontrair dizendo que isso era um recorde, mas ela pareceu não se convencer.
Acordei arrasada no dia seguinte, o domingo das mães. Não propriamente pela Júlia, mas sim porque me doía o corpo todo. Aqueles míseros dois segundos me deixaram toda dolorida. Um trapo.
Um belo dia resolvi mudar. E foi naquele dia mesmo que comecei a caminhar. Domingo à tarde.
Porém durante a semana, o único horário possível é às dez para cinco da matina.
O silêncio e a escuridão são incríveis.
Não é preciso se preocupar com o tênis. Ninguém enxerga marca, modelo, nada disso.
A moda é bastante misturada. As poucas pessoas que lá estão, estão vestidas de tudo: cachecol inclusive. Inclusive eu vou de cachecol. Faz bastante frio de madrugada.
Há dois caminhos: o estreito de terra, que é para os profissionais do pega-pega. Eles correm bastante. E há o caminho mais largo, para aqueles que vão mal no pega-pega, tiram nota baixa ou mesmo são expulsos, que é o meu caso.
Por alguns segundos ficamos lado a lado: a turma que corre e a que caminha. Saudamo-nos gentilmente. Um aceno de mão ou de cabeça.
Por falar em cabeça, eu caminho de chapéu, não por eu ser princesa, é que sempre me lembro de papai falando "pegar sereno na cabeça faz um mal danado".
E por falar em sereno, hoje eu comecei a caminhada e já me deu calor, tive que tirar o cachecol e amarrar na cintura. De repente comecei a sentir delicadas gotinhas tocando o meu rosto. Sereno, porém prefiro orvalho. O orvalho a me beijar a face. Que poético, pensei.
Também pensei que a escuridão e o silêncio trouxessem muita inspiração poética. Trazem sabe o quê? O seu lado mais sombrio.
Primeiro a gente inveja daquela turma do pega-pega profissional. Dão umas vinte voltas, enquanto eu nem completei a primeira.
Depois veio a maledicência em mim. Vi uma mulher na minha frente caminhando de guarda-chuva aberto por causa do orvalho. Pensei: que falta de poesia, ao invés de deixar que o orvalho lhe beije a face, abre essa coisa enorme durante a caminhada.
E segui sendo acariciada pelo orvalho, só que não sei o que aconteceu que o orvalho ficou tão forte, mas tão forte, que eu despertei daquele transe poético e percebi que estava chovendo. E percebi que aquela mulher de guarda-chuva à minha frente era feliz. Eu não devia ter tido pensamentos maldosos em relação a ela.
O guarda-chuva era tão grande, que ela abrigou uma amiga e seguiram a caminhada. Eu também segui. Usei o cachecol da cintura para enxugar o rosto que escorria. Mas não desisti.

Sabe, quando me vem a soberba e eu acho que estou arrasando na caminhada, ultrapassando e acenando com um bom dia ( deveria ser boa madrugada ) e deixando gente para trás, surge uma senhora japonesa que passa por mim com tanta tranquilidade e agilidade que eu penso que ela ter patins invisíveis que a torna tão rápida.
Por mais que eu me esforce, fique ofegante, não consigo ultrapassá-la.
E com toda aquela orvalhada caindo, esta senhora se ausentou da pista de caminhada, foi até o seu carro e voltou de guarda-chuva e ainda por cima em dois segundos me ultrapassou.
Segui arrasada e ensopada. Mas, segui.
No caminho, quando o orvalho era só orvalho, um senhor à minha frente parou perante um arbusto, arrancou um pequeno galhinho com umas três ou quatro folhinhas, colocou no bolso e arrancou numa corrida surpreendente. Devia ser mágico aquele arbusto. Com inveja, pensei em arrancar também umas folhinhas, mas naquela escuridão fiquei com medo de confundir os arbustos. Vai que eu arrancasse um com efeito tartaruga.
Já na hora de ir embora, o céu limpou, clareou e fiquei com aquela sensação de feriado prolongado que só chove e no dia que você volta para trabalhar, sai aquele solzão.
Enquanto tudo isso ocorria, dormiam meus rebentos e sonhavam com pega-pega. E eu ali, me esforçando para aumentar os segundos no próximo dia das mães.


Na verdade, eu nem sei por quanto tempo vai durar essa determinação pela caminhada. Vamos caminhando e veremos.
Agora vou confessar uma coisa: quando estou na volta final, eu sinto uma vontade enorme de encontrar um pipoqueiro. Que fome de pipoca.
Mas não deve ter. Milho não deve gostar de pular de madrugada.
Confesso também que estou prestes a seguir a sabedoria de Mario Quintana:

As pessoas sem imaginação
podem ter tido as mais imprevistas aventuras,
podem ter visitado as terras mais estranhas.
Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida:
também precisa ser sonhada.

Estou pensando em sonhar mais tempo na minha cama, comprar um protetor solar e ir caminhar no sol a pino!
Agora, uma opinião: que título fica melhor neste post, pega-pega ou protetor solar?
Beijo

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Acender

Vamos acender palavras em nossos lábios
que provoquem o riso fácil, a surpresa?
Um elogio, um adjetivo
para fazer brilhar
o olhar alheio?
Vamos acender aquele brilho
que contagia?
Vamos acender amores?
Um projeto, uma viagem
uma visita há tanto aguardada
Amores românticos
amores literários
de flores
e cores
versos
sabores
e mais amores
Vamos acender nossa fé
que não necessita de respostas
apenas segue serena
em meio a tantas dúvidas terrenas
Vamos acender nossos caminhos
para que as soluções se aclarem
Vamos acender abraços
assovios
Vamos acender
dons adormecidos
Vamos acender?
Riscar
arriscar
lumiar
a alegria
ainda que o momento esteja difícil
Arrisque
Rabisque
Simplifique
Vamos acender o nosso presente!

terça-feira, 15 de maio de 2012

Sem título

Você quer se sentar aqui ao meu lado para ouvir uma história?
Não olharei nos teus olhos. Também não sei onde meu olhar estará. Não importa. Eu apreciarei tua presença ao meu lado.


Sabe, às vezes eu acho que nós conhecemos todas as histórias do mundo. Tudo já foi falado, escrito, filmado, fotografado, postado... de alguma forma, tudo já foi ouvido. Acabou a originalidade. Vivemos uma repetição.
Vivemos uma repetição quando nossa alma se ausenta.
Quando você ouve uma história desabitado de si mesmo, da sua alma.


Numa estação do ano, que eu não me lembro qual, eu habitei uma história.
Vou colocar após os dois pontos algumas palavras deste contexto: uma garota de 14 anos, o caminho da escola, um estupro, uma gravidez, gente rica.
Ela chegou na maternidade pela manhã, trazendo numa linda maleta o enxoval do bebê menino e aquelas palavras do parágrafo acima.
Eu vi quando a garota abriu a maleta a pedido da mãe para me mostrar as peças bordadas e entregar a primeira roupinha a ser vestida pelo bebê.
Não me lembro se as palavras estavam misturadas às roupinhas ou se estavam guardadas num cantinho.
O sorriso da garota era frio. Talvez fosse o momento da cesariana se aproximando.
A decisão da justiça saiu no quinto mês e meio de gestação. Decidiram ter o bebê. Um bebê sem pai, frisou fortemente a avó. E a partir dessa decisão seria um bebê amado, muito amado - mãe, avó e avô eram o núcleo mais próximo. O estuprador estava preso. E eles trancafiaram também o passado até o tamanho da barriga de cinco meses.
Nunca, eu saberei qual tempo de espera foi maior. Antes da sentença ou depois dela?
Desejei um fique tranquila e segui pelos corredores carregando num dos braços uma pequenina peça de roupa, no outro, a maleta. Também não me lembro se estava mais leve ou não do que quando chegou.
Por favor, ali onde eu disse "após os dois pontos algumas palavras",  acrescente a palavra esperança.


Este texto faz parte da blogagem coletiva  Amor aos Pedaços.


domingo, 13 de maio de 2012

Amor aos pedaços


Terça-feira, dia 15/05, uma blogagem coletiva que eu achei interessante e estarei participando da terceira fase.
Não sei muito a respeito, estou me inteirando mais a partir de agora.
Quem não participou das anteriores - encanto e desencanto, pode sim participar desta, esperança.
Já preparei o meu texto.
Interessou? Prepare o seu também!
Passa lá no blog da Luma, dá uma olhada, deixa nos comentários que irá participar e vamos compartilhar histórias.
Beijo, até terça.



sábado, 12 de maio de 2012

Ser mãe

É maravilhoso ser mãe e por um período poder educar, criar, ensinar, amar ( sempre ).
Ao lado desta linda palavra - maravilhoso - ocorrem momentos sem nenhum encanto, aqueles onde é preciso corrigir, endurecer a voz. E é difícil vê-los chorar, mesmo que necessário.
Mas, quando ganhamos aquele sorriso, aquele beijo inesperado... são os nossos olhos que se enchem de lágrimas.
Lágrimas de amor.


Esta semana, eu e a Júlia tivemos um momento difícil. Foi uma tarde de choro e silêncio.
Quando coloquei-a para dormir e lhe desejei uma boa noite, ela me disse: ah! bem agora me aparece um poema...
Eu disse que ótimo! Peguei papel e caneta e anotei:


Quando choro
aquelas lágrimas
escorrendo pelo meu rosto
dá para ver que vai passar
e que não vai passar dor
para o nosso coração
E aí um sorriso
irá se abrir
dentro do seu coração.

Júlia


Então, compreendemos, que ser mãe é assim: quando se educa com amor, o coração dos nossos filhos sabem que lhe queremos o melhor.

E como é maravilhoso gargalhar, em qualquer hora, em qualquer lugar, até a barriga doer!


O mundo é feito de mães. O mundo é feito de flores.
Pegue uma aí! Se não puder abraçar, relembre com uma flor no coração um lindo momento que teve com tua mãe.
Beijo.




sexta-feira, 11 de maio de 2012

Um outro olhar





Por vezes nos exaurimos em questionar, em reclamar, em tentar encontrar respostas...
Por vezes poderíamos mudar um pouco o olhar.
Acontecimentos ruins poderão deslizar para dentro de nossas vidas. Assim é o viver:  acontecimentos.
A qualquer instante podemos modificar o olhar.
O olhar dos olhos, o olhar do coração.
Suavize asperezas.
Transforme os olhos!

Aos que irão comemorar o dia das mães, beijos
Aos que não comemoraram, beijos.
Celebremos pois o viver!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Dia 10

Dia 10, dez fotos.
Lembrei logo cedo do projeto e aproveitei que precisava ir até o centro da cidade para fazer minhas fotos em forma de protesto.
Não são fotos bonitas. Retratam o descaso das nossas autoridades, o mau uso do dinheiro público e também a má educação das pessoas.
A tradicional praça central, com coreto e chafariz das cidades interioranas, servem mais como banheiro a céu aberto.
Construções históricas se deteriorando enquanto perduram as disputas judiciais.
Um pouco de charme por conta do "equipamento"do engraxate, os pombos urbanos.
E muito charme da minha filhota para finalizar!























quarta-feira, 9 de maio de 2012

70 anos de casamento


Neste mês de maio eles comemoram 70 anos de casamento.
Sebastiana e Antônio.
O "casalzinho"como meu marido se refere à seu pai e sua mãe.
O casalzinho que não se sabe quando no calendário deixou de ser dois. Eles estão tão entreados um no outro, que são um.
Esta foto é do ano passado.
Não querem comemorações. A comemoração é silenciosa. Alegram-se com os filhos, netos, bisnetos que chegam, saem, voltam, visitam, ficam...
Durante o dia sempre há uma companhia com eles.
Ao entardecer, lá na roça das Minas Gerais, ficam apenas os dois.
Os olhos, os ouvidos já estão enfraquecidos, mas conversam entre si e muito.
Sempre um queijo para vender, bezerros para negociar.
Vida simples com uma riqueza de detalhes incontável.
Eles nem sabiam ao certo quantos anos de casado fariam neste mês de maio. Uma brincadeira do tempo com eles.
Parabéns pela lição de companheirismo!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Rua da Felicidade


Você já se imaginou tendo este endereço?
Morando, vivendo na rua da Felicidade?
Eu nunca havia dado importância para os nomes de ruas. Já morei em ruas, tive endereço que começava por  avenida, fiz pesquisa escolar sobre o significado do nome dado à nossa rua, mas...
Um livro infanto-juvenil veio para as minhas mãos e eu fiquei fascinada com a delicadeza, a verdade, a criatividade da história e das ilustrações.
Quintais - é o nome do livro, de Cris Tavares e ilustrações de Ana Terra.
Encantador.
Relata todos os tipos de quintais - daqueles enormes que até pomar têm, até aqueles que são somente um corredor.
Após a leitura, fui logo procurando se havia algo falando da escritora, da ilustradora.
E o que eu encontrei?
A rua da felicidade, onde a Cris, autora, cresceu em meio a muitas brincadeiras no seu quintal e tendo esse endereço que é pura poesia!


Havia um e-mail e eu escrevi. Na resposta ela me confirmou que residiu sim na Rua da Felicidade ( eu havia me confundido e perguntado se ela morou na rua da Alegria! ), mas que a rua mudou de nome...
Herbert Baldus é o que vem escrito nas correspondência.
Se esse tal de Herbert foi um sujeito feliz a ponto de ser sinônimo para a rua, eu não sei.
Sei, que eu que nem conheci a rua, fiquei indignada pela troca. 
Porque não podemos ter nomes de rua assim, tão simples quanto a felicidade, algodão doce, voo de borboleta?


E sabem qual é o nome de rua mais comum no Brasil?
Um.
Rua Um.
São 3079 em todo o país.


A explicação é que são nomes provisórios, que acabam ficando para sempre.
E quem o poder de renomear as ruas são os nossos queridos políticos.
Que se esmeram caso o terreno localizar-se num lugar central; porém se for na periferia, fica um mesmo.


E se algum dia, eu for eleita política, prometo acabar com os nomes de rua um.
E já estou aceitando sugestões!


Se você pudesse mudar o nome da tua rua, seria qual?
Eu queria morar na Rua do Amanhecer. Também poderia se na Rua do Realejo, adoro o som que a manivela faz aparecer!

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Blogagem coletiva


A primeira água

Éramos somente nós dois naquela manhã. Eu, com o corpo ainda fatigado pelo parto. Você com o corpo encolhido, tão pequenino.
Enchi o recipiente plástico com água e ali emergi seu corpinho.
Um misto de penumbra no interior do quarto e a luminosidade que espiava pela vidraça fechada, recoberta de fino cortinado, envolvia-nos naquele nosso momento.
Minha mão, firme e insegura, aparava tua pele macia; a outra, em concha, mergulhava naquela primeira água e escorria delicadeza e doçura.
A mesma mão que com intensidade e paixão toca o corpo de teu pai, a mesma mão que agora se traduz em poesia e acalanto para tocar teu corpo tão pequenino.
Decerto você fora banhado no hospital, mas era a nossa primeira água...
Enchi cântaros com água cristalina jorrando do seio da terra; um cântaro com o mel mais doce. Colhi os raios mais macios do sol, aqueles do alvorecer que colorem as nuvens, aqueles do crepúsculo que adormecem o céu.
Percorri jardins buscando as mais perfumadas flores e pedi permissão à noite para despregar as estrelas penduradas por alfinetes no manto azul aos pés da lua.
Trouxe ainda boas palavras, olhar sereno, melodias de ninar.
Restou um pouco desta primeira água no fundo de um cântaro, acomodado em algum canto do meu coração.
Quando minhas palavras ficam rudes...
Quando minhas mãos deixam de acarinhar. Quando não vejo os alfinetes que penduram as estrelas, quando a paciência enfraquece... mergulho naquela primeira água.
Reencontro a poesia em minhas mãos, o mel nas palavras e me faço ninho para que deite encolhido com teu corpo crescido.


Crianças, vocês dois tiveram "a primeira água".
Escrevi para lembrá-los e  para me lembrar, principalmente naqueles momentos em que eu me destempero e tudo fica difícil, que existe doçura em nossas vidas, estrelas em nossas noites e sonhos.
E que é maravilhoso compartilhar a vida ao lado de vocês, meus filhos pequeninos, queridos e amados!
E que a maternidade tem o gosto desta primeira água de mel, sonhos, estrelas, perfumes.


Participe também da blogagem coletiva! Faça o texto e publique o link no blog Diversão em Família.
Vamos trocar intensas emoções!

terça-feira, 1 de maio de 2012

Na janela


Poderia estar ali para que o sol evaporasse suas boas palavras escritas e as nuvens as chovesse sobre os telhados que seriam lavados com abraços, risos, fé, traquinagem de criança.
Poderia estar ali para que o vento carregasse a melodia de suas folhas e sussurrasse baixinho para as pessoas dançarem, por breve que fosse.
Poderia refletir lá na lua o amor enamorado, o amor apaixonado e a lua enlaçaria com seus fios cor de prata os que à  procura estão de um grande amor.


Tão somente ali está porque cheira a guardado de muitas décadas e faz espirrar o mais intrépido dos narizes, impossibilitando a leitura de uma frase sequer!
Ali ficará até que se desprenda os odores do tempo que viram nas páginas amareladas lugar ideal para um ninho.
Que venha o sol. Janelas abertas para recebê-lo.



Dei uma escapadinha para Curitiba estes dias. Com chuva e frio, delicioso mesmo assim!
De volta, com chuva e um pouco menos de frio. Hoje o sol, tímido, voltou a visitar o meu livro na janela e eu devargazinho vou voltando a visitar os amigos queridos.
Bom ler, bom compartilhar com vocês!
Abraços.

A morte

A morte envolveu seu corpo e sua alma. Um xale de seda a deslizar pela sua pele, roçando com delicadeza a alma.
Não estava enferma, tampouco familiares e amigos; não havia perigo iminente, possíveis catástrofes, pensamentos assombrosos, nem o ébrio das religiões ou o torpor dos sentidos.
Estava num momento simples, cotidiano.
Vicejavam seus músculos, seu olhar, seus sonhos.
Entregou-se à textura macia com uma aquiescência desconhecida em si mesma.
O brando calor do seu interior contrastava com a ausência de sol naquela tarde de inverno.
A vida pulsava ali abraçada, enlaçada com a morte, sem medos, sem repulsas.
e o tempo era tão somente uma palavra naquela entrega.
Era aconchegante e misteriosamente agradável. Deixaria seu corpo no auge do viço. Desprenderia sem resistência a luz do seu interior. Talvez um certo torpor, uma pequena ansiedade como naquele momento em que se percorre a ponte entre um olhar e outro até que se unam, pela primeira vez, os lábios enamorados.
Diferente do que já ouvira tantas vezes, o que lhe acontecia naquele momento não era um aviso, uma situação limite, um chacoalhão da vida.
Aquela morte que lhe havia tomado por inteiro, ser e matéria, era uma morte viva. Morte vida.
Não modificou drasticamente o seu viver. Foi dura, foi dócil. Os problemas, os obstáculos continuaram a surgir.
E a vida e a morte numa única linha de desdobraram para conduzir seu caminhar sob o azul do céu.