sábado, 29 de março de 2014

11/52


Dia outro, era um menino
corria pelo terreno baldio a brincar com o vento
com o que o chão ofertava
pedrinhas, minhocas, caramujos, folhas e gravetos.

Acordou vestido
Imponente.
Já não mais brinca
apesar da insistência do vento
em sacudir suas vestes.

O sol onipresente
talvez ache inadequado
o seu plantar-se;
talvez não.

Onipresente
a tudo ilumina:
o vento, os gravetos, a edificação vestida.

Ilumina minha indignação
e meu desejo de que as habitações
tenham coração.


10 comentários:

Poesia do Bem disse...

Lindo e reflexivo.

Cristiane Marino disse...

Que lindo Ana Paula, é preciso trazer alma também para nossas moradias.
Bjs

Tina Bau Couto disse...

Ilumina
Alumia
Irradia
Faz milagres
Sopra pra cá e por ai essa poesia, esse desejo, esse pesar

Rita Sperchi disse...

ღღ¸╭•⊰✿¸.•*ღ ღ¸╭•⊰✿¸.•* ღ¸╭•⊰✿¸.•*ღ ღ¸╭•⊰✿

“Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade.”

― Cora Coralina...

Com essa frase tão bonita deixo meu abraço de bom final de semana
elogiando mais uma vez seu belo post, tenha um bom domingo

___________Rita!!!!

✿ chica disse...

Linda foto e palavras que emocionam de tão profundas! beijos,chica

Moro em um Kinder Ovo disse...

Que a gente tenha sempre vento na face, cores no dia, flores em cada canto. E que não percamos nunca o encanto apesar do vento ao contrário, cores pálidas, flores que lutam contra a falta de espaço.

A BETI disse...

Fantástico!
Um feliz domingo amiga!
Bjssssssssssssssssssssssssss

Pandora disse...

Coração parece ser a coisa mais difícil de encontrar nesse mundo!!! Edificações monstruosas pesam...

Maria Alice Cerqueira disse...

Ola Ana
Uma Santa semana para você!
abraço amigo!
Alice

Li disse...

Puxa vida, ontem estava pensando onde posso levar meu filho para que ele visse lesmas e caracóis, tatus bolinha... assim como eu já vi um dia! Estava pensando em levá-lo para correr num campo gramado sentindo o vento bater em seu rosto... Estava com saudades da minha infância que não volta mais! Querendo que ela fosse maravilhosa para o meu filho e com brincadeiras, animais e natureza e quase não vemos mais... Lindo poema!!! Beijos!!!