quarta-feira, 23 de julho de 2014

Os que nos acrescentam

Ontem à noite assistia a um noticiário quando fui surpreendida por uma morte que aconteceu no mês passado.
A notícia era sobre um vigia que morreu na frente a um hospital por falta de atendimento e foi quando falaram que o mesmo tinha acontecido no Rio de Janeiro, em junho, com o fotógrafo Luiz Claudio Marigo.
Lembrei-me de imediato dele, mesmo sem tê-lo conhecido.

Meus filhos eram bem pequenos quando nos deparamos com livros e revistas com fotografias de onças e a curiosidade deles em saber como se fotografa uma onça.
Foi numa revista que li uma bonita reportagem, ricamente ilustrada do fotógrafo Marigo justamente sobre onças. Escrevi-lhe pedindo autorização para citá-lo no meu blog. Veio a resposta:


Recebi até as imagens. O blog estava bem no início, eu não sabia nem colocar cedilha na onça e também não consegui colocar as imagens!
Não vou editar aquela postagem.
Trago o link para cá; fica como uma boa lembrança dessas pessoas que talvez a gente nunca troque um aperto de mão, mas que nos acrescentam, nos constroem.

Há pouco, Ariano Suassuna nos deixa sua obra para nos acrescentar e vou compartilhar a homenagem que a Tina lhe fez ainda em vida.

10 comentários:

Bia Hain disse...

Oi, Ana, como vai? É muito curiosa a maneira como pessoas influenciam em nossas vidas, direta ou indiretamente. Criou uma ligação com Marigo, mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, e é lamentável que pessoas talentosas sejam vítimas de um sistema de saúde falho. E ainda perdemos a visão poética e simples de Suassuna... ainda bem que a poesia, de imagens e escrita, fica. Um abraço!

✿ chica disse...

Fui lá ver o post citado e adorei.Como é bom ver a evolução e saber que desde sempre em nossas vidas aparecem pessoas legais! Pena o Suassuna agora.Li na Tina hoje!! bjs praianos,chica

Poesia do Bem disse...

Duas perdas tristes não é? Éa vida e sempre nos mostra que não somos nada, nosso destino tá na mão de DEus.

Carmem Grinheiro disse...

Bom dia, Ana.
Seu post é duma enormidade incrìvel, nele vi sua relação mãe-filho/blogger-outro/blogger-civismo/pessoa-pessoa/pessoa-reflexão; para além de também me dar a refletir sobre isso da vida, e do sistema em que vivemos, que não é único do Brasil, porque aqui em Portugal, e restante mundo, salvo raríssimas exceções ( se é que exista mesmo sistema social perfeito por esse mundo fora!) também assim é.
E ainda me traz mais uma vez a sensação da nossa efemeridade e do quão a vida é não mais que um sopro.
Abço amigo

lis disse...

Oi Ana
É curioso até para nós adultos imagina para as crianças ver fotografias das onças tão nitidamente e voce conseguiu satisfaze-las,com informações diretas da fonte;parabéns!
Lastimável é a morte por falta de socorro e como lidamos com isso vai se tornando habitual,infelizmente.
Voltei ao link e gostei de ver como vamos crescendo e aprendendo pequenos detalhes como as imagens que falharam e não falham mais rs
um abraço e um bom dia

Tina Bau Couto disse...

Tão triste toda partida, as ao relento, tristes e revoltantes.
Tão carinhoso e humano esse seu lembrar, trazer para cá, a simpatia do fotógrafo, a amizade e parceria do link para minha singela homenagem.
Pessoas como Marigo, Suassuna, Ana Paula Amaral, mudam, ilustram e alumiam o mundo, em terra, céu, floresta, rio, mar...Oxalá!

Moro em um Kinder Ovo disse...

Estes "cruzamentos" de pessoas que o virtual proporciona são oportunidades de crescimento e aprendizado. Pena que a última foto deste fotógrafo tenha sido em frente a um hospital, morrendo sem atendimento.

Anne Lieri disse...

Ana, que legal a sua interação com seus filhos lendo a história da onça! Pena não ter conseguido postar as imagens,mas foi bem gentil o retorno do fotografo ao seu pedido. Muito triste seu falecimento e deixou uma marca por aqui! bjs,

Veluma Martins disse...

Olá Ana, obrigada pela visita.
Linda sua lembrança desse momento simples do Marigo.
Infelizmente nos últimos tempos temos perdido grandes artistas.
Bjs

A Menina das Ideias disse...

Ai que coisa chata né? Conhecer a pessoa assim (mesmo que virtualmente) e descobrir que ela morreu dói um bocado.