quarta-feira, 4 de julho de 2012

Refazendo sonhos

Hoje, refizemos caminhos de uns sete ou oito anos atrás.
A paisagem urbana mostrou-se pela janela, ora a mesma, ora subtraída, destruída e seus olhos atentos recordavam sem necessidade de tantas palavras, de tantas perguntas, como foi naquele passado.
Tantas coisas mudam. Outras tantas permanecem iguais.
Em algum momento do caminho, eu pensei: como você mudou neste tempo, meu filho. O sono chegava na cadência de sons e movimentos do ônibus e seu corpo pequenino deixava-se embalar. Em meu colo sua cabecinha adormecida era apoiada pela minha mão para que não balançasse tanto. Ainda cabiam suas pernas no banco ao lado.
Tanta coisa mudou, mas refazendo caminhos, percebi que você não mudou. Percebi que você nunca mudará. Será sempre meu menino, com a minha mão apoiando teu sonhos, mesmo que tuas pernas já não caibam no banco ao lado.


18 comentários:

✿ chica disse...

Que lindo e doce amor declarado de mãe pra filho...
è lindo ver eles crescerem, deixarem de "servir" no0s banco, cadeiras e roupas, mas sempre serão nossos queridinhos e amados... LINDO! beijos,chica

Marly Bastos disse...

Ana Paula, Filhos são para sempre nossos meninos, alguém que incondicionalmente devotamos nossa vida, nossos sonhos e zelo.
Lindo seu texto, na simplicidade, declarou uma verdade única: amor maternal.
PS:Meu blog estava dando erro e mesclando com outro blog que parece ter o mesmo domínio e então eu mudei o meu link :
http://palavresias.blogspot.com.br/
Por favor altere o link.
Bkjas doces

Alessandra Biet disse...

Lindo!

Os braços de uma mãe são feitos de ternura e os filhos dormem profundamente neles.
( Victor Hugo )

Vejo-Os Dormir...

Os filhos crescem...
Mesmo dormindo, não param.
Assim como meu amor e minhas preces...
Francismar Prestes Leal

Beijo!

Tina disse...

Pois é, como crescem, como já hj sentimos que sentiremos falta.
Tenho uma carta para meu filho que fala disso, penso em entregar para ele qd ele completar 18 anos e não houver mais seu chinelinho de elástico atrás aqui por casa e brinquedos, cds de game, pequenas roupas que já se confundiram com as do pai.
Eles crescem e nosso papel é dar raízes e asas.
Bjo e meu carinho para os 3 :)

Su disse...

moça...
você não imagina como esse seu texto tecido em pura poesia me tocou o coração e mais fundo a minha alma... os olhos se encheram de lágrimas... e o pensamento foi longe...

lindo, Ana Paula!

beijos pra ti!

Su.

Ivani disse...

Lindos seus pensamentos observando o filho adormecido.
Esse encantamento de mãe, de ter o filho querido sempre ao alcance das mãos, é algo que nos faz iguais.
Sei de mães que não querem esse aconchego, mas são muito poucas.
Sei de mães que pensam que seus filhos não são seus, vai deixa-los voar no momento certo, sem dores.
Chego a inveja-las, porque não sofrem.
Passei por todos os partos possíveis. Vi-os nascer, crescer, e voar...
Posso garantir a voce, minha amiga, que valeu a pena amar e temer pela separação.
Porque eles sentiram-se amados e desejam, sempre que possível, voltar correndo para o ninho, para o abraço de mãe.
Isso não tem preço.
Voce está certa, ame o quanto puder porque a recompensa será também de muito amor.
beijo.

Aleska disse...

Menina! Agora que sou "jovem adulta" me espanto como as pessoas mudam rápido.

Bicho-mãe disse...

Que lindo isso!
Quase sempre me emociono lendo teus textos...Lindos, leves, verdadeiros...

Beijosss

Bicho-mãe disse...

Ana Paula é muito bom mesmo ter parecerias de verdade, sentir sinceridade e receber gentilezas. Infelizmente vejo tudo ao contrário quase sempre.... Beijos lindas! (em A verdadeira parceria)

MÃE DO GUI disse...

É por isso que eu AMOOOOOOOOO vir aqui, pra me emocionar de ler tanta coisa linda!!!
Saudades...Eles crescem ne? bjo Jana

disse...

Afff que lindeza! Como pode o tempo passar levando muito e ainda assim deixando tudo igual?! Beijo

lis disse...

Ah a gente vai perdendo aquele 'denguinho' com os filhotes que vao crescendo rapidamente.
Daqui mais uns anos e pronto_eles ficam tímidos com nosso beijos e abraços toda hora rs e vem a saudade de quando precisava da nossa mão a embalá-los.
Obrigada da partilha carinhosa.
beijinhos

Carolina Lima disse...

Ana Paula,
ainda bem há mudanças e ainda bem que outras coisas permanecem iguais...

Um ótimo final de semana!!

Beijinhos :**
Carol
www.umblogsimples.com

Luma Rosa disse...

Haverá um dia em que seu filho não caberá em seu colo e ele lhe dirá que você não sabe nada.
Haverá um dia em que seu filho terá sua própria família e lhe dirá: "Mãe, obrigado por ter me mostrado o caminho".
Ciclos, vivamos!!
Somente a mãe sabe quantas vezes amparou o seu filho no colo. O tempo tira das crianças as lembranças visuais e fortalece as sensações sensoriais, principalmente as de tato e aconchego. É como se o abraço fosse dado em outro plano.
Bom fim de semana!! Beijus,

Compartilhando Sentidos disse...

Oi Ana... Lindas e doces palavras maternais.

Sensibilidade!


Bom domingo e eutimia

Laiz disse...

Que lindo Ana!! E essa constatação que eles serão pra sempre nossos menininhos mesmo que grandes, é mais forte que tudo. Que post delicioso de ler! Bjocas

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Ana Paula, que linda postagem! Mesmo não cabendo no banco do lado, as coisas bem estruturadas e criadas com muito amor só mudam para melhor.
Beijo
Manoel.

Claudia disse...

Que lindo, Ana!
Adoro seus textos. Vc me emociona sempre...
Linda foto e lindo seu menino...
Grande beijo