quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sacola metrô mordomo jornal

Com o advento das sacolinhas plásticas – proíbe, cobra-se por elas, oferecem caixas de papelão, sacolas retornáveis ( e aqui na minha cidade elas, as sacolinhas, voltaram como se nada tivesse acontecido, uma espécie de "acabou em pizza") eu voltei a um velho hábito: ler jornais.
E o que a ver sacolas plásticas com ler jornais? Além de você ficar decepcionado por saber que a questão é muito mais política e econômica a favor dos grandes supermercados, você pode usar o jornal no cestinho do banheiro ao invés de usar as sacolinhas. ( Leia-se bem: é usar o jornal para forrar o cesto e não outra finalidade).
Tenho tantas dúvidas ecológicas... mas não custa nada fazer a nossa parte. Na verdade, custa sim, e tenho achado o jornal caro, caro pra chuchu.
Sabe onde adquiri o hábito de ler jornal? No metrô.
Numa época em que o metrô ainda era vazio e a gente conseguia sentar ou ir tranquila e espaçosamente em pé. Faz tempo isso, hein? Contando que o metrô já foi assim, ninguém acredita.
E era ali sentada na maioria das vezes que eu lia jornal. Não que eu comprasse. Nunca comprei. Era jornal filado.

[Filar – gíria – pedir aos outros, para não comprar; fazer com que os outros paguem]

Mas eu não pedia para ler; apenas mantinha a cabeça imóvel e mexia os olhos para a direita ou esquerda, conforme o lugar em que o dono do jornal estava sentado e filava a leitura. Também acontecia do sujeito estar em pé bem à sua frente, daí era só inclinar um pouco a cabeça. Claro que tinha o inconveniente da pessoa terminar antes que você a leitura e virar a página e você ficar sem saber o desfecho do enredo e com uma vontade enorme de falar "Ei, volta lá que ainda não terminei de ler". Nunca fiz isso. Filar educadamente era meu estilo.
Nos dia atuais seria impossível fazer isto dada a superlotação do metrô de São Paulista. Você mal consegue mexer os olhos.
Li esses dias, no jornal que eu comprei, que em muitos países, o jornal está com os dias contados. Por aqui não. Ainda vende razoavelmente bem, mesmo com toda a circulação de notícias na internet.
E você lê jornal? Compra? Fila?
Ah! E se alguém puder sanar a minha curiosidade: "dizem que os mordomos, que já estão de pé antes mesmo do jornal se entregue bem cedinho, pegam o jornal e o passam a ferro elétrico para que a tinta não saia nos dedos do patrão.
Alguém tem mordomo para me confirmar? Não, não se acanhe em contar. Prometo que não não vou pedir para filar nem o mordomo nem o jornal! 

7 comentários:

✿ chica disse...

Eu tenho assinatura e depois, vai pra forrar o cantinho da Cuca e suas necessidades...

beijos praianos,chica

Ivani disse...

puxa! agora voce me pegou! nunca ia contar...mas eu tenho mordomo!
ele passa meu jornalsim, bem cedinho, para nao sujar minhas mãzinhas delicadas.
E prepara meu café com leite, bem quantinho, com paozinho fresco e manteiga salgadinha. Suco de frutas e queijinho branco. Tudo em uma mesa bem decorada com louças lindas.
kkkkkkkkkkkk!!!
Mentira! eu nem queria mesmo!
Já pensou que saco uma criatura olhando para voce o dia inteiro esperando suas ordens?
Não é despeito não, eu não queria mesmo.
Fico devendo essa resposta sobe o jornal.O pior é que nem conheço alguém que tem mordomo para poder perguntar.
Ai! vida de pobre, que chato!
beijos querida, adorei brincar de madame!

Ivani disse...

Ah! esqueci de contar sobre as sacolas. Aqui na cidade já estão dando sacolinhas novamente.
Mas eu não quero! Me ensinaram a comprar umas sacolas grandes e carrega-las quando ir ao mercado.
Demorei para aprender, esquecia em casa por falta de hábito. Muitas vezes tive que trazer minhas compras em caixinhas de papelao ou comprar sacolinhas recicláveis.
Agora que não saio de casa sem minhas sacolas (e gostei da idéia) alguém resolve voltar atrás me dar sacolinhas?
Não quero! vou ao mercado e levo minhas sacolas, feliz da vida!
Quanto ao jornal no cesto do banheiro é válido, assim como os saquinhos de papel onde a gente carrega pão.
Era isso, beijos.

Alessandra Biet disse...

E o dilema das sacolas plásticas continua, em quanto isso não ando lendo jornal, eu “filava” o da empresa que trabalho, só que em vez de racionalizar as sacolas plásticas, eles, a diretoria da empresa que trabalho racionalizou os jornais, melhor assim eu não tenho mordomo para passar a ferro quente o jornal, assim, evita de sujar meus dedinhos!

Ana querida,
Foi muito bom ter encontrado vc, mesmo que seja assim pelas telas do PC.
Adoro passar aqui e saborear seus textos e sua “companhia”, sinto como nos velhos tempos, quando íamos nas casas dos vizinhos mas queridos, tomar café e jogar conversa fora!
Um feliz dia do amigo!
Beijos!

Tina disse...

Tenho várias considerações a fazer, vamos lá:
Sobre as sacolas plásticas, para mim é td muito fácil e prático, voltamos as sacolas de papel, pronto. E já que o mundo está poluído e a consciência ambiental "instalada", decreto que todos os produtos não perecíveis (arroz, feijão, macarrão...) e td que se comercializada em sacos seja comercializado em embalagem de papel, daquele tipo de papel de embrulho de acarajé ou sendo menos regional, das padarias de antigamente, onde os embrulhos eram amarrados com cordão (meu padrinho tem uma padaria q até hoje é assim), por sinal o pão passou a ser vendido em sacolas plásticas em muitos lugares, que feio isso.
Agora vou para os jornais, para mim cheiro de jornal é cheiro de meu pai. É emblemático ele e seus jornais deitado na cama, sentado na sala, jornal para fundo de gaiola de passarinho, jornal para nos mostrar isso e aquilo, jornal, jornal e jornal. Por aqui tem 2 jornais que circulam a 0,50 centavos cada e um de 1,50 bem baratos, com seletas coisas boas, não é um Globo, nem Folha de São Paulo, mas dá pra comprar se filando a leitura o passageiro ao lado resolve descer. Eu leio tudo desde sempre, desde bula de remédio, placas de rua, a bíblia e dicionários.
Me lembrei agora de que o peixe na feira vem embrulhado em jornal, salve os feirantes !
Qt ao jornal passado a ferro, nem sei o que comentar.
Qto a ter mordomo eu gosto de coisas simples e prosaicas, mas tb gosto de um luxinho e frescurites, coisa de arianas, vamos do lixo ao luxo...rsrs, pensei ai um mordomo fiel, bem vestido que fale frances, leve tudo antes da gente sequer saber que quer e termos o maravilhoso álibi de por a culpa de tudo nele, melhor que pescar de bomba :)
Após esse comentário que ficou do tamanho de um post, meu carinho, AMIZADE, admiração e pulos na sua cama com seus filhos, travesseiros, balões, de soprar, confetes, fandangos de presunto, gargalhadas e gritinhos pelo dia do amigo \o/

Carla Brito disse...

Ainda há um longo caminho a percorrer!

Su disse...

Ana Paula...

adoro sua vertente cômica!rs... Mas vamos lá... aqui em Pira temos algumas vantagens... tem jornal de graça, tudo bem que não é uma folha de SP, mas atualiza, aí o Jornal melhor eu compro só aos domingos que é quando adoro sentar e ler todas as notícias da semana... Os mercados também voltaram com as sacolinhas, mas como eu já havia me acostumado com as minhas de tecido... acabo por levar as minhas de casa mesmo, como recebo cesta básica da prefeitura que é do meu trabalho, tudo de mais pesado vem em caixas que depois reciclo... então estou de "parabéns" nesse quesito...rs
Já o problema do metrô, amiga!!!Nem me lembre disso, sou do tempo que passear de metrô em SP era uma delícia... um passeio mesmo, mas há uns 4 anos quando precisei usar o metrô em SP quase morri esmagada e sufocada na linha Nobre Verde!!!
Aqui em Pira, a gente vai andando, de bike, e até de carro, mas olha posso te dizer, até de ônibus numa ótima... tudo vaziozinho... Cheguei a uma conclusão: vem bora pra cá vai!!! Ia amar ter vocês por aqui, ja pensou, meu filho seria amigo dos seus pequenos, bora pra Pira então... aí vamos passear em São Pedro, vamos ver a Ivani que é pertinho daqui também!!! Bora já!!!rs

Beijos e um lindo e mais lindo e feliz dia dos amigos! Obrigada por me deixar ser parte desse dia!

Su.