domingo, 17 de março de 2013

Fiquei de recuperação

Certa vez, eu li num comentário de um blog de um amigo, uma pessoa falando da época em que pegava segunda época, exame em matemática ( não vou contar quem é! ) e até sentia saudades disso!
Pois eu criei coragem para revelar que também fiquei de segunda época, fiquei de recuperação.
Em qual matéria?
Não pasmem, por favor.
Fiquei de recuperação em Bordado. Sim, matéria bordado.
É preciso que eu conte um pouco da minha vida escolar para que compreendam como eu consegui quase repetir de ano.

Eu era uma linda menininha que só tirava nota dez. Sobre a nota dez, é tudo verdade. Sobre a lindeza, é mentira.
Eu era uma menininha bem feinha ou feiozinha, como queiram. Mas com a sapiência de minha mãe, que comprava lindas fitas de cetim para colocar em minhas marias-chiquinhas, as pessoas sempre se referiam a mim como "que gracinha". A verdade é que eu nunca soube se eu era uma gracinha ou eram os laços acetinados com estampas de bolinhas, bichinhos, xadrez, que o eram. O que importa é que minha auto-estima não foi afetada na infância. Ser engraçadinha já estava bom.
Assim segui entre os boletins recheados de notas dez e as fitas enrolando minhas chiquinhas. Crescia feliz.
Até que chegou o ingresso no ginásio, na quinta série. 
Deixei de lado as chiquinhas, a mala escolar e passei a carregar os tão sonhados cadernos universitários no braço. Que símbolo de liberdade era aquilo!
Eu sentia o mundo se abrindo para me receber. Eu não precisava mais fazer fila e esperar a professora ( que naquela época podia ser chamada de tia ).  
E foi nessa atmosfera de liberdade, de tudo novo que eu fiz a minha primeira prova de educação artística. Era um desenho livre. Havia somente um pequeno traço no meio da folha branca de sulfite.
Expressei toda a minha sensação de sentir-me livre naquele mundo ginasial. Risquei, rabisquei, utilizei cores fortes misturadas com traços delicados e criei a minha mais bela obra abstrata. Afinal bastava de desenhos de coelhinhos, casinhas, cerquinhas. Meu mundo agora era outro e eu o retratei ali.

Nota zero. Foi isso mesmo que eu vi escrito na minha prova. Assim Z-E-R-O.
O mundo me engoliu quando eu recebi aquela prova. A menininha que só tirava dez no boletim, de repente chega em casa com um zero.
Mamãe foi conversar com a professora que lhe explicou que ficou horrorizada com tanto rabisco. E mostrou uma prova que ainda estava com ela: uma linda casinha com cerquinha e um coelhinho comendo cenourinha. Era isso que ela esperava de mim.
Mas não estava escrito desenho livre? Eu ainda indaguei. Desenho querida, não rabisco livre.
Tirei dez na outra prova, que somando com o zero e dividindo deu média cinco. E entre cinco e seis eu passei de ano, com a auto-estima artística arrasada. E com medo até de olhar para a professora.
No ano seguinte, uma possibilidade surpreendente para me livrar da aulas de artes: era dado a possibilidade de escolha entre ficar na sala de aula com a professora ou optar por fazer aula de bordado com a freira Irmã Laurinda. 
Segunda opção, claro.
Adentramos nos labirintos secretos do colégio religioso para chegar aos aposentos da freira que nos aguardava.
Achou que éramos poucas.
Explicamos que a maioria optara por ficar na aula convencional de artes.
Ela disse que o mundo estava perdido. As moças estavam perdidas.
E pôs-se a explicar: aqui vocês podem fazer três tipos de trabalho; tela, para as mais preguiçosas; casaquinhos de bebê em crochê, para as igualmente preguiçosas e por fim, bordado, para as mais aplicadas.
Bordado, disse eu. Foi sedutor para mim ver aquele pano branco esticadíssimo num bastidor e junto com o sol da tarde que tingia os vitrais, a agulha tingia delicamente o tecido.
Começamos. E eu cheguei em casa mostrando para a minha mãe o caderno com os desenhos e nomes dos pontos e o paninho com a agulha pendurada dizendo que não tinha conseguido compreender nada do que a freira ensinava. Mamãe olhou com alegria saudosa para o bastidor e começou a bordar igualzinho a freira. Deixei por conta da mamãe. Ela ficava tão feliz bordando. Era uma cena perfeita para uma mãe - sentada, imersa em silêncio e bordando.
Chegava para a aula com a lição feita e após conferir o avesso ( como a freira gostava do avesso ) ela passava outro ponto. Eu enrolava até terminar a aula e entregar tudo para mamãe.
O problema foi que mamãe morreu em agosto e aí...

Aí que o dia que eu mostrei a joaninha para a freira ela me perguntou se aquilo era uma joaninha ou uma zebra.
Sim, porque as bolinhas pareciam listras...
As amigas da tela, já estavam terminando; os casaquinhos de crochê recebiam uma fita para finalizá-los e os outros bordados também estavam se encerrando quando eu ainda tentava me entender com a joaninha e ainda tinha uma formiga de pé carregando uma trouxa nas costas.
O bordado parecia demasiado pesado para mim quando tirei outro zero e fiquei de recuperação com a irmã Laurinda. Três vezes na semana eu subia até o último andar do colégio e tentava bordar enquanto ela me rogava pragas que eu não iria casar, afinal nem os lençóis com as iniciais dos nossos nomes eu sabia bordar.
Tudo o que eu fazia era engolir o nó na garganta e lembrar da " Casas Teixeira - tudo para o seu enxoval" recém inaugurada em frente ao ponto de ônibus que eu ficava.
No dia 21 de dezembro ela me liberou e disse que eu tinha passado apesar da minha péssima habilidade com as linhas e agulhas.
Nunca mais desenhei e costurar, somente botão, em caso de extrema necessidade.
No ano seguinte, soou o sino com notas fúnebres.
Soube que Irmã Laurinda tinha morrido.
Tive um sentimento entristecido. Eu gostava da Irmã Laurinda, ali com o sino, eu soube.

25 comentários:

✿ chica disse...

Que maravilha te ler! Puxa, cada uma que éramos obrigados a aguentar,rs.

E só quando os sinos da morte soaram, te deste conta que gostavas dela,rs


Eu , para não fazer nada, pude optar participar de um CORAL. Alim, só entrava com a voz...

Tive aulas de bordado e não combinava comigo. Minhas amigas ali, compenetradas bordando e eu descascando bergamostas(aí mexericas) e espremendo perto delas, que queriam me matar!

Resisti viva e fui pro Coral.

Adorei tuas histórias, ricas em detalhes! beijos,chica, linda semana!

VERINHA TIBURSKI disse...

Olá Ana.
Que linda sua historia, também me sentia uma feiinha na escola e nem vou contar os apelidos, kkkkkk. Tempo sofrido,porem nos dá saudades daquela época, também tive aulas assim era chamada de outro nome em Curitiba, só não lembro qual. Aprendi a borda depois de trinta anos, já fiquei em recuperação em matemática, afff eu e os números brigávamos e muito.
Uma semana especial.
Beijos.

Lacorrilha disse...

Adorei. A última frase é que me deixou num pranto. Tens esse dom, de me chegar ao coração toda a vez que te leio.
Beijinhos

Blog do Óbvio - Manoel disse...

Ana Paula, esse tipo de recuerdo é muito gostoso, né?
Você pode até não desenhar, mas o que você escreve é muito bonito. A ironia que você coloca nas entrelinhas é genial. Perceba como você gosta de "provocações" e desafios. Essa sua ironia latente ajuda muito nisso e situações dignas de se chorar, você transforma em apimentados acontecimentos do dia a dia. Tinha uma época que todos os domingos eu comprava o Jornal do Brasil (do Rio de Janeiro) só para ler as crônicas do caderno B. Muitas vezes eu era surpreendido por mim mesmo, rindo muuuuuuito. Gargalhando mesmo. As coisas bem ruins do nosso dia a dia eram contadas com muita ironia e muitas vezes os escritores chegavam a provar as vantagens de fazermos coisas de modo contrário ao certo, só para dar certo, rs...rs.
Seu estilo é esse. Não vou contar nenhuma das crônicas aqui porque ficaria maçante para quem não gosta, mas era sagrada essa minha leitura dominical.
Com aquele talento ainda encontro o Luis Fernando Veríssimo e o João Ubaldo. O resto está mais sério ou usa um humor pastelão. Não é uma ironia inteligente igual a sua.
Adoro ler seus textos.

O Pipoqueiro mandou perguntar se você já aprendeu a dançar. Ah! Ele também quer ve-la andando de bicicleta.

Beijo

Manoel

Alê Lemos disse...

Minha mãe tb ficou pra segunda época em artes. O trabalho era fazer uma escultura em pedra sabão, mas minha mae nao sabia fazer isso, entao acabou fazendo um 7 e tirou zero. Na recuperação ela tinha q fazer uma tapeçaria, e dessa vez ela passou pq sabia fazer , mas odiava rssss. Eu só fiquei em recuperação em matemática.

Ivani disse...

eu não acredito que voce era "feinha". Como pode um feinha virar uma mulher linda assim?
Como a chica, eu não dava "pra nada", então fui cantar no coral kkkkk
lembro-me até hoje dos hinos e músicas comemorativas.Gostava, mas não amava!
adorei seu texto, recheado de bom humor e lembranças lindas.
eu fiquei de "segunda época" em matematica no ano da formatura, não pude participar do baile porque a prova era depois. Sacanagem né?
e na rua onde eu morava também tinha Tecidos Teixeira, cama, mesa e banho! kkkkk
quanta coincidência meu Deus.
o Teixeira dono da loja era amigo noss, irmão de uma grande amiga minha, a Marlene, Viu, despertou saudades. Aliás vou procurar a Marlene no face, quem sabe?
Beijos minha linda, amei vir aqui.

Dama de Cinzas disse...

Muito interessante seu post! O que acontece na infância a gente não esquece, segue por toda a nossa vida, são as bases de nossa personalidade.

Eu fui uma aluna muito boa até entrar na puberdade, dali para frente minhas notas caíram muito devido aos bullyings pesados que sofria no colégio. Perdi a conta de quantas matérias fiquei em recuperação. Foi uma época difícil.

Beijocas

Moro em um Kinder Ovo disse...

Lindo texto. Sensível como só você sabe ser. Engraçado, porque somente as pessoas seguras sabem rir de suas dificuldades. E não consegui bordar a data do meu aniversário. Mas fique atenta porque quando quando as primeiras bandeirinhas de uma festa junina forem hasteadas eu tô chegando para festejar.

Neno disse...

Olá!!
Obrigado pela visita!!
Só deu tempo de responder agora!!
Desculpe.
Boa semana pra ti!!
Bjs do Neno

Tina Bau Couto disse...

Eu fui para recuperação também (no meu tempo era esse o nome, e vinha depois de ja ter ido para prova final e não ter passado. Oh Lord!). Mas nada de se pasmar: matemática, física...matérias que sempre tinham muitos números e meu negócio sempre foi as letras e as artes.

Também estudei em Colégio de freiras, Sagrado Coração de Jesus o nome de onde estudei tds os anos escolares, mas os tempos já eram de se poder desenhar Girassóis, rabiscos, meninas de pernas pro ar na grama, tenho aqui um desenho assim, dos idos de minha adolescência, que já, já te vou te mandar por e-mail.

Viajei com sus histórias, imaginei sua vivências como quem vê um filme e associei a histórias que já vi em filmes, como um que Julia Roberts é professora de artes,: O sorriso da Monalisa, eu acho que é esse o nome, MUITO bom o filme.
Lembrei que eu brigava com um professor de artes e ele comigo, um querendo saber mais que o outro e tempos depois ao reencontrá-lo mutuamente revelamos o quento nos admirávamos.
Através dessa crônica irmã Laurinha já tem seu testemunho e eu suspeito que seja recíproco o querer bem.

Lembrei tb de um texto que segue abaixo (grande, mas não resisti) e de uma das minhas idas ao Colégio de meu filho qd ele era pequeno e a professora (louca...rsrs...não achei palavra mais adequada) achava que desenhos pequenos eram sinal de pouca visão de mundo, grandes eram sinal de ganância e o sol de meu filho na parte bem baixinha do papel era sinal de acanhamento, medo, necessidade de terapia anunciada e ele disse: Ela pediu um sol e eu fiz, meu sol esta se pondo, não pode não?

Tina Bau Couto disse...

"Era uma vez um menino que ia à escola. Ele era bastante pequeno, e ela era uma grande escola
Uma manhã, quando o menininho estava na escola, a professora disse: “Hoje iremos fazer um desenho”. “Que bom”, pensou o menino. Ele gostava de fazer desenhos. Ele podia fazê-los de tantos os tipos: leões, tigres, galinhas e vacas, trens e barcos. E ele pegou uma caixa de lápis e começou a desenhar, mas a professora disse: “Esperem, ainda não é hora de começar!” Ela esperou até todos estarem prontos. “Agora”, disse a professora, nós iremos desenhar flores”. “Que bom!” Pensou o menininho, ele gostava de desenhar flores e ele começou a desenhar flores com o seu lápis rosa, laranja e azul. Mas a professora disse: “Esperem, vou mostrar como fazer!” E a flor era vermelha, com caule verde. “Assim”, disse a professora, “agora vocês podem começar”. O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Ele gostava mais da sua flor, mas não podia dizer isto. Ele virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse: “Hoje iremos fazer alguma coisa com o barro”. “Que bom”, pensou o menininho. Ele gostava de barro. Ele podia fazer todas as coisas com barro: elefantes e camundongos, carros e caminhões, e ele começou a amassar o barro. Mas a professora disse: “Esperem, não é hora de começar”. Ela esperou até todos estarem prontos. “Agora”, disse a professora, “nós iremos fazer um prato”. “Que bom”, pensou o menininho, ele gostava de fazer pratos. E começou fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse: “Esperem, vou mostrar como fazer”. E ela começou a mostrar a todos como fazer um prato fundo. “Assim”, disse a professora. “Agora vocês podem começar”. O menininho olhou para o prato da professora, então olhou para o próprio prato. Ele gostava mais do seu prato do que o da professora. Mas ele não podia dizer isso. Ele amassou o seu barro numa grande bola novamente e fez um prato igual o da professora. Era um prato fundo. E mais cedo o menininho aprendeu a esperar, a olhar e a fazer coisas exatamente como as da professora, e muito cedo ele não fazia coisas por si próprio.
Então aconteceu que o menino e sua família mudaram-se para outra casa, em outra cidade, e o menininho tinha que ir a outra escola. Esta escola era ainda maior que a outra escola. Não havia porta da rua para a sua sala. Ele tinha que subir grandes degraus, até a sua sala. E o primeiro dia ele estava lá. A professora disse: “Hoje nós vamos fazer um desenho”. “Que bom”, pensou o menininho, e ele esperou que a professora dissesse o que fazer, mas a professora não disse nada, ela apenas andava pela sala. Quando ela veio até o menininho disse: “Você não quer desenhar?” “Sim”, disse o menininho, “o que vamos fazer?” “Eu não sei até que o faça”, disse a professora. “Como eu posso fazê-lo”, perguntou o menino. “Da maneira que você gostar”, disse a professora. “E de que cor?”, perguntou o menininho. “Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar a mesma cor, como eu posso saber quem fez o que, e qual o desenho de cada um?” “Eu não sei”, disse o menininho. E ele começou a fazer uma flor vermelha com caule verde."

Rovênia disse...

Poxa... ainda bem que não tive essas aulas de furar dedos, mas quero muito aprender a bordar. Estou cheia de miçangas, botões coloridos, feltro e linhas de várias cores. Quero inventar o convite do aniversário das meninas como autodidata. Será que consigo? Depois conto!

Patricia disse...

Q texto gostoso de ler!
Eu adoro bordar, sabia? Minha mãe nunca fez trabalhos manuais, mas eu sempre fui apaixonada. Faço tricot e ponto cruz. Fora o scrapbook.
Vc não ia bem no bordado mas a redação é sua eterna aliada, né?
Já estou em SP. Qualquer hora marcamos um café.
Beijo grande

Imaculada disse...

Meu Deus! Como é lindo te ler!
Quanta riqueza de detalhes e carinho
em sua narrativa... Amei!
Abraços! Uma tarde abençoada pra ti.

disse...

Que linda história. Quanta emoção nas suas palavras. Beijo, Lê

Kellen Bittencourt disse...

Oii Ana, recuperação em bordado não é mole não rsrs, eu teria repetido de ano sem perdão com certeza, pois sou péssima em qualquer trabalho manual! Recentemente, minha filha,teve que fazer um cachecol p fazer uma doação, projeto de um professor de história, esse cachecol não saiu de jeito nenhum, e ela perdeu 10 pontos em história rsrs Bjoosss

Alê Biet disse...

Oi Ana!
Fiquei duas vezes de recuperação em português, sempre gostei de números!
Já disse que tenho que fazer um cursinho de língua portuguesa, até hoje sou péssima.
Mas quanto a bordados, quase tive que fazer terapia por conta deles.
Minha mãe sempre foi uma mulher prendada, fazia bordados de todos os tipos (e são vários), crochê, tricô, corte e costura e muito mais!
Somos três irmãs a Carla mãe da Carol, eu e Andreia a minha irmã especial.
A Carla adorava as linhas, agulhas e panos... Mamãe ficava orgulhosa e feliz!
Andreia não tinha condições de fazer as artes das linhas e panos.(sorte dela)
Alessandra ODIAVA! Mamãe me excomungava e obrigava a fazer aqueles pontos que para mim era uma tortura.
Quando minhas tias iam em casa mamãe logo mostrava os trabalhos que Carla havia feito, era tanto orgulho nos olhos dela que me deixava um tanto aborrecida. Não sei se por ironia ou falta do que conversar ,logo diziam minhas tias, quero ver os bordados da Alessandra também. Que bordados? Mamãe dizia.... essa menina só que saber de subir em arvores e correr de um lado pro outro! Já não sei o que fazer com ela.
Aprendi os pontos e fazer tricô e crochê, só para satisfazer minha mama.
Hoje não faço nem sob tortura, e mamãe acha graça e diz: É hoje eu vejo que cada pessoa tem um dom e eu ficava forçando vc a fazer as coisas que eu gostava.
Tarde de mais fiquei magoada! De verdade rsrsrsrs!

Calu disse...

Fui toda lampeira te lendo e me lembrando das mesmas situações por mim vividas no ginasial e no curso Normal, quando percebi tua saudade pulsante na enorme perda acontecida.Imagino o abalo que tudo isto gerou em tua vida, ao menos, vc viu-se envolvida com a tal formiga. E, esta professora de artes deve ter feito a faculdade trocada,rsrsrsss
Bjos,
Calu

LUCONI disse...

Ana adorei isto, eu me achava horrorosa na escola e veja a professora de matemática aqui ficou também de segunda época de matemática no que seria a sexta série hoje, foi aí que descobri que era autodidata, pedi a papai uma lousa e eu mesma lendo o livro de matemática expliquei para mim a matéria do ano todo, resultado DEZ e eu tinha certeza que iria tirá-lo, nunca mais aprendi nada com professor, sempre em casa aprendia sozinha, muito bom viajar no passado, beijos Luconi

Flávia Brito disse...

Olha, se tivesse feito essas aulas de bordado na infância, ou mesmo na adolencência também teria tirado zero,mas com a maternidade descobri habilidades improváveis. Mas esse pessoal dessa escola heim... como assim você perde sua mãezinha e eles ficam preocupados com seu desempenho no bordado?

Lindo texto. Beijos!!

Débora disse...

Oi Ana,

Saudades de passar por aqui e ler tantas coisas legais...Recordações de infância, as minhas preferidas.
de recuperação nunca fiquei e adoraria ter tido aulas de bordados no colégio...rs
Bjo grande no coração!

Carolina Lima disse...

Ana,
sues textos são ótimos!!!

E, como retratado acima, minha mãe é uma bordadeira e tanto. Das três filhas, só uma aprendeu o tal do ponto cruz, a Camila.
Minha mãe bem que me tentou ensinar, mas eu não gosto. Eu gosto é de papel. E, ao contrário de você, nem botão eu não sei pregar...

beijinhos :**
Carol
www.umblogsimples.com

Lorena Viana, disse...

Ana me senti vivenciando sua história... na minha época era um pouco diferente, estudei em colégio de freiras, mas não eram ofertados cursos de bordados, crochês, essas artes, apenas matérias. E eu sempre tinha muita vontade de me aventurar no mundo das linhas e agulhas, lembro que na época, minha mãe procurou escola de arte no meu interior, mas por ser cidade pequena, não tinha nenhuma escola dessas. Tentei aprender com algumas tias, mas a idade já não deixava eu compreender os pontos. Hoje, tenho vontade de ainda tentar aprender a crochetear e bordar.

Amei seu texto, me recordou também a infância!

Beijo carinhoso!

Flor de Liz disse...

Acabo de postar sobre como alguns textos praticamente nos fazem carinho... E veja só!
Seu texto fez um carinho aconchegante dos bons! (Como já me acostumei)
As aulas de arte sempre foram minhas favoritas... Quanto a bordados, não fico nem com a parte dos botões em momentos de necessidade! :(
hahaha
Estranho dar-se conta de como gostávamos de alguém, né? Vira e mexe acontece comigo.
Adorei o texto, muito mesmo. Li três vezes e ainda vou mostrar pra minha irmã! haha
Beeeeeeijos

http://oiflordeliz.blogspot.com.br

Orvalho do Céu disse...

Olá, querida
Em primeiro lugar, passo pra completar o post cuja iniciativa vc teve:

http://www.poesia-espiritual.com.br/2013/02/poesia-de-lombada.html

Depois, para felicitá-la pelo dia do blogueiro...
E ainda para dizer-lhe que fiquei em recuperação em Grego uma vez na Universidade... Foi a única vez pois não suportava tal matéria...
Bjm de paz e bem